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Guimarães

Ex-presidente de Fundação acusa Redentoristas de Guimarães de lhe quererem tirar 2,6 milhões

Fundação para a qual diz ter doado todo o seu património acabou extinta pela Arquidiocese de Braga à sua revelia

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Foto: Direitos Reservados

Burla qualificada. É este o crime invocado pelos advogados de Rogério de Matos e Guimarães, de São João da Madeira, numa queixa-crime que acaba de ser entregue ao DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal), de Braga.

No documento, o jurista Pedro Pereira Pinto explica que o seu constituinte ficou sem 2,6 milhões de euros com a extinção, pelo Arcebispo D. Jorge Ortiga, da Arquidiocese de Braga, da Fundação Lusitânia para o Desenvolvimento Universitário e Empresarial, instituição privada de Direito Canónico de que era sócio fundador maioritário e presidente.

O documento refere que D. Jorge Ortiga encerrou a instituição, a pedido da Congregação do Santíssimo Redentor – Missionários Redentoristas, que apenas detinham 15 por cento.

A O MINHO, o prelado disse que, no quadro do direito canónico anuiu a um pedido da Província de Guimarães da Congregação para a criação da Fundação, e, em 2018, fez um mesmo a um outro para a sua extinção.

Lacónico nas palavras, o padre Leonel, provincial de Guimarães, disse apenas que havia “má gestão e gastos excessivos”.

Tese que Rogério de Matos e Guimarães rejeita, garantindo que a Congregação nunca meteu “um tostão” pelo que não se pode queixar de “gastos”.

Explicou que, após a cura de uma doença grave, decidiu imprimir um novo rumo à sua vida, e doar todo o seu património – avaliado em 2,6 milhões – a uma Fundação, que criou e serviria para o combate à pobreza. Em 2009 doou todo o seu património, numa atitude de total compromisso com a missão que abraçou.

15 por cento

“Os Redentoristas ficaram com 15 por cento e ficaram de doar à Fundação 49 por cento da Editorial Perpétuo Socorro, o que nunca fizeram”, sublinha.

Os estatutos do organismo continham uma cláusula, estipulando que, em caso de extinção legal e prevista da Fundação, o seu património reverteria para os Redentoristas. “Estava convencido de que tal nunca aconteceria, pois de acordo com os estatutos e regulamento interno, nada pode ser feito sem a minha anuência”, disse.

Nos primeiros sete anos de atividade, a Lusitânia tentou implementar em Timor-Leste, Cabo Verde e Guiné-Bissau o conceito de Zona Especial de Economia Social e de Mercado, que consiste na implantação, numa dada área geográfica de uma Zona Económica Especial, com enquadramento jurídico e fiscal específico, onde se concentrariam atividades sociais, económicas e financeiras integradas focadas no desenvolvimento económico e social estratégico.

Depois de ter tentado arrancar em Timor, onde o projecto foi “usurpado”, a Fundação tinha negociado uma Zona Especial no norte da Guiné-Bissau, onde seriam investidos mais três mil milhões de euros, totalmente privados, exclusivamente de empreendedores e financiadores internacionais.

Rogério Guimarães diz que, em fim de março de 2018, quando se preparava para assinar o contrato com o Governo guineense, foi informado de que o Conselho Provincial dos Redentoristas queria acabar com a Fundação. Não deu valor pela segurança estatutária que detém. Mas tal foi confirmado em maio pelo arcebispo D. Jorge Ortiga, em carta enviada ao padre Diamantino Dias, de Almeida, Redentoristas e membro da Fundação, sem qualquer notificação ou contraditório até hoje.

“Os Redentoristas solicitaram a extinção à minha revelia e sem me darem conhecimento e a Cúria fê-lo. Fico assim sem o meu património que reverte para a Congregação após liquidação”, lamenta, frisando que nada lhe foi explicado quer na ocasião, quer até hoje apesar de o ter solicitado várias vezes.

Acresce que, para além das propriedades de 2,6 milhões, a Fundação tinha créditos judiciais reconhecidos sobre terceiros de 1,6 milhões.

As dívidas da Fundação eram de 140 mil euros, apenas quatro por cento do valor do seu património.

O projeto fundamental na Guine-Bissau está assim bloqueado, “com prejuízos sociais enormes para um povo em si já tão sofrido”.

E a concluir, declara: “Há que separar a atitude destes padres que pululam nas notícias tristes recentes e constantes na Igreja, e afastá-la da verdadeira e Católica Igreja onde tanta gente boa é congruente e vive Cristãmente”.

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Guimarães

Câmara de Guimarães manifesta pesar por morte de trabalhador em obra no Teatro Jordão

Vítima de 46 anos

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Foto: DR/Arquivo

A Câmara Municipal de Guimarães manifestou hoje o “seu profundo pesar” pela morte, esta manhã, de um trabalhador de 46 anos no recinto das obras em curso de reabilitação do Teatro Jordão, refere a autarquia em comunicado.

“Desde já a Câmara Municipal de Guimarães apresenta as mais sentidas condolências e manifesta o apoio necessário à família da vítima”, lê-se numa nota enviada à Lusa.

Um homem morreu esta manhã num “acidente no recinto das obras de requalificação” do Teatro Jordão, em Guimarães, tendo o óbito sido declarado no local “depois de manobras” de reanimação, disse à Lusa fonte dos Bombeiros Voluntários.

Segundo a fonte, os Voluntários de Guimarães foram “acionados” pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga às 09:31.

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Guimarães

Homem morre em “acidente no recinto das obras” no Teatro Jordão em Guimarães

Em Urgezes

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Foto: DR

Um homem morreu esta manhã num “acidente no recinto das obras de requalificação” do Teatro Jordão, em Guimarães, tendo o óbito sido declarado no local “depois de manobras” de reanimação, disse à Lusa fonte dos Bombeiros Voluntários.

Segundo a mesma fonte, os Bombeiros Voluntários de Guimarães foram “acionados” pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Braga às 09:31.

“Foi-nos pedido que nos deslocássemos para o local com uma viatura de desencarceramento. Quando lá chegámos, estavam a ser feitas manobras de suporte avançado de vida pelo INEM, que já lá estava, mas o óbito acabou por ser declarado no local”, disse.

A vítima tinha 46 anos e, segundo a fonte, “o acidente terá envolvido algum veículo que terá atingido o homem”.

O Teatro Jordão, encerrado desde 1993, está a ser alvo de obras de reabilitação, pretendendo a autarquia instalar ali a escola de artes performativas e visuais da Universidade do Minho e a escola de música da Sociedade Musical de Guimarães, numa obra que está orçamentada em perto de doze milhões de euros.

 

Notícia atualizada às 16h07 com mais informações

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Guimarães

Abertas as inscrições para o Banco de Terras de Guimarães

Incubadora de Base Rural

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Foto: DR

A Câmara de Guimarães já abriu as inscrições para o Banco de Terras, onde proprietários podem arrendar ao município terrenos abandonados ou sem qualquer utilização, para serem depois subarrendados a quem queira criar negócio de base rural.

De acordo com a autarquia, as inscrições estão abertas até 31 de dezembro, com as candidaturas a serem disponibilizadas a partir do aviso de abertura.

Este Banco de Terras foi lançado através da Incubadora de Base Rural (IBR Guimarães), e, de acordo com a autarquia, é “um instrumento através do qual proprietários podem arrendar ao Município terrenos abandonados/sem utilização de que sejam detentores, para que este os subarrende a empreendedores com vontade em criar o seu próprio negócio de base rural”.

Em comunicado, a autarquia sublinha que “o Banco de Terras de Guimarães corporiza um conjunto de benefícios para o proprietário, na medida em que valoriza os seus terrenos com potencial agrícola ou florestal, tem garantia de renda por parte do Município de Guimarães, recebe o património fundiário no mesmo estado de uso ou ainda melhor do que o estado inicial e deixa de ter custos com a limpeza anual de vegetação, espécies arbustivas e manta morta”.

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