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Elementos do Exército e Cruz Vermelha apoiam lar de Vila Real

Covid-19

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Foto: Diário de Trás-os-Montes / DR

Elementos do Exército e da Cruz Vermelha vão substituir esta noite uma parte dos funcionários do Lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, onde permanecem cerca de 60 utentes que foram hoje testados à covid-19.

Neste lar, localizado no centro da cidade de Vila Real, foram identificados 13 utentes e sete funcionários com covid-19.

Depois de retirados, durante a manhã, os utentes infetados, o INEM procedeu à realização de testes a todos os restantes residentes e funcionários que ainda permanecem na Instituição Particular de Solidariedade Social.

Fonte da câmara de Vila Real explicou que hoje já não haverá transporte de mais utentes e que elementos do Exército, incluindo um enfermeiro, e da Cruz Vermelha Portuguesa irão entrar no lar para substituir uma parte dos funcionários.

Dentro das instalações estão 13 colaboradores e vão sair sete.

De acordo com a fonte, estes funcionários irão ser encaminhados para as suas casas para cumprirem o isolamento profilático determinado na terça-feira pela delegada de saúde.

Na quinta-feira e em consequência dos resultados dos testes realizados hoje serão anunciadas novas medidas.

Depois de ter sido detetado o primeiro idoso com covid-19, no domingo, foram testados 15 utentes, dando 13 positivos, e oito profissionais, dando sete positivos.

Na terça-feira à noite foi anunciada a evacuação do lar e durante a manhã de hoje foram transferidos 11 utentes com covid-19 para o hospital militar do Porto. Os restantes dois idosos já estavam internados no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD).

A informação inicialmente avançada apontava para a transferência dos restantes utentes para o hospital militar improvisado no quartel de Braga mas, entretanto, foi decidido avançar com a realização de testes a todos os idosos e funcionários.

Precisamente por causa da cadeia de contacto identificada no Lar da Nossa Senhora das Dores, o município acionou terça-feira o plano de emergência municipal.

A autarquia explicou que esta ativação decorre essencialmente da “necessidade de aprofundar a articulação entre as várias entidades com um papel na pandemia de covid-19 e de centralizar a informação sobre todas as questões relacionadas com o combate”.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril e esta quarta-feira registava 43 mortes e 2.995 infeções associadas à covid-19, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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Hospital das Forças Armadas do Porto cheio

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Hospital das Forças Armadas do Porto já não tem vagas para receber mais doentes infetados com covid-19, informou hoje o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho.

De acordo com o governante, ouvido hoje na Assembleia da República, o Hospital das Forças Armadas do Porto “está atualmente esgotado na sua capacidade”.

“Mas esperamos que em breve tenha possibilidade de receber mais doentes, na medida em que temos 11 casos de idosos que não estão infetados e estão lá apenas enquanto aguardam condições para que regressem aos lares”, indicou o ministro, estimando que tal possa “acontecer na quarta-feira”.

Já no Hospital das Forças Armadas de Lisboa existe “ainda bastante capacidade de receber doentes” infetados com a doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Questionado pelo PCP sobre o antigo Hospital Militar de Belém (Lisboa), que está em obras para receber infetados com covid-19, o ministro adiantou que os trabalhos decorreram “em tempo recorde” com “130 trabalhadores a trabalhar 24 horas”.

Sobre o futuro daquele edifício no fim da pandemia, Gomes Cravinho explicou que as “obras que foram feitas não serão desperdiçadas, porque a infraestrutura tem de ter utilidade”, e “estava já previsto que a estrutura fosse utilizada, em parceira com a Câmara Municipal de Lisboa e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, como centro de cuidados continuados”.

“Esse plano mantém-se”, salientou.

Ainda assim, o ministro da Defesa Nacional afirmou que, “daqui por um mês ou dois”, vai falar com a ministra da Saúde, que decidirá se se mantém a necessidade daquelas camas para o tratamento de doentes com covid-19.

Se essa necessidade não se colocar, avança o centro de cuidados continuados, mas se as camas forem precisas para doentes infetados com o novo coronavírus, “esse plano será adiado”, referiu.

Sobre o hospital de campanha localizado no Estádio Universitário, em Lisboa, o ministro explicou que o “objetivo é ter capacidade de receber utentes que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tenha capacidade de atender”.

Questionado sobre a localização, Gomes Cravinho argumentou que foi o “local mais apropriado”, mas assinalou que “está ao serviço do país, assim como a capacidade de transporte das Forças Armadas”, como por exemplo as “ambulâncias, que serão utilizadas sempre que houver necessidade”.

Em resposta ao PS, o ministro lembrou que as Forças Armadas estão à disposição do SNS e que dispõem de um conjunto de centros de acolhimento que permitem apoiar a rede hospitalar.

“[São] locais onde, por um lado, podem ir pessoas infetadas que não têm sintomas, mas não têm possibilidade de isolamento em casa própria, por viverem com outras pessoas, ou pessoas infetadas com sintomas, mas sintomas ligeiros que não requeiram nenhum tipo de cuidados especiais”, adiantou o ministro.

Desse modo, continuou Gomes Cravinho, o atendimento médico nestes centros seria “muito ligeiro”, não sendo necessário “o rácio habitual de camas por médico e por enfermeiro”.

Em resposta ao CDS-PP, o ministro da Defesa Nacional identificou “1.147 camas disponíveis para serem ocupadas” em nove centros de acolhimento espalhados pelo país – Braga, Vila Real, Alfeite, Vendas Novas, Leiria, Ota, Tavira, Funchal e Ponta Delgada.

De acordo com o ministro, existe capacidade de expandir até 2.300 camas “com outros centros de acolhimento que ainda não estão prontos”.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Dos infetados, 1.180 estão internados, 271 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 184 doentes que já recuperaram.

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Veleiro encalha em praia das Caxinas e junta aglomerado de curiosos

Acidente

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Foto: Redes sociais

Um veleiro encalhou numa praia das Caxinas, em Vila do Conde, durante esta madrugada, resultando em ferimentos ligeiros para o único tripulante a bordo, disse fonte do comando local da Polícia Marítima da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde.

O alerta foi dado cerca das 02:25 desta madrugada, quando o veleiro, com uma bandeira sueca, terá arrojado na areia, provocando ferimentos ao único tripulante a bordo, um homem de 66 anos de nacionalidade sueca.

Esta manhã, com o veleiro ainda no local, foram vários os curiosos, em garnde maioria residentes nas imediações, a aglomerarem-se no paredão de Vila do Conde, para observar o barco e a análise das autoridades para remoção do mesmo.

O tripulante teve alta esta manhã, estando em contacto com a Polícia Marítima para efetuar o desencalhe da embarcação.

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Portugueses suspeitos de ajudar no furto de dois milhões de máscaras na Galiza

Covid-19

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Foto: Ilustrativa / DR

Um empresário residente em Santiago de Compostela, na Galiza, foi detido pelas autoridades pelo presumível roubo de material sanitário avaliado em cerca de cinco milhões de euros, entre o qual dois milhões de máscaras.

A detenção ocorreu com a colaboração das autoridades portuguesas, por se julgar que o material seria, entretanto, vendido a empresários portugueses.

Fonte da investigação, citada no jornal La Voz de Galícia, explica que o material foi roubado de um armazém situado na zona industrial de Tambre, no país vizinho. As câmaras de videovigilância acabaram por permitir alcançar o autor do furto e os seus contactos portugueses, que se deslocaram ao armazém em causa na altura do furto.

A investigação começou depois de uma denúncia, já em tempos de pandemia covid-19, de que várias máscaras e equipamentos de proteção estavam alojados numa empresa especializada nesse tipo de produtos, mas que a mesma se encontrava em insolvência.

As autoridades realizaram buscas no espaço dirigido pelo empresário detido e encontraram o material, já fora das caixas originais, numa forma do autor ocultar a sua precedência.

A vice-presidência da Xunta de Galícia veio a público condenar o ato, indicando que as autoridades acreditam que o roubo terá sido realizado quando Itália já se encontrava a braços com falta de material, o que prova a intenção de aproveitamento dos autores.

O homem encontra-se sob inquérito judicial enquanto as autoridades desenvolvem a investigação em colaboração com as congéneres portuguesas, pois acreditam fortemente que serão lusitanos os cúmplices deste roubo.

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