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Covid-19: Ministro das Finanças diz que país “nunca esteve tão bem preparado”

Mário Centeno

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Foto: DR / Arquivo

O ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, afirmou hoje que o país “nunca esteve tão bem preparado” para enfrentar uma crise como a causada pela covid-19, mas não esclareceu se estará a caminho uma nova vaga de austeridade.

“O país nunca esteve tão bem preparado para uma crise como esta”, disse Mário Centeno em conferência de imprensa realizada por vídeo, acrescentando que o Governo fará tudo para “restaurar a confiança e regressar à normalidade”.

Na ronda de perguntas, questionado sobre se a crise económica causada pela pandemia de covid-19 trará uma nova vaga de austeridade ao país, Mário Centeno não respondeu diretamente.

“A natureza desta crise é essencialmente muito diversa daquelas que desencadearam as crises de 2008 e 2009, e as subsequentes crises em alguns países, mais profunda, a partir de 2010, 2011”, respondeu, acrescentando que não se trata de uma crise “estrutural” ou que “resulte de desequilíbrios macroeconómicos que devam ser corrigidos”.

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Restaurantes com acrílicos, ginásios reabrem sem balneários e abertura dos ATL’s adiada

Desconfinamento

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Foto: DR / Arquivo

António Costa acabou de anunciar algumas medidas para a terceira fase de desconfinamento, com especial ênfase nos restaurantes, ginásios, praias e ATL’s.

No que diz respeito aos restaurantes, podem, a partir de segunda-feira, ocupar 100% da sua lotação, desde que seja assegurada a distância de 1,5 metros entre mesas e a implementação de barreiras físicas impermeáveis, como os acrílicos, entre comensais na mesma mesa. Essas regras não se aplicam aos restaurantes que decidam manter os 50% de lotação.

“Esta medida serve para impedir a transmissão de gotículas e das doenças e é uma opção que ficará a cargo de cada estabelecimento de restauração”, disse o primeiro-ministro.

Os ginásios também poderão abrir a partir de segunda-feira, desde que assegurem algumas medidas, como a interdição dos balneários, distância de segurança entre cada um dos praticantes, normas de desinfeção, e proteção individual dos funcionários.

Quanto às praias, confirma-se a data de 06 de junho para reabertura da época balnear, de acordo com as regras de distanciamneto da DGS. A capacidade será tida em conta através da identificação da Agência Portuguesa do Ambientem tendo em conta a área de cada praia durante período de maré alta. Haverá limitações em praias com arribas, pelo risco de desabamento.

Por último, António Costa anunciou o adiamento, para 15 de junho, dos ATL’s não integrados em estabelecimentos escolares. Já no que diz respeito às atividades de apoio à família e tempos livres, ficam adiadas para o final do ano letivo, a 26 de junho.

(em atualização)

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Realizados mais de 1.300 testes a profissionais da pesca

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Governo anunciou hoje que foram realizados 1.320 testes de despiste à covid-19 a profissionais do setor da pesca, estando ainda agendados mais 1.670 nos portos de pesca do continente.

“Foram realizados 1.320 testes até ao dia 29/05 [hoje]”, anunciou o Ministério do Mar.

De acordo com os dados avançados pelo executivo, do total, a Apropesca (organização de produtores da pesca artesanal), na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, realizou 100 testes, a Propeixe (cooperativa de produtores de peixe do Norte), em Matosinhos/Póvoa do Varzim, 520 testes, em colaboração com a Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, pela cooperativa dos Armadores de Pesca Artesanal, em Peniche, distrito de Leiria, 500, e pela Organização de Produtores Centro/Peniche mais 200.

Por outro lado, estão agendados ou em agendamento mais 1.670 testes nos portos de pesca do continente, que “resultam das candidaturas das organizações de produtores e associações de pesca, e que têm um financiamento público entre 60% e 75%, através do FEAMP” (Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas).

O ministério liderado por Ricardo Serrão Santos indicou ainda que, no Algarve, está também prevista a realização de 400 testes.

Adicionalmente, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e a Docapesca vão distribuir 351 mil máscaras de proteção, 7.039 viseiras e 14.585 litros de solução alcoólica desinfetante.

Paralelamente, o total das ações de formação, no âmbito do reforço das práticas de segurança a bordo, para mestres e contramestres, vai ascender a 16 até sábado.

Em 05 de maio, o ministro do Mar assegurou, no parlamento, que, até à data, não tinham sido registados casos de infeção por covid-19 entre os profissionais da pesca, notando que o Governo avançou com um pacote de medidas para tentar travar os impactos da pandemia no setor.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.383 pessoas das 31.946 confirmadas como infetadas, e há 18.911 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Mário Centeno considera que resposta europeia “é um salto na integração”

Covid-19

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Mário Centeno. Foto: Twitter

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, afirmou hoje que as medidas da resposta europeia à crise são “um salto na integração” da União Europeia, considerando que “é muito mais fácil fazer progressos em tempo de crise” do que em contextos favoráveis.

“Este é um salto na integração, com certeza. Dívida comum, um debate sobre impostos da União Europeia e uma grande quantidade de dinheiro comum para combater esta crise”, afirmou o ministro das Finanças em entrevista à cadeia norte-americana CNBC.

O presidente do grupo de ministros das Finanças da zona euro considerou ainda que, “infelizmente, é muito mais fácil fazer este tipo de progressos em tempo de crise do que quando o sol está a brilhar”, relevando “a excelente resposta que a nível nacional e da União” está a ser dada para combater a crise associada à pandemia de covid-19.

“Se se comparar o tamanho disto [da resposta europeia] ao que era esperado nos anteriores instrumentos orçamentais para a competitividade e convergência na zona euro, é quase 75 vezes maior”, destacou Centeno, realçando que este “é um momento muito importante para a Europa”.

O presidente do Eurogrupo reconheceu também que é sabido que “é necessário completar as instituições, e definitivamente a dívida comum é uma dessas instituições para a Europa”.

“Penso que é absolutamente claro hoje que tanto a política orçamental como a monetária se juntaram de uma maneira muito forte para lutar contra esta crise única. Temos de assegurar que é uma crise temporária, que não tem nenhuma dimensão estrutural por detrás”, afirmou o ministro.

Mário Centeno prosseguiu que a dificuldade “não se pode tornar numa crise financeira porque isso seria muito negativo para todos, portanto o diálogo entre a política orçamental e a dimensão monetária na Europa já vem de há algum tempo”.

“Não tenho dúvidas de que desta vez atuámos unidos”, completou.

Já sobre a sua possível permanência como presidente do Eurogrupo, o ministro das Finanças português disse que o processo de eleição do novo presidente começará no dia 11 de junho, e que tomará “as decisões até essa data”.

“Elas serão anunciadas primeiro aos meus colegas, e depois a todos”, disse Mário Centeno.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia apresentou uma proposta de fundo de recuperação de 750 mil milhões de euros para minimizar os efeitos económicos e sociais da pandemia de covid-19, do qual se prevê que Portugal possa beneficiar de 26,3 mil milhões de euros.

A Comissão Europeia propõe que 500 mil milhões de euros sejam canalizados para os Estados-membros através de subsídios a fundo perdido e os restantes 250 mil milhões na forma de empréstimos.

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