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Braga

Bom Jesus recebe mais de 1,2 milhões de visitantes por ano

Património Mundial da UNESCO

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Foto: DR/Arquivo

O Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, ultrapassa anualmente 1,2 milhões de visitas, soma mais de meio milhar de degraus, 19 capelas, até à Basílica, cinco, até ao Terreiro dos Evangelistas, 20 fontes e 32 estátuas.

Em escadas, o monumento reconhecido no domingo, pela UNESCO, como Património Mundial, conta com o Escadório do Pórtico (376 degraus), o Escadório dos Cinco Sentidos (104 degraus), com o Escadório das Virtudes (59 degraus) e ainda com mais escadas pelo Largo do Pelicano para o Adro (34 degraus).

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Virado a poente com vista para toda a cidade de Braga, o percurso tem também 20 fontes e 32 estátuas, com destaque para as quatro fontes do Terreiro dos Evangelistas: São Mateus, São João, São Lucas e São Marcos. O Santuário é também muito procurado para casamentos: 148 pessoas casaram-se no Santuário, em 2017. No mesmo ano, realizaram-se 95 batizados.

Do início do processo de classificação até à fase final, com o reconhecimento na reunião de Baku, no Azerbaijão, do valor patrimonial do Santuário, no domingo, foram 21 anos: a “ideia” surgiu em 1998, a apresentação da candidatura deu-se em 2011, a entrada na lista indicativa de Portugal foi aceite em 2017, seguindo-se, em 2018, a submissão, pelo Estado português, da candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Para obter a classificação de Património Mundial são vários os critérios, sendo um deles a “Demonstração de Valor Universal Excecional”, “o que implica ir ao encontro dos critérios definidos pela Convenção do Património Mundial, assim como demonstrar a sua autenticidade e integridade”, como se lê em informação veiculada pela Arquidiocese de Braga.

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A candidatura definiu como caminho a utilização do “critério IV” dos dez existentes na Convenção do Património Mundial para regular a integração de locais na Lista do Património Mundial: “Exemplo de um conjunto paisagístico e arquitetónico excecional”.

O grupo definiu assim o Santuário do Bom Jesus do Monte como “um exemplo extraordinário de um monte sagrado com uma monumentalidade sem precedentes, determinada por uma narrativa completa e elaborada da Paixão de Cristo de grande importância para a história da humanidade. Incorpora traços que identificam o catolicismo romano, como a externalização da celebração, sentido comunitário, teatralidade e a vida como uma jornada permanente e inesgotável.”

Era necessário ainda uma “declaração de integridade e de autenticidade”.

“A composição formal e funcional do sítio Santuário do Bom Jesus do Monte e sua cerca mantém-se íntegra e o seu caráter essencial permanece. O tecido físico histórico chegou praticamente intacto até aos dias de hoje (…) Verifica-se que o conjunto reteve a sua integridade em termos de materiais e modos de execução. A história do sítio revela que a dimensão física do santuário foi evoluindo, assegurando a sua dimensão religiosa em simultâneo com a sua afirmação enquanto espaço de vilegiatura (…) Hoje, o santuário e a sua cerca conservam todos os elementos que traduzem os valores e a importância do sítio”, lê-se na declaração de integridade.

Quanto à autenticidade, o grupo destacou que “o Santuário do Bom Jesus do Monte, cuja génese remonta pelo menos ao século XIV, foi ganhando importância e significado religioso e cultural particularmente a partir do início do século XVII, quando foi instituída a Confraria do Bom Jesus do Monte”.

“A estrutura formal inicial foi consolidada e ampliada na primeira metade do século XVIII e depois segundo o plano de Amarante de 1790. Granito, água e vegetação são os materiais que continuadamente fornecem a substância do lugar, enquanto o uso e a função foram mantidos desde a sua origem até aos dias de hoje. É um exemplo notável da sacralidade da paisagem que se concretiza num projeto com um programa religioso de alta complexidade formal e simbólica construído a partir dos elementos naturais (vegetação, morfológica, litologia e água”, lê-se.

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Braga

Obras em prédio revelam antiga necrópole romana na cidade de Braga

Sepulturas do período romano tardio e inícios da antiguidade

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Pelo menos oito sepulturas, com construção estimada entre o final do período romano (século IV) e o início da antiguidade, foram achadas durante sondagens arqueológicas numa obra de um prédio, situado no n.º 79 da Rua Alferes Alfredo Ferreira, no centro da cidade de Braga, disse a O MINHO o responsável pelos serviços de Arqueologia da Câmara de Braga.

Armandino Cunha revelou estas descobertas, salientando que, embora não se soubesse a localização exata, já se sabia que existiam algures junto à Praça Conde Agrolongo,

Obra onde foi descoberta a necrópole. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Confirma-se a existência de uma necrópole tardia, utilizada entre o século quarto e o oitavo, que abrange o final do período romano e início da antiguidade tardia (idade média)”, disse o responsável.

A necrópole já era conhecida devido a documentos do século XVI (16) que referenciavam o enterramento junto aquela praça. “As primeiras noticias vindas a público sobre esta necrópole datam do século XIX”, adiantou ainda Armandino Cunha.

Sobre as sepulturas, o diretor do serviço salienta que “há um conjunto de sepulturas de caixa de duas águas e outras em covas, existindo ainda duas sepulturas abertas no saibro (sem tijolos).

Foto: Facebook de Evandro Lopes

De acordo com o responsável, não terá sido descoberto qualquer espólio durante a sondagem arqueológica levada a cabo por uma empresa privada (Imperium), contratada pelo dono da obra.

O prédio em questão, que foi durante muitos anos um espaço de restauração, está a ser requalificado para ali nascer uma unidade de alojamento local, apurou O MINHO.

Foto: Facebook de Evandro Lopes

Armadino Cunha explica a O MINHO que todas as obras no centro da cidade estão condicionadas a uma sondagem arqueológica, no seu início, para que seja documentado e, caso exista, recolhido espólio, para musealização.

“Todos os projetos de novas obras em locais referenciados são condicionadas por sondagens arqueológicas antes de ser emitida a licença camarária”, explica Armandino, destacando o esforço que a autarquia tem feito para documentar os diferentes períodos da antiguidade.

As sepulturas, depois de devidamente identificadas, serão destruídas, uma vez que é impossível musealizar as mesmas, como adiantou a O MINHO o professor e arqueólogo Luís Fontes, responsável pelos serviços de Arqueologia da Universidade do Minho.

Descobertas na Arcada e em São Lázaro

Recentemente, foi descoberta uma grande necrópole (com mais de 20 sepulturas), em São Lázaro, junto aos jardins de Senhora a Branca, também no centro da cidade, confirmou o responsável da UMinho.

Nessa descoberta, que foi possível graças, novamente, ao restauro de um edifício por parte de um empresário privado, foram encontrados alguns vestígios do período tardio do império romano, como é o caso de uma tacha de uma sandália.

Na Praça da República, num dos edifícios históricos, foi descoberto o alicerce de um torreão do antigo Castelo de Braga, que se situava onde hoje é a Arcada. Este é um dos achados que permite reescrever a história da cidade de Braga.

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Braga

António Variações vai receber Medalha de Ouro de Amares a título póstumo

Será entregue a medalha grau de ouro, a título póstumo

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António com a mãe, Deolinda de Jesus. Foto: DR

A Câmara de Amares anunciou, esta sexta-feira, uma homenagem ao músico António Variações, a decorrer no próximo dia 07 de dezembro, no Mosteiro de Santo André, em Rendufe, concelho de Amares.

Em comunicado, aquela autarquia adianta que o evento será iniciado com um recital de música de câmara, protagonizado pelo Flexus Trio, com Ana Sofia Matos (clarinete), Maria Isabel Mendonça (piano) e Mariana Morais (Viola d’ arco).

Durante o recital, vai estar exposta a obra Variações, em resina cristal, da autoria de Rueffa, artista plástica, a qual fará uma breve apresentação no intervalo do recital.

No final, vai ter lugar a entrega, a título póstumo, da “Medalha de Mérito Concelhio – Grau Ouro”, por parte da Câmara de Amares a António Joaquim Rodrigues Ribeiro (António Variações).

A homenagem vai ser levada a cabo pela Câmara Municipal de Amares em articulação com a Comissão Promotora da Homenagem a António Variações (2018-2020), Junta de Freguesia de Rendufe e a Paróquia de Rendufe (Santo André).

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Braga

Gerente de empresa de Braga acusado de dissipar património para não pagar a credores

Procuradoria-Geral do Porto

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Foto: Ilustrativa / Arquivo

O Ministério Público acusou de insolvência dolosa a gerente de uma sociedade com sede em Braga por dissipação de património que deveria servir para pagar aos credores, anunciou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.

Em nota publicada na sua página, aquela procuradoria refere que, segundo a acusação, a sociedade da arguida foi declarada insolvente, por sentença transitada em julgado em 11 de julho de 2016, proferida em processo que correu no Juízo do Comércio de Vila Nova de Famalicão.

Nesse processo, apesar do reconhecimento de créditos no montante de quase 42 mil euros, não foram apreendidos bens suficientes para pagamento dos créditos reconhecidos.

O Ministério Público considerou indiciado que em 2014 a sociedade tinha em caixa a quantia de 17.587 euros e possuía três veículos automóveis, “mas a arguida deu à quantia em causa destino não apurado, retirando-a da disponibilidade da sociedade”.

Além disso, vendeu, em fevereiro, julho e agosto de 2014, os veículos automóveis, dando ao provento das vendas destino igualmente não apurado, “não o integrando no património da sociedade, com o intuito de subtrair tais bens aos credores e de os impedir de com eles satisfazerem os seus créditos”.

O Ministério Público promoveu que a arguida seja condenada a pagar ao Estado o montante de 19.720 euros, que entendeu corresponder à vantagem da atividade criminosa que desenvolveu.

Isto sem prejuízo dos direitos que venham a ser reconhecidos a lesados no âmbito de pedido de indemnização civil.

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