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Braga

Portugal passa a ter 17 bens inscritos na Lista do Património Mundial da UNESCO. Dois no Minho

Santuário em Braga foi inscrito este fim de semana

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Foto: DR/Arquivo

O Real Edifício de Mafra e o Santuário do Bom Jesus elevaram hoje para 17 os bens portugueses Património Mundial da UNESCO, que incluiu também o Museu Nacional Machado de Castro na área classificada da Universidade de Coimbra. O centro histórico de Guimarães está na lista desde 2001.


A decisão de incluir estes dois monumentos e o museu ocorreu hoje na 43.ª Sessão do Comité do Património da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que está a decorrer em Baku, no Azerbaijão, até quarta-feira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a inscrição destes monumentos e museu na Lista do Património Mundial da UNESCO é motivo de “grande regozijo para todos os portugueses”, enquanto o primeiro-ministro, António Costa, disse que se trata de “mais um motivo de grande orgulho” para Portugal.

Inscrição do Bom Jesus na lista da UNESCO é motivo de “grande regozijo”

O Ministério dos Negócios Estrangeiros assinalou as novas inscrições portuguesas na lista do Património Mundial da UNESCO, destacando que Portugal passa a dispor de 17 bens inscritos na prestigiada lista.

Já a ministra da Cultura, Graça Fonseca, destacou as distinções da UNESCO a Portugal, “que reconhecem a diversidade de dois magníficos monumentos portugueses, testemunhos vivos da nossa história”, parabenizado todos os que trabalharam para esta distinção.

Novas inscrições da UNESCO em Portugal são “mais um motivo de grande orgulho”, diz António Costa

Sobre a inscrição do Real Edifício de Mafra, que inclui Tapada Nacional de Mafra, Jardim do Cerco, Escola de Armas, Palácio de Mafra e Basílica, o presidente da Câmara de Mafra, Hélder Sousa Silva, afirmou que a classificação como Património Cultural Mundial da UNESCO “peca por tardia”, uma vez que a candidatura aprovada hoje foi apresentada há 10 anos, e “traz responsabilidades acrescidas para a manutenção [do monumento] a curto prazo”.

Segundo a Direção da Tapada Nacional de Mafra, a atribuição do estatuto de Património da Humanidade ao Real Edifício de Mafra resulta de “uma aposta na requalificação deste património natural com história”, em que “foram postos em evidência os aspetos identitários e singulares, permitindo que agora se consiga transmiti-lo às gerações futuras com um valor acrescentado, um galardão de reconhecimento universal”.

Em comunicado, o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, saudou a distinção do complexo Real Edifício de Mafra, em que “muito contribuiu o esforço do Governo para promover a recuperação da Tapada Nacional da Mafra, ao nível do edificado e da própria área florestal”, defendendo que a classificação “representa o reconhecimento pela UNESCO do valor Histórico e Cultural destas preciosas joias cravadas num território único”.

Relativamente ao Santuário do Bom Jesus, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, congratulou-se pela classificação como Património Cultural Mundial da UNESCO, que representa “um momento de felicidade, de orgulho para a cidade e para toda a equipa que trabalhou para que esta classificação fosse possível”, salientando que com a distinção vem também “uma grande responsabilidade, que é a de tudo fazer para que o local continue à altura desta distinção”.

Autarca de Braga salienta “grande responsabilidade” que vem com classificação da UNESCO

Em reação à distinção do Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), que foi integrado na área classificada pela UNESCO como Património Mundial da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia (que integra a lista desde 2013), o subdiretor geral do Património Cultural, David Santos, referiu que a inclusão deste museu é uma “atitude de permanente requalificação do Bem, no sentido de equilibrar e reforçar a sua identidade”.

Por parte da diretora do MNMC, Ana Alcoforado, o processo de classificação do museu é “um imperativo da cidadania mundial”, uma vez que se trata de um “espaço fundacional da cidade, contentor de uma riquíssima materialidade que preserva uma memória histórico-artística comum”.

Também o reitor da Universidade de Coimbra disse que a integração do museu “reconhece e fortalece as estratégias de colaboração” entre a instituição que dirige, a câmara e o próprio museu, enquanto o presidente da Associação RUAS – Recriar a Univer(s)cidade e vice-reitor da Universidade de Coimbra para o Património, Edificado e Infraestruturas classificou a inclusão do Museu Machado de Castro na Lista do Património Mundial como um “momento da maior importância”.

As inscrições de hoje juntam-se ao Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém, em Lisboa; ao Convento de Cristo, em Tomar; ao Mosteiro da Batalha; à Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, nos Açores; ao Centro Histórico de Évora; ao Mosteiro de Alcobaça; à Paisagem Cultural de Sintra; ao Centro Histórico do Porto; à Ponte Luiz I e ao Mosteiro da Serra do Pilar, bem como aos Sítios Pré-Históricos de Arte Rupestre do Vale do Rio Côa e de Siega Verde.

A lista da UNESCO em Portugal integra ainda a Floresta Laurissilva, na Madeira, o Alto Douro Vinhateiro e Centro Histórico de Guimarães, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, bem como a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações.

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Braga

Carro desgovernado anda 100 metros em despiste na principal via de Braga

Acidente

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Foto: Paulo Jorge Magalhaes / O MINHO

Uma viatura entrou em despiste na Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires, sentido Continente – Braga Parque, esta noite de sábado,

A viatura acabou por transpor o separador central e a imobilizar-se na via contrária, ao embater num poste suporte a um outdoor.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O carro terá andado mais de 100 metros em despiste, com os moradores da zona a sairem à rua após os barulhos fortes que ouviram.

O condutor saiu pelo próprio pé, não sendo solicitado até agora assistência pré-hospitalar.

A PSP está no local.

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Braga

Paulo Cunha ganha distrital de Braga do PSD e quer Barcelos ‘laranja’ em 2021

Política

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Foto: DR / Arquivo

As eleições autárquicas de 2021 são o “foco número um” da nova distrital de Braga do PSD, hoje eleita, numa lista única encabeçada por Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão.

Foram às urnas 1.254 militantes, dos quais 1.195 votaram na lista de Paulo Cunha.

Registaram-se ainda 51 votos brancos e oito nulos.

Em declarações à Lusa, Paulo Cunha disse que as autárquicas de 2021 constituem “o foco número um”, sendo o objetivo manter as atuais nove câmaras já detidas pelo PSD e tentar conquistar as restantes cinco.

Segundo o novo presidente da distrital social-democrata, a reconquista da Câmara de Barcelos, atualmente liderada pelo PS, será uma das grandes apostas.

“O atual presidente da Câmara de Barcelos [Miguel Costa Gomes] não se pode recandidatar, devido à lei de limitação de mandatos, e essa será uma oportunidade que o PSD saberá certamente aproveitar, estando à altura das suas responsabilidades”, referiu.

Paulo Cunha terá como “vices” José Novais, de Barcelos, e Carlos Cação, de Vila Verde.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, será o presidente da mesa da assembleia distrital.

Paulo Cunha já tinha liderado a distrital de Braga do PSD entre 2010 e 2014, ano em que deu lugar ao eurodeputado José Manuel Fernandes.

O PSD lidera as câmaras de Braga, Vieira do Minho, Amares, Famalicão, Terras de Bouro, Esposende, Póvoa de Lanhoso, Celorico de Basto e Vila Verde.

No caso de Braga, a câmara foi ganha por uma coligação que juntou o PSD, o CDS-PP e o PPM.

Em Vieira do Minho, Amares e Famalicão, também houve coligação, mas apenas entre o PSD e o CDS-PP.

O PS detém Barcelos, Cabeceiras de Basto, Fafe e Guimarães, enquanto a Câmara de Vizela foi conquistada por uma lista independente, liderada por Vítor Hugo Salgado.

(notícia atualizada às 01h58 com a inclusão da Póvoa de Lanhoso como uma das atuais Câmaras do PSD)

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Braga

Cobras e ratos ameaçam moradores junto ao futuro ecoparque de Braga

Limpeza de terrenos

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Os moradores da rua Quinta dos Passos, em São Víctor, cidade de Braga, estão revoltados com a autarquia por esta fazer ‘vista grossa e ouvido mouco’ aos sucessivos apelos para a limpeza de um lote de terreno que acarreta animais que ameaçam a saúde pública.

Ariana Correia, porta-voz dos moradores daquela urbanização situada em Areal de Baixo, junto ao futuro ecoparque das Sete Fontes, disse a O MINHO que têm sido sucessivas as denúncias ao longo dos últimos anos mas que a autarquia “nada faz” para a limpeza.

Braga dá “passo decisivo” para criar um ecoparque na cidade

 

“O terreno pertence a um particular que não o limpa e está nestas condições há quatro anos, sem que ninguém faça nada”, lamenta a moradora, visivelmente irritada com o executivo liderado por Ricardo Rio (PSD).

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Antigamente tínhamos uma senhora que fazia a limpeza, nós pagávamos, mas houve uma denúncia e a senhora nunca mais foi lá limpar aquilo”, explica.

Nos últimos meses, a situação tende a agravar-se, depois de um morador ter detectado cobras naquele espaço, situado por cima de garagens e onde crianças costumam brincar.

“Têm aparecido cobras e ratos no local e isso é uma ameaça para as nossas crianças”, assegura, revelando que já falou com o presidente da junta de São Víctor, Ricardo Silva, e que este se mostrou bastante atencioso mas também não conseguiu resolver o problema.

“Enviámos um ofício aos serviços municipais há mais de um ano e até hoje não obtivemos resposta”, sublinha.

O MINHO falou com fonte da AGERE que remeteu o assunto para a Câmara. Enviado um email a questionar através do endereço de email de reclamações dos munícipes, o mesmo nunca foi respondido.

Recentemente, O MINHO contactou o presidente da autarquia a propósito deste tema. Apesar de nos ter assegurado que ia questionar os serviços, nunca mais obtivemos resposta por parte de Ricardo Rio.

O MINHO sabe que a Câmara estará há mais de dois anos a tentar contactar o proprietário do terreno, mas sem sucesso.

Após uma pesquisa junto do site Portal da Queixa, verificámos que este é um problema recorrente na cidade de Braga, com vários munícipes a solicitarem uma resposta da autarquia através daquele meio, uma vez que não obtêm resposta dos serviços.

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