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Viana do Castelo

Vinte e oito pescadores de Viana do Castelo recebem 500 mil euros por parque eólico

Compensação financeira

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Foto: retirada do cartaz "Seminário - A Economia do Mar" (CEVAL) / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo informou hoje ter sido decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local diretamente afetadas pela instalação de um parque eólico ao largo do concelho.

O socialista José Maria Costa, que falava aos jornalistas no final da segunda reunião hoje realizada com uma delegação de pescadores, disse que, dos 500 mil euros, 400 vão ser suportados pela Rede Elétrica Nacional (REN) e os restantes 100 mil euros pela EDP renováveis.

Inicialmente a EDP Renováveis disponibilizou uma verba de 200 mil euros para compensar essas embarcações, mas os pescadores não aceitaram aquele valor e chegaram a equacionar não participar, na terça-feira, na procissão ao mar em honra da Senhora d’Agonia. O protesto ficou hoje sem efeito após o acordo alcançado.

Em causa está o Windfloat Atlantic (WFA), um projeto de uma central eólica ‘offshore’ (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis.

As 28 embarcações de pesca local serão diretamente afetadas pela interdição da pesca na envolvente (0,5 quilómetros de cada lado) do cabo submarino, com cerca de 17 quilómetros de extensão, que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada em Viana do Castelo.

“Penso que é uma boa notícia. Conseguimos ter uma compensação justa para os pescadores face aos impedimentos que vão ter no futuro”, afirmou José Maria Costa, que sublinhou a “colaboração” das secretarias de Estado das Pescas e da Energia.

O porta-voz dos 28 pescadores, António Coimbra, disse que “dentro do possível foi um acordo satisfatório para todos”.

António Coimbra garantiu que o protesto inicialmente previsto para a procissão ao mar fica sem efeito e que as 28 embarcações de pesca local vão participar na homenagem à padroeira.

“Vamos participar. Essa posição de força [de ausência na procissão] foi tomada não de livre vontade, mas de certa maneira empurraram-nos para isso. A única maneira de chamar a atenção das autoridades políticas deste país é a demonstração de força”, acrescentou.

Além da compensação financeira, António Coimbra revelou que o acordo hoje alcançado inclui “futuras regalias”, que não quis especificar.

Já José Maria Costa disse tratar-se de “melhorias relacionadas com a atividade dos pescadores, no porto de pesca”, tendo sido identificadas “algumas situações pontuais” que irá tentar, “até final do ano, resolver com a administração portuária”.

O representante legal dos pescadores, o advogado Pedro Meira realçou “o papel decisivo do presidente da Câmara”

“Um papel de mediador, discreto. Conseguiu que as partes chegaram a bom porto. Foi fundamental, essencial”, destacou Pedro Meira.

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Viana do Castelo

Centenas manifestam-se em Viana contra a prospeção do lítio em Portugal

Centenas saíram às ruas

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Os participantes numa manifestação “pacífica” de contestação à prospeção de lítio que hoje decorreu em Viana do Castelo lançaram um “clamor social” contra o que consideraram ser uma “hecatombe” e uma “ameaça” ambiental “sem precedentes” em Portugal.

À Lusa, o comissário Costa Pereira, da PSP de Viana do Castelo, disse que o protesto, organizado por cinco movimentos cívicos do Alto Minho, Minho e Trás-os-Montes, contou com a participação de “250 a 300” pessoas. Já a organização apontou mais de 400 manifestantes.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

A ação começou cerca das 09:50, junto ao edifício da Agência Portuguesa do Ambiente – Administração de Região Hidrográfica Norte, junto à ponte Eiffel de Viana do Castelo, percorreu em desfile as artérias da frente ribeirinha, numa extensão de cerca de dois quilómetros, tendo terminado, uma hora depois, na praça da República, no centro da cidade.

O protesto obrigou a PSP a cortar o trânsito durante a concentração dos movimentos e a realizar e cortes pontuais nas ruas por onde passou o desfile, encabeçado por manifestantes que tocaram bombos e concertinas.

Uma viatura da PSP abria a marcha que integrou pessoas de todas as idades de várias freguesias da Serra d’Arga, autarcas, representantes de partidos políticos, entre outros.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

A Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

“Vamos fazer uma festa pela sustentabilidade ambiental, pela defesa da nossa região, da nossa água, dos nossos terrenos agrícolas, da nossa herança e património”, afirmou Carlos Seixas.

O responsável, que falava no início do protesto lançou um “recado” ao Governo. “Não haverá nem um buraco. Estamos dispostos a ir até onde for necessário. Cada passo que o Governo dê, nós estaremos lá”, avisou.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Também o porta-voz do SOS Terras do Cávado, Vasco Santos, advertiu que a “luta” contra o lítio é para “continuar” por se tratar de “uma hecatombe ambiental e social” que o Governo “quer impor ao povo”.

“Os concursos do lítio são um negócio de amigos para dar milhões aos mafiosos”, acrescentou.

Durante o desfile pelas ruas da cidade, os bombos e concertinas afinaram as vozes que entoaram palavras de ordem como “Galamba escuta, o povo está em luta”, dirigidas ao secretário de Estado da Energia, ou “Minas não, vida sim”. Já nos cartazes empunhados pelos manifestantes podia ler-se: “Não envenenem a nossa água”, “Vida sim, minas não”, “Queremos água, queremos vida, não á mineração”, “Os nossos filhos merecem rios limpos”.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Acompanhado de perto por vários agentes da PSP, o protesto terminou na praça da República, palco habitual das manifestações na cidade, com várias intervenções.

“Quero saudar e agradecer a todos os manifestantes por este clamor social (…) Estamos perante uma ameaça sem precedentes para o ambiente”, disse o presidente da direção da Corema Associação de Defesa do Património, com sede em Caminha.

O responsável, que falava de megafone na mão, adiantou que o plano de mineração que o Governo tenciona levar a cabo “é um projeto a céu aberto, escavando autênticas crateras no solo com várias centenas de metros de diâmetro, com mais de 100 metros de profundidade”.

“Em tal contexto será preciso rasgar acessos por tudo quanto é sítio (…). Uma devastadora agressão ao espaço envolvente irremediavelmente martirizado e convertido numa paisagem lunar”, alertou, apontando ainda a poluição sonora e atmosférica, a contaminação das águas, como outros dos efeitos.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

“As tão propaladas medidas de minimização não passam de música para os nossos ouvidos”, disse, apelando para que a Comunidade Intermunicipal (CIM) DO Alto Minho, estrutura que agrega os dez concelhos do Alto Minho, tome “uma posição inequívoca de oposição a este plano de mineração”.

O protesto de hoje foi organizado pelo movimento SOS Serra d’Arga, Corema – Associação de Defesa do Património/Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Terras do Cávado, SOS Serra da Cabreira e Em Defesa da Serra da Peneda Soajo.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas, serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

Vêm de cinco locais diferentes do Minho e marcham em Viana contra exploração de lítio

Na marginal de Viana

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Foto: SOS Serra da Cabreira

Cinco movimentos cívicos do Minho promovem hoje, em Viana do Castelo, uma manifestação “pacífica” de contestação “aos projetos de mineração que o Governo tenciona lançar”, disse à Lusa fonte da organização.

Foto: SOS Serra d’Arga

O protesto, com início marcado para as 09:00, que visa “exigir ao Governo respeito pelos cidadãos”, é organizado pelo movimento SOS Serra d’Arga, Corema – Associação de Defesa do Património/Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Terras do Cávado, SOS Serra da Cabreira e Em Defesa da Serra da Peneda Soajo.

Segundo o porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, Carlos Seixas, a “concentração começou às 09:00 junto ao edifício da Agência Portuguesa do Ambiente – Administração de Região Hidrográfica Norte, situado junto à pousada da juventude e Ponte Eiffel”.

A iniciativa prevê ainda uma “marcha, ao longo da frente ribeirinha de Viana do Castelo até ao centro da cidade, como forma de sensibilização da população”.

“Queremos dizer que na Serra d’Arga não se fará nem um furo. Queremos dizer que este projeto de mineração não serve. Que o desenvolvimento local não se faz desta forma”, afirmou Carlos Seixas.

Foto: SOS Serra da Cabreira

A Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas, serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

PSD diz querer remover pórtico na A28 e que o projeto rejeitado era para todas as autoestradas

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Imagens: PSD

Eduardo Teixeira, deputado da Assembleia da República eleito pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, já reagiu ao chumbo no parlamento para a abolição das portagens na Autoestrada 28 (A28), proposta pelo Bloco de Esquerda.

Em declarações a O MINHO, diz ser “falso” que o PSD esteja contra a abolição de portagens na zona de Viana, e que a abstenção perante a resolução bloquista deve-se à extemporaneidade da proposta.

Teixeira adianta que a recomendação do BE não incidia só na A28 mas sim em todas as autoestradas do país, e que não é essa a intenção do PSD.

“Eu não quero saber dos outros lados, eu quero saber do meu distrito e é óbvio que sou a favor que se arranque o pórtico de Neiva, e todos os líderes parlamentares estão de acordo nesta matéria”.

O deputado explica que já existe uma recomendação do PSD, que incide apenas na portagem de Viana, e que a mesma irá a discussão parlamentar a breve prazo, devendo ser aprovada.

Na votação efetuada, nunca esteve em causa votar a favor ou contra o pórtico da A28, mas sim de todas as portagens de todas as autoestradas do país.

Eduardo Teixeira recorda que, na quinta-feira, foi ele quem liderou as reivindicações pela eliminação do pórtico, durante o debate na Assembleia da República.

Em comunicado, o deputado refere que “deveria haver um largo consenso sobre a eliminação deste pórtico que constitui um entrave aos movimentos pendulares intra e extra concelho, à competitividade das empresas, à cooperação transfronteiriça e penaliza quem produz e trabalha na maior zona industrial da região”.

Recorda que “foi o governo do PSD que arrancou os sete pórticos que o PS deixou prontos no distrito de Viana do Castelo”. “Queriam portajar as ligações entre Viana do Castelo – Arcos-de-Valdevez – Ponte de Lima e entre Viana do Castelo – Caminha – Cerveira”, denuncia.

Eduardo Teixeira frisou que “cabe agora ao governo do PS, passados dez anos do pórtico de Neiva, fazer algo por esta região, corrigindo o erro e injustiça que teve, de forma a dar um sinal claro e um contributo claro à mobilidade, promovendo a coesão social e territorial da região”.

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