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Braga

Venda da antiga fábrica Confiança em Braga avança num prazo de dois meses

Tribunal Administrativo indeferiu a providência cautelar interposta pela Plataforma Salvar a Confiança

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, disse hoje que a hasta pública da antiga saboaria Confiança poderá avançar num prazo de dois meses, depois de o tribunal ter indeferido uma providência cautelar para travar o processo.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio acrescentou que a anunciada interposição de recurso por parte dos autores da providência cautelar não terá efeitos suspensivos.

“Esta decisão remove os obstáculos ao procedimento da alienação imediata do edifício”, referiu.

O Tribunal Administrativo indeferiu a providência cautelar interposta pela Plataforma Salvar a Confiança para travar a venda das antigas instalações daquela saboaria.

Em comunicado, aquela plataforma refere que o tribunal decidiu “sem se ter realizado a audiência de julgamento e sem a audição das testemunhas e das partes”.

Ainda segundo a mesma plataforma, o tribunal considerou que os requerentes da providência “não lograram demonstrar que a não suspensão dos atos constitui uma situação de facto consumado” ou acarretaria “prejuízos de difícil reparação para os interesses que visa acautelar, que se não compadeçam com a demora normal da ação principal”.

Tribunal recusa providência cautelar para travar venda da Confiança

“O tribunal não chegou, assim, a pronunciar-se quanto à questão de fundo, designadamente quanto às diversas ilegalidades apontadas pelos cidadãos no processo de venda da Fábrica Confiança”, acrescenta o comunicado, anunciando que será interposto recurso para o Tribunal Central Administrativo Norte.

Já para o presidente da Câmara, a decisão do tribunal demonstra que foi cumprida “toda a legalidade” no processo e que “não é pelo facto de ser alienado que o edifício deixa de estar protegido do ponto de vista urbanístico e patrimonial”.

“O nosso objetivo é garantir a reabilitação da Confiança. Não o podendo garantir com meios próprios e não tendo meios de financiamento disponíveis para o projeto, qualquer iniciativa feita dentro do leque de alternativas para reabilitar o edifício e o colocar novamente ao serviço da comunidade tem benefícios para a Câmara, para o promotor e toda a cidade”, afirmou.

O imóvel foi expropriado em 2012, ainda com Mesquita Machado (PS) na liderança da Câmara, mas posteriormente a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM no executivo e na Assembleia Municipal votou pela venda.

Com preço-base de 3,8 milhões de euros, a hasta pública da Confiança chegou a estar marcada para novembro de 2018, mas foi suspensa por causa da providência cautelar.

A Saboaria e Perfumaria Confiança abriu em 1894, tendo funcionado até 2005 e, segundo os defensores do imóvel, “é o último edifício que testemunha o processo de industrialização da cidade de Braga dos finais do século XIX e inícios do século XX”.

A Plataforma Salvar a Confiança defende ainda que, “além da questão patrimonial, a fábrica Confiança situa-se no local da Via XVII (estrada do período romano entre Bracara Augusta-Asturica Augusta) e numa freguesia (S. Victor) com 31 mil habitantes onde não existe qualquer equipamento cultural municipal”.

A mesma plataforma recorda que está a decorrer na Direção-Geral do Património Cultural o processo de classificação da antiga fábrica.

“O investimento na aquisição deste edifício industrial encontra-se integralmente pago, não constituindo qualquer encargo para o município, para lá da mera manutenção do imóvel, que, no caso, nem tem ocorrido. A alienação a privados constitui um ato irreversível, representará uma perda inestimável para a freguesia, para a cidade e para o país”, conclui.

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Braga

PSP apreende 986 doses de droga na cidade de Braga

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A PSP de Braga realizou duas operações na cidade em combate ao tráfico de estupefacientes, tendo detido dois indivíduos e apreendido quase mil doses de droga, anunciou aquela força em comunicado.

Na madrugada de domingo, pelas 01:00, na cidade de Braga, na Rua Marcelino de Araújo, no âmbito de uma operação policial de controlo e identificação de suspeitos, foi detido um cidadão com 38 anos de idade, referenciado e conhecido por esta Polícia, por ter sido intercetado na posse de haxixe suficiente par 46 doses, que lhe foram aprendidas.

No seguimento desta detenção, foi-lhe efetuada uma busca domiciliária que resultou na apreensão de haxixe suficiente para 198 doses;duas armas brancas e a quantia de 30 euros em dinheiro.

No passado dia 18 de outubro, pelas 17:00, também na cidade de Braga, a PSP deteve um cidadão com 53 anos de idade, por tráfico de estupefaciente, crime sob o qual já se encontrava conotado.

A detenção surge na sequência de uma vigilância que vinha sendo feita ao suspeito, tendo esta Polícia levado a cabo uma operação policial e após abordagem, foi-lhe efetuada uma revista de segurança, tendo-lhe sido encontrado cocaína suficiente para 742 doses, que valeriam cerca de 7. 425 euros, que lhe foram apreendidas, bem como a viatura em que se fazia transportar.

Os detidos vão ser presentes no Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão

 

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Braga

Detido em flagrante ao furtar moedas de uma máquina no Bom Jesus de Braga

Furto

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O Comando Territorial da GNR de Braga, através do Posto Territorial do Sameiro, no dia 18 de outubro, deteve um homem de 34 anos, pelo crime de furto, na Basílica do Bom Jesus do Monte, em Braga, anunciou esta segunda-feira a guarda.

Em comunicado, é explicado que, na sequência de uma denúncia, em que se encontrava um homem a furtar as moedas de uma máquina de animação que conta a história do santuário, os militares deslocaram-se de imediato ao local, onde verificaram que o suspeito tinha na sua posse moedas no valor de 33 euros e um canivete que foi utilizado para efetuar o arrombamento da caixa que continha o dinheiro.

O suspeito foi detido e constituído arguido, tendo os factos sido remetidos ao Tribunal Judicial de Braga.

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Braga

Braga: Professora julgada por insultar e bater numa aluna de sete anos

Batia na aluna na escola

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Foto: DR / Arquivo

Iniciava esta segunda-feira o julgamento de uma professora do ensino básico acusada de infligir maus tratos a uma aluna,de sete anos, durante dois anos letivos, mas doença da juíza motivou o adiamento da sessão.

A docente – que nega o crime – tinha a seu cargo uma turma da Escola Básica do 1ºciclo de Ortigueira, em Palmeira, Braga, e volta agora a aguardar o início do julgamento.

A acusação diz que, entre 2014 e 2016, a professora, Maria do Céu Almeida, terá “batido na aluna de várias formas, dando-lhe pontapés, bofetadas  e croques na cabeça”, magoando-a e pondo-a a chorar. Chamava-lhe,  ainda, de “burra, burróide, estúpida e filha da p…”.

A docente, que se encontra apenas em funções administrativas, tinha já  sido alvo de uma sanção disciplinar de 50 dias aplicada pelo  Ministério da Educação. Medida que se encontra suspensa. Inquérito  disciplinar propõe suspensão.

“Burros e estúpidos”

O Ministério da Educação concluiu que a professora Maria do Céu  Almeida, do 2.º ano da escola EB1 da Ortigueira, em Palmeira, bateu em  cinco alunos e insultou-os chamando-lhes “burros” e “estúpidos”.

Considera, por isso, que violou os deveres de correção a que está  obrigada e vai propôr a sua suspensão. O inquérito disciplinar, que lhe foi aberto após um pai ter gravado uma aula, concluiu que a docente batia, com a mão, na cabeça de alguns alunos, mas também nas mãos e no rabo e deu “um tautau” numa menina por esta estar de pé.

Puxava-lhes, ainda, as orelhas. Tudo porque os alunos “faziam asneiras”. O inquérito terá, ainda, concluído que Maria do Céu Almeida usava uma cana, com a qual batia na mesa sempre que os alunos estavam desatentos, usando-a por vezes na cabeça. Os miúdos choravam ou porque lhes doía ou porque tinham medo da docente. Um deles punha a mão na cabeça e desatava a chorar quando antevia que a docente o ia castigar.

Aquela fonte sublinhou que umas vezes, a intensidade dos castigos era pouca, outras com alguma força. A professora desvalorizou, dizendo que se limitou a disciplinar as aulas, já que os alunos falam entre si, assobiam, lançam aviões de papel, levantam-se, ou seja, portam-se mal. Umas palmadas ligeiras ajudam.

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