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Utentes da A28 dizem que estudo sobre redução dos preços nas scut lhes dá razão

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O movimento “Naturalmente Não às portagens na A28” afirmou, esta sexta-feira, que os seus argumentos foram secundados no estudo da Infraestruturas de Portugal que conclui que pagar menos nas portagens das ex-SCUT acabaria por gerar mais receita para o Estado.

“O movimento cívico vê este estudo como o corolário da argumentação que defendeu ao longo destes anos. O estudo só veio confirmar o que sempre defendemos”, afirmou o porta-voz, Jorge Passos.

O estudo da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), a que a TSF teve acesso e divulgou esta sexta, foi realizado a pedido do anterior Governo PSD-CDS, embora as suas conclusões nunca tenham sido conhecidas, nem sido colocadas em prática, surgindo agora, numa altura em que o atual executivo já anunciou que vai descer as portagens em algumas SCUT, embora ainda não tenha revelado quando, nem os valores.

Segundo a TSF, que fez vários cálculos, juntando os resultados estimados para as sete SCUT, o cenário é de que a receita global aumentaria cerca de 22 milhões de euros, sendo que apenas duas das sete autoestradas dariam menos dinheiro do que se os preços ficassem iguais, sem descidas.

O porta-voz do movimento “Naturalmente Não às portagens na A28” adiantou ter “fortíssimas dúvidas” relativamente às conclusões daquele estudo no que se refere à A28 quando aponta a autoestrada que liga Viana do Castelo ao Porto e a antiga SCUT A4 (Grande Porto) como dois casos que dariam menos receitas se os preços descessem.

“A A28 foi uma das ex-Scut que, após a introdução de portagens, em 2010, sofreu uma redução de 35% no tráfego. Não acreditamos que se houvesse redução dos preços a receita não aumentaria. É uma autoestrada com um tráfego considerável que se também vier a ter redução do valor das portagens vai registar um aumento de receitas até por causa da ligação à Galiza”, defendeu o porta-voz do movimento.

Apesar dessa “exceção”, o responsável disse “não ter dúvidas nenhumas” das conclusões do estudo da IP por considerar que “a diminuição do valor do preço das portagens resultaria num aumento de receita tendo em conta que estudos recentes revelaram que a receita obtida em cinco anos redundou em 12% dos encargos que o Estado tem, num só ano, com as concessionárias”.

“Um estudo recente da IP, que revelou as receitas obtidas desde 2010, veio demonstrar que o valor que o Estado tem que pagar, por ano, às concessionárias rondou os 700 milhões de euros e que a receita arrecadada em cinco anos foi de cerca de 480 milhões de euros. Estes números revelam que a política de preços estava errada”, sustentou.

De acordo com o estudo, os ganhos em receitas com portagens seriam especialmente grandes na A23 (autoestrada da Beira Interior), bem como na A22 (Via do Infante, Algarve), já que, com uma redução de 15%, ambas renderiam individualmente mais de cinco milhões de euros.

À TSF, fonte do Ministério do Planeamento e Infraestruturas avançou que tinha conhecimento de que a conclusão do estudo, ou seja, de que a descida de preços resultaria num aumento das receitas das SCUT, não se mostrando surpreendida, pois após a introdução das portagens o tráfego diminuiu de forma significativa naquelas vias.

O executivo liderado pelo socialista António Costa referiu ainda que a conclusão do estudo foi tomada em consideração para a decisão de baixar as portagens no interior do país já este verão, embora ainda não sejam conhecidas as novas tarifas, nem a data que as mesmas entram em vigor.

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