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Braga

Seis mil escoceses “salvaram o inverno” à restauração do centro de Braga

Reportagem

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Cerca de seis mil adeptos escoceses protagonizaram uma verdadeira invasão ao centro histórico da cidade de Braga, entre terça e esta quinta-feira, a propósito do jogo da segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa, onde os britânicos venceram o SC Braga por 0-1 (2-4 em agregado das duas mãos).


Concentrados na Praça da República, os milhares de adeptos não deram tréguas à restauração do edifício da Arcada, consumindo “dezenas de milhares de euros” em comida e, sobretudo, bebida.

O MINHO esteve esta quinta-feira no centro histórico, onde, de forma residual, ainda se encontravam alguns adeptos que só regressam a Edimburgo amanhã [sexta-feira], para alegria de alguns dos empresários e comerciantes locais.

“Braga é muito amigável. Provavelmente é uma das cidades mais amigáveis que já visitei. Já corri a Europa toda com o Glasgow, ao longo dos últimos anos e nunca tinha vindo a Braga. Não estou a dizer isto por estar a perguntar, mas sem dúvida que está a ser o meu local favorito de sempre”, disse Alex Maxwell, de Glasgow.

Ryan e Alex não deixaram de provar a cerveja portuguesa. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Ryan Nugent, também de Glasgow, concorda com o amigo: “Amigável” é o adjetivo favorito. “Quando regressar vou dizer que Braga é um local fantástico para visitar extra-futebol. Digo aos pessoal que cá não há problemas, não há lutas, as pessoas são amigáveis e gostam de nos receber”, refere.

Ryan deixa os “parabéns” aos cafés por acederem “colocar estas bandeiras”. “Em outros locais geralmente não nos querem lá, aqui fica a sensação que gostam de nós”, acrescenta.

Ainda sobre o café Vianna e as bandeiras do Rangers, Alex lamenta algumas críticas que leu nas redes sociais: “Tenho pena que alguns locais critiquem por só ter bandeiras do nosso clube, mas nós somos amigos, viemos para beber cerveja, comer, gastar dinheiro, e não é pouco o que gastámos, por isso acho que é bom para vocês e para nós e para a próxima os adeptos do Braga também podem colocar as bandeiras deles”.

Alex garante que irá voltar nas férias grandes: “Eu já disse à minha mulher que vamos vir cá de férias no verão”.

“Estive cá ontem à tarde, a deslocação para o estádio decorreu sem problemas, fomos a pé. Sabemos que existiram problemas com os adeptos do Wolverhampton, mas connosco foi tudo direitinho”, assegura.

[Sobre o jogo]. “Quando estávamos a perder por 0-2, aos 60 minutos, em Glasgow, achei que já não tínhamos chance. Mesmo quando chegamos a Braga, e pela qualidade da equipa, tínhamos ainda algum receio de não passar, até pela qualidade da equipa do Braga, mas não pareciam os mesmos que se apresentaram em Glasgow, por isso acho que vencemos justamente”, sublinha.

“A vinda dos escoceses salvou o mês e até diria que salvou o inverno”

Mário Pereira, gerente do Café Vianna, assegura que a vinda dos escoceses salvou as contas do mês de fevereiro, um dos piores do ano para o comércio do centro da cidade.

“É muito bom para o comércio, este é um mês complicado, chuvoso e frio, não há tanta gente no centro da cidade, as pessoas fogem para outros lados. Com a vinda dos escoceses salvou o mês e até diria que salvou o inverno. Já tivemos cá os de Wolves que também foi muito bom, foi parecido”, vinca.

Mário explica que a clientela aumenta “não é só no dia do jogo, são vários dias”. “Estão cá muitos desde domingo, e muitos só vão embora na sexta-feira, de resto estão por cá a divertir-se a consumir”.

“Penso que não foram só os cafés que ganharam, foram os taxistas, supermercados, shoppings, a própria loja do Braga, muita gente beneficiou com isto, a cidade beneficiou com isto”, salienta.

O comerciante refere que os adeptos gostam de ir ao Café Vianna, não só pelas bandeiras, mas pela rapidez com que são atendidos: “A maior parte consome cerveja e bebidas brancas, querem serviço rápido e nós providenciamos isso. Também os deixámos fazer a festa no final do jogo”, confidencia.

Vídeo: O MINHO

 

“Almoçar nem por isso, só hoje é que estão alguns adeptos, mas geralmente só petiscam e bebem, porque tomam pequeno almoço muito reforçado e só voltam a comer uma refeição à noite”, contextualiza.

Adeptos no centro de Braga. Foto: Altino Bessa

Para a cidade, Mário crê ser “importante receber bem os adeptos, porque depois eles voltam com as famílias para outro tipo de turismo”. Isto serve para refutar algumas críticas relativamente às bandeiras escocesas expostas no segundo andar do café.

“Os adeptos vêm cá, pedem para colocar as bandeiras e obviamente que não vamos dizer que não, Eu sou adepto do Braga e isto não me incomoda”, garante.

Sobre as ruas sujas, outra das críticas ouvidas nos últimos dias, Mário diz ser “normal”: “Existindo uma concentração grande é normal. Eram seis mil, mas mal saíram, a AGERE entrou a matar com as equipas para limpar a cidade, os comerciantes também ajudaram a limpar e ficou tudo limpo em pouco tempo. E foram duas vezes que deixaram isto cheio de garrafas, plásticos e papel, mas foi tudo limpo mal saíram. Penso que a AGERE está de parabéns”, salienta.

Críticas ao estádio, mas vão voltar em turismo

Mathew Degt e Garry Degt, pai e filho, vieram de Glasgow e esperam ficar até sexta-feira para “descansar” e, “simplesmente ser turistas”: “O centro da cidade é fantástico, as pessoas são muito amigáveis, as ruas, o comércio, não há confusão, não se vê lutas como em outros lados. Isto é maravilhoso”, diz Mathew.

Garry adianta que, com o Rangers, já estiveram em outros países, e que “cada local tem as suas vantagens e desvantagens”. “Por aqui acho que só encontramos vantagens. Sabe bem estar em Braga”, vinca.

Vários amigos vindos de Glasgow, entre os quais Mathew e Gary. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Garry adianta ainda que Braga “é um local muito limpo”. “Isto estava muito sujo ontem à tarde e quando regressámos do jogo já estava tudo limpo, isso em Glasgow era impensável”, garante.

A única crítica que deixam é mesmo ao Estádio Municipal de Braga. “As bancadas são muito a pique, não dá para desfrutar verdadeiramente do jogo”, critica.

O futebol dá um impulso à economia

Gianluca Giampaolo, proprietário do Café Itália, também concorda que a vinda dos adeptos de futebol dá um impulso à economia, embora garanta que não há grande diferença comparando com os turistas que visitam a cidade no verão.

Gianluca Giampaolo, proprietário do Café Itália. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“É sempre bom para a economia do comércio e depois acabam por voltar cá sem ser para ver futebol, como simples turistas”, disse a O MINHO.

Com a barriga cheia não só graças à comida e bebida de Braga, mas sobretudo pela vitória de quarta-feira, os adeptos escoceses vão regressando, até final da semana, depois de um experiência enriquecedora para todos, sobretudo para a cidade bracarense.

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Braga

Hospital de Braga triplica capacidade de testagem e aumenta camas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Hospital de Braga reforçou a sua capacidade diária de realização de testes de despiste da covid-19, passando de 300 para mil, e aumentou o número de camas da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes, foi hoje anunciado.

Em resposta escrita a questões colocadas pela Lusa sobre as medidas delineadas para combater a covid-19 nos próximos meses, o Hospital de Braga especifica que a Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente tem atualmente 32 camas, com possibilidade de aumentar até às 45.

Paralelamente, o hospital conta com 120 camas reservadas para o tratamento de doentes com covid-19, que se traduz em quatro alas de internamento exclusivas, “com possibilidade de ativação de mais alas e camas, caso a necessidade assim o justifique”.

O aumento da capacidade do Serviço de Urgência, nomeadamente com a criação de um espaço dedicado a doentes respiratórios, e o reforço de profissionais nas equipas dedicadas ao tratamento de doentes com covid-19 são outras das medidas do módulo outono/inverno do Plano de Contingência da covid-19 do Hospital de Braga.

Hospital de Braga tem 14 doentes internados com covid-19

O plano contempla ainda o reajustamento de circuitos específicos e exclusivos para os doentes covid e a manutenção e promoção das medidas de proteção e segurança nas entradas do edifício hospitalar, como higienização das mãos, distribuição de máscara cirúrgica, medição de temperatura corporal e sensibilização para o distanciamento social.

Em curso está também a sensibilização da comunidade para evitar “visitas desnecessárias” ao hospital e um “trabalho contínuo” com as diferentes forças e instituições locais no sentido de definir estratégias a curto e médio prazo que permitam ajustar a resposta hospitalar à evolução da pandemia.

“É ainda objetivo máximo deste hospital continuar a responder adequadamente às necessidades da população, nomeadamente no tratamento de outras patologias e na manutenção dos níveis da atividade programada, que, após a suspensão em março e abril, devido à pandemia, foi retomada em maio”, sublinha a nota enviada à Lusa.

Diz ainda que a implementação do plano agora anunciado será feita em simultâneo com o habitual Plano de Contingência de saúde sazonal, que é colocado em prática nesta época do ano.

Desde o início da pandemia, o Hospital de Braga já realizou 36.600 testes de despiste, tendo registado 949 resultados positivos e 294 utentes internados.

No dia de hoje, estão internados 14 utentes com covid-19, 12 em enfermaria e dois na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Braga

Hospital de Braga tem 14 doentes internados com covid-19

Dois nos cuidados intensivos

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Foto: Hospital de Braga / Arquivo

O Hospital de Braga tem 14 utentes internados com covid-19, 12 em enfermaria e dois na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente.

Desde o início da pandemia, o Hospital de Braga já realizou 36.600 testes de despiste, tendo registado 949 resultados positivos e 294 utentes internados.

A informação foi divulgada esta quinta-feira, em resposta escrita a questões colocadas pela Lusa sobre as medidas delineadas para combater a covid-19 nos próximos meses.

Hospital de Braga triplica capacidade de testagem e aumenta camas

O Hospital de Braga reforçou a sua capacidade diária de realização de testes de despiste da covid-19, passando de 300 para mil, e aumentou o número de camas da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes.

A Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente tem atualmente 32 camas, com possibilidade de aumentar até às 45.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Braga

Aqui os olhos não comem. Braga vai acolher jantar às cegas

Dia 9 de outubro

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Foto: Ilustrativa / DR

Braga vai acolher uma iniciativa diferente do habitual: um jantar às cegas, em que os participantes estarão vendados desde o início ao fim do jantar.

O jantar às cegas, com organização da Braga Mística, realiza-se no dia 9 de outubro no Salão de Champagne – Villa Garden.

“Como o nome indica os participantes vão estar vendados, desde o momento que entram no restaurante até ao fim do jantar, criando assim uma experiência nova e única em sensações”, explica a organização, em nota de imprensa.

Desde as entradas, aos dois pratos principais passando pelas sobremesas, os participantes de olhos vendados terão como missão descobrir a panóplia de sabores que serão apresentados.

Haverá menus para todos os gostos, desde o mediterrâneo, ao vegetariano, mantendo sempre a ementa como surpresa.

O preço por pessoa é de 40 euros. O jantar é recomendado para maiores de 10 anos e durará cerca de duas horas. Os lugares são limitados e estão a venda no site da organização.

O objetivo, explica a Braga Mística, é “despertar os sentidos de uma forma entusiasmante e apreciar a comida de maneira diferente”.

O jantar será acompanhado de música clássica e declamação de poesia.

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