Marcelo recebeu cidadãos no gabinete oficial onde explicou história do Palácio de Belém

Foto: Lusa

O Presidente da República recebeu hoje dezenas cidadãos no gabinete oficial do Palácio de Belém, onde contou a história do local, aberto à população para celebrar os 50 anos do 25 de Abril, mas recusou responder a perguntas dos jornalistas. 

Centenas de cidadãos visitaram esta tarde o Palácio de Belém, aberto à população entre as 11:00 e as 18:00 no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. 

Por volta das 16:20, Marcelo Rebelo de Sousa abriu as portas do gabinete oficial, onde se encontrava sentado à secretária a organizar e assinar documentos, trocando depois breves palavras com as dezenas de cidadãos que encheram a sala. 

O chefe de Estado explicou a história das salas e jardins do Palácio de Belém, apontando também para várias mobílias do gabinete, entre as quais o sofá onde costuma receber os convidados em audiências e onde, segundo indicou, já se sentaram chefes de Estado como Xi Jinping, Barack Obama ou Vladimir Putin.

À sua esquerda, mostrou uma mesa onde o Presidente da República se costuma reunir semanalmente com o primeiro-ministro, salientando que, antes do antigo chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva, essas reuniões costumavam realizar-se no sofá.

“Foi uma ideia do Presidente Cavaco [que as reuniões passassem para a mesa] por uma razão muito simples: quando ele era primeiro-ministro, era Presidente Mário Soares, mas trazia dossiês enormes, e ou os punha [afastados] em cima da mesa, ou ao colo, o que não era muito funcional. E, quando chegou, mandou colocar aqui esta mesa”, afirmou. 

Nestas breves palavras que trocou com cidadãos, Marcelo Rebelo de Sousa não quis responder aos jornalistas, salientando que hoje fez um discurso de 26 minutos na sessão solene do 25 de Abril, no parlamento, o que disse ter sido o seu discurso mais longo no dia da Revolução.

No entanto, questionado se, para o ano, admite participar no desfile popular na Avenida da Liberdade, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que, este ano, isso “era impossível” devido à programação que tem, estando presentes em Lisboa os chefes de Estado dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

“Resta-me um ano, que é o ano que vem”, disse. 

Questionado assim se, para o ano, pretende descer a Avenida da Liberdade, respondeu: “Não sei. Sei lá, primeiro, se estou vivo. Se estou vivo, se estou de saúde e, em terceiro lugar, qual é a minha programação”.

“Este ano teve de ser especial por causa da descolonização, portanto foi mais aberto e mais completo do que o costume. Não sei como é que será o próximo ano”, disse.

Depois, o Presidente da República pediu a várias crianças que se encontravam na sala para se aproximarem da sua secretária, tendo tirado uma fotografia, e várias ‘selfies’ com pessoas presentes na sala.

 
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