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Ordem de demolição do Parque da Penha mantém-se

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José Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, deu ordem de demolição dos quatro pavilhões construídos pela Sociedade de Organização de Eventos Parque da Penha na estância de montanha da Penha, uma área de Reserva Ecológica Nacional, em Guimarães.


Segundo noticia o jornal Público, esta sexta-feira, o ministro confirmou a decisão tomada pelo anterior Governo relativamente a este assunto, contrariando, assim, os desejos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCRD-N) e do município de Guimarães, que esperavam que aquelas construções fossem legalizadas.

“José Pedro Matos Fernandes determinou a notificação aos particulares dos despachos do secretário de Estado e do ministro do Ambiente do anterior Governo”, referiu fonte da assessoria de imprensa da tutela, em declarações ao Público, acrescentando que a CCDR-N deveria, de igual forma, avisar a empresa responsável pelo empreendimento “da ordem de demolição das obras ilegais”.

As entidades envolvidas têm 30 dias úteis para cumprir esta determinação. Desta forma, nem a Câmara de Guimarães, que pretendia ultrapassar a situação com a entrada em vigor do novo PDM, nem a CCDR-N, que desejava alterar a classificação dos terrenos de “área de uso florestal condicionado” para “empreendimento de turismo em solo rural”, conseguiram impedir a ordem de demolição dos quatro edifícios, que foram construídos para acolher a realização de casamentos e outras festas.

A primeira das quatro estruturas construídas tem mais de 10 anos e tem-se mantido ilegal durante todo este período. Durante este tempo, foram construídos os outros três pavilhões.

“As construções violam três leis. Por um lado, está localizado em área de Reserva Ecológica Nacional (REN), mas também num espaço de construção proibida pelo Plano Director Municipal (PDM). Além disso, o terreno em causa situa-se em zona de protecção da estação arqueológica da Penha, que corresponde a um povoado construído entre o Calcolítico e a Idade do Bronze”, descreve o Público.

O caso foi tornado público depois da QVA Trading Actividades, empresa concorrente com sede no Porto, ter realizado uma queixa contra o equipamento, acusando o mesmo de “concorrência desleal”, uma vez que não estava devidamente licenciado.

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Guimarães apresenta Bairro C para pensar a cidade através da arte

Urbanismo

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

O “Bairro C” é um projeto da Câmara de Guimarães que pretende reinterpretar o território abrangido pela Zona de Couros, Teatro Jordão, Rua da Caldeiroa e Percursos pedonais adjacentes até à Casa da Memória e Centro Internacional das Artes José de Guimarães, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado, a câmara adianta que neste momento estão em curso intervenções de arte urbana na Rua da Ramada, com destaque para o graffiti no muro entre o Instituto de Design de Guimarães e o Centro de Ciência Viva, estando previstas intervenções artística na Rua da Liberdade e Avenida Conde de Margaride, até ao final do ano.

O Bairro C é um projeto estruturante, a três anos, alinhado com a estratégia de desenvolvimento do território e com estratégia cultural, perante a visão de futuro sobre a cidade. “Estabelecemos várias ligações, com um pensamento comum sobre o território que se quer diferenciador”, apontou a vice-presidente da Câmara de Guimarães, Adelina Pinto, na sessão de apresentação que decorreu esta segunda-feira, no Instituto de Design. “Existe uma forma diferente de olhar para a cidade e torná-la atrativa, através de um cruzamento de conceitos que permitem a valorização destes espaços menos visíveis e, assim, colocar no centro das nossas preocupações”, acrescentou, citada em nota de imprensa.

Segundo o Vereador do Urbanismo, Fernando Seara de Sá, trata-se de uma “operação transversal” sendo comum a áreas do urbanismo e cultura enquanto desenvolvimento da cidade. “Temos de olhar cada vez mais para o desenvolvimento da cidade em função do imaterial e dos usos”, referiu, “acrescentando valores como a cultura, educação, arte e conhecimento” com o objetivo de “fazer acontecer coisas numa cidade invisível”, salientou Fernando Sá.

Do programa sobressaem as conferências onde serão discutidos temas sobre a Cidade e a Arte Pública. Este ciclo de conferências abre já na próxima sexta-feira, às 18:00, com a conferência “Visão de Cidade C (Sê) Guimarães – Uma visão de Futuro”, com intervenção de António Cunha e Ivo Oliveira (Universidade do Minho). “Importância da Arte Pública – “Curar a Cidade – Riscos e Oportunidades para Palcos e Galerias” é tema de outra conferência, a realizar no dia 12 de julho, às 18:00, no Terrado do Mercado Municipal, com intervenção de Edgar Pêra e João Carvalho.

Entre um leque de convidados conceituados no âmbito da arquitetura, design ou fotografia, o destaque vai para a Conferência Internacional sobre as artes de passeio em Guimarães, a decorrer entre os dias 22 e 24 de julho – Driting Bodies / Fluent Spaces – com a participação de Francesco Careri, Karen O’Rourke e Duarte Belo.

Destaca-se a potencialidade do projeto para sensibilizar a população sobre a importância histórica do património industrial e natural na área de intervenção, a participação cidadã na definição das políticas públicas do modelo de cidade preconizado.

No decurso deste projeto, serão ativados percursos através de instalação de Arte Pública e de programação paralela.

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De Guimarães ao topo do MMA. “Ser o melhor do mundo é o plano A, B e C” de Pedro Carvalho

Luta pelo cinturão de campeão mundial

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Foto: DR

Há um momento na conversa com Pedro Carvalho que define cristalinamente a determinação e mentalidade de campeão de uma das maiores promessas mundiais do MMA (artes marciais mistas). Perguntávamos-lhe se caso vencesse o título de campeão do mundo no combate com Patrício Pitbull – adiado, ainda sem data, por causa da pandemia – isso seria um catalisador da modalidade em Portugal, quando o lutador natural de Guimarães corta a frase: “Desculpe interromper, é para corrigir o ‘se’. É ‘quando’ eu vencer”.

O vimaranense de 25 anos luta na Bellator, a segundo mais importante organização do mundo desta modalidade, na categoria de -67 quilos, e na qual ainda não perdeu um único combate.

O grande combate iria realizar-se em março passado, mas foi adiado devido à pandemia de covid-19. Apesar de contar para os quartos de final do torneio mundial, o circuito atribui o título a quem derrota o atual campeão – Patrício Freire, de 32 anos, mantém esse estatuto desde  abril de 2017.

“Vou enfrentar um dos melhores de sempre da Bellator. Lutar contra o Patrício é a melhor forma de mostrar que eu sou o melhor do mundo. Na Bellator não há ninguém maior do que ele para bater. Estou super feliz, porque depois de o vencer ninguém vai poder duvidar de mim”, atira a O MINHO o lutador que, desde que se tornou profissional, em 2012, soma 11 vitórias e três derrotas.

Guimarães: Pedro Carvalho prepara combate com campeão mundial

Para já, ainda não há data definida e está dependente da evolução da pandemia nos Estado Unidos da América, onde acontece a Bellator.

O lutador minhoto, natural da freguesia vimaranense de Polvoreira, espera que entre setembro e novembro já possa voltar a competir.

Nestes últimos meses, tem feito o possível para se manter em forma, apesar das limitações impostas pela covid-19. “Como não podia treinar com ninguém, não podia fazer contacto físico, treinava duas vezes por dia na mesma, fazia o meu melhor, mas investia nas coisas que pudesse fazer sozinho. Consegui manter-me em forma, não como se estivesse para um combate, mas se viesse hoje alguém perguntar-me se queria lutar, eu não hesitava em aceitar”, diz.

MMA foi “amor à primeira vista”

A paixão pelo MMA surgiu por acaso aos 13 anos: “Vi na televisão pela primeira vez e apaixonei-me imediatamente, mas na altura não tinha qualquer tipo de informação sobre o desporto, muito menos que havia na minha cidade”.

Só “uns tempos mais tarde”, através de um amigo, descobriu que a modalidade já era praticada em Guimarães. Essa conversa com o amigo foi “numa quarta-feira e no sábado estava a fazer a inscrição” para treinar com Rafael Silva na RS Team.

O que o apaixonou na modalidade? “Tudo”, responde, desenvolvendo: “Aquela forma diferente de lutar, tanto se luta em pé como no chão, contra a grade. Nunca tinha visto isso, nunca tinha visto uma modalidade de luta tão completa, com tantas opções e tantas formas de ganhar e de coisas que podem acontecer. Tudo aquilo fascinou-me. Foi amor à primeira vista”.

Ter como praticar a modalidade na terra natal foi importante no seu crescimento. “Sobretudo ter uma pessoa como o Rafael, que foi o meu primeiro treinador, para dar os meus primeiros passos, foi muito importante para mim. Ensinou-me muita coisa. Mais que tecnicamente, a nível psicológico, como abordar as coisas como lutador, ensinou-me muita coisa que ainda hoje carrego comigo. São as minhas bases, foi super importante na minha evolução como atleta e não estaria onde estou hoje se não fosse por aí”, salienta.

Também o apoio da família foi determinante. “A minha mãe e a minha tia, que me criaram, sempre me apoiaram em tudo. A minha mãe também sempre foi uma fã de desportos de combate e uma mente aberta em relação a tudo. Nunca foi um problema, bem pelo contrário, sempre me apoiaram e, quanto mais sério se tornava, mais elas me apoiavam”, refere o lutador que, desde janeiro de 2017, está radicado na Irlanda.

Parceiro de Conor McGregor

Mudar-se para a Irlanda foi o passo lógico de quem ambiciona ser o melhor do mundo. Pedro Carvalho treina no mesmo ginásio de Conor McGregor (“já treinámos juntos, conversámos, coisas normais de parceiros de equipa”) com o treinador John Kavanagh (“o melhor treinador do mundo”).

“Estar num sítio a treinar com outras pessoas que querem o mesmo que eu, só isso automaticamente já muda muita coisa, obriga a uma maior evolução e competitividade. Quero provar ao mundo que sou o melhor, mas tenho que ser o melhor, tenho que evoluir a esse ponto, foi essa a razão de querer cá estar, porque quero evoluir todos os dias. Podia vir para a Irlanda ocasionalmente, quando tivesse lutas, mas nunca seria a mesma coisa. Meti-me de pés e cabeça atrás no meu sonho”, sublinha.

A experiência na Irlanda está a ser bastante boa. Pedro Carvalho refere que, além de sempre se ter identificado muito com a cultura irlandesa, foi “bem recebido, bem tratado e apoiado, desde o primeiro dia”. Acolhimento, esse, que lhe deu “motivação extra”. “Não estou só a representar o meu país, também os estou a representar a eles [irlandeses], que fizeram tanto por mim, que me ajudaram a estar onde estou”, destaca, acrescentando que “o povo irlandês, de forma geral, é parecido com o português” e que a “grande diferença” é mesmo o tempo. “É mais cinzento, basicamente está a sempre a chover”.

“O meu ídolo sempre foi a minha mãe”

Quando lhe perguntámos sobre ídolos, Pedro Carvalho é explícito: “O meu ídolo de todos os tempos é a minha mãe. E a nível desportivo sempre fui eu”. “Há quem idolatre pessoas que não conhece, mas o meu ídolo sempre foi a minha mãe. Eu via o esforço que ela fazia, as horas que ela trabalhava para que não me faltasse nada. Ela, sim, é um ídolo, tornou-me no homem que sou”, realça.

Questionado por O MINHO se chegar à Ultimate Fighting Championship (UFC), a maior organização de MMA do mundo, é um objetivo, Pedro Carvalho salienta que, para já, está comprometido com a Bellator. O resto só o futuro dirá.

“Ainda tenho três lutas no meu contrato. Por acaso, é o número perfeito de lutas: entre a luta com o Patrício e a final, são mais três combates. Quando o torneio acabar e eu o vencer, o contrato acaba e aí veremos o que acontece: se renovarei com a Bellator, ou que outras propostas receberei. Mas para já estou na Bellator e o objetivo é tornar-me campeão do mundo e ganhar o torneio”, aponta o lutador vimaranense, que carrega o legado de conquistador de D. Afonso Henriques.

Na sua opinião, Portugal “está com um bom cenário no MMA”. “Ainda está a dar passos de bebé, mas está a dá-los”, ilustra, considerando que “é preciso haver duas ou três figuras em grandes organizações que brilhem” e depois será “uma questão de tempo até termos um ‘boom’ do MMA em Portugal”.

Daí ser muito importante para a evolução da modalidade em Portugal o sucesso de Pedro Carvalho na disputa pelo cinturão de campeão mundial. “Sem dúvida alguma, tenho noção de que este combate é muito importante para o MMA português, porque estamos a falar do primeiro campeão do mundo português de sempre, numa organização grande, e ser falado pelo mundo todo. É como se fosse uma bola de neve. Vai obrigar a haver mais informação sobre a modalidade, vai chegar a um ponto em que o MMA vai ser visto com normalidade e haverá maior facilidade para fazer mais eventos, organizar coisas com mais prestígio e até mesmo para os atletas terem mais patrocínios”, prevê o atleta, para quem o fator psicológico é “80% da luta”.

Foto: DR

“Cada um pode ter a sua ideia, mas o psicológico é 80%. Qualquer atleta treina duas vezes por dia, dá o seu melhor e fica em forma para o combate. Qualquer um consegue fazer isso, mas ter a visão, acreditar nessa visão e colocá-la em prática, isso são coisas completamente diferentes e faz uma diferença enorme”, constata.

“Vai haver alturas na luta em que estamos taco a taco, estamos os dois cansados, e quem tiver o psicológico mais forte, quem não se deixar vergar é que vai sair por cima”, completa, lembrando que o combate mais difícil que já teve foi em Portugal com Bruno Borges, no Invictus Pro MMA.

“Ganhei por decisão dividida. Foi a única vez na minha em que cheguei ao balneário, após algum tipo de atividade física e estava com dores de cabeça de tanto cansaço, tonturas, vomitei, de tão extremo que foi. Foi mesmo muito difícil a nível físico. Foi das coisas que mais gosto me deu, esse combate. O Bruno é um atleta espetacular, conseguimos dar um bom espetáculo e eu consegui a vitória”, lembra.

Pedro Carvalho foi talhado para o MMA e não faz sequer “a menor ideia” do que seria hoje se não tivesse enveredado por este caminho: “Nunca tive um plano B, ser o melhor do mundo é o meu plano A, plano B, plano C. Para mim, o se não der nunca existiu. Só existiu sempre o tem que dar. E foi a isso que me agarrei todos os dias, durante estes anos, a dar o melhor de mim nos treinos, para ser o melhor”.

Está a um combate de o provar ao mundo.

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Hospital de Famalicão sem doentes internados por covid-19

Regresso gradual à normalidade

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Foto: DR / Arquivo

O Hospital de Famalicão já não tem doentes internados por covid-19. A informação foi hoje avançada pelo Centro Hospitalar do Médio Ave (CHMA), em comunicado no qual assinala que tem vindo a recuperar, gradualmente, os níveis de atividade normal nas suas diferentes áreas assistenciais.

Nessa comunicação, o CHMA refere que a disponibilidade de internamento por covid-19, “felizmente, não tem sido utilizada”.

Hospital de Famalicão já recuperou 47 doentes covid-19

Em comunicado, a unidade hospitalar refere que, agora, com um maior recurso às teleconsultas (só para consultas subsequentes, uma vez que as primeiras consultas continuam a ser presenciais), o número de consultas externas realizadas já se aproxima de 80% do número médio de consultas realizadas pré-pandemia.

A atividade cirúrgica recupera, especialmente a cirurgia de ambulatório, atualmente já realiza cerca de 75% das cirurgias que realizava no ritmo normal, antes do início da pandemia.

Segundo o Centro Hospitalar, esta recuperação tem decorrido de forma sustentada, no contexto a que agora se chama “novo normal”, isto é, cumprindo exigentes regras de segurança, reforçadas atendendo à crise sanitária.

Procurando atenuar o impacto nos doentes internados da ausência de visitas, o CHMA está a disponibilizar, nas duas Unidades, em Famalicão e Santo Tirso, meios eletrónicos de comunicação (videochamadas) para comunicação com familiares.

Entretanto, desde que dispõe de capacidade para efetuar internamente testes à covid-19, o CHMA já realizou cerca de três mil testes, estando neste momento a assegurar também a sua realização para utentes referenciados pelo ACES de Famalicão.

No “novo normal” inclui-se o atendimento diferenciado nos Serviços de Urgência (em Famalicão e Santo Tirso), com circuitos autónomos, e a disponibilidade de “internamento covid” que, felizmente, não tem sido utilizada.

Segundo o comunicado, “o progressivo regresso à normalidade não tem reduzido a atenção que a situação de pandemia justifica. O CHMA continua atento, alerta e preparado para continuar a dar uma resposta eficaz aos casos suspeitos (e confirmados) desta patologia”.

O CHMA continua a apelar à população dos três municípios que serve – Santo Tirso, Trofa e Famalicão – para, em defesa própria e dos outros, manter vigilância e o cumprimento das regras básicas de segurança (etiqueta respiratória, distancia social, higiene das mãos, uso de máscara).

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