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Covid-19: Médicos de Saúde Pública pedem testes aleatórios em todas as regiões do país

Covid-19

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Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP) defende que sejam aumentados os testes à covid-19 e que inclusivamente sejam colhidas amostras aleatórias em todas as regiões do país.


O presidente da associação, Ricardo Mexia, disse à agência Lusa que “pode haver casos na comunidade” que não estão a ser identificados porque não estão a ser feitos testes.

“Não faz sentido rastrear toda a população, ninguém advoga essa solução, mas os critérios têm de ser alargados”, disse o responsável, citando países como a China ou a Coreia do Sul, onde isso foi feito com bons resultados.

O primeiro-ministro, António Costa, disse na terça-feira na Assembleia da República que a comunidade científica não defende “que deva haver um teste generalizado” a toda a população à covid-19, considerando necessário “utilizar este recurso com conta, peso e medida”.

Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que os testes universais ao coronavírus têm a desvantagem da falsa sensação de segurança, considerando que tem sido útil alargar, mas seletivamente, a realização destas despistagens.

Já hoje, António Costa defendeu que antes das questões do número de testes, ou da aquisição de equipamentos, os portugueses têm de possuir agora uma “enorme disciplina” no cumprimento das regras de higiene e de distanciamento social.

Confrontado pelos jornalistas com críticas sobre o número reduzido de testes realizados no país para diagnóstico do novo coronavírus, o primeiro-ministro disse: “Antes do número de ventiladores nos cuidados intensivos, antes do número de camas para internamento, antes dos testes, acima de tudo temos de ter uma enorme disciplina”.

Ricardo Mexia salientou a necessidade de alargar os testes a pessoas sem agente identificado e lamentou que pessoas com características clínicas compatíveis com a covid-19 mas que não tinham “critérios epidemiológicos” não tenham sido testadas.

“Todas as pessoas que apresentem sintomas deviam ser testadas. Nesta fase era útil”, defendeu o especialista, acrescentando que com “uma política muito restritiva” e não se identificando pessoas infetadas essas pessoas “andam na rua”.

O que a associação tem defendido, assinalou, é que se prescinda do critério epidemiológico, que se testem os profissionais de saúde, as pessoas com pneumonia e com sintomas compatíveis com a covid-19, “mesmo sem linha epidemiológica”.

E depois que se façam amostras à população, de norte a sul. “Estamos a falar de mil testes”, assinalou.

Na semana passada o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse em conferência de imprensa: “Não se consegue combater um incêndio com uma venda nos olhos e não conseguiremos travar esta pandemia se não soubermos quem está infetado”, reforçando que a mensagem da OMS a todos os países é simples: “Testar, testar, testar”.

Ricardo Mexia diz que não só a OMS mas muitos cientistas defendem que se façam mais testes.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de covid-19 foi detetado em dezembro na China e já infetou mais de 428.000 pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 19.000 morreram.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde indicou hoje que o surto de covid-19 já provocou 43 mortes e 2.995 infetados.

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Mais de 3.000 contraordenações por incumprimento na limpeza da floresta

Segundo a GNR

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Foto: DR / Arquivo

A Guarda Nacional Republicana (GNR) instaurou 3.069 autos por infração na limpeza de terrenos florestais, desde o início do ano até domingo, indicando que 291 são de entidades coletivas que ficam sujeitas a coimas de 1.600 a 120.000 euros.

Em resposta à agência Lusa, a GNR adiantou que, “no mesmo período, foram ainda elaborados 103 autos por queimadas e 493 por queimas, por realização não autorizada ou por negligência na sua execução”, registando-se a detenção de 32 pessoas em flagrante delito e 230 cidadãos identificados pela prática do crime de incêndio rural, contabilizando-se 5.489 focos de incêndio rural.

Dos 3.069 autos de contraordenação elaborados por incumprimento das medidas previstas no Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (SNDFCI), “2.472 dizem respeito às redes secundárias de faixas de gestão de combustível”.

“Destes, 291 são referentes a entidades/pessoas coletivas”, avançou esta força de segurança, escusando-se a adiantar o número de contraordenações relacionadas com o incumprimento das câmaras municipais, assim como o valor total das coimas.

De acordo com a publicação de hoje do Jornal de Notícias, “mais de 100 câmaras foram autuadas por falta de limpeza dos terrenos”, embora a GNR não indique quais foram as entidades alvo de coima.

Em caso de incumprimento, os proprietários ficam sujeitos a contraordenações, com coimas que variam entre 280 e 10.000 euros, no caso de pessoa singular, e de 3.000 a 120.000 euros, no caso de pessoas coletivas.

Segundo a lei do SNDFCI, em vigor desde 2006, no âmbito da proteção civil de populações e infraestruturas, as redes secundárias de faixas de gestão de combustível, de interesse municipal ou local, cumprem as funções de “redução dos efeitos da passagem de incêndios, protegendo de forma passiva vias de comunicação, infraestruturas e equipamentos sociais, zonas edificadas e povoamentos florestais de valor especial”, assim como de isolamento de potenciais focos de ignição de incêndios.

Assim, nas redes secundárias de faixas de gestão de combustível incluem-se os trabalhos de limpeza de terrenos florestais junto às redes viárias e ferroviárias públicas, às linhas de transporte e distribuição de energia elétrica e gás natural, e aos aglomerados populacionais e a todas as edificações, aos parques de campismo, às infraestruturas e parques de lazer e de recreio, aos parques e polígonos industriais, às plataformas logísticas e aos aterros sanitários.

No âmbito do início da fiscalização dos trabalhos das câmaras municipais, que começou em 01 de julho, a GNR disse que “todas as 23.852 situações em incumprimento detetadas até 31 de maio foram comunicadas às respetivas autarquias, com maior incidência em Leiria, Castelo Branco, Viseu, Coimbra, Braga, Santarém, Vila Real, Viana do Castelo e Aveiro”.

Em causa está a obrigação de as câmaras municipais, perante o incumprimento dos proprietários do prazo para a limpeza de terrenos – que terminou em 31 de maio, após ser prorrogado, por duas vezes, devido à pandemia da covid-19 -, garantirem a realização de todos os trabalhos de gestão de combustível até 30 de junho, prazo que era até 31 de maio, mas foi também prorrogado.

No caso de incumprimento dos municípios, “é retido, no mês seguinte, 20% do duodécimo das transferências correntes do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF)”, segundo o Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível.

À semelhança de anos anteriores, a Operação Floresta Segura 2020 iniciou-se “com uma forte campanha de sensibilização”, em que foram realizadas, até 28 de junho, “cerca de 3.800 ações de sensibilização, alcançando mais de 56 mil pessoas”, segundo dados da GNR.

De acordo com a Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA), independentemente da prorrogação do prazo de limpeza de terrenos florestais, este ano houve menos procura dos proprietários por estes trabalhos, temendo-se, por isso, “grandes catástrofes”.

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Beirute/Explosões: 113 mortos e dezenas de desaparecidos

Balanço

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Foto: DR

Pelo menos 113 pessoas morreram nas explosões devastadoras no porto de Beirute na terça-feira e dezenas estão desaparecidas, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo ministro da Saúde, Hamad Hassan.

A enorme explosão também causou 4.000 feridos.

“Há certamente ainda (vítimas) sob os escombros e recebemos dezenas de apelos pelos desaparecidos”, precisou Hassan a jornalistas, à margem de uma reunião do governo.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, e até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

Beirute/Explosões: Governo libanês decreta estado de emergência de duas semanas

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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Beirute/Explosões: Governo libanês decreta estado de emergência de duas semanas

Líbano

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Foto: DR

O Governo libanês decretou hoje o estado de emergência por duas semanas em Beirute, na sequência das explosões devastadores e mortíferas no porto da capital do Líbano.

O anúncio da decisão foi feito numa conferência de imprensa pelo ministro da Informação libanês, Manal Abdel Samad, adiantando que entrará em vigor, imediatamente, “um poder militar supremo” para garantir a segurança em Beirute.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando mais de uma centena de mortos e mais de 4.000 feridos, segundo o último balanço feito pela Cruz Vermelha.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesas.

O primeiro-ministro libanês revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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