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Alto Minho

269 pessoas impedidas de entrar em Portugal pela fronteira de Valença

Covid-19

em

Foto: Imagens TVI

Uma pessoa foi detida e 795 foram impedidas de entrar em Portugal desde que foi reposto o controlo temporário das fronteiras terrestre devido à pandemia de Covid-19, avançou à Lusa o SEF. 269 casos foram registados em Valença.


O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada, sendo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a entidade responsável pelo controlo nestes locais, enquanto a GNR é responsável pela circulação rodoviária.

Dados enviados à agência Lusa indicam que, entre as 23:00 de 16 de março e as 23:00 de terça-feira (24 de março), foram controlados 69.695 cidadãos, 795 dos quais não foram autorizados a entrar em Portugal e um foi detido.

Segundo o SEF, o ponto de passagem autorizado de Valença foi o que mais pessoas controlou, um total de 30.906, seguido de Vila Verde da Raia, em Chaves, (11.298), Vilar Formoso, na Guarda (9.058), Caia, em Elvas (7.188), Castro Marim, em Faro (4.305), Quintanilha, em Bragança (2.552), Vila Verde de Ficalho, em Beja (2.234), Termas de Monfortinho, em Castelo Branco (1.512) e Marvão, em Portalegre (642).

O SEF frisa que a maior parte das recusas de entrada no país verificaram-se em Valença (269), Caia (182), Castro Marim (146) e Vilar Formoso (81), tendo sido feita a detenção em Vila Verde da Raia.

Aquele serviço de segurança indica que o objetivo deste controlo é vedar as deslocações de cidadãos em turismo ou lazer entre Portugal e Espanha.

Desde as 23:00 de 16 de março que está vedada a circulação rodoviária nas fronteiras terrestres, com exceção do transporte internacional de mercadorias, do transporte de trabalhadores transfronteiriços e da circulação de veículos de emergência e socorro e de serviço de urgência.

Em Portugal, há 43 mortes, mais 10 do que na véspera, e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 633 novos casos em relação a terça-feira.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados da Covid-19 foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, cabendo as forças e serviços de segurança fiscalizar as medidas em vigor.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 19.000 morreram.

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Viana do Castelo

Barco avaria na costa de Viana e é resgatado pela Estação Salva-vidas

Resgate

em

Foto: Divulgação / AMN

Uma embarcação de recreio com dois tripulantes foi resgatada do alto mar pela Estação Salva-vidas de Viana do Castelo, ao final da manhã de sexta-feira.

O barco encontrava-se a cerca de seis quilómetros a oeste da costa vianense quando foi detetada pelos socorristas depois de um pedido de emergência efetuado via radio VHF.

Foto: Divulgação / AMN

Quando chegaram ao local, os elementos da estação verificaram que o barco tinha uma avaria no sistema propulsor, sendo necessário rebocar o mesmo até à marina de recreio de Viana do Castelo.

Foto: Divulgação / AMN

Nenhum dos tripulantes necessitou de receber assistência médica.

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Viana do Castelo

Padre há 50 anos e bispo de Viana há dez: D. Anacleto Oliveira, o “escravo de todos”

Religião

em

Foto: Reprodução / Notícias de Viana

Faz hoje, dia 15 de agosto, dez anos que D. Anacleto Oliveira tomava posse como bispo da diocese de Viana do Castelo, sob o lema episcopal “Escravo de todos”. Faz também 50 anos que foi ordenado sacerdote, na diocese de Leiria-Fátima, de onde é natural.

A efeméride não passou despercebida a várias figuras da sociedade portuguesa, entre elas o Presidente da República, que apelida Anacleto de “intelectual da igreja”.

Numa nota publicada pelo jornal Notícias de Viana, enviada a O MINHO, Marcelo Rebelo de Sousa destaca o “conhecimento, disponibilidade e serviço” como “exigências do múnus sacerdotal, e, por maioria de razão, episcopal”.

Ordenação de D. Anacleto Oliveira. Foto: Reprodução / Notícias de Viana

“E os vianenses bem sabem da alegria de poder contar com um bispo disponível no contacto pastoral e humano que é ao mesmo tempo um intelectual da Igreja, que integrou a equipa que traduziu a Nova Bíblia dos Capuchinhos e que atualmente preside à Comissão Episcopal de Liturgia”, disse o Chefe de Estado.

O Presidente realçou ainda as “capacidades académicas” em diversas universidades por onde o clérigo passou, não deixando de lado os dez anos em que esteve ao serviço de emigrantes portugueses na Alemanha, onde foi capelão da comunidade lusa.

D. Anacleto Oliveira. Foto: Reprodução / Notícias de Viana

“Um bispo não tem um currículo, tem uma missão: servir a Igreja e as comunidades cristãs, em diálogo com a sociedade. A ousada divisa episcopal de D. Anacleto, Escravo de Todos, pode soar estranha aos nossos ouvidos, até nos lembrarmos das palavras do Apóstolo Paulo: Pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos para ganhar o maior número”, sublinhou Marcelo.

Das fábricas da Marinha Grande ao topo de Santa Luzia

Anacleto Oliveira, agora com 74 anos, nasceu a 17 de julho de 1949 na povoação de Cortes, em Leiria. A 15 de agosto de 1970, precisamente há 50 anos, foi ordenado sacerdote, depois de uma passagem de dois meses pelos escritórios de uma fábrica de vidros da Marinha Grande, onde aprendeu o ‘trato’ com operários.

Já depois da ordenação, estudou em Roma e na Alemanha, onde viveu dez anos como capelão da comunidade portuguesa. Em 2005 foi ordenado bispo no patriacardo de Lisboa. A 15 de agosto de 2010 foi ordenado bispo da diocese de Viana do Castelo.

Em entrevista à Agência Ecclesia, o bispo confessa que “não conhecia o Minho” nem procurou conhecer. “Apenas me informei o que era Viana do Castelo e vim à aventura”, recordou.

Atualmente, para além de desempenhar o cargo máximo da Igreja no Alto Minho, é ainda presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade.

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Alto Minho

Comédias do Minho e Teatro do Frio transformam espaço público em museu imaginário

Teatro

em

Foto: DR

Uma coprodução do Teatro do Frio, do Porto, e das Comédias do Minho transformou cinco concelhos do Alto Minho num museu imaginário, onde as obras de arte estão expostas no território e com acesso livre.

“Esta é uma oportunidade para o visitante quebrar o lado físico e arquitetural de um museu, para perceber que o território é, por si só, um museu e que as ficções que propomos para o espaço público promovem este museu”, afirmou hoje à agência Lusa o diretor artístico do Teatro do Frio, Rodrigo Malvar.

Em causa está o projeto Museu do Futuro Próximo, que começou em finais de julho e decorre até 26 de setembro nos concelhos de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo.

Rodrigo Malvar referiu que a nova criação, que integra o projeto DEVIR, lançado pelas duas companhias para responder ao período pandémico, pretende pôr o visitante a “questionar o conceito de museu, a partir as paredes do museu, para perceber que o território também pode ser um museu, com as suas obras de arte acessíveis a qualquer pessoa que utilize o espaço público”.

No total, são propostas visitas a 35 locais espalhados pelos cinco concelhos do vale do Minho, onde o visitante será confrontado com 35 textos e 35 bandas sonoras concebidas pelas duas companhias.

“Em cada concelho arranjámos um átrio do dito museu que, por exemplo, em Paredes de Coura é uma casa rural, em Vila Nova de Cerveira é a biblioteca. Nesse átrio, as pessoas recebem um postal e um mapa com o percurso que devem seguir até aos sete sítios que integram a nossa proposta. A partir daí as pessoas podem dar início a uma viagem por esses sete locais, parar para ouvir uma música e um texto onde ficcionamos o que está a ver e propomos um outro olhar sobre o território”, especificou.

Ao receber o envelope e mapa do percurso proposto, o visitante pode “descarregar no telemóvel os sete dramas sonoros, pôr os auscultadores e colocar o dispositivo em modo voo para iniciar a sua divagação entre os sete observatórios naturais propostos pelo Teatro do Frio e as Comédias do Minho”.

“Sem tempo ou caminho pré-definido, deixando-se guiar pela decisão ou curiosidade, a visita, autónoma, acontece pelo pé”, desafiam as companhias num comunicado enviado às redações.

O novo projeto adianta que “em cada município podem ser visitadas sete obras de arte expostas em observatórios espalhados pelos espaços públicos”, transformando-o num “espaço museológico, sem confinamento histórico ou conceptual”.

O Teatro do Frio – Pesquisa Teatral do Norte é um coletivo de pesquisa, criação e produção teatral oficialmente constituído em 2005.

As Comédias do Minho são um projeto cultural dos municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova da Cerveira.

O grupo, com sede em Paredes de Coura, assenta a sua atividade em três eixos de intervenção: o teatro, um projeto pedagógico, apostando na formação artística dos jovens, e um projeto comunitário, difundindo e dinamizando projetos das comunidades, apoiando também a formação de grupos de teatro amadores.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 754 mil mortos e infetou quase 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.772 pessoas das 53.783 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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