Seguir o O MINHO

Braga

Câmara diz que alienação da Confiança é motor da regeneração urbana da zona envolvente

em

Foto: Divulgação / CM Braga

O Município de Braga apreciará, na sua próxima reunião pública de Executivo, a realizar esta quarta-feira, a proposta relativa à alienação do edifício da Fábrica Confiança, imóvel localizado na Freguesia de S. Vítor, tendo por base um Caderno de Encargos elaborado sob a coordenação do Pelouro do vereador Miguel Bandeira.


MAIS: PS vota contra venda da Confiança pela Câmara. Abaixo-assinado circula na net

A Câmara Municipal de Braga alega que não tem acesso a qualquer financiamento comunitário para promover a reabilitação do imóvel – pese embora os apelos unânimes dirigidos pelo Executivo ao Primeiro-Ministro e a diversas autoridades de gestão -, sendo que as verbas disponibilizadas para esta componente no actual Quadro Comunitário não chegaram para comportar os investimentos realizados (e a realizar) no Forum Braga e no Mercado Municipal.

“Perante um grande volume de projetos que Braga tem em curso, fundamentais para o concelho e para a qualidade de vida dos bracarenses, não teríamos recursos suficientes e necessários para intervir na Fábrica Confiança, condenando assim o edifício a uma acelerada degradação que poria em causa a sua preservação futura e teria efeitos nefastos na envolvente”, sustenta Ricardo Rio, presidente da Câmara.

LEIA MAIS: Freguesia de São Vitor contra decisão camarária de vender a Confiança

Daí que a opção sempre equacionada para estas circunstâncias passe pela alienação do imóvel, permitindo que o investimento privado possa concretizar o que a esfera pública não consegue.

“Esta foi, aliás, uma opção politicamente legitimada no último ato eleitoral, visto que o programa apresentado pelos candidatos da Coligação ‘Juntos por Braga’ expressava taxativamente que se procederia a uma análise sobre o futuro da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança, tomando uma decisão definitiva sobre as suas oportunidades de reabilitação ou a sua alienação com vista ao financiamento de outras iniciativas culturais e patrimoniais, mas sempre com a salvaguarda dos valores arquitetónicos e a criação de núcleo museológico da fábrica original”, diz o comunicado da autarquia.

O Caderno de Encargos executado por técnicos especializados do Município de Braga, que suporta a proposta agora formalizada pelo Executivo Municipal, visa garantir diversos objetivos ao nível da salvaguarda patrimonial, da preservação da memória industrial da Fábrica Confiança, do enquadramento urbanístico, dos fins legitimados para o local e do impacto na zona envolvente.

Classificada que está em PDM a mancha de implantação da Fábrica Confiança como Área de Equipamentos, “assim se manterá, não havendo qualquer alteração a esta classificação para efeitos de reabilitação e intervenção daquele edifício”, explica Ricardo Rio.

O presidente do Executivo Municipal acredita que aquele pode e deve ser, a breve prazo, um novo espaço para a cidads, reabilitado, que crie uma nova centralidade naquela zona, em que será possível fazer a ligação ao Complexo Desportivo da Rodovia, à Universidade do Minho, ou até ao centro da Cidade.

Neste sentido, o Caderno de Encargos prevê imposições e condicionantes de ordem patrimonial, no desenvolvimento de qualquer projeto para ali pensado, como por exemplo a preservação integral das três fachadas do edifício principal; a preservação do legado fabril urbano, da Fábrica, devendo ser integrada na memória da antiga chaminé.

Na ótica da preservação da história do que era a Fábrica Confiança, deverão ser previstas áreas e espaços interpretativos e de exposição que evoquem e celebrem o passado da fábrica, nomeadamente, através de imagens, espólio e produtos associados a esta unidade fabril e que sejam facultados ao uso e fruição pública dos cidadãos que o pretendam conhecer e visitar.

Para Ricardo Rio, “qualquer projeto para ali concebido deverá contemplar uma componente de franco acesso ao público e auto-sustentável”, garantindo o acesso a pessoas com mobilidade condicionada, com áreas úteis nunca inferiores a 500 m2, garantindo a existência de zonas de apoio a visitantes, com uma área destinada ao espaço museológico. Os conteúdos a expor neste espaço serão da responsabilidade do Município de Braga sendo do promotor a responsabilidade da sua manutenção e suporte de custos operacionais associados.

Para a elaboração do mesmo, o Município não contou com qualquer contributo da Junta de Freguesia de S. Victor, apesar de o mesmo ter sido solicitado, de forma expressa, no final do mês de Julho último.

A alienação do edifício em causa, cuja avaliação dos peritos municipais revela ter um valor estimado em cerca de 4 milhões de euros, permitirá ainda a concretização de outros investimentos na esfera cultural e patrimonial do concelho, como expresso na proposta sufragada pelos eleitores.

Anúncio

Braga

Pandemia cancela Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga

Covid-19

em

Foto: CM Braga

A sétima edição do Concurso de Bandas Filarmónicas de Braga, que estava prevista para os próximos dias 05 e 06 de dezembro, foi cancelada devido à “tendência de agravamento” da situação pandémica, anunciou hoje o município.

Em comunicado, a vereadora da Cultura refere que esta foi “a melhor solução” face à situação pandémica que se verifica atualmente e que “previsivelmente se prolongará durante o próximo inverno”.

“A Comissão Organizadora tomou esta decisão após a devida ponderação e em nome da defesa intransigente da saúde de todos os participantes, dado o número elevado de pessoas que uma organização deste género implica”, sublinhou.

Com esta decisão, o concurso transita para o próximo ano, ficando agendado para os dias 27 e 28 de novembro de 2021.

Continuar a ler

Braga

Amares aprova aumento de 0,8% no saneamento, lixo e abastecimento de água

Com “compromisso de honra” de criar medidas de apoio às famílias carenciadas

em

Foto: CM Amares

A câmara de Amares aprovou hoje por unanimidade o aumento de 0.8% para 2021 no tarifário do abastecimento de água, saneamento básico e lixo, mas com o “compromisso de honra” de aprovar “medidas efetivas” de ajuda às famílias.

Em declarações à Lusa, o líder o Movimento Amares Independente e Solidários (MAIS), Emanuel Magalhães, explicou que votou a favor daquele aumento porque o executivo comprometeu-se a apresentar “nas próximas reuniões propostas de apoio claro às famílias carenciadas”.

Tanto o MAIS como o PS expressaram, na discussão daquele ponto da reunião de câmara de hoje, que votariam contra aquele aumento mas acabaram por votar a favor.

Emanuel Magalhães descreveu que na discussão do referido ponto propôs “um período de carência de seis meses daquele aumento, de uma forma informal e não numa proposta votada”.

“Acabámos por votar a favor porque ficou estabelecido um compromisso de honra que seriam apresentadas em próximas reuniões do executivo propostas para contrabalançar aquele aumento e ajudar as famílias e empresas de Amares”, disse.

“Nós íamos votar contra principalmente pela fraca qualidade dos serviços que a câmara está a prestar naquela área”, explicou à Lusa o vereador do PS Pedro Costa.

“No entanto, depois da discussão, ficou assente que haveria medidas compensatórias ou um período de carência para aquele aumento que o presidente [Manuel Moreira] disse ser uma recomendação da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos”, continuou.

Do lado da maioria PSD/CDS-PP, o presidente da autarquia explicou que o aumento “deve-se à recomendação da ERSAR” mas confirmou que “serão apresentadas medidas para compensar” aquele aumento.

“O aumento acaba por ser residual, de 10 ou 20 cêntimos. Mas entendemos que no contexto atual temos a responsabilidade de ajudar as nossas famílias e empresas a fazer face à perda de rendimentos causada pela atual pandemia e vamos ter isso em conta em propostas futuras como já tivemos em propostas apresentadas este ano”, salientou o autarca.

O executivo da Câmara Municipal de Amares é liderado pelo PSD/CDS-PP com 5 eleitos, e PS e MAIS com um vereador cada.

Continuar a ler

Braga

Braga registou 5.032 nascimentos este ano

Demografia

em

Foto: Ilustrativa / DR

O número de bebés nascidos em Portugal nos primeiros nove meses deste ano baixou 1,2% em relação ao mesmo período de 2019, totalizando 64.390, segundo dados do Programa Nacional de Diagnóstico Precoce, conhecido como “teste do pezinho”. Em Braga foram registados 5.032.

O número representa uma quebra de 775 nascimentos entre janeiro e setembro face a igual período do ano passado, em que foram rastreados 65.165 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Comparando com o período homólogo de 2015, ano em que foram analisados 62.990 bebés, o número mais baixo dos últimos cinco anos para igual período, verificou-se um aumento de 2,2%, o que representa mais 1.400 nascimentos, apontam os dados os INSA avançados à agência Lusa.

Janeiro foi o mês que registou o maior número de “testes do pezinho” realizados (8.043), seguido de setembro (7.712), julho (7.625), março (7.182), abril (7.067), junho (7.048), maio (6.910), agosto (6.904) e fevereiro (5.899).

Os dados do rastreio neonatal indicam ainda que Lisboa foi a cidade que registou o maior número de nascimentos (18.867), seguida do Porto (11.831) e de Braga (5.032).

Nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira nasceram 1.547 e 1.353 bebés, respetivamente.

O ano de 2019 foi aquele que registou o valor mais alto dos últimos quatro anos, com 87.364 recém-nascidos estudados. Em 2018, tinham sido 86.827 e no ano anterior 86.180.

Em 2016, foram rastreados 87.577 bebés, número que caiu em 2015 para 85.056, segundo os dados da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana do INSA.

O “teste do pezinho”, que cobre quase a totalidade dos nascimentos no país, é realizado a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar alterações neurológicas graves, alterações hepáticas, entre outras situações.

Estes testes permitem identificar crianças que sofrem de doenças, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de intervenção terapêutica precoce.

Continuar a ler

Populares