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Braga

AGERE distribuiu parte dos lucros pelos seus mais de 500 trabalhadores

Braga “não tem nem terá falta de água”

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Foto: DR

É a primeira vez que acontece na vida da empresa municipal. Os mais de 500 trabalhadores da AGERE, de Braga, – que opera no abastecimento de água, recolha de lixos e saneamento – receberam, no final de julho, uma espécie de suplemento remuneratório, a somar ao ordenado do mês e ao subsídio de férias.

“O acordo de empresa assinado em 2021, previa, por iniciativa minha, que os trabalhadores passavam a ter direito a uma percentagem dos lucros”, revelou a O MINHO, o seu administrador, Rui Morais.

A verba recebida, que corresponde a metade ou mesmo mais do valor que auferem mensalmente, abrangeu a esmagadora maioria dos funcionários, tendo apenas ficado de fora os poucos que não tiveram avaliação positiva de desempenho.

“Recebi 700 euros que vieram a calhar dada a inflação que estamos a viver”, disse, sob anonimato, um trabalhador a O MINHO.

Rui Morais salientou, a propósito, que, “se a firma dá lucro, e tem-no não obstante as vantagens que proporciona aos consumidores bracarenses em termos de serviço e de não-aumento de tarifas, é justo que uma parte desses proveitos sejam distribuídos por aqueles que nela trabalham, os que possibilitam os resultados positivos”.

Braga não tem falta de água

Entretanto, e para alívio dos bracarenses, há hoje uma boa notícia: o Município de Braga não tem e não terá falta de água, quer no verão quer mesmo até ao final do ano. A garantia foi dada a O MINHO pelo presidente do Município, Ricardo Rio, o qual, apesar disso, apela à população que poupe água, tal como o faz a própria Autarquia: “as medidas de poupança em vigor são as que estão associadas ao nosso plano de sustentabilidade e não especificamente à situação da seca”, disse.

No concelho, é a empresa municipal AGERE que é responsável pela captação, tratamento, adução e distribuição da água aos municípes e às empresas e instituições. A captação é feita na maregm esquerda do rio Cávado, na Ponte do Bico, onde existe uma ETA (Estação de Tratamento), sendo depois transportada para o reservatório de Montariol e daí para vários outros reservatórios espalhados pelo território.

Diariamente, – diz o autarca – cerca de 32.000 m3 de água potável são fornecidos em condições de excelência e segurança.

Em 2017 foi registado um valor relativamente alto com um consumo global de 336 milhares de metros cúbicos.

O Plano de Sustentabilidade de Braga tem, – diz ainda Ricardo Rio – no que toca ao consumo de água, várias medidas de poupança, entre as quais as de “usar a água de forma eficiente para reduzir o consumo geral, da expansão do uso de fontes alternativas de água e do descarregamento de água de forma responsável.

Nos últimos anos, a Agência Portuguesa do Ambiente deu seis autorizações à Câmara para utilização de outros recursos hídricos disponíveis.

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