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Viana do Castelo

“Violador do Facebook” condenado em Viana por ameaças feitas por SMS

Por dois crimes de ameaça agravada, dois de ameaça simples e um de coação agravado.

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Foto: DR/Arquivo

O Tribunal de Viana do Castelo condenou hoje, a quatro anos de prisão efetiva, um homem de 52 anos, a cumprir pena de 15 anos de prisão, por ameaças e coação agravadas feitas através de mensagens enviadas por telemóvel.

O arguido começou a ser julgado, em setembro, acusado de ameaçar e coagir, através de SMS enviadas por telemóvel, a partir da prisão, em Lisboa, o marido e a vizinha de uma mulher de Vila Fria, em Viana do Castelo, que terá seduzido através do Facebook.

Questionado pela Lusa, Pedro Meira, advogado do arguido, adiantou que irá reunir-se com o seu constituinte para, em conjunto, analisarem o acórdão e decidir se há fundamento para avançar com um recurso”.

Hoje, durante a leitura da sentença, sem a presença do arguido, que apenas manifestou interesse em estar presente no início do julgamento, o coletivo de juízes condenou-o também ao pagamento de uma indemnização de três mil euros ao agora ex-marido da mulher que seduziu e com quem, como referiu ao tribunal, quer casar.

Na primeira sessão do julgamento, a 18 de setembro, o arguido negou ser o autor dos crimes de que está acusado pelo Ministério Público (MP).

“Não fui eu”, afirmou o arguido, acrescentando: “Quem elaborou isto não sei, mas alguém me meteu nisto. Não tem lógica. Não tinha qualquer motivo para mandar mensagens a pessoas que nunca me fizeram mal”.

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), deduzida em março, e a que a agência Lusa teve hoje acesso, o homem, conhecido como o “violador do Facebook”, chegou ao tribunal de Viana do Castelo acusado de dois crimes de ameaça agravada, dois de ameaça simples e um de coação agravado.

Segundo o MP, “o arguido apresenta um diagnóstico de perturbação da personalidade, de tipo antissocial, com dificuldade em cumprir regras e respeitar os outros, agindo com impulsividade e agressividade, sem pensar nas consequências, com risco moderado de violência”.

O homem de 52 anos está detido desde 2010 no estabelecimento prisional da Carregueira, em Lisboa, a cumprir uma pena superior a 15 anos, por abuso sexual da filha menor, violação de duas mulheres, envolvimento em tráfico de armas, entre outros crimes.

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Viana do Castelo

Prisão preventiva para os dois detidos por alegado homicídio de jovem em Viana

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Foto: O MINHO

O Tribunal de Viana do Castelo decretou hoje prisão preventiva para dois homens detidos pelo alegado homicídio de um jovem de 22 anos, ocorrido na segunda-feira, em Areosa, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

De acordo com aquela fonte da diretoria de Braga, “um dos arguidos poderá passar a prisão domiciliária assim que estiverem reunidas as condições necessária à aplicação dessa medida”.

Os dois homens, chegaram ao tribunal judicial de Viana do Castelo pouco antes das 11:00, vindos das instalações da PJ de Braga, para serem presentes a primeiro interrogatório judicial.

A fonte PJ especificou que “os dois homens, com idades entre os 27 e os 33 anos foram detidos na madrugada de quarta-feira”, sendo que no decurso da investigação foram “identificadas duas mulheres que seguiam na mesma viatura, com os dois suspeitos, e que foi intercetada pela GNR, na segunda-feira à noite, após o crime, na freguesia de Campos, no concelho vizinho de Vila Nova de Cerveira.

O jovem de 22 anos foi esfaqueado nas costas, na segunda-feira, cerca das 18:09, na travessa do Pico, em Areosa. Ainda foi transportado ao hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, em estado grave, acabando por morrer naquela unidade hospitalar.

Na noite de segunda-feira, a GNR de Viana do Castelo informou ter identificado em Campos, no concelho de Vila Nova de Cerveira, dois homens, presumíveis autores do homicídio do jovem, pescador profissão, pai de duas crianças.

Na altura, fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo explicou à Lusa que “aquela diligência foi realizada a pedido da PSP local, primeira força policial a tomar conta da ocorrência, com base em testemunhos recolhidos no local que referiam a presença de uma viatura que abandonou aquela zona após o crime”.

A fonte da GNR referiu que a “viatura foi intercetada na freguesia de Campos, em Vila Nova de Cerveira, tendo sido identificados dois ocupantes”.

O alerta para uma agressão com arma branca foi dado cerca das 18:09. A PJ de Braga foi chamada a investigar o caso, cerca das 19:10.

O funeral do jovem pescador realizou-se na quarta-feira, no cemitério municipal de Viana do Castelo.

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Viana do Castelo

Arrancam as obras de modernização do portinho de Castelo de Neiva em Viana

Investimento que ascende a cerca de 1,1 milhões de euros e tem conclusão prevista para junho de 2019.

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Foto: DR

A Docapesca anunciou hoje o arranque da modernização do portinho de Castelo do Neiva, em Viana do Castelo, num investimento que ascende a cerca de 1,1 milhões de euros e com conclusão prevista para junho de 2019.

Em comunicado, a empresa referiu que a empreitada, realizada no âmbito de protocolo assinado entre a sociedade Polis Litoral Norte, a Câmara de Viana do Castelo e a Docapesca, “abrange a beneficiação das redes de infraestruturas, requalificação dos pavimentos, reordenamento das áreas exteriores de circulação, de estacionamento de embarcações e de manuseamento das redes e aprestos de pesca”.

Criada em 2009, a sociedade Polis Litoral Norte prevê obras de reabilitação numa faixa costeira de 50 quilómetros, integrando ainda as zonas estuarinas dos rios Minho, Coura, Âncora, Lima, Neiva e Cávado, numa extensão de, aproximadamente, 30 quilómetros. A área de intervenção totaliza cerca de cinco mil hectares e integra o Parque Natural do Litoral Norte.

A obra agora em curso prevê ainda “a instalação de novo guincho na rampa-varadouro, a construção de novos armazéns de aprestos e de uma oficina para reparação de embarcações”.

Segundo a Docapesca, está ainda “previsto o reordenamento e beneficiação do sistema de depósito e recolha diferenciada de resíduos e a criação de condições para a instalação de um futuro posto de abastecimento de combustível às embarcações”.

A empresa adiantou que “a segunda fase da modernização do portinho de Castelo do Neiva inclui a construção do novo edifício da lota, cuja empreitada se encontra na fase final de contratação”.

A pesca artesanal movimenta naquela freguesia da margem esquerda do rio Lima cerca de uma centena de famílias. Operam naquele portinho mais de 30 pequenas embarcações e mais de 70 pescadores.

A Docapesca, tutelada pelo Ministério do Mar, tem a seu cargo, no continente, o serviço da primeira venda de pescado e o apoio ao setor da pesca e respetivos portos, dispondo de 22 lotas e 37 postos.

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Viana do Castelo

Parque eólico flutuante em Viana: Bruxelas dá ‘luz verde’ a aquisição da Windplus

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Foto: DR

A Comissão Europeia autorizou hoje a operação de aquisição do controlo conjunto do consórcio português Windplus pela EDP Renováveis (EDPR), pela francesa Engie e pela espanhola Repsol, ao concluir que não levanta problemas a nível de concorrência.

Apontando que a Windplus, atualmente controlada pela EDPR e Repsol, vai desenvolver um projeto eólico flutuante no mar e será ativa na produção e oferta por fosse de eletricidade a Portugal, Bruxelas sustenta que a operação “não levanta problemas a nível de concorrência, em virtude das atividades atuais e futuras muito limitadas da Windplus no Espaço Económico Europeu”.

Em 19 de outubro passado, o Banco Europeu de Investimento (BEI) concedeu um empréstimo de 60 milhões de euros à Windplus, para o funcionamento do primeiro parque eólico flutuante no mar, em Viana do Castelo.

Além do financiamento do banco da União Europeia, entram nesta fase, que prevê um investimento total de 125 milhões de euros, 29,9 milhões de euros do programa comunitário NER300, o “apoio direto de seis milhões de euros do Fundo de Carbono Português e o resto passará por investimento dos acionistas”, precisou o presidente executivo da EDP.

António Mexia apresentou o WindFloat como um “projeto absolutamente pioneiro e inovador a nível mundial, no que diz respeito à energia renovável ‘offshore’ [no mar]”, já que em causa está a “tecnologia mais desenvolvida e mais competitiva da utilização do vento em mar e em sítios com profundidade, que impedem a utilização de estacas no fundo mar”.

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