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Braga

UMinho quer “criar modelos preditivos” de riscos nas vias de transporte europeias

Projeto da Escola de Engenharia

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Foto: O MINHO

Uma equipa da Universidade do Minho (UMinho) quer criar “modelos preditivos” do impacto e frequência de acidentes naturais na rede rodoferroviária da Europa e conceber uma aplicação “de alerta”, desenvolvendo sensores para comboios que detetem anomalias.


Em comunicado enviado à Lusa, a UMinho explica que a equipa, da Escola de Engenharia, está a analisar o “funcionamento da rede rodoferroviária na Europa perante riscos naturais e humanos, como incêndios, tempestades, derrocadas, atos de suicídio e choques”.

Segundo o texto, os investigadores querem “criar modelos preditivos do impacto e frequência daquelas ocorrências, conceber uma ‘app’ de alerta com a melhor via a seguir após um evento extremo, bem como inserir sensores em comboios e outros equipamentos para detetar anomalias nas infraestruturas, aperfeiçoar as barreiras em áreas críticas e, ainda, capacitar a sociedade neste âmbito”.

O grupo da UMinho, coordenado por José Campos e Matos, que lidera também o Atlantic SIRMA, que tem até 2021 dois milhões de euros do programa Interreg e junta entidades do Reino Unido, Irlanda, França e Espanha.

“Queremos desenvolver ferramentas e tecnologias para reforçar a gestão de risco nestas vias. Um suicídio, por exemplo, obriga a parar uma linha ferroviária e isso traz muitos custos sociais e económicos”, realça, no texto, o investigador, que assinalou que a origem dos riscos humanos tem um quadro psicológico e cultural próprio.

O projeto SIRMA está definido em três fases: “Mitigar rapidamente os problemas detetados, conceber modelos com a performance histórica das infraestruturas, estimando em gráfico quando ficarão ameaçadas, e criar soluções de prevenção e manutenção – por exemplo, desenvolvendo uma aplicação para alertar o cidadão sobre um caminho alternativo perante uma intempérie”, enumera.

Além disso, aponta como objetivo “a monitorização inovadora da ferrovia pelos próprios comboios que, através de sensores e vibrações, poderão detetar irregularidades e materiais em falta e a formação de técnicos para saber como agirem nos eventos extremos e junto das populações”.

“Na verdade, cada zona estará mais suscetível aos seus problemas específicos: as marítimas estão sujeitas a tempestades, as fluviais a cheias, as despovoadas a incêndios, os vales a torrentes, deslizamentos e descarrilamentos, as cidades a terrorismo”, enumera o investigador do Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (ISISE), no campus de Azurém, em Guimarães.

Segundo refere a UMinho no comunicado, as alterações climáticas têm afetado o Atlântico europeu, como sucede com tempestades tropicais ou grandes incêndios, levando à degradação imediata de certas infraestruturas de transporte.

“Os carris da ferrovia do Sul da Europa, face à subida das temperaturas, terão mais casos de dilatação, logo dificuldade de manutenção e disponibilidade do serviço, aumentando custos diretos e indiretos. Já a ferrovia na Irlanda, por exemplo, tem sofrido muitas cheias, ameaçando a segurança e as infraescavações em pontes”, descreve a universidade.

Campos e Matos assinala ainda a “má opção” pela construção de certos trajetos na proximidade marítima, afirmando ser “um problema sério, devido à subida progressiva do nível da água do mar”.

No caso das estradas e autoestradas, a prevenção aposta nas passagens hidráulicas (‘box culverts’) ou no corte temporário do acesso, como em derrocadas e no deslizamento de aterros.

“Há de facto uma grande interdependência das redes rodoviárias e por vezes passa despercebida; em muitos dos fogos, os sistemas de comunicação falham porque a via também ficou destruída, incluindo esta cabos de comunicação em fibra ótica”, refere o investigador.

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Braga

Missa em honra da Senhora do Alívio, em Vila Verde, transmitida no Facebook

Religião

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Foto: Divulgação / Junta de Soutelo

As festividades em honra de Nossa Senhora do Alívio, em Soutelo, concelho de Vila Verde, serão, este ano, muito diferentes do habitual.

Para prevenir a propagação da pandemia de covid-19, não se vão realizar as habituais procissões nem os momentos de piedade e de recriação, anunciou a junta de freguesia.

Sem a habitual peregrinação, a eucaristia de domingo, 20 de setembro, às 11:00, será transmitida em direto através da página de Facebook da Junta de Freguesia de Soutelo, do Santuário do Alívio e da Arquidiocese de Braga.

Também neste dia, vai decorrer uma missa às 07:30 (que substitui a das 08:30) e uma eucaristia de conclusão, às 18:00.

Nas cerimónias religiosas, devem ser cumpridas todas as normas de segurança da DGS, como o uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

Fora do horário das missas, no interior da igreja, os fiéis devem entrar e sair em movimentos circulares, evitando aglomerações no interior e exterior do santuário.

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Braga

Número de casos ativos de covid no concelho de Braga sobe para 231

Covid-19

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Foto: O MINHO

O concelho de Braga registou vinte novas infeções pelo novo coronavírus desde a passada quinta-feira.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 09:30 deste sábado.

Durante o mesmo período, não houve casos de recuperações do SARS CoV-2, totalizando o concelho 1.393 casos recuperados desde o início da pandemia.

Em termos acumulados, são já 1.698 casos de pessoas infetadas com a doença.

Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 231 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

O número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde permanece em atualização, mas registava 439 há dois dias.

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Braga

Óleo na estrada destrói Mercedes na variante em Braga

Acidente

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Foto: Redes Sociais

Um homem sofreu ferimentos na sequência de um despiste, esta tarde de sábado, na variante Norte, em Braga.

Ao que apurou O MINHO, a viatura, um Mercedes Classe S, terá entrado em despiste poucos metros antes do acesso à A3 e ao nó da EN 14, junto ao tabuleiro de Celeirós, embatendo violentamente contra a berma.

O condutor terá perdido momentaneamente a consciência o que acabou por provocar grande aparato por entre outros condutores e passageiros que seguiam atrás da viatura e que pararam para ajudar o sinistrado.

À chegada dos bombeiros, a vítima já estava cooperante e saiu do carro pelos próprios meios, sofrendo apenas algumas mazelas.

Ao que tudo indica, óleo que já estaria naquele local terá provocado o despiste, sendo por isso necessária a limpeza da via, o que levará ao corte, durante os próximos minutos, da via sentido Norte-Sul.

No local estiveram os Bombeiros Voluntários de Braga com nove elementos e três viaturas, assim como a equipa médica da VMER de Braga e a concessionária Ascendi.

A vítima foi transportada para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros.

A GNR está a controlar o trânsito no local.

O alerta foi dado às 17:37.

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