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Suspeito principal no caso Tancos remete-se ao silêncio

João Paulino

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Foto: WikiCommons

João Paulino, apontado como cabecilha do furto das armas nos paióis de Tancos, remeteu-se ao silêncio, esta quarta-feira, e não prestou declarações nesta fase de instrução, revelou um dos advogados do processo.

A informação foi prestada por Manuel Ferrador, advogado do ex-diretor da PJ Militar, à saída do tribunal do Monsanto.

Ao início da manhã, o advogado de João Paulino tinha entrado no Tribunal do Monsanto sem esclarecer se o seu constituinte iria ou não prestar no interrogatório perante o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre, num depoimento considerado crucial para esclarecer os factos relacionados com o furto e a recuperação de material de guerra dos paióis de Tancos.

Segundo avançou o semanário Expresso na terça-feira, a defesa de João Paulino pediu ao juiz Carlos Alexandre o acesso ao teor de duas ações encobertas que terão sido montadas pela Polícia Judiciária no âmbito da operação sobre a recuperação das armas e que levou à descoberta da alegada encenação que envolveu a recuperação do material furtado.

Uma vez que a defesa ainda não teve acesso aos documentos relacionados com estas ações encobertas, conforme adiantou o Expresso, e que o Ministério Público ainda tem de se pronunciar sobre a recusa de Carlos Alexandre em permitir a consulta desse “apenso confidencial”, João Paulino optou por se meter ao silêncio.

Pelas 09:50, vários advogados saiam do tribunal em virtude da diligência ter sido dada como terminada.

O processo de Tancos tem 23 pessoas acusadas, entre as quais o ex-ministro Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo em outubro de 2018 na sequência das revelações e da polémica em torno do caso.

Aos arguidos são imputados crimes como terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

Nove dos 23 arguidos foram acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais e os restantes 14, entre os quais Azeredo Lopes, da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento. O ex-ministro da Defesa foi acusado de prevaricação e denegação de justiça, abuso de poder e favorecimento pessoal.

O caso do furto das armas em Tancos foi divulgado pelo Exército a 29 de junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a alegada recuperação do material de guerra furtado ocorrido na região da Chamusca, Santarém, em outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJ Militar, em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Vários militares da GNR de Loulé foram acusados no processo.

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Euromilhões saiu em Portugal. Desta vez foi em Faro

Sorte grande

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Foto: O MINHO

O 1.º prémio do Euromilhões, no valor de mais de 66 milhões de euros, saiu em Portugal.

De acordo com o Departamento de Jogos da Santa Casa, o boletim vencedor foi registado no distrito de Faro, região do Algarve.

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 28 de fevereiro: 8, 11, 20, 22 e 23 (números) e 3 e 4 (estrelas).

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 28 de fevereiro: 8, 11, 20, 22 e 23 (números) e 3 e 4 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 66 milhões de euros.

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Preços dos combustíveis rodoviários aumentaram entre 3% e 7% em janeiro

Combustíveis

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Foto: Ilustrativa / DR

Os preços dos combustíveis em Portugal sofreram um agravamento médio em janeiro entre 3% e 7%, face a dezembro de 2019, segundo um boletim acerca deste mercado publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

No documento, o regulador explicou que “os preços médios de venda ao público dos combustíveis em Portugal sofreram um agravamento, sobretudo por via dos esperados aumentos de incorporação de biocombustíveis e da taxa de carbono”.

Assim, de acordo com a informação no boletim, “o ano de 2019 encerrou com o preço da gasolina simples 95 a manter-se estável em 1,524 euros/litro. No início do ano 2020, o preço médio de venda ao público (PVP) aumentou cerca de 3%”, para 1,569 euros/litro.

Já no caso do gasóleo simples, 2019 encerrou “em tendência crescente”, registando uma subida de 1% entre novembro e dezembro, para 1,408 euros/litro.

“No início do ano 2020, o preço médio de venda ao público aumentou de forma mais acelerada em cerca de 3,4%”, atingindo os 1,456 euros/litro, de acordo com a ERSE.

A maior subida foi no GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) Auto, sendo que 2019 encerrou “com uma tendência crescente, acompanhando a evolução do preço do propano e butano nos mercados internacionais”.

No início do ano 2020, “o preço médio de venda ao público aumentou de forma mais acelerada em cerca de 7%”, atingindo os 0,728 euros/litro, face aos 0,681 euros/litro de dezembro.

Em todos estes combustíveis, os hipermercados é que registaram os preços mais competitivos, de acordo com a ERSE.

O regulador analisou ainda a variação de preços geográfica a nível nacional e concluiu que, “em janeiro, a diferença de valor entre o preço médio nacional e o preço médio nos distritos portugueses para a gasolina simples 95 e gasóleo simples é mais elevada nos distritos do litoral, à exceção de Aveiro, Braga e Coimbra”.

De acordo com a ERSE, “Beja e Bragança são os distritos onde os combustíveis rodoviários se verificaram mais caros face ao preço médio nacional”.

Já Aveiro, Braga, Santarém e Castelo Branco “são os distritos com gasolinas e gasóleos mais baratos. Em mais de metade dos distritos, a diferença de preços médios por litro de combustível não ultrapassa os cinco cêntimos”, adiantou a ERSE.

No caso do GPL engarrafado, no mês passado, “a diferença de valor entre o preço médio nacional e o preço médio nos distritos, principalmente a sul de Portugal, é mais pronunciada, sendo o gás engarrafado mais caro, sobretudo nos distritos de Faro e Beja”.

Por sua vez, “os distritos mais a norte do país, como Viana do Castelo, Vila Real e Bragança apresentam os preços de GPL engarrafados mais baratos”, sendo que os distritos interior mais próximos de Espanha também registaram preços mais baixos, segundo a ERSE.

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