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Alto Minho

Retomadas as buscas para encontrar atleta de Barcelos desaparecido no rio Minho

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Foto: Infomiño.com

As buscas pelo atleta Rafael Sá, natural de Viatodos, Barcelos, foram retomadas na manhã desta segunda-feira no rio Minho. O atleta desapareceu quando fazia a travessia do rio Minho, durante o XII Triatlo da Amizade Cerveira-Tomiño, organizado pelos municípios de Vila Nova de Cerveira, Alto Minho, e Tomiño, Galiza.

Estão a fazer as buscas uma lancha da polícia marítima portuguesa, duas embarcações, um helicóptero da Força Aérea, e três equipas de mergulho – uma equipa da Marinha Espanhola e outra da polícia marítima de Lisboa – com recurso a Sonar lateral. O alerta do desaparecimento do jovem de 23 anos foi dado cerca das 15:45 deste domingo.

O jovem participava no Triatlo da Amizade, prova que liga Tomino (Galiza) a Cerveira (Minho), e terá desaparecido durante um percurso de 750 metros em que os atletas atravessavam o rio Minho a nado.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, explicou que “a primeira parte da prova incluía a travessia do rio Minho, entre o Espaço Fortaleza, em Goián, na Galiza, e o parque de transição no Cais do Rio Minho, em Vila Nova de Cerveira”.

“No primeiro terço da prova, o jovem deixou de ser visto nadar. Os meios de socorro iniciaram de imediato as buscas, mas sem sucesso”, especificou Fernando Nogueira.

O autarca explicou que as operações de busca envolvem meios da Polícia Marítima, da Comandância Naval de Tui, um meio aéreo do Salvamento Marítimo de Espanha, os bombeiros de Vila Nova de Cerveira e das federações portuguesa e galega da modalidade.

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Alto Minho

Cerveira e Tomiño simplificam circulação de trabalhadores transfronteiriços

Covid-19

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Foto: DR

Os municípios de Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho, e Tomiño, na Galiza, acertaram hoje “alguns” procedimentos para “desburocratizar” a circulação de trabalhadores transfronteiriços na fronteira entre Valença e Tui, informou hoje a autarquia portuguesa.

“Para facilitar a passagem na fronteira entre Valença e Tui – um dos nove pontos de passagem autorizados entre os dois países -, o concelho de Tomiño criou uma linha de apoio digital, com recurso a correio eletrónico, para a emissão de certificados de residência e de circulação de portugueses residentes em Tomiño e trabalhadores em Vila Nova de Cerveira, e vice-versa”, refere a nota hoje enviada às redações.

Este procedimento conta com a colaboração do EURES Transfronteiriço, que visa dar resposta às necessidades de informação ligadas à mobilidade fronteiriça de trabalhadores e empresários.

Segundo os dois municípios, presididos por Fernando Nogueira e Sandra Gonzalez, aquele procedimento destina-se a “portugueses que vivem em Tomiño, mas que ainda se encontram a trabalhar na zona industrial de Vila Nova de Cerveira, e vice-versa, e que necessitam de passar a fronteira entre Valença e Tui”.

O controlo nas fronteiras terrestres com Espanha foi reposto no dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada, cabendo ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras o controlo documental das pessoas, enquanto a GNR é responsável pela circulação rodoviária e pela vigilância da fronteira terrestre entre os pontos autorizados.

Desde então está vedada a circulação rodoviária nas fronteiras terrestres, com exceção do transporte internacional de mercadorias, do transporte de trabalhadores transfronteiriços e da circulação de veículos de emergência e socorro e de serviço de urgência.

Segundo as autarquias, que juntas constituíram uma eurocidade, “apesar do encerramento de uma grande percentagem de fábricas nos polos industriais de Vila Nova de Cerveira (nomeadamente as que têm um maior número de trabalhadores), ainda há unidades fabris, especialmente as relacionadas com indústria alimentar e transportes, que continuam a laborar, com trabalhadores portugueses e de outras nacionalidades”.

Os dois autarcas abordaram ainda as questões sociais “prementes” nesta fase de pandemia da covid-19, apontando “a necessidade de reforçar os serviços municipais desta área, nomeadamente na definição e implementação de apoios e medidas sociais imediatas, com atualização minuciosa e constante, manifestando a grande preocupação com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e os seus utentes”.

A evolução da pandemia covid-19 em Portugal e em Espanha foi outro dos temas hoje abordado no encontro realizado com recurso a videoconferência.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, sublinhou a “importância de, no presente contexto, sentir-se uma Europa ainda mais solidária e que, ultrapassada esta crise sanitária, as relações de cooperação da eurocidade Cerveira-Tomiño serão retomadas com maior vitalidade e entusiasmo”.

Já Sandra Gonzalez “elogiou a postura solidária do Governo português para com Espanha e outros estados-membros europeus, que foi muito aplaudida em toda a Galiza, referindo-se ao caso das declarações proferidas pelo governo holandês”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Portugal regista hoje 187 mortes associadas à covid-19, mais 27 do que na terça-feira, e 8.251 infetados (mais 808), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Alto Minho

Centros de rastreio em Valença e Ponte de Lima começam a funcionar terça-feira

Covid-19

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Centro de Rastreio Drive Thru em Viana. Foto: Divulgação / CMVC

O presidente da Câmara de Valença indicou hoje que o centro de rastreio à covid-19, em modelo “Drive Thru”, começa a funcionar na terça-feira no edifício da antiga alfândega, junto à ponte Eiffel que liga cidade à Galiza.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Lopes adiantou que, no mesmo dia, entrará em funcionamento o centro de Ponte de Lima, sendo que ambos vão começar a ser montados na segunda-feira e na terça-feira entrarão ambos em funcionamento”.

“Os centros de Valença e Ponte de Lima – distrito de Viana do Castelo – vão funcionar alternadamente, dois dias em Ponte de Lima e três dias em Valença. Na semana seguinte, três dias em ponte de Lima e dois em Valença. Conforme a procura alternarão, durante os cinco dias da semana”, especificou o autarca social-democrata.

Manuel Lopes acrescentou que “uma médica da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) deslocou-se hoje a Valença para verificar as condições das instalações da antiga alfândega”.

“Disse que serviam perfeitamente. Vamos agora preparar tudo para que na terça-feira esteja tudo a funcionar em pleno”, explicou.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes (CDS-PP) disse desconhecer a data de entrada em funcionamento do centro, adiantando apenas que o município disponibilizou o pavilhão de feiras e exposições da Expolima para a instalação do “Drive Thru”.

No sábado, em nota enviada às redações, a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) apontou para esta semana a abertura destes dois centros.

Já na segunda-feira, entrou em funcionamento o centro de rastreio, instalado no parque da Escola Superior de Saúde (ESE), situada nas proximidades do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

No primeiro dia, segundo dados do presidente da Câmara, José Maria Costa, foram realizados 60 daqueles testes, cujos resultados “demoram entre 24 a 48 horas”.

Nestes centros de modelo ‘Drive Thru’, os pacientes referenciados deslocam-se dentro do veículo ao ponto de recolha sem entrar em contacto com outras pessoas, reduzindo assim o risco de infeção em cada colheita.

Segundo a ULSAM, a “realização do teste covid-19 só poderá ser feito através da prescrição pelo médico de Medicina Geral e Familiar do Centro de Saúde”, sendo que “o laboratório é informado pelo médico do caso suspeito, sendo o doente agendado pelo laboratório que após receber SMS se dirige ao centro “Drive Thru”.

“O doente desloca-se até ao ponto de recolha, de acordo com as orientações do laboratório. Os resultados do exame serão depois enviados diretamente ao doente, ao médico e às autoridades de saúde pública”, especifica.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Portugal regista hoje 187 mortes associadas à covid-19, mais 27 do que na terça-feira, e 8.251 infetados (mais 808), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Viana do Castelo

Citânia de Santa Luzia, em Viana, recuperada até agosto

Arqueologia

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

A empreitada de conservação da Citânia de Santa Luzia, um investimento de 100 mil euros, decorre até ao mês de agosto, foi hoje anunciado.

A obra, realizada pela Câmara de Viana do Castelo, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), iniciou no mês de janeiro e incide na estabilização e restauro das alvenarias dos diferentes sistemas estruturais que constituem a Cidade Velha de Santa Luzia.

Em comunicado, a autarquia recorda que a “citânia se assume como um notável exemplar dos povoados fortificados existentes no Noroeste Peninsular, tanto pela sua dimensão, como pelo planeamento urbanístico, tipologia construtiva e caráter defensivo”.

A mesma fonte explica que a intervenção observa as técnicas construtivas tradicionais, incluindo a colocação de elementos de travamento transversal com a dimensão e o espaçamento determinado em obra.

“O assentamento será executado sem recurso à utilização de argamassas, evitando a utilização de elementos de fixação, de forma a constituir um aparelho com as características da alvenaria existente”, refere a mesma nota.

Serão utilizadas as unidades de alvenaria existentes no local, prevendo-se a possibilidade de recorrer a unidades existentes em depósito, dentro do perímetro da Cidade Velha, caso seja necessário para colmatar espaços ou proceder a reforços complementares.

Monumento Nacional desde 1926

A Citânia de Santa Luzia, classificada como Monumento Nacional em 1926, está situada no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo.

A estrutura encontra-se aberta ao público desde 1994, integrando-se num conjunto de estações arqueológicas existentes no Norte de Portugal.

Corresponde a um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho.

A sua localização estratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também controlar o movimento das entradas e saídas na Foz do Lima que, na Antiguidade, seria navegável em grande parte do seu curso.

O povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão.

Intervenção surge após estudo de impacte ambiental

Esta intervenção surge na sequência do estudo de impacte ambiental de consolidação do parque empresarial de Lanheses.

“Considerando-se ser necessário implementar medidas compensatórias referentes à salvaguarda do património existente no concelho de Viana do Castelo, a autarquia optou por alocar o investimento no projeto de conservação das ruínas arqueológicas da Cidade Velha de Santa Luzia”, finaliza a autarquia.

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