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Portugueses vão receber avisos da proteção civil sobre acidentes graves ou catástrofes

Ideia é informar sobre aumento de riscos para a população

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Os portugueses vão começar a receber avisos da Proteção Civil ou entidades municipais para a possibilidade da ocorrência de um acidente grave ou de uma catástrofe, segundo o novo sistema hoje publicado em Diário da República.

O decreto-lei que institui o sistema de monitorização e comunicação de risco, de alerta especial e de aviso à população estabelece as orientações para o fluxo da informação entre as autoridades e agentes de proteção civil, entidades técnico-científicas e demais entidades envolvidas face à iminência ou ocorrência de acidente grave ou catástrofe.

Nesse sentido, a população recebe avisos de proteção civil quando se está perante a possibilidade da ocorrência de um acidente grave ou catástrofe, sendo informada sobre as medidas de autoproteção a adotar e este aviso pode ser preventivo ou de ação, consoante o fim a que se destina.

Segundo o decreto-lei, o “aviso preventivo” é emitido com o objetivo de informar a população sobre o aumento de determinado risco numa determinada área geográfica, enquanto o “aviso de ação” tem por missão induzir os portugueses a adotar medidas de autoproteção concretas em caso de ocorrência de um acidente grave ou catástrofe num período temporal específico numa determinada região.

A população pode receber os avisos dos centros de coordenação operacional de nível nacional, regional e distrital, bem como da comissão municipal de proteção civil, sendo a Autoridade Nacional de Proteção Civil e os serviços municipais de proteção civil os responsáveis pela sua difusão.

O decreto-lei indica que, “para efeitos de difusão de aviso de proteção civil à população, devem ser utilizados os meios adequados à situação em concreto, designadamente sirenes ou outros dispositivos sonoros, redes de comunicações fixas ou móveis, televisão, rádio, aplicações informáticas, correio eletrónico ou redes sociais”.

O diploma estabelece também a definição do “alerta especial”, que é a comunicação ao sistema de proteção civil da iminência ou ocorrência de um acidente grave ou catástrofe, acompanhada dos elementos de informação essenciais ao conhecimento da situação, de modo a permitir o desencadear de ações complementares no âmbito da proteção e socorro, de acordo com os princípios dispostos no Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro.

A emissão de alertas especiais ao sistema de proteção civil compete à Autoridade Nacional de Proteção Civil no âmbito da sua competência territorial e aos serviços municipais de proteção civil.

A difusão de alerta especial ao sistema de proteção civil pode ser feita por correio eletrónico, redes de comunicações fixas ou móveis e rede de radiocomunicações de emergência.

O sistema de monitorização de risco, de aviso e de alerta precoce insere-se no objetivo do Governo de melhorar a eficiência da proteção civil e das condições de prevenção e socorro.

O “objetivo estratégico” deste sistema passa por melhorar a preparação face à ocorrência de acidentes graves e catástrofes.

No último verão, a ANPC enviou mensagens de telemóvel aos cidadãos que se encontrem em zonas de risco iminente de incêndio quando foi declarado o nível mais elevado de alerta.

Este novo sistema alarga o leque de entidades que podem enviar avisos aos cidadãos, bem como o tipo de situações que podem gerar avisos, mas o decreto-lei não especifica quais.

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Optometristas exercem em Portugal há mais de 30 anos

Hoje é o dia Mundial da Optometria

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A Associação de Profissionais Licenciados em Optometria (APLO) assinala, hoje, o Dia Mundial da Optometria, com o objetivo de destacar a importância mundial desta especialidade na prestação de cuidados primários para a saúde da visão, com mais de 200 anos de existência.

Em Portugal existem perto de dois mil profissionais nesta área, formados na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e na Escola de Ciências com colaboração da Escola de Medicina da Universidade do Minho.

Raúl Sousa, presidente da APLO, sublinha, em comunicado, que “ao longo dos últimos 30 anos, os Optometristas têm exercido a atividade com a autonomia que os carateriza e para a qual são formados, assumindo um papel de destaque na nossa sociedade, ao contribuir para o acesso atempado da população a meios de prevenção, diagnóstico e tratamento dos mais diversos problemas da visão. Estima-se que cada profissional de Optometria consiga realizar em média seis mil consultas por ano e representa bem mais de metade da totalidade das prescrições para óculos e lentes de contacto no país”.

E acrescenta: “a importância desta classe profissional tem sido corroborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira e, recentemente, pelo estudo da Nova Healthcare Initiative – Research, da Universidade Nova de Lisboa, que declara que, bastaria integrar 61 optometristas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para solucionar cerca de 25 por cento dos pedidos de primeira consulta da especialidade de oftalmologia, por forma a eliminar as listas de espera para esta especialidade médica no SNS, que rondam em média seis meses, com máximos de três anos”.

Para assinalar a importância do optometrista, a APLO vai realizar ao longo do ano diversas iniciativas, como sessões educativas em escolas primárias e campanhas de consciencialização para a prevenção e diagnóstico atempado dos principais problemas da visão.

Mais de dois milhões de pessoas apresentam dificuldades moderadas ou graves de visão em Portugal, sendo os erros refrativos a principal causa de disfunção da visão, atingindo, segundo as estimativas, mais de 50 por cento dos portugueses.

O número de pessoas com problemas de visão tende a aumentar conforme a idade, alcançando entre 30 a 32 por cento no grupo etário entre os 45 e os 74 anos.

“Dado que a partir dos 45 anos de idade é necessário utilizar compensação devido à presbiopia (vista cansada), a consulta optométrica para avaliação desta condição, bem como toda a avaliação do sistema visual e estruturas oculares, como o fundo de olho, permite detetar alterações de forma precoce de um número muito significativo de várias patologias. Desta forma, os optometristas desempenham um papel de fundamental relevância na referenciação para intervenção precoce, resultando num benefício extraordinário para a saúde da população com a poupança de recursos e despesa que lhe estão associadas”, aponta Raúl Sousa.

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Incêndios: Ministro garante que “está tudo preparado” para subida de temperaturas

Risco de incêndio

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O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, garantiu hoje que “está tudo preparado” para combater incêndios que resultem da subida de temperaturas prevista para os próximos dias, alertando que “o fundamental” é evitar comportamentos de risco.

“Está tudo preparado e, sobretudo, o que é fundamental é a consciência das populações de que o imenso trabalho de prevenção e limpeza, que foi feito neste inverno, seja continuado nestes dias mais exigentes, evitando comportamentos de risco”, assinalou Eduardo Cabrita , à margem de uma visita ao Gabinete de Apoio à Vítima da PSP do Porto.

Risco de incêndio vai aumentar nos próximos dias

O risco de incêndio vai aumentar nos próximos dias em vários distritos de Portugal continental, acompanhando a subida das temperaturas máximas que em algumas regiões podem chegar perto dos 30 graus Celsius, segundo divulgou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

De acordo com informação disponível no ‘site’ do IPMA, para hoje está previsto risco de incêndio elevado e muito elevado em seis concelhos do distrito de Faro.

No sábado o risco aumenta, prevendo-se que seja muito elevado para quatro concelhos do distrito de Faro e elevado em 11 concelhos de Faro, Beja, Santarém e Portalegre.

O IPMA prevê para domingo um risco muito elevado de incêndio para três concelhos de Portalegre e Faro e elevado em 22 concelhos de Faro, Beja, Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

Na segunda—feira volta a subir e na terça-feira já são mais de 70 os concelhos em risco elevado de incêndio, 16 em muito elevado e um em risco máximo (Mação, no distrito de Santarém).

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o “reduzido” e o “máximo”.

O IPMA prevê para os próximos dias um aumento dos valores da temperatura máxima em Portugal continental.

No sábado os termómetros vão chegar aos 28 graus em Setúbal e 27 em Santarém. Em Lisboa vão estar 25 graus, Faro 21 e Porto 23. Para domingo prevê-se 27 graus para Setúbal e Santarém, 26 em Leiria e Braga, em Lisboa 25, Faro 21 e no Porto 24.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) registou entre 01 de janeiro e 17 de março 1.344 incêndios, que provocaram 1.608 hectares de área ardida.

Segundo a ANPC, a maior parte da área ardida provocada por estes incêndios de inverno foi em matos, 1.192 hectares, seguido de povoamentos (382) e de agricultura (34).

A Proteção Civil indica também que, até 17 de março, se registaram mais fogos nos distritos de Vila Real (201), Viseu (190) e Porto (185), mas “em qualquer um dos casos, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão”, não ultrapassando um hectare.

Os 1.344 incêndios que deflagram em pleno inverno foram combatidos por 13.056 operacionais e envolveram 3.873 veículos e 212 meios aéreos.

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Suplementos alimentares incapazes de prevenir depressão, diz estudo

Segundo artigo publicado na revista científica JAMA

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A toma de suplementos alimentares mostrou-se incapaz de prevenir a depressão, segundo um estudo realizado em mais de mil pessoas de quatro países europeus e publicado este mês na revista científica JAMA.

Os investigadores quiseram testar se a toma de suplementos nutricionais ou alimentares, como zinco, selénio, cálcio ou vitamina D, tinham impacto na prevenção de depressão major.

Os participantes no estudo, todos com excesso de peso e identificados como tendo “risco elevado” de depressão, foram divididos em grupos distintos, sendo acompanhados durante um ano.

O primeiro grupo tomava diariamente um suplemento alimentar que continha ómega 3, cálcio, ácido fólico, vitamina D, zinco, selénio e outra parte tomava apenas um placebo. Metade dos participantes recebeu também uma intervenção para mudança do seu estilo de vida e adoção de comportamentos mais saudáveis.

Durante o acompanhamento de 12 meses, 10% dos mais de mil participantes desenvolveram depressão, num total de 105 pessoas de Espanha, Alemanha, Reino Unido e Holanda.

Desses 105 que desenvolveram depressão, 25 estavam no grupo que apenas tomava placebo, 26 tomavam placebo e recebiam terapia de grupo, 32 eram do grupo da toma de suplemento alimentar sem terapia e 22 combinavam suplementos com terapia de grupo.

Os investigadores concluíram que nenhuma das estratégias influenciou ou afetou o desenvolvimento de depressão.

O psiquiatra português Ricardo Gusmão lembra que a “depressão major é talvez a doença que mais incapacidade gera em todo o mundo”.

“A esperança de que fosse possível prevenir a ocorrência de depressão através da toma de nutrientes genericamente apontados como protetores foi incisivamente prejudicada por este estudo sólido e bem estruturado”, considera, num comentário à agência Lusa sobre a investigação.

Ricardo Gusmão, dirigente em Portugal da Aliança Europeia Contra a Depressão, defende ainda que as conclusões do estudo permitem “retirar consequências para a definição de política de saúde pública”.

Isso pode passar por proibir a “publicidade falaciosa em torno das qualidades antidepressivas de nutrientes” e promover as terapêuticas que têm provas de eficácia, “como a generalidade de antidepressivos” para os vários tipos e níveis de gravidade da depressão, bem como psicoterapia para as depressões ligeiras e moderadas, argumenta o psiquiatra, também professor na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

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