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Alto Minho

Água mais cara para seis municípios do Alto Minho a partir de junho

Ponte da Barca, Monção e Melgaço ficam de fora

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A água que sair das torneiras dos munícipes em seis concelhos do Alto Minho vai ser mais cara a partir de junho, altura em que a rede, em baixa, passa a ser gerida pela empresa regional hoje constituída.

Em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia de assinatura da parceria pública da nova empresa regional Águas do Alto Minho, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, José Maria Costa anunciou que, na próxima semana, “será apresentada a primeira candidatura aos fundos comunitários, no valor de 21 milhões de euros, para modernização e construção de redes de abastecimento”.

Em causa está a criação da Águas do Alto Minho, empresa de gestão das redes de água, em baixa, e do saneamento, detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e, em 49%, pelos dez municípios do distrito de Viana do Castelo que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, três – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – chumbaram a constituição daquela parceria.

O socialista, que também preside à Câmara Municipal de Viana do Castelo, explicou que “para ser feito o investimento de 70 milhões previsto para os próximos cinco anos, na qualidade, alargamento e renovação de redes, o tarifário a ser estabilizado era o praticado em Viana do Castelo”, com o preço mais elevado na região.

“Naturalmente que há ajustamentos de outros municípios. Não era possível manter os tarifários atuais, garantindo, da mesma forma, quer os investimentos quer a qualidade de serviço. Daí estes ganhos de escala, porque vamos racionalizar nas áreas de gestão, nos sistemas de distribuição, permitindo que a tarifa seja a mais baixa face à elevada qualidade que vamos ter no futuro”, especificou, no final da sessão presidida pelo ministro do Ambiente e onde participaram os presidentes de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Valença, Arcos de Valdevez e Ponte de Lima

José Maria Costa referiu que o processo da nova entidade gestora vai agora ser enviado para apreciação do Tribunal de Contas (TdC).

“Só depois do visto do TdC é que podemos constituir a empresa e o seu capital social. Esperamos no final do primeiro semestre de ter a constituição efetiva. Até lá, temos muito trabalho pela frente, quer na organização dos serviços, das equipas, quer na preparação das candidaturas”, disse, destacando que a fusão dos serviços municipais de águas e saneamento dos sete concelhos vai assegurar, em 30 anos, um investimento de 271 milhões, na renovação, manutenção e ampliação de infraestruturas.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, referiu que o modelo de gestão definido para o Alto Minho foi como “um fato feito à medida”, por atender às especificidades do território e que “está aberto, à espera, de ser vestido por outros municípios”.

“Queremos muito alargá-lo aos restantes três municípios do distrito de Viana do Castelo”, disse referindo-se aos concelhos que decidiram não aderir à nova empresa (Monção, Melgaço e Ponte da Barca).

Sublinhou a “visão” dos sete autarcas envolvidos na parceria que se juntaram para “fazer melhor, para servir melhor os seus munícipes”.

“Fazer em conjunto dá melhor resultado do que quando se abordam estas questões de forma isolada”, sustentou.

Segundo o ministro do Ambiente, atualmente “90 municípios estão a discutir este modelo de gestão”, sendo que, daqueles, “60 estão comprometidos em torno de oito soluções”.

“Duas delas são parcerias, ou seja, Estado e autarquias a meias. As outras seis são soluções intermunicipais”, indicou.

A Águas do Alto Minho será responsável pela gestão e exploração do sistema integrado de abastecimento de água e de saneamento do Alto Minho, servindo uma população residente de 204 mil habitantes nos sete municípios envolvidos e abrangendo 5.400 quilómetros de rede.

Este projeto intermunicipal de abastecimento de água e saneamento de águas residuais “tem como metas, entre outras, a redução em um terço das perdas de água e o pleno cumprimento das licenças de descarga das ETAR de pequena dimensão”.

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Ponte de Lima

Obra parada no centro de Ponte de Lima causa insatisfação de comerciantes

No Largo de Camões

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Foto: Porto Canal

Alguns comerciantes de Ponte de Lima estão insatisfeitos com uma obra parada no Largo de Camões, no centro da vila, por tirar a visibilidade e atrapalhar os negócios.

Na origem do descontentamento está a estrutura de contenção de um prédio que está em obras, mas a requalificação está interrompida. A vistoria de cerca de um ano atrás verificou que há risco de derrocada do edifício, segundo explica o Porto Canal em reportagem publicada esta sexta-feira.

Segundo os comerciantes, os visitantes não passam pela rua, nem passam pelo local, e as quedas de faturamento chegam aos 20%.

Um dos inquilinos do prédio moveu uma acção judicial contra o empreiteiro e proprietário do imóvel.

A autarquia diz que está atenta à situação dentro do que são as suas competências, e que está a fazer uma abordagem do ponto de vista jurídico de como o Município poderá intervir na situação.

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Alto Minho

Homem morre após cair de uma ponte em Melgaço

Na freguesia de Cubalhão

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Um homem morreu esta sexta-feira na freguesia de Cubalhão, Melgaço, após cair de uma ponte num curso de água na localidade de Urjaz.

Apesar da pouca profundidade do curso de água, a vítima, um homem de 60 anos, terá caído de uma altura de quase cinco metros, o que terá causado lesões que o impediram de sair do local, segundo avança a Rádio Vale do Minho.

O homem foi retirado da água em paragem cardio-respiratória, não resistiu e teve o óbito declarado no local.

No local estiveram 12 operacionais, duas viaturas dos Bombeiros Voluntários de Melgaço, a VMER de Viana do Castelo, a ambulância SIV de Melgaço. A GNR tomou conta da ocorrência. As causas da queda são desconhecidas.

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Viana do Castelo

Mercadona e Aldi apontam para Viana

Cadeia espanhola vai entrar este ano no país, e empresa alemã tem lojas em nove distritos

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Foto: DR

O grupo espanhol Mercadona, que está a preparar a expansão para Portugal, e a cadeia alemã Aldi, que conta com lojas em nove distritos, estão a estudar a possibilidade de abrir unidades em Viana do Castelo.

Mercadona já começou a recrutar em Braga

Segundo avança a Rádio Alto Minho, que cita fonte camarária, os grupos estão interessados na zona norte do concelho.

Marcas da Mercadona vão falar “portunhol”

A Mercadona, maior cadeia espanhola de supermercados, vai inaugurar em 02 de julho em Canidelo, concelho de Vila Nova de Gaia, o seu primeiro estabelecimento em Portugal e até ao final do ano abrirá mais nove, todos no norte, inclusive em Braga e em Barcelos.

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