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Alto Minho

Ponte da Barca exige ao Governo colocação de conservador no registo civil

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho (PSD), exigiu esta quarta-feira ao Governo a colocação de um conservador no registo civil e pediu diretamente ao primeiro-ministro e à ministra da Justiça que essa medida seja tomada “prontamente”.

“O que a Câmara exige é que se cumpra aqui um serviço público. Que seja prestado um serviço de interesse dos cidadãos e que seja exercido com todas as condições, afirmou Augusto Marinho.

O autarca fez um apelo “em particular” ao primeiro-ministro e à ministra da Justiça, enquanto “responsáveis políticos”, para que resolvam prontamente esta situação, “não com medidinhas, mas colocando um conservador, a tempo inteiro” no concelho.

O presidente da Câmara de Ponte da Barca, que falava aos jornalistas à margem do lançamento de um abaixo-assinado, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, do qual foi primeiro subscritor, classificou de “lamentável” a ausência, “há nove meses” de um conservador na Conservatória do Registo Civil, Predial, Comercial e Automóvel daquele Concelho.

“Abriram concurso, concorreram, nomearam uma pessoa que nunca assumiu o lugar. Esta situação tem criado graves transtornos aos cidadãos, ao município, às empresas, aos profissionais da área e que urge resolver”, frisou.

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Alto Minho

Spiritualized junta-se ao cartaz do festival Paredes de Coura 2019

Dia 16 de agosto.

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Os Spiritualized, projeto do britânico Jason Pierce, atuam em agosto de 2019 no festival Vodafone Paredes de Coura, foi hoje anunciado.

Foto: Divulgação

Guitarrista, vocalista e líder do grupo rock experimental, que fundou em 1990, o músico apresenta-se nas margens do rio Taboão a 16 de agosto. A última vez que tinha estado em Portugal foi em 2015 no festival Primavera Sound, no Porto.

Este regresso acompanha a edição de “And nothing hurt”, novo disco, o oitavo do grupo, lançado em setembro passado.

O festival de Paredes de Coura cumprirá a 27ª. edição de 14 a 17 de agosto, estando já convocados The National, Boy Pablo, Acid Arab, Kamaal Williams, Father John Misty, New Order e Mitski.

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Arcos de Valdevez

Processo de instalação de aviário polémico em Arcos de Valdevez “está encerrado”

População temia “alto risco sanitário” da produção de mais de 30.000 aves no local.

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O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez garantiu, esta quinta-feira, estar “encerrado” o processo de instalação de uma exploração avícola em Padreiro, contestado pela população por temer o “alto risco sanitário” da produção de mais de 30.000 aves.

João Esteves, ao centro, autarca de Arcos de Valdevez. Foto: Arquivo

“Para a câmara municipal é um processo encerrado. O projeto foi rejeitado liminarmente pelos serviços camarários por apresentar discrepâncias nas áreas que constam das plantas e as que são referidas nos títulos de propriedade dos terrenos. O interessado contestou, mas os argumentos foram igualmente rejeitados”, afirmou o social-democrata João Manuel Esteves.

Foto: DR

Numa página criada nas redes sociais, intitulada “Preservação Património de Santa Cristina”, consultada pela Lusa, os habitantes da União de Freguesias de Padreiro (Salvador e Santa Cristina) congratulam-se com a decisão do “arquivamento do projeto”.

“Com união, coragem e perseverança pode haver justiça”, lê-se na publicação daquele grupo que, em setembro, exigiu a anulação do projeto, com cerca de um hectare.

Numa carta então enviada ao presidente da câmara, o movimento cívico defendia que o investimento representa um “alto risco sanitário”, por estar previsto ser instalado a “cerca de 400 metros das habitações de Padreiro Santa Cristina e a 200 metros de habitações da freguesia de Miranda”.

No documento, alertavam também para os riscos que implicaria na “saúde pública e nas linhas de água, com nascente naquela zona”.

“Uma instalação de criação intensiva, com cheiros e contaminação para o ar e para as águas, não pertence a uma localização rural e residencial como Padreiro”, lê-se na carta que refere que “o contrato de arrendamento do terreno baldio com o promotor foi celebrado dia 25 de julho, por um prazo de 20 anos, sem nenhuma proteção para os residentes”.

Na altura, o promotor do projeto explicou à Lusa que “a candidatura do projeto, já aprovada pelo Programa de Desenvolvimento Regional (PDR), foi elaborada por uma equipa técnica especializada, cumprindo todas os requisitos legais”.

O investidor local adiantou ter promovido uma sessão de esclarecimento na aldeia, com a participação de um engenheiro zootécnico, mas que a população recusou ser informada sobre o projeto que, garantiu, dá “resposta a todas as exigências ambientais e de salvaguarda da saúde pública”.

“É legítimo que as pessoas se preocupem com a sua aldeia, mas é preciso que o façam de forma esclarecida. Eu tentei explicar que o projeto não vai provocar mau cheiro por recorrer às mais avançadas tecnologias, que vai ficar instalado à distância obrigatória das habitações, mas as pessoas não quiseram ouvir”, referiu, na altura.

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Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez terá um “anjo” para fazer visitantes “voar” até ao barroco

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Um anjinho barroco, virtual, batizado de Asinhas vai fazer “voar” os visitantes do centro interpretativo instalado na igreja do Espírito Santo, em Arcos de Valdevez, numa viagem à origem da cultura Barroca do Alto Minho.

A partir daquele centro, criado num dos mais “icónicos” monumentos do estilo de arte barroca do Alto Minho e a primeira igreja em Portugal dotada de realidade aumentada, o visitante vai ser transportado, através de óculos “de última geração” e guiado pelo “anjo barroco”, para uma viagem de descoberta daquele estilo arquitetónico.

“O pequeno anjinho barroco voa ao nosso lado, guiando-nos e dialogando connosco. A interação é tão simples porque basta a posição dos nossos olhos para nos fazer chegar os pormenores informativos sobre o que estamos a observar”, explicou hoje à Lusa o chefe de divisão de ação cultural da Câmara de Arcos de Valdevez.

Ao colocar um par de óculos HoloLens, contou o também arqueólogo Nuno Soares, o visitante pode ver “com outros olhos” e, em tempo real, a recriação, por exemplo, da construção do altar mor, “uma joia gigante e referência nacional”, ou, então, os dois “magníficos” púlpitos laterais da igreja do Espírito Santo.

Os dois pares daquele equipamento tecnológico de “última geração”, investimento de dez mil euros, vão permitir, a partir de domingo, “uma experiência completamente nova” em Portugal.

O centro interpretativo do Barroco, a inaugurar no domingo, às 11:00, representa um investimento global de um milhão de euros da câmara municipal, com apoio de fundos comunitários.

Está ainda dotado de “um modelo mais convencional de visitação”, através de 20 ‘tablets’, que dispõem de uma aplicação móvel interativa que permite projetá-los para cada um dos pontos de interesse do monumento e obter informação sobre os mesmos, mas sem a tridimensionalidade dos óculos da realidade aumentada”.

Àquele conteúdo, mais destinado a visitas de grupos, junta-se outro suporte tecnológico. Um ecrã com mais de dois metros de diagonal permite ao visitante interagir, através de um mapa de todo o distrito de Viana do Castelo, com os quatro pontos de referência do Barroco existentes em cada um dos dez concelhos da região”.

“Este é um elemento importante, porque solidifica este projeto como sendo um centro para toda uma região. Esta é uma Porta de Entrada para o barroco do Alto Minho”, especificou o arqueólogo.

Através “do mapa interativo, a viagem a um determinado ponto do Alto Minho pode ser definida pelo próprio visitante, virtualmente, com uma imagem de 360 graus, em 4K”.

A plataforma móvel, disponível numa primeira fase para sistema Android, permite ao utilizador aceder a um QR code e descarregar a rota escolhida para o telemóvel.

“A partir daí, podemos sair para o território porque todo o percurso fica cartografado no nosso dispositivo GPS ou na aplicação do ‘Google Maps’”, sublinhou Nuno Soares.

O novo espaço, que tem na figura de um anjo barroco, “elemento muito presente” no templo, a sua imagem de marca, está ainda equipado com vários outros ecrãs que ligam os visitantes a três temas, a sociedade e o pensamento, cultura e arte e o monumento igreja Espírito Santo, classificado como imóvel de interesse público do século XVII, como forma de potenciar o seu uso cultural, pedagógico e turístico.

A criação do centro interpretativo implicou “a recuperação total” do templo e do seu acervo, intervenção que representa “valor acrescentado para o setor turístico”, proporcionando “outro tipo de oferta aos visitantes que procuram o concelho”.

A inauguração no domingo do centro interpretativo será assinalada com um concerto de piano pelo maestro Rui Massena, pelas 22:00.

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