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Pedro construiu uma aldeia em miniatura em Celorico de Basto. Tem mais de 50 edifícios

Aldeia Miniatura de Agilde

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Pedro André Branco Lemos, 33 anos, começou a construir casinhas com pedras, barro e paus, aos 10, quando “chegava da escola”. Hoje, já construiu mais de 50 miniaturas de edifícios, entre os quais o Hospital de Fafe e o Mosteiro de São Gonçalo de Amarante, e prepara-se para construir uma réplica do edifício da Câmara Municipal de Celorico de Basto.

Mais de 50 edifícios em miniatura na encosta de Agilde. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO visitou a “aldeia miniatura” de Pedro Lemos, e os créditos não ficam em mãos alheias. Na encosta de uma das serras que ladeia Agilde, pequena freguesia do concelho de Celorico de Basto, o jovem construtor tem uma verdadeira aldeia, com igrejas, casas senhoriais, prédios e tudo o mais que pode “caber” no projeto de vida deste celoricense.

Pedro Lemos. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Pedro explica que começou em criança, como passatempo, mas tornou-se num caso sério ao longo dos últimos anos, tendo já direito a sinalética identificativa ao longo dos caminhos rurais de Agilde.

“O presidente da junta colocou algumas placas a indicar e mandou alcatroar o acesso à aldeia, mas ainda falta um bocado”, conta.

Aldeia é “circulável” a pé. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A aldeia já é notícia desde, pelo menos, 2009, quando a TVI fez uma reportagem com o talentoso empreiteiro. Desde então, tem recebido visitas “quase todas as semanas”, sobretudo no verão. “Já cá vieram franceses, que vêm com os emigrantes, mas portugueses vêm de todo o país, até do Algarve”, assegura.

Mosteiro de São Gonçalo. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Pedro confessa que, para além do material oferecido pela junta para a construção de novos edifícios, nunca recebeu ajuda de ninguém, nem sequer da Câmara.

“Não dão apoio, mas pode ser que mude”.

Também não cobra entrada, apesar de se tratar de uma obra que “enche as vistas”, perdida algures pelas serras de Basto.

Hospital de Fafe. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Sem saber muito bem para onde levar o projeto, o próximo passo, explica, será “alcatroar” a restante estrada de acesso à sua pequena aldeia, que fica, literalmente, em zona de mato, impossível de chegar de automóvel.

“Sim, algumas pessoas com mais idosas não conseguem vir cá, mas depois de abrirem a estrada, já vai ser mais fácil”, reitera.

Aldeia em miniatura fica numa das encostas das serras de Agilde. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Na despedida, Pedro, que vai sobrevivendo a “limpar quintais” e a fazer algum trabalho agrícola, garante que não vai deixar morrer o projeto, mesmo que lhe consuma a maior parte do tempo que lhe sobra da “biscatada”.

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