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Região

Norte “menos educado”? TVI pede desculpa “por erro grosseiro”

Polémica

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Foto: Imagens TVI

A Direção de Informação da TVI emitiu hoje um comunicado onde pede desculpas pelo “erro grosseiro” que constava de um oráculo que integrava uma reportagem transmitida, na segunda-feira, no Jornal das 8, em que procurava explicar o porquê de a maioria dos casos de covid-19 se registarem na região Norte.


“População menos educada, mais pobre, envelhecida e concentrada em lares”, lia-se.

Logo de seguida, a polémica instalou-se nas redes sociais.

O deputado vimaranense André Coelho Lima, foi um dos que se insurgiu contra os dizeres.

Já hoje, num texto que foi replicado por dezenas de milhares de internautas, também Rui Moreira, autarca do Porto, criticou mordazmente a estação de televisão da capital.

“O “Norte”, esse ponto cardeal que a TVI confunde com o Porto e vice-versa, e que imagina Viana do Castelo como uma freguesia da cidade Invicta e Braga como a sua periferia, não está provado que tenha gente mais mal-educada ou mais bem-educada do que Lisboa, da mesma forma que não se provou ainda que Lisboa tenha mais ou menos estúpidos que a Amadora, como na mesma lógica da TVI, seria apropriado dizer-se”, ironizava o presidente da Câmara portuense numa passagem do texto.

Comunicado da TVI na íntegra

O Jornal das 8 de ontem emitiu uma peça que pretendia explicar os motivos que levam a Região Norte a constituir-se como a parte do território nacional onde a Covid-19 regista um número bastante superior de casos positivos e de óbitos devido à pandemia, face às outras regiões.

Desde o primeiro momento em que o assunto foi internamente discutido, logo na reunião da manhã de preparação do jornal – onde participou o editor habitual do Jornal das segundas-feiras, Miguel Sousa Tavares, o pivot José Alberto Carvalho, eu próprio e outros editores da TVI – a preocupação era legítima e construtiva: porquê e como responder àquelas populações particularmente afetadas?

Norte “menos educado”? Jornal da Tarde da RTP ‘responde’ à TVI

Do ponto de vista jornalístico é normal que se questionem as razões que, numa só região, e segundo os dados oficiais, se registem 60% de todas as pessoas infetadas e 57% dos óbitos do país devido à doença. E do ponto de vista social consideramos que questionar é o primeiro passo para encontrar as respostas necessárias na resolução do flagelo.

Os nossos procedimentos foram os de sempre: à nossa jornalista destacada para a conferência de imprensa diária da DGS foi pedido que procurasse junto das Autoridades de Saúde uma explicação; o José Alberto Carvalho perguntaria sobre isso ao epidmiologista entrevistado em direto no Jornal (o que aconteceu) e a autora da reportagem recolheu a análise de vários especialistas, dois aceitaram ser entrevistados e entraram na peça.

Apesar de todas as redações que produzem jornalismo estarem a trabalhar em condições terríveis, em que nenhum de nós até hoje tinha vivido, a TVI fez o que estava certo: questionou algo relevante, falou com quem sabe e produziu uma reportagem com uma intenção genuinamente construtiva e socialmente relevante.

Isto não justifica, porém, a construção de uma frase infeliz no ecrã, nem a parte do texto que a suportava. Nomeadamente aquela que, entre as razões demográficas e sociológicas indagadas, sugeria níveis de educação abaixo da media nacional. Essa frase foi por muitos interpretada como uma ofensa às gentes do Norte – o que não era evidentemente o nosso propósito.

Nem é essa a tradição da TVI, que historicamente mantém uma relação de grande proximidade com as populações e de ligação à Região. No caso concreto da Informação, concentramos boa parte dos nossos recursos na redação do Porto e em duas delegações regionais que cobrem acontecimentos diários do litoral ao Interior.

Com a mesma humildade que a todos pedimos desculpas por um erro que somos os primeiros a lamentar, temos a convição que a TVI não deve a ninguém, em esforço, em tempo de antena, em grandes eventos desportivos e culturais que promovemos ou patrocinamos, a relevância que o Norte merece e justifica na mancha de cobertura informativa que diariamente, semana após semana, anos a fio, aqui lhe temos dedicado e que continuaremos a fazê-lo.

Da mesma forma que um erro grosseiro – que não foi previamente detetado nestas difíceis condições em que a pandemia também coloca ao trabalho dos jornalistas e de uma televisão – não caracteriza todo um Jornal e, menos ainda, uma estação televisiva que todos os dias acorda guiada pela sua mais nobre missão que é servir os portugueses. Sem exceções e sem discriminações de natureza alguma.

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Região

Covid-19: Barcelos com sete casos ativos, oito óbitos e 466 recuperados

Covid-19

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Foto: DR

O concelho de Barcelos registava, até ás 18:00 horas desta quinta-feira, 481 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 466 estão dados como recuperados, lamentando-se oito óbitos, embora um destes tenho sido registado inicialmente como covid mas terá sido alterado à posteriori. Contudo, ficou registado como sendo provocado pelo novo coronavírus.

Existem, atualmente, sete casos ativos de covid-19 em todo o concelho, disse a mesma fonte.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde, no qual Barcelos regista o número de 309 doentes há várias semanas.

A DGS já veio a público admitir que os dados não têm sido atualizados, devendo essa atualização ocorrer em breve.

Portugal regista hoje mais 13 óbitos por covid-19, em relação a quarta-feira, e mais 418 casos de infeção confirmados, dos quais 328 na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim epidemiológico diário, o total de óbitos por covid-19 desde o início da pandemia é agora de 1.644 e o total de casos confirmados é de 45.277.

Há 30.049 casos recuperados, mais 335.

*Com Pedro Luís Silva

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Braga

Lusodescendente de Vila Verde é a melhor aluna de enfermagem nos Estados Unidos

Raízes em Escariz São Mamede

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Foto: Facebook de Zinha Barroca

Kayla Barroca, lusodescendente com raízes em Vila Verde, acabou de se formar com o título de melhor aluna do curso de enfermagem nos Estados Unidos da América.

A jovem estudante completou o curso superior na Universidade de Fairfiel, uma das mais conceituadas instituições de ensino de enfermagem daquele país.

O MINHO sabe que a jovem é filha de Zinha Barroca, natural de Escariz São Mamede, concelho de Vila Verde, proveniente de uma família “de boa gente”, disse um amigo da mãe ao nosso jornal. Já o pai de Kayla é de Quintãs, em Aveiro.

A estudante deu uma entrevista a propósito da distinção ao jornal Lusoamericano, indicando que o interesse pela área da saúde surge do papel que as enfermeiras tiveram ao ajudar o avô a combater um cancro.

Kayla tem no seu percurso académico um mestrado em ciências pela Marion Peckam Egan School of Nursing and Health Studies, na mesma faculdade. Foi presença no quadro de honra daquela instituição, sendo ainda distinguida com o prémio “Scholastic Achievement Award for Nursing”.

Completou ainda um curso de verão, em 2018, na Florence University of the Artes, em Florença, Itália.

Pretende agora exercer a profissão numa unidade de cuidados intensivos em Long Island, no estado de Nova Iorque.

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Braga

Empresa em Braga entre as 20 melhores para trabalhar no país

Webhelp

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Foto: Divulgação / Webhelp

O escritório de Braga da multinacional francesa WebHelp foi pelo segundo ano consecutivo distinguida como a designação “Great Place to Work”, classificando-se como a 19.ª melhor empresa para trabalhar em Portugal, foi hoje anunciado.

De acordo com o portal GreatPlacesToWork, que definiu as melhoras empresas para trabalhar em 2020, a Webhelp possui “excelentes caraterísticas em termos de ambiente e condições de trabalho oferecidas aos cerca de 330 colaboradores”.

Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga e da InvestBraga, congratulou a filial pela distinção alcançada, reafirmando a “importância desta atribuição no reconhecimento do esforço que tem vindo a ser efetuado por todos os colaboradores que integram esta unidade instalada na cidade desde 2018, dando jus ao lema de Braga para o Mundo”.

Para além do 19.º lugar na geral, a empresa conseguiu o 8.º lugar do ranking na categoria de “empresas com 100 e 500 colaboradores”, sendo também o único contact center do país a figurar nesta lista.

“Para continuar a integrar a lista das 25 melhores empresas para trabalhar em Portugal, foram criadas, ao longo do último ano, iniciativas específicas para que fosse criado bom ambiente de trabalho, reforçada a autonomia e a confiança dos colaboradores e melhorada a comunicação interna, assim como a promoção da diversidade e integração culturais dos seus colaboradores”, refere uma nota da InvestBraga.

De recordar que a unidade de Braga da Webhelp está no top cinco de todas as unidades instaladas em 45 países.

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