Seguir o O MINHO

País

Marcelo agradece aos portugueses doações para Banco Alimentar

Cerca de duas mil toneladas de bens

em

Foto: DR/Arquivo

O Presidente da República agradeceu no domingo à noite aos portugueses os contributos para a campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, que deverá ter recolhido cerca de duas mil toneladas de alimentos.
Depois de ter estado na sexta-feira na sede nacional da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, em Lisboa, e de ter contribuído para a campanha em híper e supermercados durante o fim de semana, Marcelo Rebelo de Sousa voltou no domingo à noite à sede da recolha de alimentos em Alcântara já depois das 23:00.


Apesar de ainda não haver um balanço final, o chefe de Estado salientou que os números de sábado “ultrapassaram os da campanha anterior”.

“Para mim é uma boa surpresa, o tempo esteve muito mau, muito irregular, e isso dificulta uma campanha desta natureza. Por outro lado, não se sabia se havia ou não uma ligeira desaceleração económica, como é que as pessoas iam realmente reagir e foram espetaculares em termos de solidariedade”, destacou.

“Significa que os portugueses se excederam, quem está de parabéns são os portugueses”, reforçou.

A presidente da federação que reúne os 21 Bancos Alimentares de todo o país, Isabel Jonet, afirmou aos jornalistas que, apesar de estar na instituição há 25 anos, fica “sempre surpreendida com a rede social real” que é possível construir.

“Estas campanhas só são possíveis porque há pessoas que dão tempo, como os voluntários, pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais, de todas convicções que, lado a lado, querem mostrar ativismo e que estão presentes para aqueles que não têm comida na mesa todos os dias. No Natal, isso é ainda mais importante”, afirmou.

Isabel Jonet agradeceu também a todas as pessoas que, nos híper e supermercados, doaram bens, “muitas vezes elas próprias com necessidades”.

“Presumo que vamos ter cerca de duas mil toneladas, dois milhões de quilos de alimentos”, estimou, remetendo o balanço final para mais tarde, ainda esta madrugada.

A presidente do Banco Alimentar salientou que, durante a próxima semana, ainda é possível contribuir para a campanha na Internet em alimentestaideia.pt.

“O senhor Presidente da República tem sido um parceiro muito relevante (…) É um bom embaixador, dá não só o tempo dele, mas contribui também com produtos”, afirmou.

Questionada se esta campanha de recolha irá superar a do Natal do ano passado – em que se conseguiram 2.146 toneladas de alimentos -, Isabel Jonet considerou que em todas se batem recordes.

“O que mais gostaríamos é que o Banco Alimentar não fosse necessário, cada vez que se monta uma cadeia de solidariedade destas para nós é sempre um recorde absoluto”, afirmou.

A campanha do Banco Alimentar Contra a Fome decorreu durante este fim de semana em cerca de duas mil lojas em todo o país, e contou com o apoio de mais de 40 mil voluntários.

Em Alcântara, perto da meia-noite era ainda visível a azáfama, com as empilhadoras no exterior a continuarem a trazer caixas com alimentos, enquanto no interior dezenas de voluntários separavam os produtos.

O Presidente da República ainda ajudou a essa separação, que decorria num ambiente de grande agitação e ao som de música animada.

Anúncio

País

Proteção Civil faz aviso à população para risco máximo de incêndio na quinta e sexta-feira

Incêndios

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) lançou hoje um aviso à população sobre o risco muito elevado de incêndios nos próximos dois dias, recordando que é proibido estar em espaços florestais.

Num comunicado a ANEPC afirma que há risco máximo/muito elevado de incêndios no Algarve, na região do Vale do Tejo e nas regiões Centro e Norte, com agravamento na quinta-feira no interior Norte e Centro e no Algarve/baixo Alentejo.

E recorda, de acordo com a declaração de situação de alerta hoje emitida pelo Governo que entra em vigor à meia noite de hoje e dura os dias de quinta e sexta-feira, que é proibido “o acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos planos municipais de defesa da floresta contra incêndios, bem como nos caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem”.

Como também é proibido fazer queimadas, usar fogo de artificio ou fazer trabalhos em espaços florestais.

Citando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a ANEPC diz que as previsões para os próximos dois dias são de tempo seco no interior, e vento, por vezes forte (rajadas até 60 quilómetros por hora) além de baixa humidade relativa do ar.

As temperaturas máximas no interior podem ir até aos 43ºC na quinta-feira, com uma pequena descida na sexta-feira.

O comandante da ANEPC, Duarte Costa, já tinha alertado na tarde de hoje, em conferência de imprensa, para o agravamento das condições meteorológicas nos próximos dois dias, quando vai haver “uma disponibilidade muito elevada de todas as forças de resposta operacional” a incêndios, além de uma também muito elevada “predisposição para ações de vigilância”.

Duarte Costa pediu aos portugueses um “comportamento preventivo” e uma “cidadania ativa”, porque “o fogo não é opção”.

O responsável disse que estas mensagens têm chegado aos portugueses, que têm tido cuidado, e acrescentou que incêndios ocorridos no dia de hoje (94 ocorrências até às 19:00) se deveram a comportamentos associados à utilização do fogo.

Portugal continental entrará em situação de alerta a partir das 00:00 de quinta-feira, e até ao dia 07, face à previsão de “um significativo agravamento do risco de incêndio rural”, anunciou hoje o Governo.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna especifica que a situação de alerta se prolonga até às 23:59 do dia 07 de agosto em todo o território de Portugal continental.

A declaração surge na sequência da ativação do estado de alerta especial de nível vermelho para os distritos de Bragança, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco, Faro e Viseu.

No comunicado, o MAI adianta que os distritos Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto, Santarém e Viana do Castelo estarão em estado de alerta especial de nível laranja e Lisboa e Setúbal com nível amarelo.

A declaração de situação de alerta implica a elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e da PSP, das equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial e a mobilização em permanência das equipas de sapadores florestais e do Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza.

Continuar a ler

País

Governo declara situação de alerta durante dois dias

Incêndios

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

Portugal continental entrará em situação de alerta a partir das 00:00 de quinta-feira, e até ao dia 07, face à previsão de “um significativo agravamento do risco de incêndio rural”, anunciou hoje o Governo.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) especifica que a situação de alerta se prolonga até às 23:59 do dia 07 de agosto em todo o território de Portugal continental.

A declaração surge na sequência da ativação do estado de alerta especial de nível vermelho para os distritos de Bragança, Guarda, Vila Real, Beja, Castelo Branco, Faro e Viseu.

O MAI justifica a decisão com as “previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio rural”, que torna necessária a adoção de medidas “preventivas e especiais de reação”.

As previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontam para o risco de incêndio máximo e muito elevado na maioria dos concelhos do continente durante os próximos dias.

No comunicado, o MAI adianta que os distritos Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto, Santarém e Viana do Castelo estarão em estado de alerta especial de nível laranja e Lisboa e Setúbal com nível amarelo.

Em situação de alerta é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo de artifício ou de outros artefactos pirotécnicos, e é proibido o acesso, circulação e permanência em espaços florestais “previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios”.

Também não são permitidos trabalhos florestais e rurais com equipamentos elétricos em espaços, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

É permitido, no entanto, alimentar animais, fazer podas, regas, extração de cortiça e mel, colheitas de culturas agrícolas, desde que “sejam de caráter essencial e inadiável”, em zonas de regadio, sem materiais inflamáveis e fora de floresta e mata. São permitidos ainda trabalhos de construção civil, “desde que inadiáveis e que sejam adotadas as adequadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural”.

A declaração de situação de alerta implica a elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e da PSP, das equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial e a mobilização em permanência das equipas de sapadores florestais e do Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza.

Durante este período, a GNR vai realizar ações de patrulhamento e fiscalização aérea através de meios da Força Aérea, nos distritos em estado de alerta especial, incidindo nos locais sinalizados com um risco de incêndio muito elevado e máximo.

Continuar a ler

País

Portugal vai apresentar relatório epidemiológico com critérios do Reino Unido

Covid-19

em

Augusto Santos Silva. Foto: Twitter / Ministério dos Negócios Estrangeiros

Portugal vai apresentar um relatório da situação epidemiológica com base nos critérios usados pelo Reino Unido para tentar alterar as restrições de viagem para aquele país causadas pela covid-19, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

“Nós tínhamos solicitado formalmente que o Reino Unido apresentasse o relatório sobre o qual diz basear a sua decisão e recebemos hoje resposta a esse pedido”, afirmou Augusto Santos Silva.

As autoridades portuguesas irão agora apresentar “informação relativa à evolução da situação epidemiológica portuguesa exatamente segundo os parâmetros e indicadores que o Reino Unido nos diz estar a utilizar”, explicou.

Com esta adoção dos indicadores britânicos, o Governo espera que a próxima revisão da lista de países obrigados a quarentena pelo Reino Unido já não inclua Portugal.

“Espero que uma próxima revisão da parte das autoridades britânicas signifique finalmente o reconhecimento dos factos, porque, na minha opinião, não há nenhum facto em Portugal que justifique que passageiros oriundos de Portugal sejam sujeitos a quarentena em Inglaterra”, afirmou.

A 24 de julho, o Reino Unido manteve Portugal fora do corredor aéreo que dispensa quarentena no regresso ao país devido à pandemia de covid-19, reiterando as restrições que tinha imposto pela primeira vez no início do mês.

Covid-19: Aplicação para rastrear contactos de infeção disponível dentro de dias

O Reino Unido tem “procedido a revisões no sentido mais restritivo, porque incluiu, na lista desses países sujeitos a quarentena, outros que previamente não estavam”, lembrou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

A próxima revisão da lista feita pelo Reino Unido só deverá ser publicada no final do mês, mas a alteração das restrições a Portugal pode acontecer antes.

“O que as autoridades britânicas têm dito é que procedem regularmente a essa revisão, mas que a qualquer momento podem fazer isso”, o que “é verdade já que impuseram quarentena a Espanha dois dias depois de terem publicado a nova lista”, lembrou Santos Silva.

Na terça-feira, o jornal em língua inglesa com maior circulação em Portugal lançou uma petição pela Internet a pedir ao Governo britânico para reconsiderar e incluir Portugal no corredor aéreo com o Reino Unido, já assinada por mais de 28 mil pessoas.

Testes de covid-19 nas escolas decididos pelas autoridades de saúde locais

O The Portugal News pede ao Governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Boris Johnson, para alterar a sua posição e “abrir uma ponte aérea” entre os dois países, apontando a possibilidade de os turistas britânicos contornarem a imposição de quarentena, viajando para Portugal através de um terceiro país não sujeito a essa restrição.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 701 mil mortos e infetou mais de 18,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

O Reino Unido é o terceiro país do mundo (a seguir aos Estados Unidos e ao Brasil) com mais vítimas mortais causadas pela pandemia de covid-19, contabilizando 46.299 mortos e mais de 306 mil casos.

Covid-19: Mais 1 morto, 167 infetados e 247 recuperados no país

Em Portugal, morreram 1.740 pessoas das 51.848 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Continuar a ler

Populares