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Região

João Ribas, curador de Braga, nomeado diretor no Instituto de Artes da Califórnia, nos EUA

João Ribas

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Foto: Twitter

O curador bracarense de arte João Ribas é o novo diretor do espaço REDCAT, que faz parte do Instituto de Artes da Califórnia (CalArts), nos Estados Unidos, e vice-presidente para Parcerias Culturais da instituição, anunciou aquele organismo.


“O CalArts anunciou a nomeação de João Ribas como diretor executivo do REDCAT (Roy and Edna Disney/CalArts Theater) e vice—presidente para Parcerias Culturais”, lê-se num comunicado divulgado no ‘site’ oficial do instituto norte-americano.

REDCAT é o “centro multidisciplinar da CalArts para artistas visuais, performers e media inovadores”.

João Ribas, o segundo diretor do REDCAT desde que este foi criado, há 17 anos, “foi selecionado num processo que durou nove meses”, tendo sido “recomendado por todas as facetas da ampla e diversificada comunidade envolvida” na escolha.

O curador português, que reportará ao presidente do CalArts, Ravi Rajan, inicia funções em 01 de junho.

João Ribas, 40 anos, nasceu em Braga e viveu, desde a infância, quase sempre nos Estados Unidos, onde encetou a carreira de curadoria na galeria PS 1, afiliada do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), com a historiadora Carolyn Christov-Bakargiev.

Trabalhou depois em instituições como The Drawing Center, em Nova Iorque, onde foi curador, assim como no MIT List Arts Center, de onde partiu para trabalhar no Museu de Serralves, entre 2014 e 2018, primeiro como adjunto e depois como diretor.

João Ribas demitiu-se do cargo de diretor do Museu de Serralves em setembro de 2018, por causa de uma polémica em torno da exposição “Robert Mapplethorpe: Pictures”, alegando “violação continuada” da sua “autonomia técnica e artística”.

Nos Estados Unidos, Ribas recebeu, durante quatro anos seguidos, de 2008 a 2010, os prémios de melhor exposição da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) e o prémio Emily Hall Tremaine (2010).

Foi professor na Universidade de Yale, na School of Visual Arts de Nova Iorque e na Rhode Island School of Design.

Em 2019 foi curador da representação oficial portuguesa para a 58.ª Exposição Internacional de Arte Bienal de Veneza 2019.

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Braga

ARS Norte põe distrito de Braga em Alerta Vermelho devido ao calor

Saúde pública

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Foto: DR

A ARS Norte, através da delegação de saúde de Braga, lançou esta quarta-feira um “Alerta Vermelho” face à previsão da manutenção das temperaturas elevadas durante os próximos três dias, que podem contribuir para um “excesso de mortalidade” por entre a população mais vulnerável.

Em comunicado enviado à nossa redação, o delegado de saúde de Braga, João Manuel Cruz, aponta o “risco de impacto na saúde das pessoas” durante os próximos três dias, revelando que, através de informação recolhida junto do Boletim ICARO, o impacto na mortalidade pode ser excessivo.

Adianta ainda que, entre 06 e 12 de julho, observou-se um aumento de mortalidade devido ao calor nas regiões Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, com especial predominância nas pessoas de sexo feminino no grupo etário acima dos 75 anos de idade.

Recorde-se que são esperadas temperaturas máximas para a região interior do Minho que podem rondar os 40 graus, com concelhos como Monção a poderem ultrapassar esse número no mercúrio. Na sexta-feira será o dia mais quente, de acordo com as previsões do Instituto Português da Mar e Atmosfera, com o concelho de Braga a esperar temperatura máxima de 39 graus.

Segundo o mesmo instituto, o distrito de Braga permanece em aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de quatro, até final de sexta-feira. Encontra-se assim, em aviso laranja por questões meteorológicas e em alerta vermelho por questões de saúde pública.

Recomendações da Direção-Geral da Saúde para os próximos três dias

Beba água ou sumos de fruta natural, mesmo quando não tem sede, e evite o consumo de bebidas alcoólicas;
Faça refeições frias, leves e coma mais vezes ao dia;
Utilize roupa larga, que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção UVA e UVB;
Mantenha-se em ambientes frescos arejados, pelo menos 2 a 3 horas por dia;
Evite a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas;
Utilize protetor solar, com fator igual ou superior a 30 e renove a sua aplicação de 2 em 2 horas e após os banhos na praia ou piscina;
Evite atividades que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer no exterior;
Se trabalhar no exterior, hidrate-se frequentemente, proteja-se com roupa larga e chapéu e trabalhe acompanhado porque em situações de calor extremo poderá ficar confuso ou perder a consciência;
Escolha as horas de menor calor para viajar de carro e não permaneça dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol;
Tenha especial atenção com os doentes crónicos, grávidas, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida;
Se está grávida modere a atividade física, evite a exposição direta ao sol e ingira frequentemente líquidos;
Assegure que as crianças consomem frequentemente água ou sumos de fruta natural e que permanecem em ambiente fresco e arejado. As crianças com menos de 6 meses não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta;
Contacte e acompanhe os idosos e outras pessoas que vivam isoladas. Assegure a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado;
Se é doente crónico, ou está sujeito a terapêuticas e/ou dietas especificas, siga as recomendações do seu médico assistente ou do Centro de Contacto do SNS 24: 808 24 24 24;
No período de maior calor, corra as persianas ou portadas. Ao entardecer deixe que o ar circule pela casa;
Mantenha-se informado quanto às previsões meteorológicas e siga as recomendações da Direção-Geral da Saúde;
Em caso de emergência ligue 112.

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Braga

Ciclistas manifestam-se amanhã em Braga. “Basta de atropelamentos”

Protesto

em

Foto: Ilustrativa / DR

Braga é uma das cidades onde se realizará a ‘Manifestação Nacional – Basta de Atropelamentos’, convocada pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB).

A manifestação está marcada para esta quinta-feira, às 19:00, na Praça da República, junto ao Chafariz da Avenida Central.

Associações de bicicletas exigem ao Governo medidas urgentes de segurança rodoviária e campanhas de sensibilização, no sentido de pôr fim aos atropelamentos nas estradas, depois ter morrido uma jovem, em Lisboa, na última semana.

Em comunicado, a Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI) recordou que o Governo continua sem responder às recomendações determinadas pela Assembleia da República, há cerca de um ano e meio, que davam conta da adoção de medidas de redução do risco rodoviário sobre os utilizadores vulneráveis.

De acordo com a MUBI, as recomendações visavam a criação de um grupo de trabalho interministerial, o reforço de ações de educação e sensibilização para a cidadania rodoviária e proteção dos utentes, intensificação da fiscalização rodoviária de comportamentos perigosos e a colaboração com os municípios para a criação de mais zonas de velocidades reduzidas nas cidades portuguesas.

No apelo cívico, com o nome “Basta de atropelamentos 2020”, a MUBI referiu também que a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) continua “submergida no paradigma obsoleto da dependência da utilização excessiva do automóvel”.

Segundo a associação, a ANSR tem insistido em campanhas de culpabilização das vítimas e em não querer combater o risco rodoviário com a excessiva utilização do transporte motorizado individual e os comportamentos perigosos na condução.

Também a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) considerou que o Governo não pode “ignorar o que está a acontecer”, alertando que “continuam a morrer pessoas” nas estradas.

“Não só consideramos que o Governo pode agir, tomando medidas de segurança rodoviária e campanhas de informação e sensibilização conjugadas com uma fiscalização apertada ao cumprimento do Código da Estrada, como também os próprios municípios podem e devem investir em infraestruturas seguras, em paralelo com medidas de acalmia de tráfego, sempre que se justifiquem”, indicou.

Constatando comportamentos de risco nas estradas, a FPCUB apela à consciência cívica e alerta para que sejam tomadas medidas humanistas.

“A acalmia de tráfego é urgente, quer nas cidades, quer fora delas, tal como a fiscalização das velocidades praticadas. Mas acima de tudo necessitamos de consciencializar que a velocidade mata […]”, anotou.

Na quinta-feira, cerca de duas dezenas de organizações, movimentos cívicos e coletivos de utilizadores de bicicletas participam numa vigília, pelas 19:00, no Campo Grande, junto ao edifício da Câmara de Lisboa, onde foi atropelada um jovem de 16 anos, na semana passada, enquanto se deslocava de bicicleta.

Segundo a FPCUB, estão ainda marcadas para a mesma hora vigílias em Aveiro, Braga, Évora, Faro, Guarda, Lisboa, Porto e Santarém.

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Braga

Joaquim Barreto: “Ao contrário do Ricardo Costa, eu tenho palavra”

Entrevista

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Foto: Divulgação / PS

No sábado, os militantes do Partido Socialista (PS) escolhem o novo presidente da Federação Distrital de Braga. A escolha é entre uma cara nova, Ricardo Costa (Lista B), e o atual líder, Joaquim Barreto (Lista A), que garante apostar numa renovação geracional no partido, mas com sustentabilidade. Em entrevista a O MINHO, o também deputado na Assembleia da República acusa o adversário de “não ter palavra” e diz mesmo que Ricardo Costa foi um dos 14 militantes que incentivou à recandidatura do antigo presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto à Federação. Joaquim Barreto elogia ainda a atitude de “charneira” do atual Governo de António Costa, por unir-se com diferentes partidos para conseguir levar avante a legislatura.

Porque se decidiu recandidatar à Federação?

Decidi recandidatar-me porque sou um militante do PS há muitos anos, tenho procurado servir o partido e não servir-me do partido, sempre agi com humildade mas com sentido de responsabilidade e conquistei e ajudei a conquistar muitas vitórias para o PS num território conservador, como Cabeceiras de Basto, onde exerci mandato de presidente de câmara por este partido. Sou também candidato porque em agosto de 2019, um conjunto de camaradas do partido, jovens e não só, fizeram uma reunião e entenderam que eu deveria ser de novo candidato. Nessa reunião estavam nomes como Frederico Costa (Póvoa de Lanhoso), Pedro Costa (Amares), Luis Soares (Guimarães) e Ricardo Costa, que agora também é candidato. Nessa reunião estavam 14 pessoas e todos entenderam que o Joaquim Barreto devia ser candidato. Tive ainda incentivos de presidente de Câmara como Guimarães, Fafe e Cabeceiras. Quero continuar a servir o partido, não porque esteja agarrado ao lugar, mas porque procuro respeitar os compromissos que assumi com esses 14 camaradas, entre eles o Ricardo Costa, e porque, ao contrário dele, tenho palavra, e na política como na vida, a palavra é muito importante.

Ficou surpreendido com a candidatura de Ricardo Costa?

Fiquei surpreendido porque, para mim, as pessoas têm palavra. Para mim, essa candidatura é feita de noite para o dia, numa madrugada de deslealdade para com os camaradas que estiveram nessa reunião. Essa candidatura está imbuída de ambição, mas também de deslealdade e, porque não dizer, por traição. Além de mim, todos os outros camaradas que estiveram nessa reunião estão do meu lado, menos o Ricardo Costa, e ninguém compreende a postura e sentimento que ele teve de deslealdade para com os outros todos. Além disso, nem sequer teve nenhuma conversa comigo nem com as outras pessoas nessa reunião para a justificar.

Se vencer a Federação Distrital, a primeira batalha eleitoral que terá são as presidenciais. Como vê um possível apoio do PS à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa?

Neste momento, temos que avaliar todas as questões que temos pela frente, nomeadamente as presidenciais, as autárquicas, e nada fazermos sem ouvir primeiro os militares, conhecer o que pensam e, em função disso, chegar a um consenso em linha com a posição da Nacional.

Não tem uma preferência pessoal?

Posso ter preferências pessoais, mas mais importante são as preferências do coletivo.

Ainda no plano da política nacional, que avaliação faz da gestão do Governo nesta legislatura, sem suporte maioritário na Assembleia da República?

O Governo tem feito uma gestão equilibrada, a tentar estabelecer consensos com as partes, procurando um rumo de trabalho na defesa dos interesses do país.

E não gostava de ter visto a ‘geringonça’ prolongada nesta legislatura?

O PS está numa atitude de charneira, não em cunha. Em cunha, estava entalado, mas em charneira está a procurar caso a caso com outros interlocutores, como o Bloco, PCP ou PSD, encontrar soluções que não condicionem a legislatura. Concordo com esta atitude porque acho que é o melhor para Portugal.

Como vê a ação destes partidos mais recentes na legislatura?

São vontades espontâneas que se começam a esfumar, como aconteceu com outros partidos há dezenas de anos. Temos assistido a um desmembramento do PAN, por exemplo, e há projetos que têm ambição mas não têm sustentação e acabam por dar um passo maior do que a perna. As pessoas também percebem quais os partidos que não têm projetos nem sustentabilidade de futuro e que se apoiam na demagogia e no populismo. As pessoas percebem.

O PS tem atualmente apenas quatro câmara no distrito de Braga, em 2013 eram seis, em 2009 eram oito. Que análise faz destes resultados?

A análise foi feita no ultimo congresso em 2018. Tivemos então uma candidatura única à federação, que foi a minha, e apoiada pelo Ricardo Costa, que era então diretor de campanha. Fico surpreendido, para não dizer estupefacto, quando ele próprio apoiou uma solução política em 2018 que avaliou esse resultado. As eleições de 2017 não correram como desejávamos, mas recordo que fui eleito já em 2018, depois desses resultados. Quanto a termos perdido Câmaras, também aconteceu em Viana do Castelo, não só em Braga, por força da conjuntura que se estabeleceu localmente no Minho, mas esperamos que em 2021 os resultados sejam outros.

Mas não acha que tem responsabilidade?

No meu concelho [Cabeceiras de Basto], onde sou militante, conseguimos um resultado ótimo, passámos de minoria para maioria absoluta, e recordo que quem escolhe os candidatos são as concelhias, à Federação compete homologar os resultados, mas é à direção nacional que cabe validar os candidatos das concelhias.

É acusado disso…

Querer pôr na distrital o mau resultado nas concelhias é de uma irresponsabilidade e desonestidade intelectual que não se justifica. O Ricardo Costa devia ter vergonha em atribuir essa responsabilidade porque foi diretor de uma campanha que analisou esses resultados. Ele esteve em 2018 quando fizemos um congresso para avaliar os resultados. Era diretor de campanha e ele que se lembre disso. Ouve-se falar que o Ricardo Costa quer unir o partido no distrito. A candidatura que lidero tem apoio de onze concelhias, enquanto ele só tem o apoio de três. Mesmo nos três concelhos onde tem apoio, a nossa candidatura tem apoio substancial. Outra coisa que é importante, Ricardo Costa não tem candidatos delegados ao congresso em Cabeceiras, Celorico, Esposende, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vizela. São sete concelhos. Como é que uma candidatura que não tem candidatos a delegado ao congresso quer unir o distrito? Já tem uma derrota à partida neste desafio eleitoral. Ele já é um derrotado antes das eleições.

Ricardo Costa não está a unir o distrito?

Quando fala em unir o distrito, podemos ver o caso da melhor concelhia que o PS tem no distrito, que é a de Guimarães. A primeira atitude que Costa teve foi dividir aquela concelhia, trouxe instabilidade e insegurança. Portanto, alguém que se diz querer unir o partido, a primeira coisa que fez foi dividir a concelhia. O presidente da Câmara de Guimarães e o presidente da concelhia estão deste lado, assumiram compromisso comigo, portanto a candidatura de Ricardo Costa é um fator de divisão, instabilidade, deslealdade, e comporta todas as consequências que dai advêm. O Ricardo Costa deve pensar no que diz porque na política não vale tudo, as palavras têm de ter tradução na prática em termos de seriedade política. Primeiro, dividiu a concelhia, procurando confrontar as pessoas com um facto consumado, dizendo que quer unir o distrito mas sem o apoio de onze concelhos. Segundo, parte para o congresso para as eleições no próximo sábado sem delegados em sete concelhias.

As últimas autárquicas foram marcadas por divisões internas, sobretudo em Fafe e em Barcelos, nas quais houve movimentos independentes que retiraram as maiorias absolutas ao PS. Considera que estas divisões já estão sanadas ou ainda vão ter impacto nas próximas autárquicas?

Estamos a procurar criar condições para que haja unidade. Em Fafe já tivemos resultados práticos, pois houve uma só lista para a concelhia, onde se juntaram diferentes posições. Nos outros concelhos também está em curso um diálogo intenso para procurar as melhores soluções. As pessoas que estão à volta da outra candidatura não deviam ser agitadores nesse sentido.

Consigo a liderar a Federação, o que consideraria um bom número de câmaras para o PS? 

Certamente vamos ter mais Câmaras, mais Juntas de Freguesia, e em 2021 teremos essa prova, porque o trabalho que está a ser feito é muito intenso, e tenho sentido de forma espontânea apoio dos militantes mais antigos mais experientes, mas também dos mais jovens, enquanto percorro o distrito à volta da candidatura. Estamos a renovar o partido, mas uma renovação em todo o distrito, e não só de um jovem, como se diz Ricardo Costa. Posso começar a dizer de Amares a Vizela, temos remodelação em todo o distrito. Estou ao leme do barco para promover essa renovação, que seja sustentável, mas para todos, e não só para um.

Que balanço faz deste biénio à frente da Federação?

O mandato tem de ser avaliado entre 2018 e 2020, onde não houve eleições autárquicas. Houve europeias e legislativas, e nas duas tivemos grande vitoria. Nas europeias elegemos uma deputada, pela primeira vez elegemos uma eurodeputada no distrito de Braga. O partido abriu-se a sociedade civil, e ela simboliza essa abertura, não só à sociedade civil mas também ao mundo académico. Nas eleições legislativas, elegemos em Braga, comparado com 2015, mais um deputado para a Assembleia da República, passamos de sete para oito, e para ter deputados é preciso ter votos. A nível nacional, o PS teve mais 124.500 votos, o distrito de Braga contribuiu para esse aumento com 23.500 votos, fomos dos distritos, a seguir ao Porto, que deu mais votos para a vitória nacional. Por isso faço um balanço muito positivo.

Como encara o apoio das concelhias de Vila Verde, Barcelos e Famalicão ao seu adversário?

São opções que respeito e cada um pode ter a sua, pois vivemos em democracia. Agora tem de se fazer as opções com respeito pela palavra. Se o camarada de Famalicão quer apoiar outra candidatura, está à vontade, respeitamos isso, faz parte da convivência. Manteremos com essas concelhias um diálogo institucional que é importante manter. Em relação a Barcelos e Vila Verde, tive recentemente uma reunião com ambas as concelhias num quadro de institucionalidade da federação.

O jornal Público noticiou que o PS queria escolher até agosto os candidatos das capitais de distrito e apontava Hugo Pires como o escolhido para Braga. Vê-o como um bom candidato, teria o seu apoio?

A direção nacional já desmentiu essa noticia, que não tinha correspondência prática com a verdade, e como lhe disse, o processo da escolha de candidatos é feito pelas concelhias e a nacional validará ou não.

Mas a concelhia de Braga é de extrema importância…

Em Braga podemos ter um bom resultado. Depois das eleições para a federação, estabilizados os órgãos distritais, certamente não deixaremos de encontrar a melhor solução para o concelho de Braga.

Para terminar, pedia-lhe uma mensagem para os militantes que no sábado vão votar.

Os militantes devem votar Joaquim Barreto porque tem provas dadas ao serviço do partido, como é o caso de Cabeceiras onde conquistou a Câmara ao PSD, onde fazemos um trabalho que nos honra. Fizemos no distrito também esse trabalho, ouvindo os militantes sempre que nos contactam. Eu não vou aos concelhos só quando há eleições, conheço a maior parte dos militantes pelo nome e tenho uma relação de afeto para com eles. Não uso militantes para os atos eleitorais, estou com eles nas horas boas e más, e reafirmo que este é um projeto que respeita todas as gerações.

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