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Futebol

SC Braga eliminado da Liga Europa

Afastado pelo Rangers

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Foto: Divulgação / SC Braga

O SC Braga perdeu hoje com o Rangers, 1-0, e foi eliminado nos 16 avos de final da Liga Europa de futebol, num jogo em que foi incapaz de mostrar argumentos para se impor.


O único golo da partida surgiu aos 61 minutos, com Kent a concluir uma das várias oportunidades de que o Rangers dispôs, inclusivamente uma grande penalidade defendida por Matheus no final da primeira parte.

Os minhotos fizeram a pior exibição da ‘era’ Rúben Amorim, mostrando-se sem ideias para contrariar um adversário muito coeso e combativo, mas que, na primeira mão, foi inferior e dominado pelo Braga durante grande parte do jogo.

Nesse jogo em Glasgow, na passada quinta-feira, o SC Braga esteve a ganhar por 2-0 até meio da segunda parte, mas permitiu a reviravolta no marcador em apenas 15 minutos (derrota por 3-2).

O Rangers de Steven Gerard parece ter aprendido a lição e não deu espaço a jogadores fundamentais na construção do jogo ‘arsenalista’, como Fransérgio e Trincão.

Sem Wallace, lesionado, e Bruno Wilson (não inscrito), Rúben Amorim fez regressar à equipa Raul Silva, Esgaio, Palhinha, Fransérgio, Trincão e Paulinho, enquanto no Rangers a grande baixa foi o avançado colombiano Morelos, castigado.

O SC Braga iniciou o jogo pressionante, a defender muito longe da sua baliza e a tentar chegar ao golo. O risco era assumido e a equipa escocesa fez por explorá-lo: aos 09 minutos, Kent fugiu por entre os centrais bracarenses e isolou Kamberi que, com tudo para marcar, atirou contra Matheus.

Os homens da frente do Rangers podem não ser os mais virtuosos tecnicamente, mas são exímios na entrega e desgaste da defesa contrária e, quando a isso se alia algum nervosismo da defesa contrária, está feito o ‘caldo’ de lances perigosos.

Aos 20 minutos, uma má abordagem de Raul Silva permitiu a Hagi roubar-lhe a bola, o romeno passou depois por David Carmo e serviu Kent que fez a bola rasar o poste direito de Matheus.

O Braga respondeu aos 26 minutos: Trincão criou espaço na esquerda onde apareceu Sequeira a cruzar com conta, peso e medida para um cabeceamento de Paulinho, que obrigou McGregor a defesa para canto.

Pouco depois, novamente Sequeira a centrar, Paulinho fez o primeiro desvio e a bola ainda embateu em Fransérgio e quase traía MacGregor (30).

No último lance antes do intervalo, o tal lance do penálti defendido por Matheus: Raúl Silva cortou a bola com a mão após um canto e, na grande penalidade respetiva, o guardião brasileiro fez uma grande defesa, com a mão esquerda, ao remate forte de Hagi (45+1).

Rúben Amorim fez entrar João Novais após o intervalo para o lugar de Palhinha e, aos 53 minutos, lançou Galeno tirando Raúl Silva, mas sem quaisquer efeitos e foi mesmo o Rangers o primeiro a criar perigo, com Kent a atirar por cima (55).

Contudo, seis minutos depois, o avançado inglês não perdoou quando surgiu isolado na cara de Matheus e fez o único golo da partida.

Rúben Amorim apostou tudo ao tirar o central David Carmo e a meter o avançado Abel Ruiz (64), mas a equipa não conseguia ligar uma jogada com princípio, meio e fim.

Aos 71 minutos, Paulinho, de cabeça, após centro de João Novais, desperdiçou a melhor ocasião dos bracarenses que, até ao final, não mais ameaçaram com semelhante perigo a baliza escocesa.

Os ‘arsenalistas’, que precisavam de recuperar da derrota por 3-2 sofrida no jogo da primeira mão, não conseguiram inverter o rumo da eliminatória e falham o acesso aos oitavos de final da competição.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Rangers, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

0-1, Ryan Kent, 61 minutos.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Bruno Viana, David Carmo (Abel Ruiz, 64), Raúl Silva (Galeno, 53), Esgaio, Palhinha (João Novais, 46), Fransérgio, Sequeira, Trincão, Ricardo Horta e Paulinho.

(Suplentes: Tiago Sá, Vítor Tormena, André Horta, João Novais, Galeno, Rui Fonte e Abel Ruiz).

Treinador: Rúben Amorim.

– Rangers: Allan McGregor, James Tavernier, Connor Goldson, George Edmundson, Borna Barisic, Steven Davis, Scott Arfield, Ryan Jack, Ianis Hagi (Joe Aribo, 72), Ryan Kent e Florian Kamberi (Sheyi Ojo, 78).

(Suplentes: Wes Foderingham, Nicola Katic, Glen Kamara, Joe Aribo, Andy Halliday, Sheyi Ojo e Greg Stewart).

Treinador: Steven Gerrard.

Árbitro: Andreas Ekberg (Suécia).

Ação disciplinar: cartão amarelo para David Carmo (47), Florian Kamberi (73), Esgaio (89) e Abel Ruiz (90+4).

Assistência: 18.113 espetadores.

(notícia atualizada às 19h22)

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Futebol

CMVM levanta suspensão das ações da Benfica SAD

Operação ‘saco azul’

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Foto: DR / Arquivo

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários levantou a suspensão das negociações de ações da Benfica SAD, suspensas desde terça-feira, quando foi divulgado que o presidente do clube e a SAD tinham sido constituídos arguidos por fraude fiscal.

Na nota hoje divulgada no ‘site’, a CMVM explica que decidiu levantar a “suspensão da negociação das ações Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD e outros instrumentos relacionados, na sequência da divulgação de informação relevante”.

Na terça-feira, a Procuradoria-Geral da República confirmou a constituição de três arguidos, uma pessoa singular e duas coletivas, por fraude fiscal, no âmbito da operação ‘saco azul’, que envolve o Benfica.

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Futebol

“Neste momento, não olhamos a ‘ses’”

Vítor Oliveira

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Foto: DR

Declarações após o jogo Gil Vicente-Tondela (3-2), da 32.ª jornada da I Liga de futebol, disputado na terça-feira no Estádio Cidade de Barcelos, em Barcelos.

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “A vitória foi justa, difícil e até podíamos ter sido penalizados no final. Tivemos 60 minutos de muita qualidade, mas depois esquecemo-nos de um aspeto fundamental: o futebol é um jogo coletivo.

Quando começámos a individualizar e a pensar mais com o umbigo do que com a cabeça, pusemo-nos a jeito. O mais importante era a seriedade que tinha de haver nestes jogos, porque está muita coisa envolvida para as equipas que lutam pela manutenção.

Nos últimos 25 minutos, não encarámos o jogo com a seriedade que seria exigida à nossa equipa, que chegou onde chegou porque mostrou sempre um grande sentido coletivo. Quando isso não aconteceu, demos barraca e mostrámos que somos fracos.

Vamos conversar sobre isso. Depois de 70 minutos de muito bom nível, em que fizemos três golos e até podíamos ter feito mais, acabámos com o credo na mão. Não nos entendemos, corremos disparatadamente sem nexo e o Tondela podia ter empatado.

Neste momento, não olhamos a ‘ses’. As coisas têm de ser como são e ganha quem marca mais golos. O Tondela entrou pressionado pela posição que ocupa na tabela, cometeu muitos erros, mas, se viesse cá tranquilo, também os cometeria”.

Gil Vicente volta a vencer e sobe ao nono lugar

Natxo González (treinador do Tondela): “Se demos uma hora de avanço? É verdade. O Gil Vicente foi muito superior no primeiro tempo. Mostrou ser uma equipa tranquila, feliz com o seu próprio jogo, com dinâmicas muito boas e sem qualquer responsabilidade.

O Tondela tinha muita necessidade de pontuar e não geriu isso muito bem. Pelo contrário, esteve com medo e o jogo desenrolou-se nesta toada até ao 3-0. Depois, veio ao de cima o orgulho, mas que não pode servir de consolo. Estamos todos muito dececionados.

Quando sentes que está tudo perdido e estás com o orgulho ferido, adotas outra atitude e arriscas mais nos duelos. Só que tínhamos de fazer isto desde o início e não apenas quando estávamos a perder. Precisamos de somar pontos e desta forma é impossível.

Esta situação é inquietante, mas, vendo a evolução da equipa, não me surpreende. Temos um objetivo difícil e estimulante pela frente. Há dois jogos decisivos e temos de somar pontos. Temos de pensar positivo, ainda que seja melhor não dizer o que sinto por dentro.

[Estreias absolutas de Jota e Telmo Arcanjo] É um prémio. Do que estava a ver no relvado, pior não iam fazer do que outros companheiros com maior trajetória no futebol. É um bom exemplo, pode ser decisivo para encarar o futuro e tenho de felicitá-los”.

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Futebol

“O Vitória fez o suficiente para fazer um ou dois golos”

31.ª jornada

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Benfica – Vitória SC (2-0), da 32.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “Aquilo que o Vitória fez na primeira parte, as oportunidades que teve… Tivemos dois golos e o Benfica marcou um. Na segunda parte, o Benfica entrou a controlar, nos primeiros 15 ou 20 minutos, depois conseguimos equilibrar. O Benfica voltou a ser eficaz. O Vitória fez o suficiente para fazer um ou dois golos.

O jogo tem vários momentos. Gosto que a minha equipa tenha mais bola, mas muitas vezes, consoante o adversário, temos de jogar em transição e, noutros momentos, o ataque organizado. Jogar em contra-ataque, como o Benfica nos obrigou a recuar as linhas, foi uma das coisas que tivemos de fazer hoje.

Há sempre uma réstia de esperança, mas temos de ser conscientes. É muito difícil conseguirmos o quinto lugar [acesso à Liga Europa]. É um objetivo que não conseguimos. Assumo essa responsabilidade. Outro que falhámos foi a Taça de Portugal. Mas conseguimos chegar à ‘final-four’ da Taça da Liga e fizemos uma boa campanha na Liga Europa”.

Nelson Veríssimo (treinador do Benfica): “Foi um jogo difícil. Como estávamos à espera. Sabíamos que em alguns momentos iria ser um jogo equilibrado, onde sentimos dificuldades em algumas saídas. Em alguns momentos da segunda parte, estivemos em cima do jogo. Acabámos por fazer um bom jogo mais pela segunda parte. A primeira foi mais dividida.

Temos um plantel recheado de bons jogadores, muito competitivo. Hoje, Florentino teve a oportunidade de entrar. Todos os jogadores estão à procura de entrar. Houve outros jogadores que ficaram no banco e que também têm qualidade.

O trabalho psicológico é muito simples. É olhar para o que falta do campeonato e estabelecer objetivos. Não vi no passado e agora necessidade em motivá-los. Eles sabem o clube que representam e o que isso significa. Sinceramente, não sinto os jogadores desgastados. Sinto, sim, a falta dos nossos adeptos tanto em casa como fora.

Foi necessário tirar o Weigl fruto do momento do jogo. Senti que era necessário sair. Temos jogadores que têm qualidade para entrar e dar uma resposta positiva. Foi isso que aconteceu.

Hoje estava a torcer para ganhar a Vitória de Guimarães. Amanhã [hoje] vou ver o jogo [FC Porto – Sporting] pelo jogo, como alguém que gosta de futebol e o resultado será o que for.

Enquanto matematicamente for possível, acreditamos que seja possível ser campeão. A única coisa que podemos controlar é o nosso jogo. E o resto não depende de nós. É no jogo que tem de estar o nosso foco.

Quero dedicar esta vitória ao nosso presidente e nome de todo o grupo de trabalho”.

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