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Futebol

“Hoje vou extremamente feliz”

Ricardo Soares

em

Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Belenenses SAD-Moreirense (0-1), da 31.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, realizado hoje na Cidade do Futebol, em Oeiras:


Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Fizemos uma primeira parte que só não é perfeita porque não fizemos golos. Conseguimos jogar um futebol de grande qualidade e estar a maior parte do tempo em zonas de criação, com boas movimentações. Criámos boas situações de finalização, mas o guarda-redes do Belenenses SAD faz uma exibição estrondosa.

Na segunda parte, entrámos bem, fizemos o 1-0 e, nos últimos 15 minutos, tentámos gerir o jogo. Acabou de uma forma esquisita, mas penso que a vitória é justa, de uma equipa que hoje foi melhor que o Belenenses SAD.

Tenho um conjunto de jogadores com uma capacidade de trabalho anormal, extremamente motivados. Veio esta situação da covid-19 e, para meu espanto, voltaram aos treinos com uma motivação excelente. Antes desta pandemia, a equipa estava motivada e com uma grande união e voltámos com ainda mais crença. A vitória é inteiramente deles, têm feito um trabalho extraordinário e demonstrado uma grande competência.

Hoje vou extremamente feliz, conseguimos uma vitória importante. Queremos sempre ganhar, mas colocando qualidade de jogo, é mais gratificante para mim, porque é um dos meus objetivos.

O Nuno [Santos] é um jogador especial, que precisa de se alinhar com o talento que tem, deposito grande confiança nele e um grande futuro. Temos feito um trabalho em conjunto e ele sabe ouvir, pode ter um futuro muito bom. Ele sabe que tem de melhorar.”

Petit (treinador do Belenenses SAD): “Foi um resultado que não queríamos, trabalhámos para outro resultado. Não foi um jogo fácil, contra uma equipa boa, moralizada e numa boa série de resultados. Não entrámos muito bem na partida, demos muito espaço, tentámos melhorar aos poucos, mas houve um pouco de intranquilidade dos jogadores, fruto da posição que ocupamos.

Vamos para a segunda parte e levamos um golo de bola parada, tentámos reagir, tivemos uma lesão do Licá, metemos a juventude, tentámos tudo, falhámos o penálti e não conseguimos. Temos três jogos, vai ser até ao fim e vamos ter de saber sofrer.

Se voltasse a haver um penálti, escolheria outra vez o Nuno [Coelho]. É um jogador experiente e um dos capitães de equipa. Sei que não é fácil [falhar um penálti], mas o Nuno é acarinhado pelo balneário e estamos aqui para que o Nuno regresse na quarta-feira com a cabeça limpa.

[Sobre os 150 jogos enquanto treinador] É um marco bom na minha carreira. Tenho vindo a melhorar, tenho conseguido, aos poucos, concretizar os meus objetivos. Passo a passo, o treinador é feito pelos jogadores, são eles que me colocam lá em cima.”

 

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Futebol

“Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos”

Tiago Mendes

em

Foto: DR

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC-Paços de Ferreira (1-0), da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Tiago Mendes (treinador do Vitória SC): “O futebol é isto. Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos. Estou contente, porque era uma vitória que procurávamos, que vai dar confiança à equipa. Nem tudo foi perfeito hoje, mas estou muito contente por ter ganhado.

Estou contente. Hoje foi o jogo que nos custou mais, mas tanto no jogo com o Belenenses SAD, como no jogo com o Rio Ave, estivemos bem. Hoje, tivemos alguma ansiedade. A equipa está a criar química. Somos uma equipa jovem. Criar rotinas sobre vitórias é mais fácil, e precisamos de crescer.

Falando do Bruno [Varela], foi mais uma grande exibição. Tem dado segurança à equipa. Na verdade, a equipa tem trabalhado muito bem. Sofremos um golo de bola parada e nem sei bem a parte com que o jogador do Belenenses SAD marcou [na derrota por 1-0 na primeira jornada]. Ele tem demonstrado nos treinos e nos jogos que está bem.

Faltou-nos ter mais bola. Eram quase sempre os nossos centrais a iniciar os lances de ataque. Nem o Agu, nem o Pepelu estavam a conseguir pegar no jogo e tive de tirar um deles [para colocar o Janvier]. Não gosto de tirar um jogador à meia hora de jogo.

Não sei dizer a equipa que irá jogar [no próximo jogo, com o Boavista]. Isso nem me preocupa. Vão ser duas semanas boas para nós. Ganhar dá-nos confiança.

Na primeira vez que [o Marcus Edwards] saiu, estava lesionado. Hoje, saiu para entrar o Rochinha, que esteve bem. O que vai na cabeça dele [sobre uma possível saída] só ele sabe. Eu sinto-o bem, a treinar bem.”

Pepa (treinador do Paços de Ferreira): “Não entrámos muito bem nos primeiros 15 minutos. Na recuperação de bola, não estávamos a sair da pressão. A partir dos 15 minutos, pegámos no jogo e tivemos várias oportunidades, com jogo fluido por dentro e por fora. Saímos daqui frustrados pelo resultado. São as vitórias morais que não existem, mas foi uma exibição muito conseguida pelos jogadores.

O Bruno Varela [guarda-redes do Vitória de Guimarães] foi o melhor jogador em campo. Não tenho problemas nenhuns em reconhecer quando o adversário é superior. Hoje, o Paços foi superior ao Vitória. Temos de manter este volume ofensivo, porque a bola vai entrar. Estaria preocupado se não tivéssemos criado oportunidades, mas criámos.

Fomos infelizes em Portimão, no penálti no último minuto dos descontos [falhado por Douglas Tanque], mas eu não vou crucificar alguém por uma má decisão [Fernando Fonseca, que cometeu penálti sobre Rochinha]. Fez um bom jogo, mas foi infeliz nesse lance. Ele sabe que teve uma abordagem infeliz. Vou-me agarrar ao que a equipa fez de bom.

Nunca me vou lamentar de quem não está [relativamente aos casos de covid-19 detetados em Diaby e em João Amaral]. São jogadores importantes, como são todos os outros. Se o processo estiver identificado e todos souberem o que têm de fazer dentro de campo, conto com eles.

Queria dar os parabéns ao Rio Ave, porque caiu de pé [no ‘play-off’ da Liga Europa] e o futebol português saiu valorizado.”

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Futebol

“A equipa de arbitragem merece os parabéns”

Ricardo Soares

em

Foto: DR

Declarações após o jogo Moreirense-Boavista (1-1), da terceira jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Fizemos um grande jogo. Aliás, tivemos aqui um excelente jogo de futebol e com três equipas muito boas. A equipa de arbitragem merece os parabéns, porque pôs o jogo a andar, não marcou faltinhas, marcou o que tinha de marcar e penso que todos temos a ganhar com esta forma de estar.

Entrámos bem, tivemos duas situações claras e depois acontece um golo de antologia. Tenho pena de duas coisas: não haver gente no estádio para festejar e, por outro lado, de gostar que esse golo fosse meu e não do adversário. Temos de aceitar e dar os parabéns a quem faz um golo destes. É isto que torna faz do futebol o desporto mais apreciado.

A partir daí, o adversário teve mais bola e nós preferimos ajustar e respirar um bocadinho para voltar ao jogo, já que não quero que a minha equipa esteja desequilibrada. O resultado ao intervalo era extremamente injusto, mas voltámos a entrar fortes na segunda parte, fizemos o empate e podíamos ter revertido o marcador.

Fico triste, porque os meus jogadores mereciam os três pontos pelo trabalho efetuado, mas também tenho de aceitar o resultado, pois jogámos contra uma grande equipa, com um grande investimento e recheado de jogadores com muita qualidade individual.

Esta equipa tem muita margem para crescer. Há jogadores que chegaram há pouco tempo e acreditamos muito neles. Juntamente com os que já cá estavam, vão criar uma competitividade interna que é de salutar. É essa luta pelo seu espaço de forma comprometida que faz os jogadores transcenderem-se e evoluírem.

Este ano houve um conjunto de equipas que se reforçou muito. Acredito que este campeonato será mais nivelado por cima e será extremamente difícil para todos. Estou preparado para essas dificuldades e todos vamos trabalhar muito para que possamos fazer uma época tranquila e a somar pontos.”

Vasco Seabra (treinador do Boavista): “No cômputo geral, tivemos mais e melhores oportunidades para podermos dilatar a vantagem e fechar o jogo mais cedo. Na primeira parte, fomos consistentes, capazes e não permitimos grandes oportunidades ao Moreirense, que é sempre uma equipa sempre muito difícil e bem organizada.

Conseguimos estancar o jogo deles e criar as melhores condições para podermos finalizar. Penso que o resultado ao intervalo era curto. Na segunda parte, o jogo ficou mais combativo. Entrámos num registo muito mais físico, mas a nossa equipa bateu-se pelo jogo e voltou a criar uma situação de finalização logo no primeiro minuto.

Seguiu-se um período com alguma instabilidade e permitimos uma ou outra situação ao Moreirense, que acabou por empatar de penálti. Mesmo assim, fomos capazes de chegar lá à frente para voltarmos à dianteira do marcador. Não conseguimos, mas merecíamos ter saído daqui com os três pontos. Temos um longo caminho a percorrer.

O Angel Gomes é um jogador muito humilde, que tem uma vontade grande de vencer e de acrescentar à equipa. Hoje deu um passo em frente em relação àquilo a que se tinha proposto e está a tornar-se um jogador consistente e com a qualidade que é inegável. Naturalmente estamos satisfeitos por contar com ele e com todos os outros.

É a realidade e não vou fugir disso. Nos dois jogos fora de casa mostrámos capacidade para disputar o jogo e sairmos vencedores. Sentimos que o nosso percurso vai ficar agarrado a pontos que conquistaremos com regularidade. A frustração no balneário foi grande no final. Sentimos que nos fugiu das mãos uma coisa que fizemos por agarrar.”

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Futebol

Vitória conquista primeiro triunfo na Liga

I Liga

em

Foto: Vitória SC

Um penálti convertido por André André permitiu hoje ao Vitória SC estrear-se a vencer na I Liga portuguesa de futebol, frente ao Paços de Ferreira (1-0), num jogo da terceira jornada marcado pelo ‘desperdício’ pacense.

Na sequência de um penálti cometido por Fernando Fonseca sobre Rochinha, o médio vimaranense marcou o golo solitário aos 83 minutos, na parte final de um desafio em que os ‘castores’ foram quase sempre mais organizados, mais dinâmicos, tiveram mais remates (17 contra oito), entre os quais várias ocasiões de golo, que ‘esbarraram’ quase sempre no inspirado guardião vitoriano, Bruno Varela.

Apesar da falta de ideias patenteada em campo e dos frequentes erros na construção de jogo, o Vitória ascendeu provisoriamente à sexta posição do campeonato, com quatro pontos, enquanto a formação de Paços de Ferreira mantém o ponto somado na primeira jornada, no reduto do Portimonense (1-1), e ocupa o 16.º lugar.

Com Pepelu de regresso ao ‘onze’ e Bruno Duarte a estrear-se entre os titulares nesta época, a equipa vimaranense teve quase sempre a bola nos 10 primeiros minutos, mas circulou-a de forma previsível, sem conseguir entrar na área pacense.

Com uma ala direita renovada, composta por Fernando Fonseca e Lucas Silva, os ‘castores’ começaram gradualmente a controlar as movimentações do adversário, com uma pressão apertada sobre os centrais, Jorge Fernandes e Suliman, e sobre o ‘trinco’, Mikel Agu, que ‘aprisionou’ o Vitória no seu meio-campo.

Os homens de Guimarães ainda se aproximaram do golo inaugural aos 21 minutos, quando Bruno Duarte falhou por centímetros o desvio final, após cruzamento de André André, mas o lance foi uma exceção num primeiro tempo em que as restantes oportunidades pertenceram ao conjunto pacense.

O cabeceamento de Marcelo por cima, aos 27 minutos, precedeu o ‘cerco’ que o Paços de Ferreira ‘montou’ junto à área vitoriana no último quarto de hora, diante de um adversário regularmente desorganizado no seu posicionamento, com Marco Baixinho, aos 38, Bruno Costa, aos 39, e Luiz Carlos, aos 44, a criarem situações claras para adiantarem a sua equipa no ‘marcador’.

A segunda parte começou com a mesma toada que encerrou a primeira: a equipa treinada por Pepa continuou próxima da baliza vimaranense e só não marcou porque Bruno Varela opôs-se ao cabeceamento de Luiz Carlos, ao minuto 51, e ao remate de Douglas Tanque, aos 53.

Os anfitriões melhoraram ligeiramente quando Rochinha entrou para o lugar de Marcus Edwards, aos 63 minutos, e dinamizou o ataque, mas o Vitória continuou, ainda assim, com pouca ligação entre os setores, diante de um Paços que continuou a tentar o golo e a ‘esbarrar’ em Bruno Varela, em remates de Luiz Carlos (71) e de Bruno Costa (79).

A equipa de Pepa ‘pagou’ o desperdício com um golo sofrido numa grande penalidade convertida por André André, a punir falta de Fernando Fonseca sobre Rochinha, e teve de correr os últimos minutos atrás do empate, mas sem sucesso.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – Paços de Ferreira, 1-0.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador:

1-0, André André, 83 minutos (grande penalidade).

Equipas:

– Vitória SC: Bruno Varela, Sacko, Jorge Fernandes, Suliman, Sílvio, Mikel Agu, Pepelu (Janvier, 31), André André, Marcus Edwards (Rochinha, 63), Quaresma (André Almeida, 88) e Bruno Duarte (Noah Holm, 87).

(Suplentes: Matous Trmal, Abdul Mumin, Gideon Mensah, Dénis Poha, Janvier, André Almeida, Rochinha, Lyle Foster e Noah Holm).

Treinador: Tiago Mendes.

– Paços de Ferreira: Jordi, Fernando Fonseca, Marco Baixinho, Marcelo, Oleg, Stephen Eustáquio, Luiz Carlos (Martin Calderón, 73), Lucas Silva (Hélder Ferreira, 66), Bruno Costa (João Pedro, 87), Luther Singh e Douglas Tanque.

(Suplentes: Michael, Uilton, Maracás, Abbas Ibrahim, Martin Calderón, Adriano Castanheira, Hélder Ferreira, Pedro Martelo e João Pedro).

Treinador: Pepa.

Árbitro: Hélder Malheiro (Associação de Futebol de Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Marcelo (67), Suliman (75), Sílvio (79), Bruno Duarte (87), Bruno Varela (90+2) e Marco Baixinho (90+4).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 23h37)

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