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Arcos de Valdevez

Habitantes de freguesia de Arcos de Valdevez contestam instalação de aviário

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Foto: DR

Um grupo de habitantes da União de Freguesias de Padreiro, Arcos de Valdevez, exige a anulação do projeto de uma exploração avícola prevista para a aldeia, por temer o “alto risco sanitário” da produção de mais de 30.000 aves.

Numa carta que enviaram ao presidente da Câmara de Arcos de Valdevez e a que a Lusa teve hoje acesso, o movimento cívico defende que o investimento representa um “alto risco sanitário” por estar previsto ser instalado a “cerca de 400 metros das habitações de Padreiro Santa Cristina e a 200 metros de habitações da freguesia de Miranda”.

No documento, alertam também para os riscos que implicará na “saúde pública e nas linhas de água, com nascente naquela zona”.

“Uma instalação de criação intensiva com cheiros e contaminação para o ar e para as águas não pertence a uma localização rural e residencial como Padreiro”, lê-se na carta, que refere que “o contrato de arrendamento do terreno baldio com o promotor foi celebrado dia 25 de julho, por um prazo de 20 anos, sem nenhuma proteção para os residentes”.

Numa página criada há três semanas nas redes sociais, intitulada “Preservação Património de Santa Cristina”, habitantes da União de Freguesias de Padreiro (Salvador e Santa Cristina) exigem a “anulação” do projeto da exploração avícola, com cerca de um hectare.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, garantiu não haver “motivo para alarme”, adiantando que a autarquia “está atenta e a acompanhar o processo com a maior precaução”.

O autarca social-democrata daquele município do distrito de Viana do Castelo referiu que “o projeto deu entrada, no mês passado, nos serviços camarários e que o caso está a ser acompanhado de perto”.

“A Câmara Municipal solicitou pareceres à Administração Regional de Agricultura do Norte e consultou o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF)”, explicou, reforçando que o município “está atento e a acompanhar o processo com a maior precaução”.

“Não há razões para alarme. Serão cumpridas e respeitadas todas as normas, para assegurar a qualidade de vida das populações”, disse.

O movimento cívico que contesta o projeto adianta “não ter sido informado ou consultado sobre o projeto de instalação do aviário num terreno baldio da freguesia”.

“Nenhuma informação escrita relativa ao projeto foi comunicada aos residentes antes e durante a sessão extraordinária de votos e deliberação”, acrescentam os habitantes da aldeia.

O presidente da União de Freguesias de Padreiro, Carlos Dias, contactado pela Lusa, garantiu “estar ao lado da população”, adiantando que irá “apoiar todas as diligências, em curso, com vista à anulação do contrato de arrendamento do terreno”.

“Essa decisão foi tomada numa reunião da Comissão de Baldios de Santa Cristina que não foi devidamente divulgada. Estiveram presentes poucas pessoas. Agora a Comissão de Baldios está a desenvolver esforços para anular o contrato de arrendamento, porque não fazia ideia da dimensão do projeto”, explicou o autarca.

A Lusa contactou o presidente da Comissão de Baldios de Santa Cristina, mas ainda sem sucesso.

O promotor do projeto, explicou à Lusa, que “a candidatura, já aprovada pelo Programa de Desenvolvimento Regional (PDR), foi elaborada por uma equipa técnica especializada, cumprindo todas os requisitos legais”.

“Caberá às entidades com competências na matéria dizerem se está em condições para avançar”, disse.

O investidor local adiantou ter promovido uma sessão de esclarecimento na aldeia, com a participação de um engenheiro zootécnico, mas que a população recusou ser informada sobre o projeto que, garantiu, dá “resposta a todas as exigências ambientais e de salvaguarda da saúde pública”.

“É legítimo que as pessoas se preocupem com a sua aldeia, mas é preciso que o façam de forma esclarecida. Eu tentei explicar que o projeto não vai provocar mau cheiro por recorrer às mais avançadas tecnologias, que vai ficar instalado há distância obrigatória das habitações, mas as pessoas não quiseram ouvir”, referiu.

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Arcos de Valdevez

‘Cidadania e Eleições Europeias’ em destaque na EPRALIMA em Arcos de Valdevez

A ideia é explicar aos jovens como o projeto europeu está presente no quotidiano dos cidadãos europeus

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Foto: DR

Como é que a União Europeia afeta os nossos empregos, famílias, saúde, passatempos, viagens, segurança, escolhas? Como é que Arcos de Valdevez tem beneficiado do projeto europeu ao longo dos anos? De que forma os jovens podem fazer parte integrante da União Europeia? É este o mote da ação informativa que vai decorrer, a partir das 10:30, na EPRALIMA em Arcos de Valdevez,

Organizado pelo Centro de Informação Europe Direct do Minho (CIED Minho) do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), sedeado em Barcelos, em parceria com a Associação Social Recreativa da Juventude de Vila Fonche (Arcos de Valdevez) e a Câmara Municipal de dos Arcos de Valdevez a iniciativa tem como objetivo explorar a temática da cidadania europeia e das eleições europeias.

Dar a conhecer as mais-valias da pertença à União Europeia, ao mesmo tempo que se pretende dissipar dúvidas ou questões dos cidadãos em relação à União Europeia e ao projeto europeu. Por conseguinte, pretende-se demonstrar como o projeto europeu está presente no quotidiano dos cidadãos europeus.

Com esta atividade pretende-se, ainda, consciencializar os mais jovens da importância da participação dos próprios nestas eleições, e do seu papel crucial enquanto agentes ativos e multiplicadores para a transmissão de uma mensagem positiva no que diz respeito à cidadania.

Deste modo, os testemunhos dos presentes serão essenciais para fundamentar a importância da presença europeia na região, principalmente no concelho de Arcos de Valdevez.

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Arcos de Valdevez

Arcos de Valdevez investe mais de 400 mil euros em mobilidade urbana

Projetos passam por criação de uma rede ciclável e pedonal com cerca de 800 metros de extensão.

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Foto: Divulgação

A Câmara de Arcos de Valdevez informou hoje ter investido mais de 400 mil euros em mobilidade urbana com a criação de uma rede ciclável e pedonal com cerca de 800 metros de extensão.

Em comunicado, aquela autarquia do distrito de Viana do Castelo explicou que o investimento, financiado por fundos do Norte 2020, “visou a beneficiação das condições de circulação para peões e ciclistas do troço de estrada entre a antiga escola primária de Guilhadeses e o centro cívico da mesma freguesia, numa extensão total de cerca de 800 metros”.

O projeto incluiu “a execução de uma ligação entre o IC28 e o parque empresarial de Mogueiras” devido “aos problemas existentes na mobilidade urbana, em especial da mobilidade pedonal nas ligações da periferia ao centro urbano, isto é, nas entradas sudoeste e norte da sede do concelho”.

“Este novo troço faz parte da visão estratégica municipal com o objetivo, por um lado, de dar continuidade à rede de ecovias existentes e, por outro, criar uma rede de percursos e corredores ciclável na área urbana e periurbana que ligue os principais equipamentos públicos, parques e áreas verdes”, especificou o município.

Segundo a autarquia, o investimento agora concluído “permitiu criar novos percursos de rede ciclável e pedonal interna que ligam às já existentes ao longo das margens do rio Vez, nomeadamente a ecovia, que circunda a vila de Arcos de Valdevez, ligando o centro urbano a localidades como Jolda (S. Paio), Gondoriz, S. Cosme e S. Damião, Sá, Loureda e Sistelo”.

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Arcos de Valdevez

Um ferido e família desalojada em incêndio numa habitação em Arcos de Valdevez

Um ferido com várias queimaduras no corpo

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Foto: DR

Pouco passava das 05:00 quando um incêndio começou a deflagrar numa habitação situada na Freguesia de Paçô, em Arcos de Valdevez, causando um ferido e deixando uma família de quatro pessoas sem teto.

O proprietário da habitação terá tentado combater as chamas no telhado da casa e ficou ferido. A vítima foi socorrida pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez e transportada para o Hospital de Ponte de Lima com queimaduras em várias partes do corpo, segundo informaram os Bombeiros locais.

No local estiveram 20 operacionais, com seis viaturas e ainda uma patrulha da GNR de Arcos de Valdevez, com três elementos.

As causas do incêndios não são conhecidas.

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