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País

Governo assume que estão pagos cerca de 60% dos fundos comunitários a empresas

Economia

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Ana Abrunhosa. Foto: valedecoa.pt / DR

A ministra da Coesão Territorial adiantou hoje em Tondela que cerca de 60% dos seis mil milhões de euros de fundos comunitários para empresas do Portugal 2020 já estão pagos.


“Nos apoios só para empresas, tínhamos 18.600 projetos aprovados que envolviam um investimento de quase 12 mil milhões de euros e que envolviam fundos à volta de seis mil milhões de euros e já estavam pagos, desses seis mil milhões de euros, cerca de 60%”, admitiu Ana Abrunhosa.

Isto, explicou, “até à data do final do mês passado, do programa Portugal 2020, e projetos em obra”, especificou a ministra que falava perante empresários que anunciaram hoje em Tondela um investimento superior a 95 milhões de euros em projetos de ampliação das estruturas já edificadas no concelho.

“Muitas das vezes diz-se que os fundos comunitários são só para as grandes empresas e é muito difícil aceder aos fundos comunitários. Queria dizer-vos que 80% dos fundos para as empresas do Portugal 2020 são para PME [Pequenas e Médias Empresas], embora aqui estejam empresas médias e grandes”, acrescentou a ministra.

A governante disse que “não há impossíveis”, apesar de reconhecer que “não é fácil, mas também se fosse fácil não sabia bem” e, nesse sentido, disse que o Governo pode “melhorar as dificuldades e diminuir a burocracia”, mas “as empresas executam e o futuro dos fundos europeus continua a ser este”.

Em resposta ao presidente da Câmara, José António Jesus, que não escondeu o desejo de ver o Itinerário Principal (IP)3 que atravessa o concelho transformar-se em autoestrada, Ana Abrunhosa admitiu que “muitas vezes se demonizam as estradas, porque o país já tem muitas”.

“Alguns territórios não têm as estradas que necessitam e as estradas são muito importantes para a competitividade, porque elas têm um impacto importante no custo do transporte e nós sabemos bem da importância que alguns cêntimos fazem, em termos de poupança no custo de transporte, depois no preço final e na concorrência internacional”, disse.

Num dia em que a governante classificou de “muito bom”, pelo anúncio dos investimentos das empresas, Ana Abrunhosa elogiou o autarca “por a missão pública” que tem feito e, até porque “os fundos comunitários estão à disposição e uns aproveitam-nos bem e outros nem por isso, o que não é o caso, e em prol das empresas”.

“O investimento público que é feito em prol das empresas é o melhor exemplo de aplicação de fundos europeus e de fundos por parte das autarquias”, defendeu, assumindo ao mesmo tempo que o que tem visto nas empresas em Tondela, que visita, “é uma aposta na inovação e em bons salários e é essa a via do sucesso”.

Ana Abrunhosa não poupou elogios aos 12 empresários presentes que estão a investir em Tondela, um concelho que, no seu entender, “já não é interior e os responsáveis são os empresários, porque apostaram na inovação e em postos de trabalho qualificados”.

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País

Covid-19: Mais doze mortos, 963 infetados e 486 recuperados no país

Pandemia

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Foto: O MINHO / Arquivo

Portugal regista hoje mais doze mortos e 963 novos casos de infeção por covid-19, em relação a sexta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 78.247 casos de infeção confirmados e 1.995 mortes.

Há ainda 49.845 recuperados, mais 486 do que ontem.

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País

Ministro da Defesa anula diretiva da linguagem não discriminatória nas Forças Armadas

Política

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Foto: DR / Arquivo

O ministro da Defesa anulou, na sexta-feira, a diretiva que proibia as Forças Armadas de utilizar linguagem discriminatória, alegando tratar-se de um “documento de trabalho” que carecia de “aprovação superior”.

A decisão de João Gomes Cravinho sobre a “Diretiva para a Utilização de Linguagem Não Discriminatória” foi tornada pública pela AOFA – Associação de Oficiais das Forças Armadas, que publicou na sua página de Facebook o despacho do ministro.

O documento é assinado por João Gomes Cravinho e foi enviado ao Estado-Maior-General das Forças Armadas, Exército, Marinha e Força Aérea, bem como a todos os órgãos e organismos da Defesa Nacional.

No despacho pode ler-se: “Tomei conhecimento do envio pela secretaria-geral dos ofícios (…) com o título ‘Diretiva Sobre a Utilização de Linguagem Não Discriminatória’, dirigido ao EMGFA, aos Ramos, e aos serviços centrais do Ministério (…). Por carecer de aprovação superior, e por se tratar de um documento de trabalho que não evidencia um estado de maturação adequado, devem considerar-se anulados os referidos ofícios”.

Em causa está uma proposta de diretiva elaborada pela secretaria-geral do Ministério da Defesa Nacional com orientações para uma “linguagem não discriminatória” e mais igualitária nas Forças Armadas, na qual se propõe, por exemplo, que em vez de escrever “o coordenador”, deverá utilizar-se “a coordenação”, em vez de “os participantes”, “quem participa”, ou até o “sejam bem-vindos” deve ser trocado por “boas vindas a todas as pessoas”.

Este documento causou mal estar entre os militares e suscitou indignação e críticas no setor, tendo o ministro da Defesa vindo então relativizar o impacto da diretiva, considerando serem “mais relevantes” outras medidas em curso.

“O que é verdadeiramente importante é o trabalho que está a ser feito na promoção da igualdade de género dentro das Forças Armadas”, afirmou o governante, na altura, em declarações à Lusa, acrescentando que as questões linguísticas são um aspeto “absolutamente menor”, que “não tem relevância nenhuma”.

“Do meu lado, confesso que não pretendo passar muito tempo a pensar nessa matéria”, acrescentou João Gomes Cravinho.

Na publicação da AOFA no Facebook, em que é dado a conhecer o teor do despacho, a associação considera a diretiva “humilhante”, “desajustada” e “inoportuna”, e lamenta que o bom senso não tenha prevalecido e que “tudo se tenha ‘resolvido’ com base na Força Bruta da Razão e dos Danos Políticos que o mediatismo exacerbado certamente provocou nas últimas 48 horas”.

Os oficiais das Forças Armadas justificam que o documento era humilhante por permitir que o secretário-geral do Ministério da Defesa Nacional (MDN) desse ordens às chefias militares, desajustado porque inaplicável às Forças Armadas enquanto “exemplo de equidade e igualdade de género”, e “inoportuna” por se sobrepor a “dezenas de problemas graves que o MDN nada faz por resolver nas Forças Armadas”.

A AOFA manifesta ainda algumas reservas quanto a este assunto, afirmando que apesar de a questão estar resolvida em termos técnicos, “resta saber que eventuais outras consequências daqui resultarão”.

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País

Governo disponível para aumentar salário mínimo em 23 euros

Salário Mínimo Nacional

em

Foto: DR

Duarte Cordeiro, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, disse hoje, em conferência de imprensa no Parlamento, que o Governo está disponível para aumentar o salário mínimo nacional “em linha com os aumentos da última legislatura”.

De acordo com a TVI, o aumento será de 23,75 euros, aumentando assim o salário para o valor total de 658,75 euros.

Esta proposta deverá ser apresentada nas negociações para o Orçamento do Estado para 2021.

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