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Viana do Castelo

Conferência Episcopal recorda “mente aberta e esclarecida” do bispo de Viana

D. Anacleto Oliveira

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Foto: dkixot / Até Brilhas

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) lamentou a morte do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, hoje num acidente de viação, lembrando-o como “uma mente aberta e esclarecida acerca da Igreja”.


Em comunicado, a CEP refere que recebeu com “grande tristeza” a “inesperada notícia” da morte de Anacleto de Oliveira, que tinha celebrado recentemente 50 anos de ordenação sacerdotal e 10 anos como pastor da Diocese de Viana do Castelo.

“Eram conhecidas as competências de D. Anacleto como biblista e homem de cultura, constantemente atento às realidades concretas da nossa sociedade, extremamente dedicado aos sacerdotes e aos fiéis que servia pastoralmente, sempre solícito nas ações comuns da Igreja em Portugal”, afirma o comunicado da CEP, que recorda o percurso do bispo de Viana do Castelo neste organismo ao longo de 15 anos como bispo.

Anacleto de Oliveira presidia à Comissão de Tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais e, desde junho passado, era presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade.

Em declarações à Ecclesia, o presidente da CEP e bispo de Setúbal, José Ornelas, afirmou que recebeu com choque a morte de “um grande bispo e um grande amigo”, deixando uma nota de gratidão pelo seu “trabalho muito fecundo na diocese e na Igreja portuguesa”.

“Quero manifestar à família e à Igreja de Viana do Castelo, a que ele presidia, as nossas condolências e a solidariedade da Igreja portuguesa”, disse o presidente da CEP.

Também em declarações à Ecclesia, o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, manifestou “tristíssima surpresa” pela morte do bispo de Viana do Castelo, elogiando o “seu trabalho, quer na diocese quer na Conferência [Episcopal], concretamente no âmbito da Liturgia, um trabalho sempre incansável, exigente, meticuloso, generoso”.

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, morreu hoje, aos 74 anos, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada do Sul (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja, disse à Lusa fonte da sua diocese.

De acordo com fonte da GNR, o bispo de Viana do Castelo era o único ocupante do veículo ligeiro de passageiros que se despistou na A2 e o óbito foi declarado no local do acidente, tendo o corpo sido encaminhado para o serviço de medicina legal do hospital de Beja.

A Câmara Municipal de Viana do Castelo decretou dois dias de luto municipal pela morte do bispo Anacleto Oliveira.

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Viana do Castelo

PCP aponta Hospital de Viana como “bom exemplo” nacional

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O PCP de Viana do Castelo apontou hoje a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) como um “bom exemplo” na prestação de cuidados de saúde primários, apesar de persistirem “problemas de fundo” decorrentes de “prioridades nacionais”.

“Podemos dizer que é um bom exemplo a nível nacional. Estaríamos muito melhor se a realidade dos cuidados de saúde primários fosse como esta”, afirmou o responsável pela Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP.

Gonçalo Oliveira, que falava aos jornalistas à porta do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, no final de uma reunião com a administração da ULSAM, apontou a contratação de profissionais de saúde como um dos exemplos dos “problemas” que ultrapassam a realidade do Alto Minho.

“É necessária uma aposta muito mais forte no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não passa só por elogiar os profissionais de saúde, por lhes bater palmas, mas por dedicar verbas efetivas para a contratação de profissionais para o SNS não a título extraordinário, mas com vínculos efetivo para reforçarem os serviços que devem também ser dotados dos equipamentos necessários”, sublinhou.

Hospital de Viana do Castelo com mais 16 enfermeiros e 400 mil euros para material

O responsável adiantou que dessas “limitações”, a ULSAM, “em alguns aspetos”, tem trabalhado “contracorrente”.

“Há que valorizar isso e, é claro, que isso dá uma certa tranquilidade”, referiu após a reunião com a administração da ULSAM realizada no âmbito da ação nacional que o partido a realizar denominada “Combater a covid-19, recuperar atrasos, garantir o acesso aos cuidados de saúde”.

“Há aqui uma mensagem de serenidade que foi dada pelo conselho de administração, que estão a tomar todas as medidas atempadamente. Claro que depois há problemas de fundo que ultrapassam a realidade do Alto Minho e que tem a ver com as prioridades nacionais”, reforçou.

Segundo Gonçalo Oliveira, “a ULSAM tem cumprido seu o papel, na prática, com a tomada de medidas concretas”.

“Em alguns casos, há situações que são dignas de nota. Neste contexto complicadíssimo de pandemia conseguiu aumentar o número de consultas domiciliárias e ter um leque de áreas prioritária que nunca deixaram de ter atendimento presencial, ao contrário do que aconteceu noutras unidades de saúde”.

A ULSAM “conseguiu salvaguardar até direitos dos trabalhadores, como o gozo para que possam estar minimamente repousados e preparados para esta segunda vaga”, situação que disse não se verificar em todo o país.

“Um exemplo flagrante, é o dos utentes sem médicos de família que aqui é um problema quase residual, quando a tendência nacional não é essa”, frisou.

“Já se estão a adiantar na reabertura de extensões de saúde já a partir da próxima semana. Há dificuldades de comunicação nos centros de saúde que resultam de centrais telefónicas desatualizadas, falta de pessoal de secretariado clínico, entre outros. Aqui já estão a ser tomadas medidas. Já está em fase experimental uma nova central telefónica. Também já estão adiantados”, adiantou.

O PCP tem em curso uma ação nacional que se conjuga com o objetivo de criar um plano de nacional de emergência visando reforçar o Serviço Nacional de Saúde com mais financiamento, mais profissionais e melhores equipamentos, especialmente no que à atividade dos cuidados de saúde primários diz respeito.

Já a vereadora da CDU na Câmara de Viana do Castelo, Cláudia Marinho, que também participou na reunião, destacou “o trabalho de boas práticas desenvolvido há longo tempo”, apesar das “imensas dificuldades” que enfrenta, defendendo necessidade de alteração do modelo de financiamento daquela estrutura que atribui à região uma capitação inferior à média nacional.

“Têm uma estrutura muito bem montada e acabam por ter menos dificuldades, apesar de elas existirem”, especificou a vereadora, apontando como exemplo a “fixação” de profissionais em algumas especialidades, como dermatologia.

Relativamente ao combate à pandemia, Cláudia Marinho referiu que durante a primeira vaga a ULSAM reconheceu que “estava menos preparada, quer em recursos humanos quer materiais”, e que, neste momento, a unidade “sente-se mais confortável, sem descurar” um eventual agravamento da situação epidemiológica.

“Têm descentralizado pelo Alto Minho centros de despiste da doença, coisa que não acontece noutras zonas do país”, disse.

A ULSAM é constituída pelos hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e de Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

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Viana do Castelo

Novo hotel de 7,7 milhões abre em 2022 e vai criar 35 empregos em Viana

Hotelaria

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Foto: DR

O grupo B&B Hotels vai iniciar em dezembro, em Viana do Castelo a construção de um hotel, de 7,7 milhões de euros, para abrir em 2022 e criar 35 novos empregos, disse hoje o responsável em Portugal.

Em declarações à agência Lusa, Torcato Faria disse que “os 35 novos postos de trabalho, diretos e indiretos, serão preenchidos com recursos humanos recrutados na região e formados pelo grupo”.

A nova unidade hoteleira vai ficar instalada num quarteirão situado entre as ruas Tenente Coronel Afonso do Paço e a estrada da Papanata, junto à ponte Eiffel, no centro da cidade de Viana do Castelo.

O início da construção está previsto para “a primeira quinzena de dezembro”, e implicará a “demolição de antigos armazéns” instalados nos terrenos adquiridos pelo grupo, estimando-se a abertura do hotel “em abril de 2022”.

A unidade de três estrelas, com 116 quartos, “é a décima sétima de 34 que o grupo está ou se prepara para construir em Portugal”.

O responsável em Portugal da multinacional adiantou que a área de implantação do novo hotel ronda os quatro mil metros quadrados.

O hotel “terá rés-do-chão e, em parte, o edifício terá quatro pisos, sendo que na área de colmatação, que encosta a um outro imóvel, terá um quinto piso”, especificou.

A construção do novo hotel foi avançada pela Lusa em janeiro de 2019. Hoje, na Câmara de Viana do Castelo, foi formalizado o contrato de investimento.

Torcato Faria adiantou que o grupo estima “fechar o ano de 2020 com entre 620 e 640 hotéis” espalhados por todo o mundo.

“Estamos a abrir dois hotéis por semana. Veremos se chegamos aos 620/640 até final do ano”, reforçou.

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Viana do Castelo

Professor e aluno do Politécnico de Viana premiados em conferência internacional

Por artigo científico sobre criptomoedas

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Rui Carreira e Pedro Pinto. Foto: Divulgação / IPVC

O docente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Pedro Pinto, e o aluno de Engenharia Informática e atual estudante do Mestrado de Cibersegurança, Rui Carreira, foram premiados com o “Best Application Paper Award”, pelo trabalho publicado na conferência internacional Blockchain’20, realizada online a partir de L’Aquila – Itália, entre 7 e 9 de outubro.

A distinção foi atribuída pelo artigo científico que apresenta uma solução para a geração de comprovativos de propriedade e proveniência de criptomoedas.

O artigo “A Framework for On-Demand Reporting of Cryptocurrency Ownership and Provenance” da autoria de Rui Carreira e Pedro Pinto, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, e António Pinto, docente do Instituto Politécnico do Porto, acabou por ser considerado o melhor no âmbito das aplicações da conferência.

Um trabalho que, de acordo com os autores, alerta para algumas questões que têm de ser resolvidas no âmbito da utilização das criptomoedas. “Hoje, além das moedas tradicionais utilizadas para transações financeiras, temos disponíveis as chamadas criptomoedas que utilizam a tecnologia Blockchain, como o Bitcoin e Ethereum, que são utilizadas também como meio de pagamento de bens e serviços. O problema é que estas carteiras de criptomoedas não permitem a identificação direta do seu proprietário e o rastreamento da proveniência dos seus valores. No entanto, há situações em que um cidadão tem de provar a propriedade e a proveniência de determinados valores transacionados”.

Os autores apontam exemplos práticos: “Em Portugal, se um cidadão quer adquirir um imóvel de 250.000€ tem de reportar esta aquisição à Autoridade Tributária e, se for auditado, tem de prestar provas da propriedade e proveniência desse valor, mesmo que tenha utilizado uma criptomoeda para este pagamento”.

Nesse sentido, os autores apresentam como solução uma nova aplicação que permite, de forma expedita e totalmente digital, gerar comprovativos de propriedade e proveniência de valores de uma ou várias carteiras de criptomoedas.

A Conferência Internacional de Blockchain e Aplicações (Blockchain’20) reuniu pelo segundo ano investigadores de blockchain e inteligência artificial (IA) tendo sido, ao longo de três dias, partilhadas ideias, projetos e avanços associados a essas tecnologias e os seus domínios de aplicação.

A conferência Blockchain’20 permite aos investigadores e profissionais a oportunidade de trabalhar e publicar os seus desenvolvimentos nesta linha de investigação promissora que envolve a tecnologia blockchain, identificando e resolvendo questões críticas relacionadas, e também apontando para desafios futuros na sua aplicação.

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