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Futebol

“A vitória do Benfica é justíssima”

João Pedro Sousa

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Foto: DR

Declarações dos treinadores do Famalicão e do Benfica, no final do encontro da 1.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol:


João Pedro Sousa (treinador do Famalicão): “A vitória do Benfica é justíssima. Foram superiores. Dominaram o jogo taticamente, tecnicamente. Foram superiores e fisicamente houve uma diferença muito grande. No entanto, começámos até relativamente bem, conseguimos encontrar os espaços. Estávamos a conseguir aquilo que queríamos para o jogo. Mas depois, dois pequenos ressaltos, dois pequenos erros, resultaram em dois golos. O segundo até depois de termos a nossa primeira oportunidade de golo. Acusámos um bocadinho em termos emocionais. Depois não conseguimos dar resposta. É um resultado justo.

Perdemos com uma grande equipa. Estamos com dificuldades. Temos que as resolver cá dentro. Estou a falar de ordem física. No entanto, estou contente com os jogadores, com a forma como jogámos, porque aquilo que planeámos conseguimos colocar dentro do campo e isso é bom sinal.

Se me perguntarem se gostei mais deste jogo ou do da primeira jornada do ano passado, em que ganhámos, digo que gostei mais deste.

O Toni Martínez é jogador do Famalicão. Hoje esteve bem, numa missão de grande sacrifício. Conto com ele para a próxima jornada.

Vamos precisar de mais algum tempo para ficarmos mais fortes e mais competitivos.

Temos que marcar mais e sofrer menos. No ano passado referi que estávamos com jogadores desconhecidos, mas que iam passar a conhecer. E foi isso que aconteceu. E volto a dizer isso este ano. Há jogadores que estão no Famalicão e que vão ser importantes no nosso campeonato.

Estamos melhor do que há um ano. Precisamos dos jogadores que contratámos, que fiquem prontos para a competição. Não deixo de estar contente com eles.”

Jorge Jesus (treinador do Benfica): “O Benfica nunca será à minha imagem, será à imagem do Benfica. Para jogares no Benfica tens que saber jogar à Benfica. É a história das grandes equipas do Benfica. É o que pretendemos que os jogadores façam. Hoje, conseguimos fazer com mais facilidade. Fizemos cinco golos, podíamos ter feito mais.

Foi um jogo que entrámos muito forte, com uma equipa a fazer muita pressão e conseguimos ser mais objetivos na concretização.

Goleamos no primeiro jogo, que era aquilo que queríamos. Continuamos com a mesma esperança e confiança naquilo que queremos. Sabemos que a caminhada do Benfica vai ser longa e difícil.

Quando falo em arrasador, falo num Benfica que joga para ganhar. Se fizermos uma comparação entre o arrasar e jogar a dobrar tem tudo a ver com patamares superiores. O Benfica tem que jogar sempre para ganhar. Jogar melhor tem a ver com isso. O Benfica vai tentar ser uma equipa arrasadora na forma de pensar e depois o próprio jogo é que vai ditar se vamos conseguir.

Ainda andamos à procura da equipa base. Ainda não há tempo para ter uma certeza absoluta do que vai ser no futuro. Uma equipa para mim não são só os onze.

Ainda temos a Liga Europa. Não era essa competição que queríamos. O Benfica vai com os objetivos bem definidos, sabendo que temos muitas possibilidades. O primeiro grande objetivo é a conquista do campeonato nacional.”

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Futebol

Equipa do Vitória recebida em apoteose no D. Afonso Henriques. Há um detido

Dérbi minhoto

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Foto: Facebook de Marco Jacobeu

Os adeptos do Vitória SC concentraram-se nas imediações do estádio D. Afonso Henriques, este domingo à noite, para receber o autocarro da equipa com dezenas de tochas a arder.

No entanto, um adepto vimaranense acabou por ser detido pela PSP durante uma intervenção mais musculosa das equipas especiais que patrulham o recinto, avança o Grupo Santiago.

Recorde-se que hoje joga-se o dérbi minhoto em Guimarães, com o eterno rival SC Braga, um dos primeiros (ou talvez o primeiro) sem adeptos na bancada. No entanto, uma das bancadas tem uma tarja gigante colocada pela claque White Angels, onde se pode ler “Conquistadores”.

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Futebol

Famalicão esteve a perder por dois mas conseguiu empate nos descontos

I Liga

em

Foto: FC Famalicão

Famalicão e Boavista empataram hoje 2-2, num jogo da quinta jornada da I Liga portuguesa de futebol, que foi disputado até ao último segundo, com a equipa da casa a igualar já nos descontos.

Os ‘axadrezados’, que ainda não conseguiram vencer na prova, colocaram-se na frente do marcador já na segunda parte, mas, e a jogar com menos um, após a expulsão de Javi García, não conseguiram segurar a vantagem e permitiram aos famalicenses, em 10 minutos, chegarem ao empate.

Numa retrospetiva, o Estádio Municipal de Famalicão assistiu a uma primeira parte de domínio da equipa da casa perante um Boavista recheado de ‘craques’, mas que ainda procura a primeira vitória no campeonato. Um remate de Cannon, aos 23 minutos, foi o melhor que a equipa treinada por Vasco Seabra conseguiu fazer nos primeiros 45 minutos, o que é manifestamente pouco para quem procura, com justificada ambição, a primeira vitória na I Liga.

O Famalicão, bem mais solto e entrosado, fez seis remates na primeira parte, contra três do Boavista, mas ora encontrou oposição em Léo Jardim, ora errou o alvo. Muitas dessas situações de golo tiveram origem em lances de bola parada.

Os minhotos beneficiaram, nessa altura, de sete pontapés de canto – não consentiram nenhum – e, num deles, aos 26 minutos, Jordão cabeceou para boa defesa do guarda-redes boavisteiro.

A primeira parte também ficou marcada pelo ritmo lento, devido às constantes faltas que interrompem o jogo, com o Boavista a ‘golear’ nesse tipo de lances, com 13 infrações contra quatro do Famalicão.

A formação teve a primeira oportunidade logo aos quatro minutos, quando Riccieli cabeceou à baliza, mas a bola foi desviada por um defesa e saiu por cima.

Mas, toda a ação digna de registo ocorreu no segundo tempo, com o Boavista a chegar ao 2-0, beneficiando de dois erros do guarda-redes Zlobin.

Os golos de Hamache, primeiro, e Javi García, depois, deixaram as ‘panteras’ a sonhar com a estreia a vencer, mas um penálti cometido pelo médio espanhol, que lhe valeu o segundo amarelo e a correspondente expulsão, devolveu o Famalicão ao jogo, com Rúben Lameiras a reduzir da linha de 11 metros, aos 85.

Antes, aos 68 minutos, o mesmo jogador tinha beneficiado de um penálti, mas falhou em dose dupla: no primeiro remate, permitiu a defesa a Léo Jardim e, na recarga, atirou à barra.

O guarda-redes do Boavista prometeu, aí, ser uma das figuras da partida e a verdade é que acabou por ser, mas pela negativa, sendo muito mal batido no lance que permitiu o empate aos famalicenses, no quarto minuto de compensação, num livre direto lateral de Jhonata Robert.

Com o empate, o Famalicão fica na nona posição, com seis pontos, enquanto o Boavista mantém-se abaixo da ‘linha de água’, somando apenas três.

Ficha de Jogo

Jogo disputado no Estádio Municipal de Famalicão.

Famalicão – Boavista, 2-2.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

0-1, Hamache, 69 minutos.

0-2, Javi García, 75.

1-2, Rúben Lameiras, 85 (grande penalidade).

2-2, Jhonata Robert, 90+4.

Equipas:

– Famalicão: Zlobin, Babic, Lameiras, Gustavo Assunção, Riccieli, Joaquín Pereyra, Valenzuela (Jhonata Robert, 85), Gil Dias, Jordão (Ivan Jaime, 71), Patrick (Morer, 85) e Dyego Sousa (Trotta, 70).

(Suplentes: Vaná, Morer, Henrique Trevisan, Guga, Jhonata Robert, Leonardo Campana, Iván Jaime, Lukovic e Trotta).

Treinador: João Pedro Sousa.

– Boavista: Léo Jardim, Cannon, Devenish, Chidozie, Hamache, Reisinho, Javi García, Sauer (Show, 79), Paulinho, Elis (Yusupha, 88) e Nuno Santos (Mangas, 90+1).

(Suplentes: Bracali, Gomez, Benguche, Yusupha, Juwara, Mangas, Nathan, Show e Sebastien Perez).

Treinador: Vasco Seabra.

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa)

Ação disciplinar: cartão amarelo para Valenzuela (20), Javi Garcia (37 e 83), Babic (49), Chidozie (65), Gustavo Assunção (78), Paulinho (90+3), Cannon (90+6). Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Javi García (83).

Assistência: jogo disputado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 20h18)

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Futebol

“Fizemos um jogo extraordinário”

Ricardo Soares

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Foto: DR

Declarações após o jogo Moreirense-Marítimo (2-1), da quinta jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

– Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Os meus jogadores fizeram um jogo extraordinário. A nossa intenção era entrar fortes, pressionantes e a circular por dentro, encontrando os espaços concedidos pelo adversário para criarmos situações.

Na segunda parte, com um jogador a mais, gerimos o jogo sempre com um futebol positivo. Tivemos situações flagrantes, algumas delas com falhanços imperdoáveis. Sofremos um golo de bola parada, mas merecíamos ter vencido por números diferentes.

Vitória sem sofrimento não sabe tão bem. Temos de brincar com a situação, mas trabalhar para que isto não aconteça. O futebol é mesmo assim. Tivemos oportunidades claras, mas houve uma ou outra má decisão tantas eram as facilidades em fazer golo.

Foi um jogo muito bem conseguido e foi pena que não estivessem cá os nossos adeptos. Certamente iam gostar desta exibição, mas não estão esquecidos. É também uma vitória para a malta que está de fora e perdeu a época inteira ou uma boa parte dela.

As vitórias sabem sempre bem, com mais ou menos estética. Hoje fizemos aquilo que todos os treinadores querem: aliar o resultado, porque vivemos disso, à qualidade da exibição. Estas dificuldades obrigam-nos a pensar mais e a melhorar no futuro.

[abraço a Felipe Pires] Significou gratidão para com todos os jogadores. A função deles é trabalhar no limite e superaram-se. Devemos ter uma ligação emocional forte aos atletas e fazer tudo para que eles cresçam e sejam melhores a cada dia.

[estreia de Afonso Figueiredo] Conheço bem o Afonso há muito tempo e sabia o que podia dar à equipa. Foi importante ele ficar do meu lado no início do jogo. Tivemos reuniões constantes com ele e quisemos que ele tivesse o menor número de dúvidas possível.

Demos-lhe imagens em vídeo para perceber o que pretendíamos. Ele fez este jogo fundamentalmente devido ao caráter que tem. Estava há muito tempo sem jogar, tínhamos os quatro laterais de fora e a equipa precisa dele”.

– Lito Vidigal (treinador do Marítimo): “Começámos bem. O jogo foi disputado, ficou equilibrado e o momento é a expulsão extremamente injusta [de Jean Irmer], que nos penalizou muito. A jogarmos com menos um elemento durante tanto tempo, o Moreirense superiorizou-se, fez o 2-0 antes do intervalo e tirou-nos algumas possibilidades.

Reorganizámo-nos na segunda parte e tivemos de ser muito fortes mentalmente. Criámos algumas situações e podíamos ter conseguido outro resultado. Foi pena termos feito o 2-1 já muito perto do fim. Os quatro minutos de compensação foram muito curtos, devido às substituições e à quantidade de vezes que vi jogadores do Moreirense no chão.

Nessa fase estávamos com ascendente e possibilidades de chegar às zonas de finalização. Dou os parabéns aos meus jogadores pela atitude. Trabalhámos para ter outro desfecho e deixámos o resultado em aberto até ao fim. A forma como trabalhámos faz-me acreditar que com 11 jogadores teríamos conseguido um resultado diferente.

[apatia inicial] Discordo. Entrámos melhores e os primeiros 15 minutos foram nossos. Aliás, na primeira vez que o Moreirense ataca, há um ressalto que trai o guarda-redes. Logo a seguir houve a expulsão e ficámos intranquilos. Ao intervalo disse que, se marcássemos cedo, teríamos possibilidade de alcançar um resultado positivo”.

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