Seguir o O MINHO

Desporto

Futebolista venezuelano do Vizela “quer ter êxito e trazer família para Portugal”

em

Homero Calderón joga no Vizela, na II Liga de futebol, e a par de uma carreira no futebol europeu tem o sonho de “trazer para Portugal a família, que passa por tantas dificuldades na Venezuela”.

Há quatro meses em Portugal, o médio que no domingo fez a sua estreia pelo clube minhoto na II Liga, em Olhão, vive dias difíceis ao “conjugar o empenho nos treinos com a angústia de ter os pais e o irmão a passar dificuldades”, disse em entrevista.

Valência (Venezuela). Foto: Wikipedia

Valência (Venezuela). Foto: Wikipedia

“Portugal é um país muito tranquilo, onde se pode passear à vontade, aqui é um espetáculo”, disse, por comparação com a sua cidade natal de Valência, a “duas horas de distância da capital Caracas e onde o nível de criminalidade é, como em todas as cidade do país, muito alto”.

E com a Venezuela a enfrentar “graves problemas económicos e sociais, onde falta comida e as pessoas se sentem inseguras”, o médio de 23 anos disse “contribuir todos os meses com um pouco de dinheiro para minimizar as dificuldades dos pais”.

“Tenho um irmão a trabalhar nos Estados Unidos que também ajuda porque, apesar de o meu pai ter um pequeno negócio e a minha mãe trabalhar, as dificuldades continuam a ser muitas”, relatou.

Do contacto “diário com a família através do telefone ou da Internet” sobram “angústias e ansiedades”, sentimentos com os quais o jogador admite ser difícil lidar “quando se tem de dar tudo nos treinos e nos jogos”.

“Sei que as pessoas aqui ainda não viram o melhor de mim, mas dou tudo nos treinos para melhorar, porque sei que estando bem, os meus pais irão ficar melhor”, contou Homero, divulgando o sonho de trazer a “família para Portugal”.

O seu desejo é partilhado pelos pais que “também têm vontade de sair”.

Com o irmão mais novo, de 17 anos, na faculdade, Homero reafirma-se empenhado “em dar o seu melhor” e, com contrato até junho de 2018 com o Vizela, diz ter crescido “como futebolista a admirar Cristiano Ronaldo“.

“Não jogando na posição dele, admiro-o pela forma como consegue as coisas, trabalhando ao máximo, e sei que assim, mais tarde ou mais cedo, a recompensa surgirá”, acrescentou.

Na sua segunda aventura no futebol europeu, depois de em 2014 ter representado o DOXA, do Chipre, Homero usa da afirmação de que “com trabalho e aplicação tudo se consegue” para justificar o sonho que acompanhou a sua formação futebolística: “chegar um dia ao Real Madrid ou ao FC Barcelona”.

Sobre os avisos do governo de Nicolás Maduro de “cortar a Internet”, Homero diz não passarem de “ameaças do momento”, e garantiu que “conseguiu sempre falar com a família”.

Com a namorada Daniela em Portugal desde a semana passada, Homero viu-se agora menos só, ainda que tenha destacado a ajuda dos colegas do plantel.

“Como sabem que não vou passar o Natal à Venezuela, pois temos jogo no dia 29 de dezembro com o Vitória (para a Taça da Liga), alguns já me convidaram para a consoada. Têm sido muito bons comigo”, relatou o jogador.

 

logo Facebook Fique a par das Notícias de Vizela. Siga O MINHO no Facebook. Clique aqui

Anúncio

Futebol

Sporting sobe ao terceiro lugar da I Liga e ultrapassa Famalicão

18.ª jornada da I Liga

em

Foto: Twitter de Sporting CP

O Sporting subiu hoje ao terceiro lugar da I Liga portuguesa de futebol, ao vencer o Marítimo em casa, por 1-0, em jogo da 18.ª jornada, decidido pelo colombiano Cristián Borja.

O lateral esquerdo, que se estreou a marcar pelo Sporting, deu, aos 76 minutos, o triunfo aos ‘leões’, que ultrapassaram na terceira posição o Famalicão, que no domingo tinha sido derrotado em casa pelo Santa Clara.

Antes do golo, o Sporting tinha visto dois golos anulados, o primeiro devido a um fora de jogo de Coates e depois por um empurrão de Sporar, que se estreou pelo Sporting, entrando para o lugar do lesionado Luiz Phellype.

O Sporting regressou assim aos triunfos, após duas derrotas consecutivas, frente ao Benfica (2-0), na I Liga, e frente ao SC Braga (2-1), na Taça da Liga.

O Marítimo, que interrompeu uma série de cinco jogos sem perder, segue na 12.ª posição, com 20 pontos.

Antes, o Rio Ave subiu ao quinto posto, depois de vencer em casa o Vitória SC, por 2-1, com dois golos em dois minutos, marcados pelos brasileiros Diego Lopes (38 minutos) e Matheus Reis (40).

Vitória derrotado e ultrapassado pelo Rio Ave

Ainda antes dos golos dos vila-condenses, o árbitro assinalou uma grande penalidade a favor do Vitória SC e expulsou Matheus Reis.

Contudo, após intervenção do videoárbitro, que parou o jogo por mais de cinco minutos, acabou por recuar na decisão, devido a um fora de jogo.

Já na segunda parte, João Pedro reduziu para os vimaranenses, num lance em que desviou, quase sem querer, um remate de Tapsoba que ia para fora.

O Rio Ave, que somou o terceiro triunfo consecutivo no campeonato, subiu ao quinto posto, com 28 pontos, mais um do que SC Braga (sexto) e três do que o Vitória SC (sétimo).

Continuar a ler

Futebol

Médio Bogdan Mladenovic rescinde com Gil Vicente e regressa à Sérvia

Por mútuo acordo

em

O médio Bogdan Mladenovic rescindiu, por mútuo acordo, o contrato de três temporadas que tinha com o Gil Vicente para assinar pelos sérvios do Vojvodina, anunciou hoje o nono classificado da I Liga de futebol.

“O Gil Vicente informa que rescindiu por mútuo acordo o vínculo contratual com o médio Bogdan”, pode ler-se numa breve nota publicada pelos minhotos nas redes sociais.

Formado no Rad Belgrado, Bogdan Mladenovic gerou alguma expectativa por ter sido ‘blindado’ com uma cláusula de rescisão de 10 milhões de euros quando chegou ao Gil Vicente, em agosto de 2019, mas integrou o boletim clínico desde o início da época e nunca disputou qualquer minuto oficial pelo emblema de Barcelos.

O médio sérvio, de 23 anos, é a terceira saída confirmada pelos gilistas na reabertura do mercado, após as partidas do médio colombiano Juan Villa, emprestado ao Fafe, do Campeonato de Portugal, e do extremo Erick, cedido pelo SC Braga ao Náutico, que disputará a segunda divisão brasileira.

Após 17 jornadas, o Gil Vicente segue no nono lugar do campeonato, com os mesmos 22 pontos do Boavista, oito acima da zona de despromoção.

Continuar a ler

Futebol

Vitória sem vitórias contra os 10 primeiros: “É um registo que não é positivo”

em

Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC – Rio Ave (1-2), da 18.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães.

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “É um registo que não é positivo [ter 25 pontos em 18 jogos e nenhuma vitória contra nenhum dos 10 primeiros da tabela]. Não basta dizer que, perante aquilo que temos feito, temos de ter melhores resultados. A equipa tem bom volume ofensivo de jogo, mas não consegue concretizar. Na segunda parte, tivemos várias situações em que não conseguimos fazer golo. O adversário marcou golo em praticamente duas oportunidades.

Não são positivos estes resultados com equipas da parte de cima da tabela. Temos de trabalhar mais para termos melhores resultados com equipas que lutam pelos mesmos objetivos do que nós.

A nível de ocasiões, de remates e de cantos, dá para perceber aquilo que a equipa quis. Não sei se posso associar isso [pouca eficácia] à ansiedade, à falta de discernimento. Tem-se visto alguma precipitação na hora de fazer as coisas. Qualquer adversário que vem cá fecha-se muito num bloco médio-baixo, dando menos espaço para atacar. Temos de ser mais competentes na decisão. A diferença [entre as duas equipas] foi a eficácia.

Vitória derrotado e ultrapassado pelo Rio Ave

Até ao penálti anulado [após consulta do videoárbitro], o Vitória dominou o jogo. Depois houve alguma adrenalina com a quebra de jogo e, nesse período, houve alguma falta de discernimento na equipa. Com a paragem muito longa, a equipa ‘arrefeceu’, perdeu ritmo e quebrou animicamente. Na segunda parte, o Vitória atacou e o Rio Ave não teve uma situação de golo”.

Carlos Carvalhal. Foto: DR / Arquivo

Carlos Carvalhal (treinador do Rio Ave): “Foi um jogo com sangue, suor e lágrimas. Era impensável que o Rio Ave, que já não vinha cá ganhar há muito tempo [2013], podia ganhar e não sofrer. É difícil para qualquer equipa vencer na casa do Vitória de Guimarães. É preciso trabalhar, sofrer e ter uma ‘pontinha’ de sorte.

O Vitória não é uma equipa que baixe muito as linhas, mas também não pressiona muito a primeira fase de construção [do adversário]. Fizemos as coisas com paciência até ao momento em que os jogadores do Vitória começaram a subir mais e tentámos penetrar na estrutura deles para criar lances de perigo.

Fizemos um golo num ataque rápido e depois fizemos o segundo. Queríamos jogar a segunda parte como jogámos na primeira, mas não jogamos sozinhos. O Vitória passou a jogar praticamente em 4x2x4 e recuámos.

[Temos] três vitórias [consecutivas], mas cinco bons jogos, pois incluo aí a derrota em casa com o Marítimo (1-0) e a derrota na Luz, para a Taça de Portugal (Benfica, por 3-2), um dos jogos da época. A qualidade de jogo da equipa melhorou muito a partir do jogo com o Marítimo.

É muito fácil puxar por todos os atributos de uma equipa depois de se ganhar, mas não vou por aí. Fomos eficazes porque conseguimos fazer dois golos. Não fomos mais inteligentes do que o Vitória. Cada equipa teve a sua estratégia. Se o Vitória tem feito mais cedo o 2-1, poderíamos ter sofrido o 2-2.

Não me parece que se tenha galvanizado [após o penálti anulado pelo videoárbitro]. É difícil avaliar os lances olhando-se a cada ‘frame’. Tenho dúvidas que a tecnologia seja assim tão precisa para que a intervenção humana não seja decisiva em cada lance. Sou defensor do videoárbitro, mas temos de formar pessoas cada vez melhores para isso”.

Continuar a ler

Populares