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Centro de inspeções de Ponte de Lima vai reabrir “muito em breve” após tribunal ter declarado fecho ilegal

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O encerramento do centro de inspecção automóvel em Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima, decretado pelo Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), em 2016, foi considerado ilegal pelo tribunal administrativo.


De acordo com o grupo CIMA, proprietário daquele espaço, em comunicado conjunto com outros grupos em situação idêntica, “o IMT recorreu para o Supremo Tribunal Administrativo, relativamente à decisão dos centros de inspeção automóvel situados em Ponte de Lima [e Seia]”.

Contudo, adiantam, o recurso “não têm efeito suspensivo, razão pela qual os centros irão reabrir”.

Os grupos dizem ainda “ter requerido ao IMT a reposição imediata da legalidade para que os centros de Inspeção de Ponte de Lima e Oliveira do Bairro reiniciem as inspeções automóveis, pois os seus equipamentos encontram-se selados”, acrescentando que as duas estruturas “irão reabrir aos clientes muito em breve”.

Aquele conjunto de empresas apresentou entretanto uma queixa-crime contra o IMT e alguns dos seus responsáveis “por forma a serem responsabilizados civil e criminalmente”, sustentando que “as deliberações do IMT causaram igualmente avultados prejuízos à economia local, aos fornecedores dos centros encerrados e a milhares de automobilistas que confiavam as suas inspeções automóveis aos respetivos centros”.

Na altura em que o encerramento foi decretado, o Grupo CIMA manifestou “profunda indignação face à atuação de um grupo de funcionários e técnicos do IMT”, considerando-a lesiva dos interesses patrimoniais e da imagem de credibilidade técnica e sólida reputação profissional do grupo, com mais de 40 centros de inspeção e que emprega cerca de 700 pessoas.

O IMT dizia que o encerramento teria de ser feito por aqueles centros não se adaptarem às exigências técnicas impostas dentro do prazo legalmente estabelecido, pelo que “em cumprimento do enquadramento legal em vigor, impôs a cessão da atividade inspetiva nesses centros, a partir das 00:00 do dia 30 de novembro (de 2016)”.

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Fogo de Lindoso sem meios aéreos por causa da nebulosidade

Incêndio

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Incêndio em Lindoso. Foto: José Alfredo Oliveira

Mais de 150 operacionais combatem esta manhã o incêndio que deflagrou na madrugada de sábado em Lindoso, Ponte da Barca, que não conta com a ajuda dos meios aéreos por causa da nebulosidade, segundo fonte da Proteção Civil.

“O incêndio desenvolve-se numa zona só acessível a equipas apeadas, onde há grande dificuldade devido à inclinação do terreno e a 800 metros de altitude. É muito difícil. Não estão meios aéreos pois não existem condições meteorológicas”, explicou em declarações à Lusa o comandante operacional de serviço na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Paulo Santos.

No entanto, assim que as condições meteorológicas o permitam, os meios aéreos serão acionados para se juntarem ao combate às chamas.

O responsável acrescentou que, do lado espanhol, o combate ao fogo está também a ser feito apenas com equipas apeadas.

O combate ao incêndio que atinge Portugal e Espanha estava pelas 10:05 a ser feito por 156 operacionais, apoiados por 48 veículos terrestres.

A maior preocupação neste incêndio, em zona remota, é o impacto ambiental porque está a atingir o Parque Nacional da Peneda Gerês.

“Queremos minimizar os riscos ambientais ao máximo”, afirmou a mesma fonte.

Quanto à área devastada pelas chamas em Lindoso, no distrito de Viana do Castelo, o comandante da proteção civil diz que, comparado com outros incêndios no país, “não tem muita extensão”.

Foi no combate às chamas em Lindoso que, no sábado, um piloto português morreu e um piloto espanhol ficou gravemente ferido quando o avião Canadair português em que seguiam se despenhou em território espanhol, a cerca de dois quilómetros da fronteira.

O Ministério da Administração Interna determinou à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a abertura de um inquérito ao incêndio, que deflagrou no Parque Nacional da Peneda-Gerês, disse à agência Lusa fonte oficial.

Devido ao facto de o acidente com o avião ter acontecido em território de Espanha, fonte do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) explicou à Lusa que são as autoridades espanholas que têm a responsabilidade e a competência para desenvolver a investigação.

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Associação lamenta demora do INEM na assistência às vítimas do Canadair em Lindoso

Associação Fénix

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Foto: DR

O socorro às vítimas do acidente com um avião Canadair que resultou na morte de um piloto no combate às chamas em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, poderia ter sido mais célere se Portugal dispusesse de helicópteros para resgate em montanha.

“Não existem meios de busca e salvamento em Portugal”, lamenta a O MINHO, Carlos Silva, presidente da Fénix- Associação Nacional de Bombeiros e Agentes da Proteção Civil.

O resgate aéreo do INEM terá demorado três horas a chegar ao local – aterrou às 14:28 quando a queda do avião seu deu às 11:19, segundo o Jornal de Notícias.

“Se tivéssemos um meio aéreo SAR (search and rescue – busca e salvamento) com recuperadores de salvamento, o helicóptero deslocava-se ao local, os recuperadores desciam, resgatavam as vítimas e transportavam-nas ao hospital”, aponta Carlos Silva.

Questionado por O MINHO sobre se com esses meios a morte do piloto português, de 65 anos, poderia ter sido evitada, o presidente da Fénix ANBAPC responde: “Não lhe posso dizer, porque não sei que lesões o piloto tinha. Agora, a confirmar-se que as vítimas ficam a aguardar pelo socorro no espaço de duas a três horas, obviamente que a ‘hora de ouro’ [para o salvamento] foi ao ar”.

Carlos Silva defende “meios diferenciados para atuar neste tipo de situações”, o que era possível com os Kamov, que não operam desde 2015.

“Até à data de hoje a Proteção Civil nunca mais teve meios com guinchos”, nota o responsável da associação, dando conta de que a Fénix enviou “um ofício aos órgãos de soberania” sobre a necessidade de meios aéreos de busca e salvamento.

“Defendemos que os meios de busca e salvamento devem estar espalhados pela área geográfica com mais capacidade de intervenção, que era o que existia há muitos anos. E que atuem de dia e de noite, 24 horas, o que não acontece”, refere.

O jornal Expresso, citando fonte ligada ao socorro, noticia que “o helicóptero do INEM aterrou longe do local do acidente, o que invalidou a evacuação do ferido”.

Depois de chegados ao local do acidente, os médicos do INEM “efetuaram manobras avançadas de suporte básico de vida ao piloto comandante, mas já não conseguiram reverter a paragem cardiorrespiratória”.

O piloto que sobreviveu ao acidente foi resgatado por um helicóptero espanhol.

Jorge Jardim, de nacionalidade portuguesa, de 65 anos, morreu no local, enquanto o segundo piloto, de nacionalidade espanhola e de 39 anos, foi assistido no local e transportado em “estado grave” para o Hospital de Braga.

O avião despenhou-se numa área do território espanhol, “a cerca de um, dois quilómetros da fronteira com Portugal”.

Numa nota de imprensa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) afirmou que se trata de um avião anfíbio pesado (Canadair CL215), do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, do Centro de Meios Aéreos de Castelo Branco, que participava nas operações de combate a um incêndio que lavra no Parque Nacional da Peneda Gerês.

O avião despenhou-se num acidente junto à Barragem do Alto do Lindoso, na sequência de uma operação de ‘scooping’ (reabastecimento de depósito de água), acrescentou.

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Incêndio em Lindoso lavrou toda a noite e continua por dominar

Incêndio florestal

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Foto: Facebook de Carlos Pontes

O incêndio que deflagrou na madrugada de sábado em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, está a ser combatido por 156 operacionais e foi reforçado esta manhã com meios aéreos, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Tendo em conta as dificuldades do terreno as operações estão a correr bem, apontou à Lusa a mesma fonte.

No sábado, um piloto português morreu e outro piloto espanhol ficou gravemente ferido quando o avião Canadair português em que seguiam se despenhou em território espanhol, a cerca de dois quilómetros da fronteira, quando combatia o incêndio.

O Ministério da Administração Interna determinou à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a abertura de um inquérito ao incêndio, que deflagrou no Parque Nacional da Peneda-Gerês, disse à agência Lusa fonte oficial.

Devido ao facto de o acidente com o avião ter acontecido em território de Espanha, fonte do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) explicou à Lusa que são as autoridades espanholas que têm a responsabilidade e a competência para desenvolver a investigação.

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