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Alto Minho

IMT fecha centro de inspeção em Ponte de Lima. Grupo CIMA manifesta “profunda indignação”

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Um centro de inspeção automóvel em Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima, encontra-se entre os quatro centros do país que vão fechar hoje por não se adaptarem às exigências técnicas impostas dentro do prazo legalmente estabelecido, anunciou o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).


Numa nota na página na Internet, o organismo informa que os centros de inspeções de  Ponte de Lima (código 002), Sines (código 245), Seia (código 065) e Castelo Paiva (código 083) não se adaptaram às exigências técnicas impostas dentro do prazo legalmente estabelecido.

Assim, “o IMT, em cumprimento do enquadramento legal em vigor, impôs a cessão da atividade inspetiva nesses centros, a partir das 00:00 do dia 30 de novembro”.

Na mesma nota, o organismo adianta que a lei prevê a caducidade dos contratos nos casos em que é desrespeitado o regime jurídico de acesso e permanência na atividade de inspeção técnica de veículos a motor e seus reboques.

Grupo CIMA diz que providência cautelar trava encerramento

O grupo dono dos centros de inspeção garante que estes não vão fechar, como anunciou o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), por efeito de uma providência cautelar.

Em comunicado, o grupo CIMA informa que a decisão de fecho dos centros de inspeção foi objeto, em 23 de novembro, de providências cautelares que ditaram a “suspensão de eficácia de atos administrativos”.

“O efeito prático e jurídico é a continuação da atividade dos referidos centros”, refere em comunicado o grupo CIMA, desmentindo o encerramento de quatro centros de inspeção em Sines, Seia, Castelo Paiva e Ponte de Lima.

Mais, o grupo CIMA manifesta “profunda indignação face à atuação de um grupo de funcionários e técnicos do IMT”, considerando-a lesiva dos interesses patrimoniais e da imagem de credibilidade técnica e sólida reputação profissional do grupo, com mais de 40 centros de inspeção e que emprega cerca de 700 pessoas.

Na mesma nota, o grupo lembra que tem o direito de responsabilizar civil e criminalmente os autores materiais e morais do que considera ser “uma campanha orquestrada cujo objetivo é causar-lhe prejuízos de dimensão incomensurável que a seu tempo, e pelos meios próprios, serão objeto dos procedimentos que ao caso couberem”.

 

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Viana do Castelo

Viana pondera instalar ilhas de produção de energia no rio Lima

Energia solar

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser analisada a instalação de três ilhas flutuantes de produção de energia solar no rio Lima para “acautelar” o seu impacto na utilização do espelho de água.

“Os nossos serviços estão a fazer análise técnica do projeto. A nossa preocupação é que o espaço a ser utilizado por aquelas infraestruturas não conflitue com usos pré-existentes, nomeadamente, a atividade piscatória e os desportos náuticos. A atividade no rio Lima tem de compatibilizar todo o tipo de usos”, afirmou hoje à agência Lusa José Maria Costa.

Em causa o PROTEVS, um projeto-piloto que prevê a instalação, por um prazo máximo de cinco anos, de três ilhas no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

O projeto, em fase de consulta pública até ao dia 20, da empresa portuguesa Solarisfloat, é considerado “uma solução única no mundo, na área do solar fotovoltaico flutuante”.

Contactado hoje pela Lusa, o o presidente da Câmara de Viana, o socialista José Maria Costa, explicou que o parecer da autarquia sobre o projeto “ainda não está fechado”.

“Somos favoráveis a projetos de inovação e este é um projeto de inovação. Agora, queremos acautelar essa utilização do espelho de água com toda a atividade existente no rio Lima. O rio Lima é utilizado para inúmeras atividades. Três ilhas com a dimensão prevista [duas delas com uma área circular com de 38 e 44 metros de diâmetro] pode causar conflitos com outras utilizações e nós queremos acautelar essa situação”, sustentou.

No dia 22 de junho, foi publicado em Diário da República o edital para a atribuição do título de utilização privativa do domínio público hídrico para instalação das três ilhas por um prazo máximo de cinco anos, no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da APDL para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

Segundo o edital, uma das plataformas flutuantes, designada “PROTEVS+, tem 180 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 38 metros de diâmetro. Uma outra ilha, a “PROTEVS Single 360 tem 364 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 44 metros de diâmetro, sendo que uma terceira ilha será “representativa para simular disposição” das restantes.

O documento aponta um prazo de 30 dias úteis para os interessados se pronunciarem sobre o projeto.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, o diretor-geral da Solarisfloat, João Felgueiras, explicou que após a conclusão da consulta pública, a instalação das ilhas deverá começar em setembro.

“Trata-se de uma ilha com módulos fotovoltaicos com rotação a um ou dois eixos a implementar em lagos, lagoas, albufeiras e reservatórios de água. Este sistema de rotação, seguindo o sol, assegura uma constante otimização de produção, traduzindo-se em ganhos até 30%, quando comparáveis com soluções estáticas. O PROTEVS é uma solução modular, escalável, de fácil e rápida instalação, sem necessidade de mão-de-obra qualificada”, especificou.

Segundo João Felgueiras, serão instaladas no rio Lima três ilhas do segmento do solar fotovoltaico flutuante – duas para produção de energia e uma para testes e validações”.

“As ilhas irão produzir cerca de 476,8 MWh/ano, energia que será canalizada para a APDL e injetada para autoconsumo. Estima-se que a energia produzida permita abastecer, em média, 120 habitações, considerando o consumo per capita em 2017 (dados Pordata)”, disse.

De acordo com João Felgueiras, o ROTEVS foi alvo, nos últimos anos, de vários testes e validações por diversas entidades, que comprovam o total respeito pelas questões ambientais, tendo sido desenvolvido um trabalho, em conjunto com a APDL, de forma a não causar impacto em qualquer atividade já existente”.

O projeto a instalar em Viana do Castelo pela Solarisfloat, empresa do setor das energias renováveis do grupo português JP, “envolve um investimento privado de cerca de 300 mil euros e recorre a Investigação e Desenvolvimento (I&D) 100% nacional”.

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Alto Minho

Força Aérea desmente associação de bombeiros sobre resgate em Ponte da Barca

Polémica

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Foto: DR / Arquivo

A Força Aérea Portuguesa repudiou hoje um comunicado divulgado pela Fénix – Associação de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil, e noticiado por O MINHO, relativamente a uma ocorrência de resgate registada no passado dia 09 de junho em Cidadelhe, concelho de Ponte da Barca.

A associação de bombeiros apelidava a ação do helicóptero AW119MKII “Koala”, da Esquadra 552 – “Zangões”, da Força Aérea Portuguesa como “deficiente”, dando conta de uma alegada impreparação dos militares para resgates em terrenos acidentados.

Todavia, a Força Aérea contraria o que a associação comunicou, lamentando que se levantem “dúvidas sobre a competência da Força Aérea e dos seus militares, que não podem ser aceites”.

“Mais se esclarece que no dia 09 de junho [e não 06, como indicou a Fénix], um helicóptero AW119MKII “Koala”, da Esquadra 552 – “Zangões”, descolou do Aeródromo de Manobra N.º 1, em Ovar, pelas 20:00, em direção a uma ravina situada no lugar de Cidadelhe, em Lindoso, Ponte da Barca, para resgate de um homem, após solicitação de empenhamento de meio aéreo pela ANEPC. A vítima foi resgatada com sucesso tendo sido encaminhada para uma ambulância, que se encontrava perto do local e a transportou para o Hospital de Viana do Castelo”.

A Força Aérea desmente também que a publicação sobre o resgate tenha sido retirada das redes sociais daquela instituição militar, conforme acusou a associação de bombeiros.

O MINHO falou com José Freitas, comandante dos Bombeiros de Ponte da Barca, que coordenou a ação de resgate, com este a assegurar que a ação do meio aéreo no resgate foi “de excelência”.

“O helicóptero resgatou a vítima de um local escarpado de difícil acesso e levou-o até junto da ambulância onde foi feita a avaliação”, disse o responsável, negando as acusações da Fénix.

“Todo o trabalho efetuado naquele resgate foi impecável, desde a coordenação entre INEM, CODU, CDOS, comando e operacionais dos Bombeiros de Ponte da Barca e de Arcos de Valdevez”, garantiu José Freitas, não entendendo o referido no comunicado daquela associação de bombeiros.

Todavia, a Fénix partilhou o vídeo do resgate [ver aqui], obtida através de imagens amadoras, indicando que não será aquele o procedimento médico adequado para um resgate.

“Tudo o que não se deve fazer, em Emergência Médica Pré-Hospitalar / SAR”, escreve a associação nas redes sociais, oferecendo os seus serviços para “colaborar” com “as entidades competentes”.

O comandante, por sua vez, assevera que, dadas as condições, aquele terá sido o procedimento indicado e que foi realizado “de forma excelente”.

“No que diz respeito à ocorrência em Cidadelhe, da nossa área, correu tudo muito bem”, vincou o comandante, contrariando ainda o parecer consultivo da Fenix que indicava “fraturas” na vítima, quando esta teria apenas “suspeita de uma fratura num membro inferior”.

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Alto Minho

Cerveira diz que obras na EN13 são “paliativo” para “muitas patologias”

Obra da Infraestruturas de Portugal

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Foto: Divulgação / CM Cerveira

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira disse hoje ser “oportuna” a intervenção que a Infraestruturas de Portugal (IP) tem em curso na Estrada Nacional 13, mas considerou ser um “paliativo para muitas das patologias” daquela via.

Em comunicado hoje enviado às redações, Fernando Nogueira adiantou que a empreitada de repavimentação e de limpeza do troço da EN13 que atravessa o concelho, iniciada na segunda-feira, “peca por pouco profunda e consistente, servindo apenas como paliativo para muitas das patologias existentes e que justificam amplamente uma intervenção de fundo naquele troço da EN13, entre o acesso da Autoestrada 28 (A28) e Valença”.

Segundo o presidente independente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, “a última intervenção na EN13 terá ocorrido em 2010/2011, já considerada na altura como pouco consistente e que, volvidos 10 anos de enorme tráfego, “resulta numa rápida degradação que provoca enormes constrangimentos aos seus utilizadores”.

Na nota hoje enviada à imprensa, o município explicou que a IP “iniciou, esta segunda-feira, a reposição de pavimento na EN13, no perímetro urbano da freguesia de Vila Nova de Cerveira, além de um conjunto de pequenas intervenções de melhoramento do piso ao longo daquela via que atravessa o concelho”.

Fernando Nogueira tem reclamado, junto do Governo, o prolongamento da A28 para norte de Vila Nova de Cerveira, “como medida aliviadora do tráfego na EN13, especialmente de veículos pesados de mercadorias, muitos dos quais com matérias potencialmente perigosas para as pessoas e para o ambiente”.

Em fevereiro, a propósito dos descontos nas portagens de sete autoestradas, incluindo a A28, anunciados pelo Governo para os utilizadores frequentes, Fernando Nogueira considerou aquela medida como um “paliativo” para “minimizar o calvário EN13”.

“Em determinados períodos do dia e, em particular, na época de verão, é um autêntico calvário atravessar a EN13 entre Valença e o acesso da A28 em Gondarém, pois há todo um volume de tráfego que vem desde os municípios de Melgaço, Monção e Valença, além de Espanha, através da fronteira entre Valença e Tui, na Galiza”, sustentou na ocasião.

Fernando Nogueira disse ainda que sem uma intervenção “rápida e profunda” a EN13 “será, a curto prazo, uma autêntica picada africana”.

Hoje, na nota enviada à imprensa, a autarquia destacou ainda que, além da intervenção em curso, a IP “também está a realizar trabalhos de limpeza de bermas e taludes, entre o acesso à A28, em Gondarém, e o limite do concelho a norte, proporcionando uma melhor visibilidade e estética paisagística para os milhares de automobilistas que, diariamente, circulam nesta via”.

Em março, “a IP concretizou ainda uma outra empreitada entre as rotundas Norte e Sul, e que consistiu na remoção das árvores existentes, devido aos efeitos de degradação na via e por razões de segurança para peões e automobilistas”.

A Câmara de Vila Nova de Cerveira “vai, a curto prazo, executar a beneficiação do passeio no mesmo percurso, de forma a regularizar o piso, muito danificado pela ação das raízes das árvores agora removidas”.

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