Seguir o O MINHO

Região

Eutanásia: São estes os votos dos 25 deputados eleitos pelo Minho

Despenalização da morte medicamente assistida

em

Foto: DR / Arquivo

A Assembleia da República aprovou na generalidade, na quinta-feira, os cinco projetos – PS, BE, PAN, PEV e IL – para despenalização da morte medicamente assistida.

Dos 25 deputados eleitos pelo Minho (19 de Braga e 6 de Viana do Castelo), surpresa (ou talvez não) para as posições mais liberais de dois deputados do PSD eleitos por Braga (André Coelho Lima e Rui Silva).

O único deputado eleito pelo PS a não votar a favor foi Joaquim Barreto, líder da distrital de Braga.

Emília Cerqueira (PSD/Viana) não compareceu na votação.

Votos a favor:

Bloco de Esquerda:

Alexandra Vieira (BE/Braga) a favor dos 5 projetos

José Maria Cardoso (BE/Braga) a favor dos cinco projetos

PS:

Sónia Fertuzinhos (PS/Braga) a favor de todos os projetos.

Ana Maria Silva (PS/Braga) a favor dos 5 projetos

Luís Soares (PS/Braga) a favor dos 5 projetos

Anabela Rodrigues (PS/Viana) a favor dos 5 projetos

Hugo Pires (PS/Braga) a favor dos 5 projetos

José Manuel Carpinteira (PS/Viana) a favor do PS, BE, PAN e abstenção no PEV e IL

Nuno Sá (PS/Braga) a favor dos 5 projetos

Marina Gonçalves (PS/Viana) a favor dos 5 projetos

Palmira Maciel (PS/Braga) a favor dos 5 projetos

Maria Begonha (PS/Braga) a favor dos 5 projetos

PSD:

André Coelho Lima (PSD/Braga) a favor dos 5 projetos

Rui Silva (PSD/Braga) vota a favor do PS e BE e abstém-se nos restantes.

Parlamento aprova despenalização da eutanásia

Votos contra:

PSD:

Carlos Eduardo Reis (PSD/Braga) contra todos os projetos

Jorge Salgueiro Mendes (PSD/Viana) contra todos os projetos

Clara Marques Mendes (PSD/Braga) contra todos os projetos

Eduardo Teixeira (PSD/Viana) contra todos os projetos

Firmino Marques (PSD/Braga) contra todos os projetos e já antecipa declaração de voto

Jorge Paulo Oliveira (PSD/Braga) contra todos os projetos

Emídio Guerreiro (PSD/Braga) contra todos os projetos

Gabriela Fonseca (PSD/Braga) contra todos os projetos

CDS:

Telmo Correia (CDS/Braga) contra os cinco.

Abstenções:

Joaquim Barreto (PS/Braga) abstém-se em todos

Emília Cerqueira (PSD/Viana) ausente

São estes os 25 deputados que representam o Minho: Dez caras novas, ex-autarcas e os ‘dux’ Telmo e Fertuzinhos

Projeto do PS foi o mais votado

O projeto do PS foi o mais votado, com 127 votos, 10 abstenções e 86 votos contra, sendo o do BE o segundo mais votado, com 124 deputados a favor, 14 abstenções e 85 contra.

O diploma do PAN foi aprovado com 121 votos, 16 abstenções e 86 votos contra.

O projeto do PEV recolheu 114 votos, 23 abstenções e 86 votos contra, enquanto o diploma da Iniciativa Liberal recolheu 114 votos favoráveis, 23 abstenções e 85 contra.

A vantagem dos votos “sim” sobre o “não” foi maior no projeto do PS (41), seguido do do BE (39), do PAN (35), Iniciativa Liberal (29) e PEV (28).

A votação nominal dos deputados, chamados um a um, começou às 18:09, e demorou cerca de 30 minutos, a exemplo do que aconteceu na votação de 2018.

Ao contrário do que aconteceu em maio de 2018, em que as bancadas da direita, PSD e CDS, aplaudiram quando foi anunciado o “chumbo” dos projetos de lei para a despenalização da morte medicamente assistida hoje o resultado foi recebido em silêncio, sem quaisquer manifestações.

Eram 18:38 quando o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, anunciou o resultado das votações: “Todos os cinco projetos foram aprovados e passam para a comissão respetiva”.

Os passos que se seguem após aprovação de lei da eutanásia na generalidade

Estiveram presentes 222 dos 230 deputados

Após o anúncio do resultado, deputados do PS e do PSD, que votaram desalinhados da maioria das suas bancadas, anunciaram a apresentação de declarações de voto.

Com a aprovação dos projetos na generalidade, os cinco projetos descem à comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias para o debate na especialidade e os partidos com propostas pretendem fazer um texto comum.

Eutanásia: Manifestantes defendem que há um país dentro da AR e outro fora

O PS foi o único a antecipar, antes ainda do debate, que pretendia que a votação final global acontecesse até ao final da sessão legislativa, em julho.

Anúncio

Barcelos

Pároco de Barcelos percorreu a cidade a pé para levar o “Pão do Céu” a todas as casas

Covid-19

em

Foto: Paróquia de Barcelos / Facebook

A proibição de ‘compassos motorizados’ decretada pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, levou o Prior de Barcelos, Abílio Cardoso, ontem à noite, a percorrer as ruas da cidade para levar o “Pão do Céu” a todos os paroquianos.

A Paróquia de Barcelos tinha programado levar a custódia com o Santíssimo Sacramento, exposta num carro dos bombeiros, pelas ruas da cidade, de forma a cumprir a tradição de quinta-feira Santa, mas as pessoas mantendo-se em casa, cumprindo as regras de contenção da propagação da covid-19. E, à semelhança de outras paróquias, contava levar a cruz da mesma forma, no domingo.

Após a referida proibição, o pároco de Barcelos decidiu manter o percurso previsto, mas a pé. “Em dia solene da Eucaristia, Quinta-feira Santa, tendo em conta as condicionantes e as recomendações oficiais do COVID 19, o Pão do Céu visitou e abençoou os lares de Barcelos pelas mãos do seu pároco”, refere a Paróquia de Barcelos na sua página de Facebook.

Continuar a ler

Braga

Visitas pascais de carro proibidas pelo Arcebispo de Braga após conselho da polícia

Páscoa

em

Foto: DR / Arquivo

Todas as paróquias da Arquidiocese de Braga (distrito de Braga + Póvoa de Varzim e Vila do Conde) foram proibidas de realizar as visitas pascais de forma alternativa, com recurso a veículos motorizados, disse o Arcebispo D. Jorge Ortiga.

Numa mensagem enviada aos sacerdotes diocesanos, Dom Jorge salienta que as autoridades policiais não vão permitir a deslocação de uma viatura em marcha lenta a passar com uma cruz, de porta-em-porta, como anunciaram algumas paróquias.

O MINHO sabe que a figura máxima da Igreja no Minho terá sido aconselhada pelos comandos distritais de PSP e GNR a não realizar este tipo de compasso improvisado. Alguns párocos já anunciaram a novidade nas Eucaristias de ontem.

Também em Viana do Castelo, o bispo D. Anacleto Oliveira pediu aos párocos para não aderirem à visita pascal motorizada, em voga por todo o Norte do país.

Continuar a ler

Braga

DGS implementa plano sanitário em lar de Braga. Há 11 mortos em lares no concelho

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A comissão, composta pela delegação de saúde, proteção civil municipal, segurança social e Cruz Vermelha – que gere a evolução da pandemia do coronavírus no concelho de Braga – vai implementar um plano de contingência no lar da Irmandade de Santa Cruz, onde já faleceram duas pessoas e há registo de vários infetados com covid-19.

Fonte ligada ao processo disse a o MINHO que o plano, que hoje começou com uma operação de desinfeção a cargo dos Bombeiros Sapadores de Braga, é semelhante ao que foi aplicado no lar do Asilo de São José, implicando a separação total entre utentes e funcionários, e o isolamento dos idosos que tenham sintomas da doença ou esperam o resultado de testes de despistagem.

É liderado pelo delegado de saúde, cabendo à proteção civil da Câmara a sua concretização no plano logístico.

21 óbitos

Entretanto, Braga registava, até ontem, 21 óbitos por coronavírus, 11 dos quais eram utentes de quatro lares, .

Uma fonte contactada por O MINHO referiu que, faleceram seis pessoas que estavam internadas no Asilo de São José, duas na Resisénior, duas outras no lar da Irmandade de Santa Cruz e uma no lar da paróquia de Ferreiros.

A crescentou que, na generalidade, e depois de medidas de confinamento interno tomadas pela Delegação de Saúde de Braga, com a colaboração da Proteção Civil municipal e da Segurança Social, a situação estabilizou em todos eles.

Mas, em Braga, não há só falecimentos, nem notícias trágicas: um cidadão de 84 anos, que fora internado no Hospital local com a infeção, conseguiu vencer a doença, tendo sido considerado curado. Não teve, ainda, alta hospitalar porque tem um problema numa perna, que carece de tratamento médico autónomo.

Outro caso positivo é o do Lar de Conde de Agrolongo. Depois do surgimento de uma funcionária com a covid-19, que terá contraído em contacto familiar, a direção do organismo tomou todas as medidas profiláticas indicadas pela Delegação de Saúde, de tal modo que, quinze dias depois, nenhum dos 180 idosos que alberga ficou infetado.

Continuar a ler

Populares