Seguir o O MINHO

País

Eurodeputados do PSD votaram a favor da nova lei do clima

Ambiente

em

Foto: DR

Os eurodeputados do PSD votaram esta tarde a favor da nova Lei Europeia do Clima, que consagra uma meta vinculativa para alcançar a neutralidade climática até 2050. Esta obrigação irá forçar os Estados-membros a tomarem medidas para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.


Para o chefe da delegação do PSD, Paulo Rangel, “a delegação do PSD de há muito decidiu que votaria sempre favoravelmente a Lei Europeia do Clima, qualquer que fosse a meta em concreto na votação final global definida para a redução das emissões de carbono em 2030. E isto, por duas razões principais. Primeiro, a grande meta é atingir a neutralidade carbónica em 2050 (quaisquer que sejam as etapas intermédias). Segundo, porque a Lei Europeia do Clima tem um conjunto de disposições fundamentais sobre como alcançar essas metas que merecem o nosso integral apoio; ou seja, é muito mais do que um simples calendário de metas.”

A delegação do PSD votou a favor da meta de 55% em 2030, por ser a meta assumida pela Comissão e, em especial, pela sua Presidente Ursula von der Leyen e pelo seu Vice-Presidente socialista Frans Timmermans, o único valor que está fundamentado em estudos e em avaliações de impacto. “Lembre-se ainda que a meta de 55% foi proposta por Ursula von der Leyen como aumento de ambição sustentável face aos anteriores 40%. Ninguém esqueça que as metas têm de ser economicamente viáveis e sustentáveis: uma economia verde não deve ser uma economia de desemprego, de recessão e de pobreza”, recordou Lídia Pereira, membro da Comissão do Ambiente.

Lídia Pereira, que é atualmente a negociadora do Grupo PPE para o Plano de Recuperação nas questões relacionadas com as alterações climáticas, considera que os próximos anos “são uma oportunidade para recuperar a economia através de uma aposta na modernização e em novos paradigmas de produção, alterando os perfis das nossas empresas e do emprego”. A eurodeputada salienta ainda que a proposta da Comissão “permite rever os instrumentos políticos necessários para uma redução suplementar das emissões até 2030 e que estão definidos mecanismos para avaliar, periodicamente, a coerência das medidas nacionais e europeias com o objetivo comum”.

A social democrata Lídia Pereira lembrou ainda o dia do discurso do Estado da União “todas as forças políticas elogiaram este avanço substancial e não vimos nenhum partido a propor metas alternativas. Na verdade, é estranho que quem votou 60% não seja também criticado por não votar 65% ou 70% e assim subsequentemente. O PSD baseia-se unicamente em propostas devidamente fundamentadas e sobre as quais os efeitos no emprego e na economia estão avaliados. Para o PSD o essencial é aprovar a Lei Europeia do Clima.”

Os eurodeputados do PSD votaram favoravelmente na votação final global da Lei, aprovando assim a meta de 60% proposta pelo Parlamento Europeu. Com as alterações propostas pelo Parlamento, a neutralidade não só será vinculativa para a União como também para cada um dos Estados-Membros. Esta é uma questão da máxima importância para Portugal, que segundo o Tribunal de Contas Europeu, está no topo dos países mais afetados pelas alterações climáticas, com mais de metade do território em risco de desertificação até 2050.

Anúncio

País

Covid-19: Portugal atinge novo máximo de mortes diárias (91)

Boletim diário da DGS

em

Foto: Ilustrativa / DR

Portugal regista hoje mais 91 mortos e 3.996 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

2.063 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 225.672 casos de infeção confirmados e 3.472 mortes.

Foram registados 142.155 recuperados, mais 3.560 nas últimas 24 horas.

Continuar a ler

País

“Vacina por si só não será suficiente” para derrotar pandemia

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que uma vacina “por si só não será suficiente” para derrotar a pandemia de covid-19.

“Uma vacina vai complementar as outras ferramentas que temos, não vai substituí-las”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus durante uma reunião do Conselho Executivo da OMS, em que participou presencialmente depois de ter cumprido quarentena por ter estado em contacto com uma pessoa cujo teste a infeção com o novo coronavírus foi positivo.

O diretor-geral da OMS, assim como vários especialistas da agência das Nações Unidas, tem vindo nos últimos dias a moderar o otimismo criado na semana passada sobre a proximidade de uma vacina eficaz contra a covid-19, quando as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que dados preliminares de ensaios clínicos de III evidenciaram uma eficácia da vacina de 90%.

“Inicialmente as quantidades serão limitadas e por isso cuidadores, idosos e pessoas em situação de risco terão prioridade e esperamos que isso reduza o número de óbitos e permita a resistência dos sistemas de saúde”, disse o diretor-geral da OMS.

“Mas isso ainda vai deixar muito espaço para o vírus operar”, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelando para que não se encerrem prematuramente as medidas que permitem controlar a expansão da covid-19, designadamente através de testes, quarentena e acompanhamento de casos de contacto.

A pandemia ressurgiu em força em muitos países da Europa, obrigando as autoridades a tomarem novas medidas para tentar controlar a expansão da doença e os novos casos estão a aumentar exponencialmente em muitos Estados dos Estados Unidos da América.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,3 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.381 em Portugal.

Continuar a ler

País

Costa anuncia 1.251 milhões para habitação no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência

Economia

em

Foto: O MINHO / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que serão investidos 1.251 milhões de euros, nos próximos seis anos, na habitação, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência, considerando que será “uma grande oportunidade”.

“Essa nova geração de políticas de habitação tem uma grande oportunidade através do Programa de Recuperação e Resiliência. São 1.251 milhões de euros a serem investidos nos próximos seis anos, inclusive em respostas de matéria de habitação social”, afirmou António Costa.

Durante a cerimónia de homologação do “Acordo de Colaboração no âmbito do 1.º Direito para o Município do Porto”, o primeiro-ministro salientou a necessidade de existirem “mecanismos de financiamento fora do perímetro de consolidação orçamental” que auxiliem a financiar programas de resposta à classe média e de acesso ao arrendamento acessível.

António Costa defendeu que o país tem de ser capaz de “ao mesmo tempo” que responde à emergência da pandemia, “preparar o futuro”.

“Temos de sair desta crise, não mais fracos, mas mais fortes do que estávamos antes do início desta crise”, referiu, acrescentando que quando “os recursos” financeiros da União Europeia forem “libertados”, o país tem de “estar em condições de os imediatamente executar”.

O chefe de Estado sublinhou que o plano de recuperação económica apresentado à Comissão Europeia “está a andar a bom ritmo” e identifica um conjunto de “vulnerabilidades” que são “prioritárias”.

“[O plano] identifica um conjunto de vulnerabilidades que tem de ser prioritárias resolver para que no futuro possamos estar mais bem preparados para enfrentar situações adversas como esta que estamos a viver”, disse, destacando a importância das cidades e das áreas metropolitanas em questão de habitação.

Nesse sentido, António Costa falou da existência de um “programa especial” para as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto de “mais de 250 milhões de euros” para financiar operações integradas de intervenção “sobre as manchas de pobreza” e “zonas de maior fratura social que existem”.

Paralelamente, o primeiro-ministro salientou o “investimento muito grande” que vai ser feito em parceria com as misericórdias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras entidades para dar respostas sociais à população mais idosa, que está “numa situação particularmente vulnerável”.

Ao conseguir ter um programa que “ajude a reanimar fortemente a economia”, que assegure o direito à habitação para todos, o primeiro-ministro acredita que será possível “cumprir a meta” proposta de “celebrar os 50 anos do 25 de abril, em 2024, tendo erradicado da sociedade portuguesa as situações de habitação indigna”.

O acordo de colaboração entre a Câmara do Porto e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) prevê realojar, no âmbito do programa 1.º Direito, entre 2020 e 2025, 1.740 famílias que atualmente vivem em condições indignas.

Na candidatura ao programa foram consideradas 1.740 famílias (3.800 pessoas) de um universo de 3.000, sendo que as restantes 1.600 famílias irão ser objeto de um Acordo de Colaboração a ser celebrado entre a Porto Vivo, SRU e a IHRU.

Continuar a ler

Populares