Kris Meeke é o favorito entre os ‘portugueses’

Foto: Lusa

O norte-irlandês Kris Meeke (Hyundai i20) é o favorito ao triunfo entre o pelotão do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) na 57.ª edição do Rali de Portugal, a disputar entre quinta-feira e domingo.

Meeke venceu as três primeiras provas da época e lidera o CPR com 18 pontos de vantagem sobre Armindo Araújo (Skoda Fábia), que conta já com 17 participações, tendo sido o melhor português em 13.

O piloto de Santo Tirso, que já venceu esta prova por três vezes, em 2003, 2004 e 2006, anos em que não pontuou para o Campeonato do Mundo (WRC), reconhece que Meeke é o favorito no CPR, e que já até já venceu, em 2016, quando disputava o Mundial.

“O Meeke, como já se sabia e era previsível, está a outro nível e nós [pilotos portugueses] temos de saber viver nessa realidade. Não adianta contrariá-la”, disse Araújo.

O piloto da Skoda tem como principal objetivo ser o melhor piloto de nacionalidade portuguesa.

“É a nossa maior prova do ano, aquela que ansiamos desde o início da temporada e que nos traz sempre uma motivação extra por fazer parte do WRC. É a 18.ª vez que vou alinhar à partida deste rali e com o objetivo de conseguir pela 13.ª, ser o melhor piloto português no final”, apontou.

A classificação do CPR fecha no final da primeira etapa, na sexta-feira, pelo que a partir daí o que está em jogo é o título virtual de ‘melhor português’. 

“Contando apenas as classificativas do primeiro dia para as contas do CPR, é importante conseguirmos imprimir um bom ritmo desde o início e fazer tudo para conseguirmos amealhar o maior número de pontos. Os troços da zona centro são caracteristicamente duros e temos, por isso, que ajustar o nosso andamento para não comprometer a parte mecânica. No sábado e no domingo, já sem contas para fazermos, vamos desfrutar mais e gerir o andamento para que possamos subir ao pódio na frente de todos os portugueses”, sublinhou Armindo Araújo.

O campeão nacional, Ricardo Teodósio (Skoda Fábia), tem tido um início de época difícil, ocupando a quinta posição da geral, com 28 pontos, menos quatro do que Lucas Simões (Ford Fiesta), que é o terceiro classificado, e menos dois do que Ernesto Cunha (Citroën C3), que é o quarto.

“Tivemos um início de temporada difícil, que culminou com um toque, seguido de capotamento em Amarante. Naturalmente não era assim que, enquanto Campeões Nacionais em título, gostávamos de chegar ao Rali de Portugal”, disse o piloto algarvio.

Teodósio considera este “um rali especial para todos” e no qual os pilotos sentem, “mais do que nunca, o carinho dos adeptos”.

“Vamos lutar para dar a volta por cima e lutar pela vitória na competição nacional, como fazemos em todas as corridas em que participamos. É nestas alturas que se vê a raça do que somos feitos e vamos lutar por nós, por quem acredita no nosso projeto e por todos os que vestem as nossas cores”, destacou, prometendo continuar em prova no sábado e domingo.   

O Rali de Portugal arranca esta quinta-feira, com a cerimónia de partida em Coimbra, que antecederá a superespecial da Figueira da Foz, a única classificativa agendada para o primeiro dia. Na sexta-feira as equipas enfrentam oito especiais, com dupla passagem por Lousã, Arganil, Góis e Mortágua, num total de 129,84 quilómetros cronometrados.

Após três provas disputadas, Kris Meeke lidera, com 84 pontos, fruto das vitórias em Fafe, Algarve e Amarante.

Armindo Araújo, que foi segundo classificado nas três provas, tem 66 pontos, contra os 32 do surpreendente Lucas Simões (Ford Fiesta).

Nas duas rodas motrizes lidera Hugo Lopes, com 55 pontos, mais 20 do que Ricardo Sousa e 25 do que Pedro Pereira, que fecha os lugares do pódio.

 
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