Seguir o O MINHO

Alto Minho

Empresários do Alto Minho pedem “verdadeiros apoios” face a “redução drástica”

Estado de emergência

em

Foto: Ilustrativa / DR

A Associação Empresarial de Viana do Castelo pediu hoje “verdadeiros apoios” para as empresas “obrigadas a reduzir drasticamente a sua atividade” e disse ter “sérias dúvidas” sobre a eficácia do recolher obrigatório no combate à pandemia de covid-19.

Em comunicado hoje enviado às redações, a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), que representa cerca de 1.100 associados, apontou como exemplos “acordos entre arrendatários, senhorios e Estado e o acesso a apoios para todas as empresas, independentemente do regime de contabilidade a que legalmente estão obrigados”.

A AEVC propõe ainda “que a redução do número de postos de trabalho, para salvar as empresas, não impeça o acesso a apoios do Estado e a manutenção do ‘lay-off’ simplificado e das moratórias até ao fim da pandemia”.

Outras das medidas solicitadas passam pela “redução da taxa de IVA, a isenção temporária de taxas, a descentralização da decisão da obrigatoriedade do teletrabalho, a conversão, em adequada proporcionalidade e em viáveis condições, de subsídios reembolsáveis em não reembolsáveis”.

“A grande maioria de todos nós – Governo, empresários e consumidores- espera saber encontrar o caminho para resistir a esta pandemia. Temos sérias dúvidas de que será desta forma”, sustenta a nota da AEVC que tem associados distribuídos pelos concelhos de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença e Paredes de Coura.

“Pela tipologia das medidas, os sectores mais afetados são o comércio e a restauração. Dois dos sectores com maior número de empresas e de trabalhadores na região. Que seria das nossas cidades e vilas sem estes estabelecimentos? A mais recente fotografia, que também inclui a relevância do relacionamento transfronteiriço, já é dolorosa”, sustenta a associação.

“Que mal, socialmente reprovável, fizeram os estabelecimentos de comércio de rua e da restauração para que mereçam tal tratamento? O que distinguirá uma compra num estabelecimento de rua da realizada num hipermercado? O que justificará a proibição de fazermos uma refeição num restaurante que cumpre com todas as medidas recomendadas pela Autoridade de Saúde?”, questiona a instituição.

Com sede na capital do Alto Minho, a AEVC disse estar “muito preocupada com a saúde pública, mas também muito preocupada com a saúde financeira e a sobrevivência das empresas da região”.

“Como conciliar uma e outra? Com responsabilidade individual e coletiva, com campanhas de sensibilização e informação, com medidas não discriminatórias, com verdadeiros apoios a todas as empresas que são obrigadas a reduzir drasticamente a sua atividade”, sustentou.

Na madrugada de domingo, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que a circulação estará limitada nos próximos dois fins de semana entre as 13:00 de sábado e as 05:00 de domingo e as 13:00 de domingo e as 05:00 de segunda-feira nos 121 concelhos de maior risco de contágio.

O Governo decretou também o recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00 nos dias de semana, a partir de segunda-feira e até 23 de novembro, nos 121 municípios mais afetados pela pandemia.

As medidas afetam 7,1 milhões de pessoas, correspondente a 70% da população de Portugal, dado que os 121 municípios incluem todos os concelhos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Segundo o decreto que regula a aplicação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, que entrou em vigor às 00:00 e foi publicado em Diário da República na noite de domingo, são permitidas as “deslocações a mercearias e supermercados e outros estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, para pessoas e animais”.

Nestes estabelecimentos, lê-se no diploma, “podem também ser adquiridos outros produtos que aí se encontrem disponíveis”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.255.803 mortos em mais de 50,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.959 pessoas dos 183.420 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Alto Minho

“Hortense” derruba poste de eletricidade em Ponte de Lima e corta estrada em Valença

Depressão Hortense

Foto: DR / Arquivo

Um poste de eletricidade tombou e uma árvore provocou o corte de uma estrada muncipal em Valença e condicionou o trânsito numa estrada nacional em Melgaço, apurou O MINHO junto do CDOS.

Pelo que foi possível apurar, a queda de um poste de eletricidade em Refóios do Lima, que terá tombado na via pública, não provocou danos de maior no fornecimento de energia naquela freguesia. O acidente ocorreu no lugar de Vacariça, com alerta a ser dado 23:38, segundo o CDOS. No local está a proteção civil e os bombeiros para remover o poste da via.

Situação mais complicada em Valença, na freguesia de Cerdal, onde uma árvore cortou por completo uma estrada camarária no lugar de Alderete. No local estão os bombeiros a proceder ao corte e remoção da árvore para desimpedir a via. O alerta foi dado às 23.16.

Também em Melgaço, a queda de uma árvore provocou condicionamento do trânsito na Estrada Nacional 202, na freguesia de Prado. Os bombeiros deslocaram-se imediatamente para o local e já resolveram a situação, com a estrada a estar novamente aberta na totalidade. Este alerta foi dado às 23:12.

Segundo fonte do CDOS, esta noite, face ao aviso amarelo, são esperadas mais ocorrências deste género, mas, até agora, não há registo de danos materiais nem de feridos.

Quedas de árvores em poucos minutos no distrito de Braga

Entre as 22:39 e as 23:01, foram registadas cinco quedas de árvore que impediram circulação em cinco concelhos distintos do distrito de Braga: Vila Verde, Braga, Guimarães, Esposende e Terras de Bouro. Ao que apurou O MINHO junto do CDOS, não há registo de feridos nem de danos materiais.

De acordo com a página da Proteção Civil, pelas 22:39 uma árvore caiu em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães. Seguiu-se, pelas 22:46, nova queda de uma árvore na freguesia de Celeirós, no concelho de Braga.

Pelas 22:56, novo registo, desta vez em Vila Chã, no concelho de Esposende. Pelas 22:59, uma árvore caiu em Lanhas, no concelho de Vila Verde.

Finalmente, pelas 23:01, uma árvore caiu em Chamoim, no concelho de Terras de Bouro.

Já às 23:17, caiu uma árvore no Sameiro, em Braga.

Para todas estas cinco quedas foi necessária a intervenção de bombeiros e proteção civil, uma vez que as mesmas caíram em locais de mobilidade, impendindo assim a possível circulação na via pública.

Rajadas até 130 km/h

A depressão Hortense, centrada no Golfo da Biscaia, com epicentro a cerca de 450 quilómetros a nordeste de Viana do Castelo, vai agravar os seus efeitos no território minhoto a partir das 00:00 horas desta sexta-feira, com a previsão de rajadas de vento que podem chegar aos 130 km/h.

O anúncio foi feito ao final da tarde pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), dando conta que o sistema frontal associado à tempestade é um sistema de forte atividade e o ramo frio deste sistema irá atravessar o território a partir desta noite e a madrugada do dia 22.

Refere o IPMA que a passagem desta superfície frontal fria irá afetar com maior intensidade as regiões do Norte e Centro onde se prevê ocorrência de precipitação forte e persistente e vento de oeste forte, com rajadas muito fortes.

“Nas terras altas acima dos 1.200 metros, a precipitação será de neve, que no extremo Norte e na Serra da Estrela poderá, temporariamente, interditar ou condicionar as estradas”, refere o relatório do IPMA, enviado a O MINHO.

“No período mais gravoso, que será esta noite e até ao início da manhã de dia 22, podem ocorrer rajadas até 95 km/h nas regiões Norte e Centro e até 120 km/h a 130 km/h nas terras altas”, acresce a mesma nota.

“À passagem da superfície frontal fria, é provável que em alguns locais possam ocorrer situações de rajadas de vento muito intenso, que podem estar associadas a fenómenos extremos de vento”, alerta o IPMA.

Esta situação de corrente forte de oeste está a originar agitação marítima forte, prevendo-se na Costa Ocidental ondas de altura significativa de 5 a 6 metros, podendo atingir 10 a 12 metros de altura máxima.

Prevê-se que as ondas diminuam para 4 a 5 metros no final de dia 22.

Para acompanhamento da situação meteorológica recomenda-se a consulta da previsão e dos avisos meteorológicos através da página do IPMA.

Continuar a ler

Alto Minho

Mulher que esfaqueou companheiro em Cerveira detida por tentativa de homicídio

Violência doméstica

Foto: O MINHO / Arquivo

A mulher de 56 anos que hoje esfaqueou o companheiro no peito, em Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, foi detida pela GNR “por tentativa de homicídio em contexto de violência doméstica”, informou aquela força policial.

Contactada pela agência Lusa, a fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo adiantou que “o homem de 67 anos foi transportado ao hospital de Santa Luzia”, sendo que o caso passou para a alçada da Polícia Judiciária (PJ).

“O incidente terá resultado de uma discussão mais acesa, tendo a mulher espetado uma faca no peito do companheiro. Apesar do aparato, o golpe não terá atingido nenhum órgão vital, tendo sido considerado ferido ligeiro”, especificou a fonte, contrariando a primeira avaliação médica no local que dava conta de ferimentos graves.

“A mulher foi detida por tentativa de homicídio em contexto de violência doméstica e vai ser entregue à PJ”, especificou.

O alerta foi dado às 19:16. O incidente ocorreu na freguesia de Gondarém, concelho de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo.

Ao local compareceram oito operacionais e quatro viaturas dos Bombeiros Voluntários de Caminha, a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Valença, a Viatura de Emergência Médica (VMER) estacionada no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo e a GNR.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Viana do Castelo compra polidesportivo e aumenta para nove pavilhões municipais

Política

Foto: CM Viana do Castelo

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, a transferência de 362 mil euros, em seis prestações, para o Centro social e Cultural da Meadela, para integrar no património municipal o seu nono pavilhão desportivo.

Na proposta de acordo, entre autarquia e aquela associação, hoje apresentada pelo vereador do Desporto, Vítor Lemos, refere que o pavilhão polidesportivo da Meadela, integrada na União de Freguesia de Viana do Castelo, foi construído em 2010, num investimento superior a 1,6 milhões de euros.

O projeto recebeu uma comparticipação de fundos comunitários destinados a associações da ordem dos 500 mil euros, sendo que o município ajudou na construção do equipamento com cerca de 770 mil euros.

“O Centro Social e Cultural da Meadela, em dezembro de 2020, informou o município que não tem vocação, nem condições para gerir o pavilhão, pelo que pretendem efetuar um acordo com a autarquia, por forma a poder transmiti-lo para o património e gestão total do município”, refere a proposta aprovada hoje em reunião camarária.

Vítor Lemos destacou a “importância da transmissão da propriedade daquele pavilhão para a esfera municipal por estar situado numa freguesia com cerca de 13 mil habitantes e uma comunidade escolar composta por cerca de 500 anos do jardim de infância e escola básica da freguesia”.

O vereador do Desporto referiu que procedimento hoje aprovado para o pavilhão da Meadela foi aplicado, anteriormente, na transferência, para o município, de outros dois pavilhões, um na freguesia de Afife e, outro, em Barroselas.

Vítor Lemos adiantou que quando o equipamento estiver formalmente na posse da autarquia, formalizará uma proposta para que o pavilhão receba o nome de Nicolau Veríssimo, recentemente falecido, presidente daquela associação durante vários anos e “grande impulsionador” da construção do equipamento.

Após o 25 de abril de 1974, Nicolau Veríssimo foi eleito o primeiro presidente de Junta de Freguesia da Meadela, tendo ainda desempenhado, entre outras funções o cargo de vereador da Câmara e presidente do conselho de administração dos serviços municipalizados de Viana do Castelo.

Além dos nove pavilhões desportivos, segundo Vítor Lemos, o município dispõe de três piscinas, um estádio municipal, duas pistas de atletismo de ‘tartan’, e quatro equipamentos de desportos náuticos.

Continuar a ler

Populares