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Empresa de Cerveira dá uma semana de férias extra por bebé nascido

Plasticerveira oferece várias regalias aos colaboradores

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Foto: DR

Uma semana de férias extra por bebé nascido, folga no dia de aniversário, um dia extra de férias como prenda de Natal, sessões de team building e liberdade para marcar férias. São algumas das regalias que uma empresa de Vila Nova de Cerveira dá aos seus funcionários.

A Plasticerveira está a fazer dez anos de vida e há novidades a caminho.

“Eu também já fui pai e sei da importância de estar em casa nos primeiros tempos dos nossos filhos”. É esta a justificação de Paulo Silva, gerente da empresa, para desde há quatro anos a esta parte ter avançado com a medida que prevê aos trabalhadores ficaram uma semana extra de férias, “quando quiserem”, com os filhos recém-nascidos.

Já houve vários trabalhadores a usufruírem desta boa-prática. “Um inclusive beneficiou dela duas vezes”. Aliás, a própria directora de Recursos Humanos, Paula Sousa, grávida, será uma das próximas a poder por em prática a medida.

“Quando entrei para a empresa, sentimos necessidade de uniformizar as boas-práticas que já existiam sempre com o objectivo da Plasticerveira ser um local de trabalho seguro e que promove o bem-estar dos trabalhadores”, diz Paula Sousa que vai longe: “desde que começamos a divulgar esta nossa filosofia, temos recebido muitos mais currículos e já nem precisamos de colocar anúncios”.

Só no último mês foram contratadas três pessoas com base nesta filosofia. Mas os ‘benefícios’ para os colaboradores são mais alargados.

“Todos os anos fazemos um piquenique o dia todo, sessões de team building, comemoramos os aniversários de todos, em que cada um traz o bolo, e como prenda no último Natal demos um dia extra de férias”, acrescenta Paulo Silva.

Certificação

Outra das medidas adotadas passa pela certificação ao nível da segurança de todos os trabalhadores: “construímos um novo espaço para a parte administrativa, colocamos janelas para entrar mais luz natural e para postos não tão rotativos pusemos tapetes anti-stress”.

Há ainda protocolos com óticas e osteopatas, com “vantagens para os nossos trabalhadores”, uma medida tomada depois uma acção de rastreios na própria empresa para lembrar o Dia Nacional da Saúde no Trabalho.

No segredo dos Deuses está o próximo passo: “é uma iniciativa que julgamos ser inovadora”, diz Teresa Silva do Departamento Comercial.

A celebrar dez anos de vida, no próximo mês de maio, para além de “um conjunto de surpresas”, a Platicerveira terá um novo site, uma nova imagem e irá criar uma marca própria.

“O nosso crescimento obriga-nos a esta mudança e a preparar o futuro”, acrescenta Teresa Silva.

Novas instalações

O crescimento da empresa, mesmo numa altura em que os plásticos andam tão mal tratados, levou os corpos gerentes a avançar com a mudança de instalações.

“Será a médio-prazo e será um projeto que terá algum impacto”, revelou Paulo Silva sem querer entrar em mais detalhes.

Ainda assim reconhece que “iremos contratar mais pessoas e investir em equipamento e tecnologia”. Estas premissas do bem-estar social irão, também, para o novo espaço e serão reforçados: “isto não pode ser só uma indústria, tem que ser como uma família porque passamos mais tempo aqui do que nas nossas casas”.

Com 24 colaboradores, a empresa funciona em três turnos, 24 horas por dia. “Não temos desperdício no nosso processo de fabrico. Tudo o que sobra volta a ser reaproveitado”, lembra Teresa Silva. “98% da nossa produção é para exportação, sobretudo, para Espanha”.

Colaboradores

Com o média de idades a rondar os 33 anos, os colaboradores “têm o perfil ideal para aceitar a mudança e a inovação”, reconhece Paula Sousa.

“Se queremos avançar para uma gestão integrada temos que ter a colaboração de todos porque sem eles não conseguimos”. Por isso, a preocupação “é facilitar o trabalho no dia-a-dia porque irá aumentar a motivação para o trabalho”.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez com uma morte, dois curados, cinco internados e 16 a recuperar em casa

Covid-19

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Foto: Divulgação

A delegada de saúde responsável por Arcos de Valdevez divulgou hoje o ponto de situação no concelho, avançando 24 casos confirmados por infeção do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Segundo Zulmira Afonso, até ás 15 horas deste sábado, o concelho arcoense tinha cinco utentes internados com prognóstico mais complicado, um no Hospital de Santo António, no Porto, dois no Hospital de Braga e outros dois no Hospital de Viana.

De acordo com a mesma fonta, dois casos de internamento já tiveram alta hospitalar, estando recuperados.

Em isolamento domiciliário, com sintomas menores (ou até assintomáticos), estão 16 infetados.

Há registo de um óbito, de uma mulher que faleceu na passada terça-feira.

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Alto Minho

Covid-19: Ponte de Lima disponibiliza mais 75 camas, 285 no total

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

Ponte de Lima irá dispor de mais 75 novas camas para apoiar as unidades de saúde durante a fase exponencial da pandemia covid-19, ficando no total com 285, foi ontem anunciado.

A estas novas somam-se as 160 camas já disponíveis, de acordo com o Plano Operacional Municipal para o Coronavírus (POMCov) e das 50 da Pousada da Juventude

Para além das camas de retaguarda, a autarquia tem disponibilizado “um conjunto de alojamentos destinados a grupos de reforço ou grupos adaptados para as mais variadas situações”.

As novas 75 camas instaladas no Pavilhão Municipal de Arca e Ponte de Lima funcionarão como “estruturas de apoio de retaguarda para apoiar as unidades de saúde do concelho, e criar espaços adequados para receber utentes ou outros que necessitem de ficar em quarentena”.

Deste conjunto de 75 camas, 25 foram doadas pela Dream Argument, Lda, empresa de fabricação de mobiliário de madeira para outros fins, constituída em 2014 e a laborar na freguesia de S. Pedro de Arcos, informa a autarquia.

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Alto Minho

PCP questiona o Governo sobre infetados ao serviço em Arcos de Valdevez

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O PCP informou hoje que vai questionar o Governo sobre a orientação dada ao lar de Santa Maria de Grade, em Arcos de Valdevez, “para manter ao serviço trabalhadores assintomáticos, mas com teste positivo ao novo coronavírus.

Em comunicado hoje enviado às redações, a Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP afirmou que “os sinais de desorientação estratégica por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS) e proteção civil de Arcos de Valdevez, em torno do surto epidémico no Lar Santa Maria de Grade assumem particular gravidade”.

“Segundo informação obtida pela DORVIC do PCP a Direção do lar do centro social e paroquial, que conta com 39 utentes e cerca de 20 funcionários está, em articulação com a delegada de saúde, a exigir que os trabalhadores diagnosticados como portadores assintomáticos do coronavírus SARS-CoV-2, continuem a trabalhar”, denuncia o partido.

Segundo o PCP “no início da semana foi tornada pública a ocorrência de quatro casos confirmados da doença naquela instituição, sendo que uma utente morreu, na passada segunda-feira, no hospital de Santa Luzia em Viana do Castelo”.

“No sentido de apurar quais as medidas em curso para lidar com a situação, nomeadamente a possibilidade de substituição de trabalhadores infetados, o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, Romão Araújo, contactou hoje o presidente da Câmara Municipal e a delegada da saúde, sendo que o primeiro remeteu explicações para a delegada de saúde e esta, por sua vez confirmou que os infetados assintomáticos deveriam continuar a trabalhar, tomando as devidas precauções”.

Alem de anunciar que o seu grupo parlamentar na Assembleia da República irá questionar o Governo sobre a matéria, os comunistas do Alto Minho reafirmam que “na linha da frente das prioridades de resposta ao surto epidémico tem de estar a adoção de medidas de prevenção e de alargamento da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), visando o combate ao seu alastramento e a necessária resposta clínica”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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