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Descobertas 34 espécies de crustáceos exclusivas das ilhas atlânticas

Investigador da UMinho diz que é um património genético único a nível global

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Fotos: UMinho

Uma equipa das universidades do Minho e Aveiro, em conjunto com investigadores do Brasil, Itália e Reino Unido, descobriu 34 novas espécies de invertebrados marinhos nos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias (a Macaronésia), que não existem em mais nenhum local do mundo.

Estes pequenos crustáceos, designados peracarídeos, destacam-se pelos padrões de diversificação e pela segregação geográfica que aparentemente perdurou por milhões de anos. “É um património genético único a nível global. Estas espécies praticamente nasceram, viveram e vivem apenas ali”, diz o investigador Pedro Vieira, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) e do Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade (IB-S) da UMinho.

Os cientistas avaliaram sequências do ADN daqueles seres, as conclusões dos estudos saíram agora nas conhecidas revistas “Molecular Ecology” e “Zoologica Scripta” e foram destacados na publicação de divulgação científica “Barcode Bulletin”.

Na prática, dez espécies de peracarídeos descritas até agora ao nível da sua morfologia são, na verdade, 44 se atentarmos à diferenciação do seu ADN. Ou seja, os peracarídeos têm mais grupos do que aquilo que se pensava. E a maioria destas espécies é restrita a uma ilha, sendo muitas vezes o único representante da sua linhagem.

Aqueles pequenos crustáceos habitam a costa na zona entre marés e têm caraterísticas únicas face a outros organismos terrestres e marinhos.

“O seu desenvolvimento é direto, sem fase larvar, logo a sua capacidade de dispersão é reduzida em oceano aberto”, afirma Pedro Vieira. Os padrões de distribuição geográfica não são, por isso, explicáveis pelos processos evolutivos reportados para outros invertebrados marinhos no Atlântico Nordeste, envolvendo a distância entre ilhas, a idade geológica das ilhas ou os ciclos glaciais.

“Pensamos que a evolução destes invertebrados na Macaronésia se deveu antes a mecanismos alternativos, como a colonização antecipada do habitat e a multiplicação (efeito de prioridade) ou a vantagem competitiva pelos recursos existentes face a outras espécies ou populações (exclusão competitiva)”, refere o investigador.

A equipa do CBMA e do IB-S da UMinho tem usado ferramentas moleculares para estudar a biodiversidade dos invertebrados marinhos naquelas ilhas, mas até aqui não tinha observado um caso tão extremo de diversificação e segregação geográfica.

“Ficámos surpresos ao descobrir, pela análise do ADN, que esta segregação aconteceu num passado evolutivo muito remoto e terá perdurado vários milhões de anos, atravessando inclusive períodos glaciares e mudanças no nível do mar”, acrescenta Pedro Vieira.

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Aerosmith celebram 50 anos com concerto em Portugal

Em Lisboa

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Foto: DR/Arquivo

A banda norte-americana Aerosmith vai estar em digressão pela Europa no próximo ano, quando assinala 50 anos de existência, com passagem por Portugal, num concerto a ter lugar no dia 06 de julho, na Altice Arena, em Lisboa.

Em comunicado divulgado hoje pela promotora Everything is New, é anunciado que a banda do vocalista Steven Tyler vai dar início à digressão europeia no dia 13 de junho, na cidade italiana de Milão, seguindo depois para Zurique, Dessel, Praga, Paris e Madrid, antes de chegar a Lisboa.

Os bilhetes para o concerto em Portugal, com preços entre 59 (no Balcão 2) e 95 euros (no ‘Golden Circle’), vão ser postos à venda na próxima sexta-feira.

Antes da digressão, os Aerosmith vão continuar em residência na cidade norte-americana de Las Vegas, onde têm um calendário de 50 concertos.

“Os únicos e incríveis Aerosmith, formados por Steven Tyler (vocal), Joe Perry (guitarra), Brad Whitford (guitarra), Tom Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria) são uma peça viva na história da música americana. Com mais de 150 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, inúmeros prémios, e presença no Rock and Roll Hall of Fame, não existe muito que esta banda não tenha alcançado em cinco décadas, desde a sua formação”, indica a Everything is New em comunicado.

A banda já atuou por várias vezes em Portugal, a última das quais em 2017, no mesmo espaço, em Lisboa.

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Porto tem menos sem-abrigo, mas mais gente a viver em alojamento temporário

Segundo o presidente da República

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Foto: DR/Arquivo

O Presidente da República (PR) afirmou hoje que no Porto o número de sem-abrigo diminuiu, mas há mais gente a viver em alojamento temporário, insistindo que a resolução do problema é um desafio nacional.

“O facto de haver 140 pessoas [a viver] na rua e um número bastante superior em alojamento temporário quer dizer que ainda temos 500 pessoas, ou mais, que constituem um problema a resolver numa fase em que não vivemos propriamente em crise económica. Por isso, é um desafio nacional”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava após ter participado na distribuição de refeições a sem-abrigo junto ao mercado do Bom Sucesso e ao lado da Estação de São Bento, no Porto.

“Aqui no Porto, aquilo que vimos rapidamente na rua bate certo com o que vimos nos números do levantamento da Câmara do Porto e do que foi falado na reunião. Há menos gente na rua. Há uma diminuição, num ano, de cerca de 180 para perto de 140. Mas há mais gente em alojamento temporário”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Insistindo que “há um aumento no número absoluto, no número total, mas há uma diminuição na rua”, valeu-se da informação recolhida nos pontos de distribuição de alimentação que hoje contactou para testemunhar que “há menos gente presente do que havia há um ano e, sobretudo, há dois anos”.

“Diria que aqui no Porto, à primeira vista, há casos de mais gente a ter casa, embora ainda com problemas devido ao custo da habitação, do arrendamento e há casos talvez menos complicados de resolver do que em Lisboa”, afirmou o Presidente da República.

E prosseguiu: “olhando para os casos, é porventura mais fácil vê-los em termos de recomeço de trabalho, de reinício de atividade e, portanto, de arrancar um novo ciclo da vida”.

Questionado sobre se os números positivos do Porto, que citou, poderiam constituir um exemplo para Lisboa, o chefe de Estado disse serem “situações diferentes”, dando como exemplo o haver “mais estrangeiros” na capital para além de “problemas mais complicados de mobilidade”, que embora existindo também a Norte “lá é maior”.

Como habitualmente muito solicitado para conversas públicas e particulares e ‘selfies’, já na Avenida dos Aliados, Marcelo Rebelo de Sousa foi surpreendido por um ex-sem-abrigo que lhe ofereceu um presépio como presente por “um acordo feito há dois anos e que correu muito bem”, numa outra visita aos sem-abrigo do Porto, contou o Presidente da República.

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Metade dos hospitais EPE em falência técnica no ano passado

Entidade pública empresarial

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Metade dos hospitais EPE estavam no ano passado em falência técnica, segundo uma análise do Conselho das Finanças Públicas hoje divulgada.

Dos 40 hospitais EPE (entidade pública empresarial) do Serviço Nacional de Saúde, 20 apresentavam em 2018 um património líquido previsional que corresponde a situações de falência técnica, em que o valor do passivo é superior ao do ativo.

O número de unidades com património líquido negativo atingiu em 2013 os 54%, com 21 hospitais. Até 2015, o número de entidades nessa situação diminuiu, mas em 2016 e em 2017 voltou a aumentar.

Em relação a 2017, no ano passado apenas houve menos um hospital em situação de património líquido negativo.

“Apesar dos aumentos previsionais de capital estatutário (…), constata-se que há um número significativo de entidades que apresentam balanço previsional com património líquido negativo”, refere o documento do Conselho das Finanças Públicas (CFP).

O aumento de capital estatutário é uma injeção de dinheiro do Estado nos hospitais, que tem sido um mecanismo usado com frequência.

Entre 2013 e 2018, há um conjunto de 11 hospitais que apresentaram sempre um património líquido negativo, enquanto em 15 foi sempre positivo.

A análise do CFP foi hoje divulgada num documento sobre a contratualização com as empresas públicas que prestam cuidados de saúde.

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