Seguir o O MINHO

País

Confiança é “palavra de ordem” para CDU que quer “crescer em votos e deputados”

Eleições Legislativas 2019

em

Foto: Divulgação / CDU

O secretário-geral do PCP destacou este domingo, durante o comício de encerramento da Festa do Avante!”, que a CDU quer “crescer em votos e deputados” nas eleições legislativas de outubro, notando que confiança é “a palavra de ordem”.

“Vamos para este combate para crescer em votos e deputados, confiantes no trabalho realização, no inquestionável papel desempenhado pelo PCP e pela CDU para levar para a frente o país e defender os interesses dos trabalhadores e do povo, e com o projeto de futuro alternativo de que somos portadores”, afirmou Jerónimo de Sousa.

Num discurso de 47 minutos, o líder comunista destacou várias vezes que o partido se apresenta às eleições legislativas com confiança, tendo mesmo afirmado que a confiança é a “palavra de ordem” do partido.

Notando que “não há vencedores antecipados, nem deputado previamente eleitos”, Jerónimo de Sousa disse, perante os milhares que o ouviam no comício de encerramento da ‘rentrée’ comunista, que as eleições “não são para eleger primeiros-ministros, são para eleger deputados”.

Anúncio

País

Covid-19: Mais 14 mortos, 285 infetados e 253 recuperados no país nas últimas 24 horas

Direção-Geral da Saúde

em

Foto: DR

Portugal regista hoje 1.356 mortes relacionadas com a covid-19, mais 14 do que na terça-feira, e 31.292 infetados, mais 285, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. Há 18.349 recuperados, mais 253.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.342 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (31.292), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 285 casos do que na terça-feira (31.007), representando uma subida de 0,9%.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (755), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (335), do Centro (235), do Algarve (15), dos Açores (15) e do Alentejo, que regista um óbito, adianta o relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24:00 de terça-feira, mantendo-se a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, 692 vítimas mortais são mulheres e 664 são homens.

Das mortes registadas, 912 tinham mais de 80 anos, 265 tinham entre os 70 e os 79 anos, 121 tinham entre os 60 e 69 anos, 42 entre 50 e 59, 15 entre os 40 e os 49, e um dos doentes tinha entre 20 e 29 anos.

A caracterização clínica dos casos confirmados indica que 510 doentes estão internados em hospitais, menos três do que na terça-feira (-0,6%), e 66 71 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos cinco (-7,1%).

A recuperar em casa estão 11.077 pessoas.

Os dados da DGS precisam que o concelho de Lisboa é o que regista o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (2.254, seguido por Vila Nova de Gaia (1.553), Porto (1.349), Matosinhos (1.275), Braga (1.213) e Gondomar (1.079).

Desde o dia 01 de janeiro, registaram-se 316.364 casos suspeitos, dos quais 1.886 aguardam resultado dos testes.

Há 283.186 casos em que o resultado dos testes foi negativo, refere a DGS, adiantando que o número de doentes recuperados subiu para 18.349 (mais 253).

A região Norte continua a registar o maior número de infeções, totalizando 16.703, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, com 10.055, da região Centro, com 3.690, do Algarve (363) e do Alentejo (256).

Os Açores registam 135 casos de covid-19 e a Madeira contabiliza 90 casos confirmados, de acordo com o boletim hoje divulgado.

A DGS regista também 27.141 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Do total de infetados, 18.036 são mulheres e 13.256 são homens.

A faixa etária mais afetada pela doença é a dos 40 aos 49 anos (5.265), seguida da faixa dos 50 aos 59 anos (5.212) e das pessoas com mais de 80 anos (4.460).

Há ainda 4.679 doentes com idades entre 30 e 39 anos, 4.049 entre os 20 e os 29 anos, 3.463 entre os 60 e 69 anos e 2.520 com idades entre 70 e 79 anos.

A DGS regista igualmente 607 casos de crianças até aos nove anos e 1.037 jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.

De acordo com a DGS, 40% dos doentes positivos ao novo coronavírus apresentam como sintomas tosse, 29% febre, 21% dores musculares, 20% cefaleia, 15% fraqueza generalizada e 12% dificuldade respiratória. Esta informação refere-se a 91% dos casos confirmados.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 350.608 pessoas e infetou mais de 5,6 milhões em todo o mundo.

Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Continuar a ler

País

Desconfinamento: Portugueses com receio de comer fora, fazer ginásio e andar de transportes

Covid-19

em

Foto: Ilustrativa / DR

Os portugueses vivem a época de desconfinamento com receio. A maioria declara temer voltar a frequentar cafés, restaurantes e bares, de usar os transportes públicos e aponta um timing entre um e dois meses para voltar à normalidade. Estas são conclusões de um estudo conjunto da Multidados – The Research Agency e da Guess What.

Regresso a restaurantes só daqui a um mês

Os portugueses admitem receio ao voltar a atividades normais antes da pandemia. Numa escala de 0 (pouco receio) a 10 (muito receio), os portugueses atribuem um valor de 7 à ida a bares e discotecas e 6 à ida a restaurantes e bares. Em termos temporais, a intenção da maioria dos portugueses é de regressar a restaurantes e cafés apenas daqui a um mês. Antes, metade dos portugueses almoçava ou jantava em restaurantes pelo menos uma vez por semana e cerca de 60% frequentava cafés mais de uma vez por semana. A frequência em bares e discotecas era também grande, sobretudo ao fim de semana, quando 32% dos portugueses frequentavam esses espaços.

Ginásios: inscrições canceladas e regresso com receio

Mais de 60% dos inquiridos frequentava o ginásio mais de uma vez por semana, mas, nesta fase, o receio de regressar é grande (8 em 10). Os que admitem regressar referem que vão frequentar estes espaços menos vezes do que antes, apontando o retorno para daqui a dois meses. 90% dos portugueses que utilizam ginásios garantem que vão ter maior cuidado na seleção do seu ginásio.

Transporte próprio vai ser mais utilizado

26% dos portugueses utilizavam o automóvel para as suas deslocações, número que deve estar prestes a subir, uma vez que o uso de autocarro, metro ou comboio causa receio e a intenção de um uso menor. A maioria dos inquiridos admite só voltar a usar um transporte público daqui a mais de dois meses.

83% dos portugueses iam arrendar casa de férias em 2020

Nos últimos 12 meses, 49% dos portugueses arrendaram casa de férias em Portugal uma vez e 48% entre duas e três vezes. Para 2020, a intenção de mais de 80% era de arrendar novamente casa, sendo que, daqueles que tinham formalizado essa intenção, 60% cancelaram a sua reserva.

Receio moderado no convívio com amigos

Na hora de regressar ao convívio com amigos e família, os portugueses mostram ter receio, mas moderado. De 1 a 10, o receio de estar com amigos é de 5 e um pouco mais baixo quando se trata de estar com a família. Um dado é certo: 60% dos inquiridos vai diminuir o número de pessoas reunidas em convívio.

O estudo foi realizado por via dos métodos CATI (Telefónico) E CAWI (online) a uma base de dados de utilizadores registados na plataforma da multidados.com. Foram recolhidas e validadas 1.000 respostas entre os dias 20 e 23 de maio.

Continuar a ler

País

Investigadores identificam vírus que está a afetar mortalmente esquilos em Portugal

Segundo investigação da Universidade do Porto

em

Foto: DR / Arquivo

Uma equipa multidisciplinar liderada por investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), da Universidade do Porto, identificou um vírus que está a infetar e “afetar mortalmente” esquilos em Portugal, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o CIBIO-InBIO avança hoje que o estudo, publicado na revista Transboundary and Emerging Diseases, identificou, pela primeira vez, um “adenovírus” que está a afetar a população de esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) e que é “diferente do existente na Europa”.

O instituto explica que o esquilo-vermelho se extinguiu em Portugal no século XVI devido à destruição e fragmentação dos ‘habitats’ florestais, mas que, desde a década de 1980, se têm vindo a expandir novamente, “tanto por processos naturais como através de projetos de reintrodução”.

Apesar desta ser uma boa notícia, a população de esquilos está sob uma “forte ameaça”, assegura o CIBIO-InBIO, acrescentando que em diversos países europeus, como Itália, Alemanha e no Reino Unido, a população tem “sofrido mortalidades significativas devido à presença de um adenovírus que provoca infeções respiratórias e gastrointestinais”.

Nesse sentido, a equipa de investigadores isolou e sequenciou um adenovírus num esquilo-vermelho morto com sinais clínicos e quadro lesional, descritos por veterinários da Vetnatura e da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, como “sendo sugestivos de infeção por este vírus”.

Citado no comunicado, João Corte-Real, o primeiro autor do estudo, refere que a sequenciação do vírus demonstrou que este é “muito diferente do detetado noutros países europeus”, sendo “praticamente idêntico” ao identificado nas populações de esquilo-vermelho da Coreia do Sul.

Por sua vez, Pedro Esteves e Joana Abrantes, autores seniores do estudo e investigadores do grupo Imunidade e Doenças Emergentes do CIBIO-InBIO, defendem que os resultados evidenciam a existência de “duas linhagens do vírus muito divergentes a circular” nas populações de esquilo-vermelho na Europa, questionando como terá esta linhagem “tão diferente” chegado a Portugal.

Também Pedro Beja, autor do artigo, considera que os resultados reforçam a “importância de monitorizar a presença deste e doutros vírus” nas populações de esquilo-vermelho em Portugal, de forma a que os programas de reintrodução da espécie tenham “sucesso”.

“Este trabalho vem demonstrar a importância da caracterização de vírus em circulação na natureza uma vez que este conhecimento é fundamental para identificar possíveis ameaças para os animais selvagens e domésticos, mas também para o homem”, defende o instituto da Universidade do Porto.

Continuar a ler

Populares