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António Costa promete erradicar pobreza e elevar o complemento solidário para idosos

Eleições Legislativas 2019

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Foto: Facebook de Mário Centeno (Arquivo)

O secretário-geral do PS afirmou este domingo, na Guarda, que, para a próxima legislatura, tem a ambição de erradicar pobreza e de elevar o complemento solidário para idosos.

“A ambição que nós temos, na próxima legislatura, é avançarmos mais no objetivo de erradicar a pobreza. E se há pobreza que nós temos que erradicar é a pobreza que atinge os mais idosos, que são aqueles que estão mais frágeis, são aqueles que mais dependem dos outros”, disse António Costa.

O secretário-geral do PS e atual primeiro-ministro falava no comício realizado este domingo na Praça do Município, na cidade da Guarda.

“E, por isso, temos um objetivo muito preciso para a próxima legislatura. É elevar o complemento solidário para idosos até ao limiar da pobreza, para que (…) consigamos chegar ao fim dos próximos quatro anos e dizer ‘não há nenhum idoso que esteja em situação de pobreza no nosso país'”, prometeu.

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Costa diz-se “capitão de equipa feliz” com dois pontas-de-lança e um armador de jogo

Eleições Legislativas

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Foto: Arquivo

O primeiro-ministro definiu-se hoje como “um capitão de equipa feliz” no Governo, dizendo que contou com dois pontas-de-lança nas finanças e economia, Mário Centeno e Siza Vieira, e com “um excelente armador de jogo”, Vieira da Silva.

António Costa deixou esta nota futebolística no final de um almoço promovido pela Confederação do Comércio e Serviços, depois de o presidente desta entidade, João Vieira Lopes, lhe ter pedido para a próxima legislatura uma política com “menos Centeno e mais Siza Vieira”, ou seja, mais menos ministro das Finanças e mais ministro da Economia.

As primeiras palavras do líder do executivo foram precisamente para responder a este desafio que lhe deixara o presidente da Confederação do Comércio e Serviços.

“Considero-me um capitão de equipa feliz, porque posso contar não só com dois pontas de lança – um nas finanças e outro na economia – mas também com um excelente armador de jogo no Ministério do Trabalho”, declarou, numa alusão direita a Vieira da Silva, que, tal como Pedro Siza Vieira, também se encontrava presente no almoço.

De acordo com o primeiro-ministro, Mário Centeno, Pedro Siza Vieira e Vieira da Silva, nesta legislatura, “formaram um triângulo virtuoso”.

“Esse triângulo virtuoso permitiu estabilidade política, recuperação da credibilidade internacional do país – condições fundamentais para Portugal ter mais e melhor emprego, crescimento e redução das desigualdades”, sustentou António Costa.

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Governo dá apoio até 3 mil euros a empresas que ponham trabalhadores a prazo nos quadros

Mediante o cumprimento de alguns requisitos

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Foto: Ilustrativa / DR

As empresas que convertam contratos a prazo em permanentes vão ter direito a um apoio até 3.050,32 euros por trabalhador, desde que cumpram alguns requisitos, segundo uma portaria do Governo que deverá ser publicada hoje.

De acordo com a portaria a que a Lusa teve acesso e que deverá ser publicada hoje em Diário da República, têm direito ao apoio as empresas que convertam contratos de trabalho a prazo em contratos permanentes após a entrada em vigor da medida.

As candidaturas ao apoio, designado de medida Converte+, vão abrir ainda este mês e deverão decorrer até ao final do ano, com uma dotação de 30 milhões de euros, que poderá ser reforçada caso haja uma procura elevada por parte das empresas, disse à Lusa fonte oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O apoio financeiro tem valor equivalente a quatro vezes a remuneração base mensal prevista no contrato de trabalho sem termo até um limite de sete vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), ou seja, até um montante máximo de 3.050,32 euros.

Este apoio poderá ser aumentado em 10% nos casos em que se trate de trabalhador com deficiência e incapacidade, que integre família monoparental, cujo cônjuge se encontre desempregado ou quando se trate de um posto de trabalho em território economicamente desfavorecido, entre outras situações.

Pode ainda ser majorado em 30% ao abrigo da promoção de igualdade de género prevista na lei, quando se trate de conversão de contrato com trabalhador do sexo sub-representado em determinada profissão (em que não se verifique uma representatividade de 33,3% em relação a um dos sexos).

De acordo com a portaria, pode candidatar-se à medida “pessoa singular ou coletiva de direito privado” que reúna vários requisitos, nomeadamente ter a situação tributária e contributiva regularizada, não ter pagamentos de salários em atraso ou não ter sido condenada em processo-crime ou contraordenacional por violação de legislação do trabalho nos últimos três anos.

Também as empresas que iniciaram um processo especial de revitalização no âmbito da insolvência e recuperação de empresas ou em regime extrajudicial de recuperação de empresas podem candidatar-se ao apoio.

As empresas que receberem o apoio ficam obrigadas a manter o contrato de trabalho em causa, bem como o nível de emprego, por dois anos.

O período de abertura de candidaturas é definido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que decidirá em 30 dias a concessão do apoio.

O pagamento é depois feito em três prestações: 50% no prazo de 30 dias úteis após a aceitação do apoio por parte do IEFP; 25% no 13.º mês; e 25% no 25.º mês de vigência do último contrato convertido.

Em caso de incumprimento por parte da entidade empregadora das obrigações relativas ao apoio financeiro, a empresa fica obrigada a restituir, total ou parcialmente, os montantes já recebidos e pode ser alvo de queixa por eventuais indícios da prática de crime.

Segundo fonte oficial do ministério liderado por Vieira da Silva, a medida Converte+ surge na sequência das alterações à lei laboral, que criam uma taxa adicional por rotatividade a pagar pelas empresas que abusem dos contratos a prazo, a aplicar a partir de 2021.

As conversões podem ser apoiadas independentemente de o contrato a termo já ter sido renovado, já que a medida “tem como objetivo promover o emprego permanente e favorecer condições de maior estabilidade aos trabalhadores”, destaca a mesma fonte.

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Organizações ambientais dão parecer negativo a novo aeroporto no Montijo

Na região de Lisboa

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Foto: DR

Várias organizações não-governamentais de ambiente dão parecer negativo ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA) para o novo aeroporto no Montijo, considerando que existe uma “pressão política inaceitável” para a execução da obra.

“As organizações não-governamentais (ONG) de ambiente GEOTA, LPN, FAPAS, SPEA e A Rocha dão parecer negativo ao projeto do aeroporto do Montijo e respetivo Estudo de Impacte Ambiental, considerando que este falha em todas as vertentes relacionadas com a avaliação de impactes, a mitigação e as medidas compensatórias”, referem num comunicado conjunto, no dia em que termina a consulta pública.

No documento, estas associações ambientalistas consideram que o EIA está em desconformidade com “diretivas europeias, legislação nacional e compromissos assumidos pelo Estado português perante tratados internacionais”, no que diz respeito à conservação do património natural e ao desenvolvimento sustentável.

O local apontando para a construção do novo aeroporto é a Base Aérea n.º 6, que se situa entre o Montijo e Alcochete, no distrito de Setúbal.

As organizações ambientais apresentam diversas falhas ao documento, considerando que não demonstra que esta seja a única solução, além de que “não avalia os impactos na qualidade de vida e na saúde pública das populações que vivem nas áreas que passarão a ser sobrevoadas por aeronaves”.

No comunicado conjunto, é ainda referido que o EIA desconsidera “habitats e espécies prioritários, bem como áreas protegidas”, acrescentando que “não pondera suficientemente” os riscos de colisão com aves.

As organizações frisam que o estudo falha ao propor “medidas de mitigação e compensação de impactes que não o são efetivamente, pois não são proporcionais aos impactos do projeto”, lembrando que a zona proposta de implementação do aeroporto está “na região de maior risco sísmico e de ‘tsunami’ do país”.

“Este Estudo de Impacto Ambiental, nas suas fragilidades, vem no seguimento de uma falha com origens mais profundas: considerar projetos desta natureza sem uma Avaliação Ambiental Estratégica é de uma irresponsabilidade que nos dias de hoje não se pode aceitar”, salientam, defendendo que sejam estudadas e comparadas todas as alternativas possíveis.

As ONG destacam que, além das falhas, o EIA “não apresenta argumentos que expliquem em que medida este projeto irá responder a necessidades nacionais”.

As organizações consideram ainda que existiu uma “pressão política” para a construção do novo aeroporto no Montijo.

“A pressão política exercida publicamente para a execução da obra Aeroporto do Montijo e Respetivas Acessibilidades é inaceitável, colocando em causa todo o processo de avaliação ambiental, incluindo a participação pública justa e informada. A assinatura do Acordo entre o Governo de Portugal e ANA [Aeroportos de Portugal] para a construção do novo aeroporto do Montijo, ainda antes da elaboração do Estudo de Impacte Ambiental e do parecer da Comissão de Avaliação, é uma forma de ingerência política em processos de avaliação ambiental que consideramos inaceitável num Estado de direito”, conclui.

A consulta pública do EIA do novo aeroporto no Montijo termina hoje, tendo a Câmara da Moita (PCP) dado parecer negativo, enquanto os municípios do Barreiro e Montijo (ambos liderados pelo PS) aprovaram a construção da nova infraestrutura naquele local.

O Estudo de Impacte Ambiental, que foi divulgado em julho e está em consulta pública até hoje, tem apontado diversas ameaças para a avifauna e efeitos negativos sobre a saúde da população por causa do ruído, o que se fará sentir, sobretudo, “nos recetores sensíveis localizados no concelho da Moita e Barreiro”.

No passado dia 10, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, disse no parlamento já ter “toda a informação necessária” para a avaliação do EIA, com mais de 1.000 contribuições diretas, adiantando que a decisão será conhecida no final de outubro.

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