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Viana do Castelo

Cerca de uma centena em Viana saiu à rua no 1º de Maio com manifestação da CGTP

Reportagem

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Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

O Dia Internacional do Trabalhador foi comemorado nas ruas de Viana do Castelo, sob a organização da central sindical CGTP e com a adesão de cerca de uma centena de pessoas.

Profissionais de vários setores manifestaram-se durante a manhã do dia 1 de maio, no largo da Estação dos caminhos de ferro. Partiram, de seguida, para a Praça da República, onde discursaram sobre os direitos do trabalho e dos trabalhadores. A CGTP encabeçou os discursos e a organização do protesto.

Dos vários sindicatos reunidos pela central sindical, destacavam-se os bombeiros sapadores de Viana do Castelo, que acusavam o comandante da corporação de “assédio laboral”, assim como os professores, na defesa das causas habituais, os operários dos estaleiros navais e alguns membros da generalidade da função pública.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Augusto Silva, coordenador da CGTP no distrito de Viana do Castelo, explica a O MINHO, qual a importância de celebrar o dia 1 de Maio, durante a pandemia: “Muitas empresas, mesmo com apoios do governo, aproveitaram a situação da pandemia, para dispensaram os trabalhadores, a começar pelos precários. Neste momento, os trabalhadores que estão no ativo são pressionados, para gozar férias. Até já há empresas a impor bancos de horas negativas, pelo tempo que as pessoas tiveram de passar em casa a cuidar dos filhos, quando as escolas estavam fechadas”.

Coordenador CGTP Viana do Castelo. Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

“Os trabalhadores devem sindicalizar-se, porque isolados, sem a força coletiva, não conseguem negociar com as entidades patronais. A luta contra a precariedade continua a ser uma prioridade, para a CGTP, porque muitos dos contratos que são celebrados, com empresas de trabalho temporário, são, na verdade, postos de trabalho necessários e efetivos para as empresas”, argumenta o sindicalista, sobre a força da CGTP e o trabalho precário.

Cláudia Marinho, vereadora eleita para a Câmara de Viana do Castelo pela CDU, enaltece a honra de ser trabalhadora e Mulher: “Os direitos laborais das mulheres continuam a ser uma das lutas do dia 1 de Maio. Além de trabalharmos, somos mães e devemos ser respeitadas na nossa plenitude. Falo por mim, sou mãe, sou trabalhador social, sou vereadora sem pelouro na Câmara de Viana do Castelo e no fim de cada dia, ainda tenho de fazer o jantar”.

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Luís Santos e Beatriz Monteverde são jovens de 17 anos. São estudantes, ao contrário da grande maioria da gente, presente na manifestação. É o futuro próximo, que os preocupa. Conhecem a realidade dos amigos mais velhos, que encontram grandes dificuldades e barreiras, à entrada no mercado de trabalho.

“Em breve seremos jovens trabalhadores e jovens trabalhadores da nossa idade, até um pouco mais velhos, passam muitas dificuldades, são explorados constantemente e nós viemos para a luta apoiá-los. Viana é uma terra pequena onde há poucos jovens associados ao sindicato, por isso mesmo, estamos cá nós”, explica Beatriz a O MINHO, acerca da solidariedade intergeracional.

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

“Especialmente durante a pandemia, a exploração laboral aumentou muito mais. Acredito que este é um dos momentos mais importantes de sempre, para reivindicar os nossos direitos e dar volume à nossa voz”, comenta Luís Santos, sobre a comemoração do Dia Internacional do Trabalhador, num contexto pandêmico.

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

Foto: Tomás Guerreiro / O MINHO

A celebração em jeito de protesto ocorreu entre as 10:00 e as 12:00 horas da manhã. O grito de ordem, entoado dezenas de vezes, acompanhado de coro, música e apupos ao Governo, bem como ao presidente da Câmara, foi o clássico: “CGTP, unidade sindical”.

Notícia atualizada às 00h23 (12/05) com correção do nome de Beatriz Monteverde.

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