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Braga

Câmara de Braga avalia risco das ancoragens do Estádio Municipal

Se o seu resultado for negativo, o município segue para Tribunal contra os construtores

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Foto: Facebook de SC Braga (Arquivo)

A Câmara de Braga está a ultimar um relatório sobre a situação das ancoragens do estádio municipal, trabalho a cargo de um perito contratado em março, precisamente para monitorizar a segurança da estrutura. Se o seu resultado for negativo, ou seja, se houver necessidade de reparação ou mudança de uma parte das mais de 400 ancoragens, o Município segue para Tribunal contra os construtores.

As ancoragens são as estruturas de aço que seguram a bancada poente do estádio – construído para o Euro 2004 e usado pelo Sporting Clube de Braga – ao muro da antiga pedreira, as quais, por sua vez, são a garantia de sustentabilidade da pala do estádio.

O perito, Carlos Quinaz, tem vindo a visitar o local, nomeadamente a bancada poente, bem como a consultar documentação sobre a construção do estádio. Ao que o MINHO soube nem toda a documentação se encontra na Câmara, por que terá, uma parte, “desparecido”, algo, outrora, relativamnete comum no Município. O especialista terá, ainda, de consultar o processo judicial do foro administrativo, interposto pelo consórcio que projetou o estádio – Souto Moura/AfaAssociados – e que se encontra no Tribunal Central Administrativo do Norte, no Porto, à espera de uma decisão sobre o recurso camarário da sentença que o condenou, no Administrativo de Braga, a pagar quatro milhões – já com juros – aquele consórcio.

Fonte ligada ao processo adiantou que, “se o relatório do perito concluir que as ancoragens, ou uma boa parte delas, têm defeitos que exijam reparação ou substituição”, a Câmara avança com uma ação em Tribunal pedindo uma indemnização ao consórcio construtor, ASSOC/Soares da Costa(originalmente com a Soares da Costa e seis empresas de Braga, três delas já falidas).

As ancoragens foram da responsabilidade deste consórcio, que encarregou a DST de as colocar em 2003. Em 2015, as peritagens feitas ao local, deteteram problemas em 23, tendo as mesmas sido alteradas pela própria DST. Esta construtora tem dito que as estruturas estão,
na generalidade, capazes, sendo os defeitos encontrados fruto do natural desgaste do tempo. Nega, por isso, qualquer anomalia de construção ou colocação.

Afaconsulting alerta para perigo

Em 2015, menos de dois anos após ter tomado posse, o presidente da Câmara Ricardo Rio foi confrontado com um relatório da empresa AfaConsulting, encarregada pelo executivo anterior de Mesquita Machado de monitorizar todo o estádio, de que havia as tais 23 ancoragens «estragadas», devido a corrosão, e avisando para que outras iriam deteriorar-se. Falava mesmo em “perigo” e em eventual necessidade de, um dia, vir a ser necessário “evacuar o estádio”.

O autarca mandou reparar as ancoragens, para o que pagou 500 mil euros. E tem dito que a situação está controlada não havendo perigo.Fonte ligada ao processo disse que, na ocasião, o sistema de monitorização digital da estrutura, que estava ligado a um computador
municipal e a outro na AfaConsulting deixara de funcionar. Algo que – disse ao MINHO – o vice-presidente da Câmara, Firmino Marques – já foi retificado estando, agora, o sistema, a funcionar com normalidade.

Mais dinheiro para o estádio

Contactado a propósito, Ricardo Rio disse apenas que a Câmara defende os seus interesses legítimos, confirmando que instruiu o advogado Fernando Barbosa e Silva para instaurar a ação. Este – ao que soubemos – aguarda o dito relatório para o fazer. Uma outra fonte disse a O MINHO que, além de eventuais problemas ligados ao emprego de técnicas deficientes na colocação das ancoragens, estas estão sujeitas ao esforço mecânico provocado pelas palas de cimento do estádio, que atingem milhares de toneladas. Acrescenta que a degradação deve continuar. A solução seria a sua substituição total (20 milhões de euros) ou a retirada das palas em cimento, substituindo-as por outras de materiais mais leves.

A Câmara já perdeu, no Tribunal Administrativo, duas ações postas pela ASSOC, consórcio em que a Soares da Costa tem 40 por cento. A primeira, de quatro milhões já foi liquidada pela Autarquia, mas a segunda, num montante, que pode chegar aos dez milhões, transitou, agora, em julgado. O Município terá, assim, de negociar o valor a pagar e a forma de o fazer, para não ser penhorado.

Para não pagar, e se vier a colocar a ação das ancoragens, a Câmara pode pedir ao Tribunal um compasso de espera, argumentando que, eventualmente terá alguns milhões a receber, pelo que – e explicando a situação em termos não-jurídicos será melhor que, no final, se faça um “encontro de contas”.

Referendo

Recorde-se que, e atendendo aos custos do estádio, que já terão chegado aos 180 milhões de euros, mas os da sua manutenção anual, Ricardo Rio avançou com a decisão de fazer um referendo aos municípes sobre a possibilidade de o vender.O ato, a realizar-se, só pode ocorrer após as eleições legislativas, ou seja, na prática, no princípio de 2020.

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Braga

Meia centena de autocaravanistas ‘rolam’ pelo Minho e apregoam: “Isto é liberdade”

Quase todos foram campistas

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Quase todos foram campistas. Montavam tenda em qualquer parte da Europa. Depois, compraram uma caravana, ou uma casa rolante. Mas a necessidade de possuir uma viatura para atrelar a nova casa não agradava. Decidiram, então, tornar-se autocaravanistas. E em Portugal são cerca de oito mil.

Vítor Tavares, 73 anos, foi um dos fundadores da Federação Portuguesa de Autocaravanismo, “há mais de 40 anos”.

Antigo segundo-comandante dos Bombeiros de Campo de Ourique, em Lisboa, está, durante estes dias, em passeio pela região do Minho, face a novo encontro dos associados do Clube Português de Autocaravanas, que se realiza em Vila Verde.

Vítor Tavares. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

O MINHO encontrou o grupo, com cerca de meia centena de autocaravanistas, no santuário de Mixões da Serra, freguesia de Valdreu, em Vila Verde, durante uma visita guiada. Estão “alojados” no Parque de Campismo e Caravanismo Rural de Aboim da Nóbrega, no mesmo concelho.

O antigo elemento de comando dos bombeiros relembra a forma como a maioria dos associados entrou no “mundo da liberdade”, como lhe chama.

Amantes do campismo puro, no final da década de 70 e inícios de 80, com tendas enfiadas em Fiat’s 127, iam correndo partes da Europa. Mas chegou o dia em que compraram a primeira autocaravana. E daí, até aqui, foi sempre a rolar.

Vítor recorda ter comprado a sua primeira autocaravana, uma Renault Traffic, em 1983. “Foi a primeira a ser fabricada em Portugal”, diz. Volvidas três décadas e meia, percorreu a Europa (quase) toda. “Só me falta ir à Grécia”.

Recentemente, foi ao Cabo Norte, na ilha de Magerøya, norte da Noruega. “Oito mil quilómetros, ir-e-vir“. E o mapa confirma a distância de 4.115,8 quilómetros a separar Lisboa da ilha semiglaciar.

Isto é liberdade

Mário Prista, 69 anos, veio de Faro até Mixões da Serra e ficou “deslumbrado” com as paisagens. “Sou autocaravanista itinerante”, apresenta-se o algarvio sem sotaque de marafado. 

Mário Prista. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Estive em Marrocos, Cabo Norte, praticamente toda a Europa, mas nunca tinha estado aqui”. Pertence ao CPA há vários anos e revela que, na zona algarvia, ainda não existe nenhum clube, mas, a breve prazo, será fundado o primeiro.

“Já se está a preparar a criação de um clube, para breve, na nossa região. Pertenço a várias associações, mas a verdade é que, na terra das férias de verão, não há clubes de autocaravanismo”, salienta.

Grupo da CPA percorre estradas municipais junto à ‘fronteira’ do Alto Minho. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Assim como os restantes associados do CPA, Mário consegue encaixar a descrição de décadas de atividade em três palavras com conjugação verbal: “Isto é liberdade”.

O Minho

Vítor Tavares, o segundo-comandante do CPA, mostrou-se entusiasmado quando foi sugerida a região do Minho para destino deste encontro. “Já cá estive várias vezes, na zona de Viana do Castelo, a ajudar no combate aos fogos florestais”, recorda.

“A minha mulher até gozava a dizer que, em vez de combater os fogos, eu ia era para as festas da Senhora da Agonia. Aqui somos sempre muito bem tratados”, revela, em tom de riso. “Esta terra é formidável”.

Grupo da CPA no santuário de Mixões da Serra, em Vila Verde. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Mário concorda: “Nunca tinha estado em Vila Verde, mas já conheço o Minho quase todo e sei que posso contar com boas pessoas, comida maravilhosa e uma beleza natural indiscritível”.

“O Minho não tem nada a ver com o Algarve. Em julho e agosto, é o destino por natureza, mas aqui é o ano inteiro”, diz.

“Só que de inverno é mais complicado”, acrescenta, enquanto se abriga de nova chuvada.

“Somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”

Paulo Barbosa é o atual presidente da direção da CPA, cargo que exerce há seis anos. Conta que a vinda à região do Minho passou por uma sugestão da ATAHCA, associação de desenvolvimento para as terras altas junto aos rios Homem e Cávado.

Paulo Barbosa, presidente da direção do CPA. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Este já é o quinto encontro que fazemos só este ano, mas, mesmo em anos anteriores, nunca tínhamos vindo para a região mais interior do Minho. Há uns oito anos estivemos na costa do Minho, em Viana, Âncora e Caminha”, conta.

Paulo Barbosa destaca alguma dificuldade para autocaravanistas junto ao interior do país, sobretudo pela falta de locais onde possam substituir “as águas sujas” por água limpa.

“Na zona da costa há várias estações de serviço onde temos condições, mas nesta zona não temos estações e os parques de campismo são poucos”, lamenta.

“Há aqui o parque de campismo de Aboim da Nóbrega, cujo zelador (Domingos Costa), se mostrou disponível para nos receber e dar-nos condições”, destaca o dirigente, relembrando que “de três em três dias” é necessário “trocar as águas”.

“Precisamos de mais parques como este na região mais interior do Minho, somos 8 mil portugueses autocaravanistas, mas estrangeiros são mais de 300 mil a passar anualmente em Portugal”.

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Braga

Funcionários de empresa de Braga acusam Câmara de Valongo de “incumprimento da lei”

Parque VE

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Estacionamento. Foto: O MINHO (Arquivo)

Os seis funcionários que o Tribunal Judicial do Porto (TJP) mandou serem integrados pela Câmara de Valongo na sequência do resgate da concessão de estacionamento acusaram, nesta sexta-feira, a autarquia de incumprimento da lei ao não aceitar a integração.

Em comunicado, os seis funcionários da Parque VE, com sede em Braga, afetos à concessão reagiram em comunicado à recusa da autarquia liderada pelo socialista José Manuel Ribeiro citando a decisão do TJP que considerou “ilícito o despedimento dos trabalhadores”.

Contactada pela agência Lusa, a Câmara de Valongo, no distrito do Porto, disse em 12 de novembro, “estranhar” a decisão do tribunal, considerando que esta “contraria o princípio da igualdade definido na Constituição e na Lei, que faz depender o acesso à função pública de concurso público”, e avançou que vai recorrer.

Em comunicado datado de 13 de novembro, mas apenas hoje enviado à Lusa, os funcionários dizem ter-se apresentado naquela data na câmara, mas que “foram surpreendidos com a recusa do município em acatar a decisão judicial”, situação que dizem “não esperar de um executivo liderado pelo PS”.

Afirmando-se numa “situação desesperada” e sem “receber qualquer retribuição desde 28 de agosto de 2019, data em que operou a decisão de resgate por parte do município”, dizem-se “privados do mínimo de subsistência para o seu sustento e das suas famílias”.

O facto de “não estarem equiparados a agentes da autoridade pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária não é motivo para incumprimento da decisão judicial”, argumentam os signatários do comunicado, considerando reunir condições “para exercer as funções que mantinham na Parque VE”.

Acusando o executivo de “confundir a emissão de autos de notícia para instauração de processos de contraordenação com as cobranças dos valores de estacionamento previsto no regulamento”, afirmam-se “alheios” a esta situação.

A sentença surgiu no âmbito de um processo que teve início com a decisão da Câmara de Valongo de resgatar as concessões de estacionamento à superfície na sede do concelho e na cidade de Ermesinde, as quais estavam atribuídas à empresa Parques VE, SA, com sede em Braga.

O executivo municipal aprovou esta medida por unanimidade em 03 de janeiro, uma decisão que foi ratificada em 13 de junho, também por unanimidade, na Assembleia Municipal de Valongo.

A empresa Parque VE acusou em 24 de setembro a Câmara de Valongo de deixar no desemprego vários trabalhadores ao resgatar a concessão do estacionamento, com a autarquia a responder não ser responsável pelos funcionários.

Antes, em 02 de setembro, o município anunciou que tinha estabelecido um prazo de cinco dias à empresa Parques VE para a entrega dos equipamentos e bens afetos à concessão de estacionamento resgatada.

A Lusa tentou obter uma reação da autarquia, mas até ao momento não foi possível.

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Braga

Braga: Bombeiros ensinam técnicas a idosos que podem salvar a vida no dia a dia

Formação no quartel dos Bombeiros Sapadores de Braga

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Foto cedida a O MINHO

Um grupo de pessoas, com mais de 60 anos, esteve no quartel da Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga (BSB) para uma formação de conhecimentos e técnicas de suporte básico de vida.

Em nota enviada a O MINHO, a companhia refere que esta formação é bastante útil “no dia a dia dos seniores”, explicando que a visita ao quartel se realiza com periodicidade mensal e está inserida na VI edição do “Ciclo do Conhecimento”, um projeto que visa combater o isolamento e prolongar a qualidade de vida da população idosa do concelho de Braga.

O objetivo destas sessões passa por uma “resposta social do município de Braga que visa criar e dinamizar regularmente atividades culturais, educacionais e de convívio num contexto de formação ao longo da vida, em regime não formal”.

Este ano o projeto abrange uma oferta formativa alargada, com o ensino de inglês, de tecnologias da informação e comunicação (TIC), de história de Braga, de filosofia para a vida e de língua portuguesa.

Esta edição traz algumas novidades formativas, nomeadamente as danças de salão, saúde e bem-estar (onde se inclui a formação em suporte básico de vida), matemática da vida e ginástica da mente.

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