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Braga

Braga: D. Jorge Ortiga, o bispo há mais tempo em funções em Portugal

Arcebispo de Braga e Primaz das Espanhas tomou posse a 18 de Julho de 1999

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Jorge Ferreira da Costa Ortiga, D. Jorge Ortiga, comemora vinte anos como Arcebispo de Braga. Nasceu, cresceu e foi ordenado em Braga, antes de ir para Roma, esteve na paróquia de S. Vítor e foi o movimento focolare que lhe ‘moldou’ o pensamento e a forma de estar na vida, na sociedade e na igreja.

“Praticar a alegria e a amizade” é um dos legados que gostaria de deixar ficar. A oração e os amigos irão ficar a ganhar quando o Santo Padre aceitar a sua resignação.

Para marcar esta importante efeméride, é apresentado, publicamente, o livro “D. Jorge Ortiga – Semeador da alegria e construtor da unidade”.

Uma publicação da autoria do jornalista Ricardo Perna com prefácio do Cónego João Aguiar Campos, e apresentada por D. Nuno Almeida, bispo auxiliar da diocese bracarense.

D. Jorge Ortiga é o bispo há mais tempo em funções em Portugal. É uma personalidade que marcou a Igreja em Portugal nos últimos quarenta anos. Com 75 anos e depois de atingir o limite de idade para continuar no cargo, o ainda Arcebispo de Braga já entregou o pedido de renúncia ao Papa.

Responsáveis da editora ‘Paulus’ dizem que “a sua vida é uma feliz divina coincidência, com todos os movimentos pós-Concílio Vaticano II, sem esquecer a dura realidade da luta pela liberdade no 25 de Abril, e principalmente nos anos que se seguiram à Revolução dos Cravos”.

Quem com ele lida de perto, reconhece que “tem sido arquiteto de uma vida em Igreja em busca da unidade, contra a uniformidade”.

Apesar dos seus setenta e cinco anos, e de já ter entregado a renúncia ao Papa Francisco, são os seus colaboradores diretos que, mesmo sendo mais novos, falam “do seu ritmo acelerado de trabalho, que não lhes deixa tempo para respirar”.

Seminário

Natural de Brufe, Vila Nova de Famalicão, D. Jorge Ortiga recorda numa entrevista, hoje, divulgada através da editora ‘Paulus’ que teve “uma infância feliz integrado numa boa família e a crescer num bom ambiente paroquial. Nasci numa família de rendimento médio, onde não faltava o essencial em contraponto com muitos dos meus colegas de escola”.

Os pais têm um papel fundamental: “são extraordinários marcados pela ideia do trabalho, conscientes do cumprimento escrupuloso dos deveres, com uma educação orientada para os valores, coerência, honestidade, transparência e no sentido de pertença numa comunidade, que eles praticavam”.

A ‘vocação’ para o sacerdócio vem desde pequeno: “desde que me lembro, disse que queria ser padre e punha-me a celebrar missas, batizados ou casamentos”, refere na mesma entrevista. “Quando falam na vocação, é um chamamento que entra e não se sabe porquê. Foi acolhida tremendamente pelos meus pais que manifestaram maior alegria que eu”.

No seminário tem 135 jovens como ele e reconhece que nunca passou por um “período de crise” mas teve “muitas interrogações”, sobretudo, sobre o papel da igreja.

“Nós tínhamos a pessoa do diretor espiritual, um bom diretor, que era jesuíta. Eu ordenei-me em 1967 e o concílio foi 65. Vivíamos no signo da necessidade da mudança, da reforma. Por isso a minha crise não foi tanto sobre a fé, mas mais por uma igreja diferente”.

Focolares

O movimento Focolare mudou a forma de estar de D. Jorge Ortiga. Conheceu o movimento no primeiro ano de padre, quando coadjuvava na paróquia de S. Vitor e ainda antes de ir estudar para Roma. “Encontrei uma espiritualidade que oferecia um rosto de igreja mais jovem, atraente, mais sedutora em tudo”, justifica.

Depois, a vivência dessa espiritualidade foi a ‘cereja em cima do bolo’: “no concreto essa espiritualidade expressava-se através da música, em comunhão com o mundo inteiro, uma igreja mais aberta, mais presente na comunidade”.

Aliás os ‘Focolares’ traziam para a discussão assuntos que a própria igreja não queria abordar na altura, como o ecumenismo. “Nos anos 70, falava-se nos Focolares do diálogo inter religioso que estava no concílio mas não estava a ser posto em prática, falava-se da relação com os não- crentes e foi aí que encontrei a igreja numa linha de renovação”.

Roma

A ida para Roma “foi uma graça” e a experiência comunitária junto com outros sacerdotes haveria de o marcar: “às quintas-feiras não havia aulas, deixava o colégio e ia viver uma experiência comunitária com outros sacerdotes, padres de todo o mundo e isso marcou-me”.

A linha de pensamento do arcebispo de Braga começa a ser moldada: “não sou capaz de ver a igreja fora do modelo da santíssima trindade, os três distintos, diferentes mas os três unidos num só Deus, do amor que deles resulta que é o único preceito que temos. Depois uma igreja onde não há ricos nem pobres, mas que existem e temos que estar atentos”.

Futuro

D. Jorge Ortiga é o bispo em funções há mais anos e é o seu preceito de vida o segredo para esta longevidade: “eu procuro acordar todos os dias e vivê-los como únicos, com o mesmo entusiasmo e a mesma dedicação. Encarar serenamente o dia-a-dia”.

Em Março apresentou a resignação ao Papa Francisco que ainda não foi aceite: “estou à espera e uma das normas é viver o momento presente com a mesma dedicação e entusiasmo. Deus dá-me a tranquilidade porque não preciso de me preocupar para onde ir, não faltam lugares onde possa estar”, refere na mesma entrevista.

Depois de descansar um pouco, “não quero estar na inactividade mas quero continuar a trabalhar. Uma coisa de que gostaria ter era mais tempo para a oração e para cultivar a amizade”.

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Braga

Pudim Abade de Priscos ainda pode vencer 7 maravilhas doces de Portugal

Doce tradicional de Braga

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Foto: DR

O concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal resolveu repescar todos os doces classificados na segunda posição de cada distrito para voltarem a concorrer à meia-final do concurso.

No distrito de Braga, o vencedor foi o Bolinhol de Vizela, por ter angariado mais votos via telefone, com o Pudim Abade de Priscos, de Braga, a classificar-se na segunda posição.

Durante esta quarta-feira, este pudim tradicional de Priscos estará a votos até às 17:30 de forma a juntar-se aos doces de Vizela como representantes do distrito nas meias-finais do concurso que elege o doce português favorito da população.

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Braga

Turistas feridas com gravidade após colisão entre cavalos no Bom Jesus em Braga

Colisão entre três cavalos faz quatro feridos

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Foto: DR

Duas turistas de nacionalidade estrangeira ficaram com ferimentos graves na sequência de uma queda quando seguiam em cima de cavalos na zona do Bom Jesus, em Braga.

Ao que O MINHO apurou junto de fonte envolvida no socorro, a situação deu-se ao início da tarde da passada segunda-feira, às portas do parque do Bom Jesus, quando um cavalo se soltou e embateu contra outros dois que seguiam com as turistas em cima.

Para além das mazelas verificadas nas cidadãs de nacionalidade estrangeira, também dois tratadores que seguiam junto às turistas acabaram com ferimentos, estes considerados ligeiros.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, uma das vítimas foi transportada para o Hospital de Braga em viatura particular enquanto as outras três foram assistidas no local.

Os passeios a cavalo são uma atração turística às portas do parque do Bom Jesus desde tempos imemoriais e uma das imagens de marca para crianças e turistas que acorrem àquele sacromonte de Braga.

Esta já não é a primeira situação de alguma aflição a ocorrer com os cavalos do Bom Jesus.

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Braga

PSP impede mulher de se matar em Braga

Na rua Afonso Palmeira

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Uma Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da PSP de Braga impediu que uma mulher de 39 anos pusesse termo à vida, esta madrugada de quarta-feira, em Braga.

A situação terá ocorrido na rua Afonso Palmeira, pouco depois das 00:00, com a mulher a tentar o suicídio numa primeira vez, acabando por ser impedida pelo companheiro.

Ao que apurámos, uma queixa de violência doméstica está na origem da deslocação das autoridades ao local. Quando estas chegaram, a mulher terá novamente tentado atirar-se de uma varanda, tendo sido impedida por elementos daquela força policial.

A vítima, que sofre de depressão e estava sob efeito de medicação, foi transportada pelo INEM ao Hospital de Braga, onde ficou sob vigilância médica.

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