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Viana do Castelo

Sessão pública sobre o lítio em Viana do Castelo para combater ‘silêncio’ do Governo

Em Freixieiro de Soutelo, com a presença da geóloga Teresa Fontão e de elementos da Associação de Defesa do Património, Corema

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Foto: Facebook

O lítio e os seus impactes é o mote de uma sessão de esclarecimento que vai decorrer, no próximo sábado, às 21:30, na freguesia de Freixieiro de Soutelo, em Viana do Castelo.

A sessão pública e aberta a todos os interessados conta com a presença da geóloga Teresa Fontão e de elementos da Associação de Defesa do Património, Corema.

Imagem: Divulgação

Os promotores da iniciativa referem que “segundo informação veiculada por multinacionais do setor mineiro, tudo indica que poderemos estar na iminência do começo de um projeto de mineração a céu aberto de lítio, na Serra d’Arga e áreas circundantes”.

Por considerarem que “as instâncias governamentais não têm prestado o devido esclarecimento, informação e consulta da população local, em claro desrespeito pela sua cidadania e insensíveis ao seu bem-estar e qualidade de vida”, avançaram para a realização desta sessão que “pretende esclarecer e alertar a população local para os perigos e impactes que um projeto de mineração desta magnitude poderá ter no ambiente e nas suas vidas”.

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Viana do Castelo

Daniel Pereira Cristo reinterpreta folclore de Viana do Castelo

Grupo Etnográfico de Areosa

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Foto: Divulgação

Daniel Pereira Cristo e Celina da Piedade integram um grupo de 50 músicos convidados pelo Grupo Etnográfico de Areosa, em Viana do Castelo, para reinterpretar canções tradicionais do folclore português a incluir num CD a lançar em março.

“O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA) é diferente dos outros. Para mim, é um exemplo a seguir pelo nosso folclore. Depois da importância dada à beleza inequívoca do trajar e das fantásticas danças tradicionais, é fundamental tratar com o máximo rigor possível as nossas canções tradicionais, os nossos instrumentos seculares e a produção de espetáculos que possam ganhar o seu lugar na contemporaneidade”, afirmou, este sábado, à Lusa, Daniel Pereira Cristo, cantautor e multi-instrumentalista.

Daniel Pereira Cristo, vencedor do Prémio Carlos Paredes’2018, que falava à margem da apresentação, hoje, no museu do traje de Viana do Castelo, do novo álbum do GEA intitulado “A Várias Vozes” explicou ser esse o “espírito” do novo projeto.

“Se não queres perder público, queres atrair juventude para a tradição, então este o caminho certo. Candeia que vai à frente alumia duas vezes e o GEA vai mostrar aos outros que este é o caminho certo”, afirmou Daniel Pereira Cristo que, este ano, convidou Ana Bacalhau para um concerto que decorreu em agosto em Viana do Castelo.

O projeto integra ainda o contributo de Celina da Piedade, cantora e acordeonista e compositora, do poeta, intérprete de música tradicional e cantador ao desafio Augusto Oliveira Gonçalves, localmente conhecido como Augusto Canário, Pi d’Areosa, tocador de concertina e cantador ao desafio, Ana Santos, o maestro Vítor Lima, Rafaela Alves e Diana Leitão do grupo à capela Contraponto, a soprano Tânia Esteves e a fadista Elsa Gomes.

Na apresentação do novo projeto, o diretor artístico do GEA, Flávio Cruz, sublinhou que o objetivo do novo trabalho “não foi só dar uma nova roupagem aos temas tradicionais mas fazê-lo com a comunidade e com o país, reunindo músicos locais e nacionais”.

Também a vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, destacou a escolha do Museu do Traje para a apresentação do projeto por considerar que se trata de um espaço “icónico” da cidade.

“Se Viana é a capital do folclore, o museu do Traje é a catedral do folclore”, frisou,

A responsável sublinhou que “pegar na tradição e dar-lhe uma linguagem contemporânea”.

“Viana do Castelo tem valores para valorizar a tradição. É uma obrigação nossa meter cada vez mais gente neste processo. Incluir outros registos. Pegar na tradição e introduzir uma linguagem contemporânea, sempre com respeito e rigor e nunca atraiçoando a tradição”, apelou.

O presidente do GEA, Alberto Rego, destacou o “contributo” dos cerca de 50 músicos que participaram no trabalho hoje apresentado, e que explicou, está a ser “trabalhado em laboratório há muitos anos”.

“Só há uma maneira de salvar a tradição. É juntar a interpretação de cada geração. Não é alterar, é juntar os contributos de cada geração, valorizando o que vem do passado para o fazer chegar ao futuro”, referiu.

Os instrumentos utilizados são reinterpretação das canções tradicionais do folclore português são o bandolim, braguesa, cavaquinho, contrabaixo, guitarra, guitarra baixo, violino, violoncelo, flauta transversal, gaita-de-foles, acordeão, concertina e vários instrumentos de percussão.

Para além os músicos “locais e nacionais”, o CD inclui a participação de “atuais e antigos” solistas do GEA, reconhecido, em 2017, pela Câmara com o título de Instituição de Mérito de Viana do Castelo.

Neste CD são apresentados 21 temas interpretados pelo GEA desde a sua fundação, em 1966.

Com cerca de uma centena de elementos, o GEA venceu, em 2017, o Grande Prémio da VII edição do International Folk Contest-Festival “Flower of the Sun’ 2017”, na Lituânia, disputado por 37 grupos, de 12 países, envolvendo mais de 700 artistas.

A conceção da imagem gráfica do novo álbum foi também feita por quatro artistas locais que criaram “uma peça única”.

“O objetivo é que a imagem realçasse o movimento das dançarinas e a beleza do traje. Os diferentes contributos diferentes conjugados resultaram numa imagem coesa”, explicou a designer Helena Soares, que juntamente com os artistas plásticos João Gigante, Hugo Soares e Sara Costa, assina o trabalho.

A sua apresentação do CD “Grupo Etnográfico de Areosa, A Várias Vozes”, terá lugar no centro cultural de Viana do Castelo, dia 13 de março de 2020, às 22:00.

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Viana do Castelo

Viana compra ex-pavilhão da AIMinho por 1,3 milhões para centro de congressos

Imóvel situado no Campo d’Agonia

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Foto: Divulgação

A Câmara de Viana do Castelo assinou, esta sexta-feira, com o administrador de insolvência da Associação Industrial do Minho (AIMinho) a escritura de aquisição, por 1,3 milhões de euros, de um antigo pavilhão para o transformar em centro de congressos.

O imóvel, situado no Campo d’Agonia, encontrava-se à venda na sequência de uma decisão judicial que determinou a “liquidação e encerramento” da AIMinho, depois de a assembleia de credores ter rejeitado um plano para recuperar a instituição da insolvência, devido ao voto contra do Novo Banco, que tem um crédito de cinco milhões de euros.

Hoje, em comunicado enviado à imprensa, a Câmara da capital do Alto Minho explicou que o espaço adquirido “é composto por um pavilhão para exposições, um edifício de apoio administrativo, um auditório e de um terreno adjacente ao pavilhão de exposições”.

“A Câmara Municipal de Viana do Castelo pretende refuncionalizar o espaço para criar um centro de congressos com uma sala expositiva para 500 pessoas, um auditório para 150 pessoas e uma sala de exposições”, especifica a nota.

O município liderado pelo socialista José Maria Costa adiantou que “as obras de requalificação das instalações do antigo centro empresarial estão já previstas e orçamentadas no Plano de Atividades e Orçamento para 2020 e 2021”.

Na gestão do futuro edifício, adiantou a autarquia, “permanecerá” a Escola Profissional – ETAP, atualmente instalada naquele edifico, “para o qual será celebrado um protocolo de cooperação de cedência de parte das instalações, bem como o modelo de gestão”.

A Câmara de Viana do Castelo justificou a criação do novo centro de congressos com a necessidade de “dar resposta em termos de disponibilização de espaços às inúmeras solicitações que tem vindo a registar para a realização de eventos e de congressos nacionais e internacionais na cidade”.

O novo espaço de congressos “irá beneficiar da centralidade das instalações, da proximidade de um parque de estacionamento, que permite o acesso rápido ao centro histórico e às diversas unidades hoteleiras, restauração e comércio tradicional da cidade”.

“O equipamento assumirá, assim, um papel importante na dinamização económica e na atratividade do concelho”, sustenta a autarquia.

Em maio, a Câmara aprovou, por unanimidade, a compra, por 1,3 milhões de euros, do pavilhão, através de um empréstimo de 12 anos para financiamento daquela operação.

Além da aquisição do imóvel e da contração do empréstimo, o executivo municipal aprovou ainda, também por unanimidade, uma segunda revisão orçamental “para introdução daquela operação nas contas de 2019” e incluir, “no orçamento de 2020, uma verba de um milhão de euros para a realização de intervenções no imóvel a candidatar a fundos comunitários”.

O imóvel possui uma área de terreno total de 8.600 metros quadrados, uma área do pavilhão de 3.100 metros quadrados, uma área de receção/entrada com 380 metros quadrados e uma área de serviços/gabinetes de 750 metros quadrados.

Em setembro de 2018, o Ministério Público (MP) acusou 126 arguidos, 79 pessoas singulares e 47 empresas, no âmbito de um processo-crime sobre ganhos ilícitos de quase 10 milhões de euros com projetos relacionados com a AIMinho e cofinanciados pela União Europeia.

Os 126 arguidos vão responder por crimes de associação criminosa, fraude na obtenção de subsídios, burla qualificada, branqueamento, falsificação e fraude fiscal qualificada, remontando os factos ao período entre 2008 e 2013.

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Viana do Castelo

Viana do Castelo defende prorrogação de concessões contra “faroeste” nos transportes

“Transportes sem lei? Já não estamos nesse tempo”

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Viana do Castelo aplaudiu, esta quinta-feira, a decisão do Governo de prorrogação das concessões dos transportes públicos, por defender o cumprimento da “legalidade”, num setor que “não é do tempo do faroeste”.

“Acho que foi útil e prudente por parte do Governo este prolongamento para não se ficar num vazio. Não se podia ter um território sem concessões, sem haver lei. Transportes sem lei. Já não estamos nesse tempo. Isso era no faroeste. Acho que as empresas não defendem o faroeste, defendem a legalidade”, afirmou José Maria Costa.

O autarca socialista falava aos jornalistas no final da reunião camarária que aprovou, por unanimidade, a prorrogação, por dois anos, de duas concessões no concelho, ao abrigo do diploma, publicado dia 29 de novembro em Diário da República e promulgado pelo presidente da República e que altera o Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros.

Aquele diploma permite às autoridades de transporte prolongar por dois anos a manutenção dos títulos de concessão para a exploração do serviço público do transporte de passageiros.

José Maria Costa disse esperar não serem necessários os dois anos para a conclusão do processo que implementará “o novo mapa tipo para os transportes” no distrito de Viana do Castelo.

“Percebo que, muitas vezes, nestes momentos de alguma indefinição, haja alguma pressão por parte das transportadoras para fazer outro tipo de serviços, procurando utilizar os interstícios da lei, mas acho que devemos cumprir o Estado de direito e a lei é para ser cumprida”, frisou.

Na terça-feira, quinze empresas de transporte público de passageiros alertaram que a “incerteza” gerada pelo prolongamento das concessões decidido pelo Governo “lança a instabilidade e a precariedade” no setor, ameaçando a sua “sustentabilidade”.

O autarca de Viana do Castelo, que é também líder da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, adiantou que “a proposta final da nova concessão para a área territorial do Alto Minho foi enviada para a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) que vai ter de avaliar o caderno de encargos e os estudos de viabilidade económico e financeira”.

“Trata-se de um ?dossier’ técnico complexo, que envolve financiamentos ou não de algumas concessões. Até termos o parecer e as recomendações da entidade reguladora não podemos avançar com este processo. Assim que tivermos esse parecer e o visto do Tribunal de Contas lançaremos o concurso público para as novas concessões do novo mapa tipo para os transportes”, referiu.

O Presidente da República promulgou, no dia 30 de novembro, o diploma que permite às autoridades de transporte prolongar por dois anos a manutenção dos títulos de concessão para a exploração do serviço público do transporte de passageiros.

Em causa está um diploma que altera o Regime Jurídico do Serviço Público de Transporte de Passageiros, que previa que os títulos de concessão para a exploração do serviço público de transporte de passageiros por modo rodoviário, atribuídos ao abrigo do Regulamento de Transportes em Automóveis (RTA) se mantêm “em vigor até ao final do respetivo prazo de vigência ou até 03 de dezembro de 2019, consoante a data que ocorrer primeiro”, sem que a data de 03 de dezembro pudesse ser ultrapassada.

Ao mesmo tempo determinou-se que os contratos de serviço público devem ser precedidos de procedimento de contratação pública, ou seja, exige-se que a seleção de operador que preste serviço público de transporte de passageiros que incluam obrigações de serviço público e respetivas compensações “deve ser efetuada por procedimento concursal”.

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