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Entre março e junho morreram em serviço quatro professores, um dos quais “em plena sala de aula”

Fenprof já pediu à PGR investigação

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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) enviou à procuradoria-geral da República um ofício a pedir que o Ministério Público investigue a causa da morte de quatro docentes que morreram no exercício de funções entre março e junho.

“A Fenprof não conhece as causas da morte destes docentes, nem se está relacionada com a tremenda sobrecarga horária e de trabalho a que os docentes estão obrigados, mas estranha que estes casos tivessem surgido precisamente no momento do ano em que, comprovadamente, as situações de cansaço, desgaste, stress e ‘burnout’ mais se acentuam. Como tal, quer saber as causas destas mortes e apurar da eventual existência de responsabilidades pelas mesmas”, lê-se no comunicado hoje divulgado pela federação.

Os professores em causa davam aulas em Manteigas, Odivelas, Oliveira de Azeméis e Fundão e morreram, num dos casos, “em plena sala de aula” e nos outros “no exercício de atividade não letiva, relacionada com a avaliação dos alunos ou com a atividade da escola”.

“Assim, em exposição dirigida à procuradora-geral da República, Lucília Gago, e com conhecimento à coordenadora da equipa de investigadores/as da FCSH da UNL responsável pelo estudo sobre ‘burnout’ na profissão docente (Raquel Varela), ao presidente da FNAM (João Proença), ao bastonário da Ordem dos Médicos (Miguel Guimarães) e ao secretário de Estado da Educação (João Costa), a Fenprof expôs as razões por que decidiu solicitar a averiguação sobre a(s) causa(s) da mortes destes/as docentes em pleno desenvolvimento da sua atividade profissional”, adianta a Fenprof.

Em outubro do ano passado foi divulgado um estudo, pedido pela Fenprof à Universidade Nova de Lisboa, e que foi coordenado pela investigadora Raquel Varela, que dava conta de que 75% dos professores apresentavam um quadro de exaustão emocional e que milhares estavam preocupados com o consumo de substâncias como medicamentos, álcool e drogas.

Os investigadores concluíram que existia “uma fortíssima dependência entre consumos de álcool, drogas ou medicamentos com o índice de exaustão emocional nos professores”, segundo o relatório.

No ofício enviado à procuradoria-geral da República (PGR) a Fenprof, cita o estudo para associar os níveis de cansaço e exaustão emocional dos professores a “fatores como a sobrecarga horária e de trabalho que lhes é imposta, o envelhecimento ou a preocupação burocrática, entre outros, problemas para os quais a Fenprof tem vindo a alertar mas que, da parte do Ministério da Educação, não têm merecido a devida atenção, chegando, mesmo, a ser desvalorizados”.

“A Fenprof lembrou que são muitos os professores que, ao longo do ano letivo, se veem obrigados a entrar em situação de baixa, devidamente comprovada por atestado médico, por atingirem níveis de desgaste físico, psíquico e psicológico que os impedem de, pelo menos, temporariamente exercer a sua atividade profissional”, lê-se no comunicado.

A Fenprof anunciou na terça-feira, em conferência de imprensa no Porto, que iria remeter ao Ministério Público um pedido para que investigasse a causa da morte de três docentes, aqueles que tinham chegado ao conhecimento da federação até então.

Depois desse anúncio, a Fenprof recebeu o relato de mais um caso, que integra agora a lista enviada à PGR.

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André Ventura pede demissão do MAI após afirmações sobre compra de material pelos polícias

Entrevista de Eduardo Cabrita caiu mal ao Chega

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Foto: DR / Arquivo

O deputado único do Chega André Ventura pediu este domingo a demissão do ministro da Administração Interna, considerado “gravíssimas e desprovidas de sentido” as declarações de Eduardo Cabrita sobre a aquisição de material pelos próprios polícias.

Em causa está uma entrevista hoje divulgada pelo Diário de Notícias e pela TSF, na qual o ministro é questionado sobre as notícias que dão conta de polícias “que compram equipamento de proteção do seu próprio bolso”.

“Compram porque o querem e não têm nenhuma necessidade de o fazer. É preciso dizê-lo com toda a transparência. Há matérias que são diferentes, que são fardamento, em que há um subsídio. Mas o que é considerado como necessário pelos comandos é aquilo que é atribuído”, respondeu Eduardo Cabrita.

Em comunicado enviado á agência Lusa, o deputado do Chega considera que as palavras de Eduardo Cabrita “são uma autêntica vergonha política e institucional e uma profunda humilhação para os milhares de homens e mulheres polícias que se veem obrigados a gastar o seu próprio dinheiro para que possam trabalhar em segurança”.

Com estas declarações, considera André Ventura, o ministro “perdeu toda a confiança do setor e dos portugueses para continuar a liderar politicamente a administração interna do país”, e deve pedir a demissão do cargo ou ser demitido pelo primeiro-ministro.

“A inércia neste caso, que agravará ainda mais a tensão entre Governo e forças policiais, será da exclusiva responsabilidade do Governo do Partido Socialista”, afirma André Ventura.

O grupo parlamentar do PSD também repudiou as afirmações do ministro, acusando Eduardo Cabrita de “desfaçatez, falta de respeito e desconhecimento”.

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Albuquerque confirma ciclo de diálogo após PS ter deixado de “tentar prejudicar” Madeira

Aproximação a Costa

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Foto: Divulgação

O Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) vai manter “disponibilidade para o diálogo” com a República, sem deixar de fazer reivindicações, após o PS ter percebido que a “estratégia de tentar prejudicar a região não resultou”, afirma o presidente do executivo.

“Estamos num novo ciclo do relacionamento com a República […]. Neste momento temos um quadro de diálogo permanente”, declarou o social-democrata Miguel Albuquerque, numa entrevista à agência Lusa, nas vésperas de passarem os primeiros 100 dias da tomada de posse (22 de janeiro).

O chefe do executivo, que iniciou o seu segundo mandato em 15 de outubro de 2019, sublinhou que esta disponibilidade para o entendimento tem em vista “a concretização e a realização daquilo que são os interesses da região e o próprio interesse nacional nestas ilhas”.

Nas eleições regionais de 22 de setembro de 2019, o PSD/Madeira perdeu pela primeira vez a maioria absoluta que detinha há cerca de 40 anos na região, ao eleger apenas 21 dos 47 deputados do parlamento regional.

Para assegurar a governação no arquipélago, os sociais-democratas fizeram uma coligação com os três deputados eleitos pelo CDS. A assembleia é ainda composta por 19 parlamentares do PS, três do JPP e um do PCP.

“O ciclo eleitoral acabou e penso que o PS também percebeu que aquela estratégia de tentar prejudicar a região, tendo em vista prejudicar o Governo Regional e tirar benefícios para o partido a nível regional, não resultou”, declarou.

Albuquerque sublinhou, porém, que esta disponibilidade “não invalida que o PPD/PSD continue a reivindicar e a lutar de forma contundente” por aquelas que considera serem “as justas reivindicações da Região Autónoma da Madeira”.

Uma delas é a revisão da Lei das Finanças Regionais, já que “tem uma componente de injustiça e discriminatória relativamente à região” que afeta a Madeira na transferência de verbas do Estado.

O governante destacou que já se registaram avanços no Orçamento do Estado para 2020 em matéria da clarificação do financiamento do novo hospital da Madeira (comparticipação de 50%) e da introdução de uma taxa variável que permitiu a redução de sete milhões de euros por ano no serviço da dívida da região.

“Queremos resolver outras questões que estão pendentes, como sejam a revisão do subsídio de mobilidade e transporte marítimo de pessoas e bens”, mencionou, assegurando que o seu executivo vai “continuar a trabalhar e a dialogar para encontrar as soluções”.

Para Miguel Albuquerque, nestes primeiros 100 dias da nova legislatura, “no próprio quadro parlamentar, ficou demonstrada a fragilidade, neste momento, do PS”.

“O PS, ao contrário das expectativas, tem um grupo parlamentar e uma liderança parlamentar muito fraca, muito menos incisiva do que no passado” opinou.

No seu entender, nos primeiros debates parlamentares da nova legislatura constatou-se que “a nova direção do PS e do grupo parlamentar e aqueles supostos salvadores da Madeira não passam de um ‘bluff’”.

A bancada socialista, afirmou, “não tem qualquer consistência política e foi mais um produto de ‘marketing’”.

“No debate, na dialética parlamentar são muito fracos”, disse.

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Ministro da Defesa visita tropas portuguesas no Mali

João Gomes Cravinho

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Foto: DR / Arquivo

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, visita hoje os militares portugueses destacados no Mali em missões da União Europeia e da ONU, anunciou o ministério, em comunicado.

João Gomes Cravinho vai encontrar-se com os 17 militares portugueses da Missão de Treino da União Europeia (EUTM), que envolve quase 800 elementos de 27 países, liderada desde dezembro de 2019 pelo brigadeiro-general João Boga Ribeiro.

O ministro da Defesa, que estará acompanhado pelo enviado especial de Portugal ao Sahel, embaixador José Moreira da Cunha, reúne-se ainda com os dois militares portugueses da missão das Nações Unidas de estabilização do Mali (MINUSMA).

Segundo o comunicado, o ministro português reúne-se ainda com o ministro da Defesa do Mali, o general Ibrahima Dahirou Dembélé, e antigos combatentes daquele país.

Na segunda-feira, último dia da visita, Gomes Cravinho junta-se à ministra da Defesa de França, ao ministro da Defesa da Suécia e ao secretário de Estado da Defesa da Estónia para uma reunião conjunta com o presidente maliano Ibrahim Boubacar Keita e com o Representante Especial das Nações Unidas no país.

O contingente português na missão da ONU no Mali vai ser reforçado entre maio e outubro com mais cerca de 70 militares e uma aeronave C-295, da Força Aérea, anunciou na sexta-feira João Gomes Cravinho, admitindo que em 2021 poderá haver novo reforço da presença militar portuguesa no Sahel.

“É absolutamente fundamental estarmos presentes no Sahel. Não podemos deixar que a degradação da situação securitária no Sahel continue porque o resultado terá um impacto na Europa. […] Seria uma irresponsabilidade virarmos costas”, sustentou o governante, em declarações à Lusa, na sexta-feira passada, à margem de uma conferência, em Paris, com a sua homóloga francesa, Florence Parly.

O Mali e os países vizinhos estão numa situação de deterioração da segurança que assusta a comunidade internacional.

Segundo a ONU, mais de 4000 pessoas foram mortas em ataques terroristas em 2019 em Burkina Fasso, Mali e Níger. O número de pessoas deslocadas aumentou 10 vezes, aproximando-se de um milhão.

Os jihadistas têm aumentado os ataques mortais contra as forças armadas nos últimos meses. Isto está associado à violência intercomunitária e criminosa, alimentada pela proliferação do tráfico.

No passado dia 13, o Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o envio de mais 220 soldados para o Sahel para fortalecer a força militar francesa Barkhane de combate ao terrorismo ‘jihadista’ na região.

No mesmo dia, os Estados Unidos da América (EUA) admitiram reduzir a sua presença militar em África, o que pode colocar em risco os esforços feitos pelos europeus para ajudar a região na luta contra os grupos ‘jihadistas’.

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