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Braga

Bloqueio de portas, sirenes e criança desaparecida no Braga Parque? É mito urbano

Redes sociais

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Foto: Thiago Correia / O MINHO

Durante as últimas horas de quarta-feira e as primeiras da manhã desta quinta-feira correu nas redes sociais uma publicação que apontava uma criança desaparecida durante o dia de ontem no centro comercial Braga Parque que terá motivado grande aparato. Mas tudo não passa de uma mentira.

O texto foi publicado ao início da noite de ontem em diferentes grupos de Facebook, entre os quais o “Moina na Estrada”(com mais de 100 mil utilizadores) , dando conta do desaparecimento de uma menina dentro do espaço comercial.

Apontava que o aparato foi tal que a administração do shopping bloqueou as portas principais para que ninguém desaparecesse com a criança, temendo-se um rapto.

A publicação contava com mais de 300 reações e mais de uma centena de comentários, alguns dos quais referiam que, para além do bloqueio, soaram ainda sirenes de alarme dentro do espaço comercial.

O MINHO contactou fonte oficial do shopping que negou a ocorrência, explicando quais os procedimentos quando uma criança se perde na imensidão de lojas daquele espaço urbano.

“É completamente mentira que isso tenha sucedido”, começa por vincar fonte responsável no departamento de comunicação, explicando que os procedimentos não envolvem “bloqueio” de portas ou quaisquer “alarmes” de emergência.

“Quando uma criança se perde, que acontece regularmente, os nossos seguranças tratam de a levar em mãos até ao balcão de informações onde é tentado o contacto com os pais, seja de forma direta ou através dos altifalantes”, explica.

A responsável adianta que também leu a mesma publicação mas não conseguiu compreender “de onde saiu aquilo”.

“Temos uma política em que qualquer pessoa que trabalhe aqui pode e deve levar uma criança que esteja perdida até ao balcão de informações”, salienta. Quanto ao “bloqueio” de portas, a mesma fonte refere que “isso nem sequer é permitido”.

Contactada por O MINHO, fonte da PSP de Braga adiantou que não existiu quaisquer queixa de desaparecimento de crianças naquele centro comercial, apontando como “mentira” o que se escrevia nas redes sociais.

Por volta das 10:00 da manhã desta quinta-feira, a publicação que dava conta do alegado sucedido foi apagada pelo autor, sem quaisquer explicações.

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