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Barcelos

Bloco de Esquerda quer eleger vereador em Barcelos (e “trazer à discussão” a questão da água)

Eleições autárquicas

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Foto: DR

O sociólogo Manuel Carlos Silva é o cabeça de lista pelo Bloco de Esquerda à câmara de Barcelos, encabeçando uma candidatura que promete “trazer à discussão” a questão da água, do novo hospital e a defesa do “mundo rural”.

À margem da apresentação das listas do Bloco, o candidato à Assembleia Municipal, José Maria Cardoso, em declarações à Lusa, apontou como objetivo “aumentar o grupo parlamentar [na Assembleia Municipal] e eleger um vereador”.

“As nossas pretensões eleitorais passam por eleger um vereador, o primeiro no concelho de Barcelos, e aumentar o grupo na Assembleia Municipal, onde atualmente temos dois eleitos”, definiu.

Além das “metas eleitorais”, a candidatura bloquista tem outros objetivos: “Queremos trazer à discussão pública vários assuntos. Como a questão das águas que desde 2009 está por resolver, assim como a dívida superior a 200 milhões de euros para com a antiga concessionária da água ou a necessidade de um novo hospital”, enumerou.

Para o candidato, “é também preciso começar a pensar em estratégias para enfrentar a crise industrial, social e económica que se adivinha resultantes da pandemia e definir estratégias claras para defender o nosso mundo rural, os valores tradicionais da agricultura”.

O Bloco de Esquerda quer também que seja discutida a “muito necessária despoluição do rio Cávado, questão de que se fala há anos mas sobre a qual pouco se tem feito”.

Em 2017, o PS ganhou a autarquia de Barcelos com 41,19% dos votos e cinco vereadores eleitos, seguido do PSD/CDS-PP com 32,81% dos votos, elegendo quatro vereadores.

O movimento Barcelos, Terra de Futuro teve 17% dos votos e elegeu dois vereadores, o BE 1,84%, a coligação PCP-PEV 1,45% e o Movimento Alternativa Socialista 1,23%, sem qualquer vereador eleito.

À autarquia de Barcelos foram já confirmados como candidatos Horácio Barra (PS), Mário Constantino (PSD/CDS-PP), Mário Figueiredo (CDU) e Mota (Chega).

As eleições autárquicas não têm ainda data marcada, tendo por lei que acontecer entre finais de setembro e outubro.

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